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Barcelos: Theatro Gil Vicente com 25 espetáculos até ao fim do ano

Sara Correia, Salvador Martinha e Gisela João

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Aproxima-se o final do ano e a programação para os últimos dois meses traz muitas novidades e um grande conjunto de espetáculos. Sara Correia, Salvador Martinha e Gisela João são alguns dos nomes mais sonantes da programação do Theatro Gil Vicente para os meses de novembro e dezembro.

A agenda de espetáculos inicia, no dia 2 de novembro, com o concerto da fadista Sara Correia, com a apresentação do seu terceiro álbum “Liberdade”, pela Universal Music Portugal. O bilhete tem um valor de 12,50€.

A música continua no dia 7, às 22h00, com o espetáculo de Camille Emaille, concerto inserido no Ciclo Jazz ao Largo. Nos dias 9 e 22, o triciclo está de volta ao TGV. No dia 9, com o Serviço Educativo – “Koyaanisqatsi: Life Out of Balance (reimagined)” e no dia 22 recebe o compositor canadiano Eric Chenaux.

A ópera tem ainda lugar no dia 16, às 21h30, com o espetáculo “Maria de Buenos Aires Revisitada”, uma ópera-tango de Astor Piazzolla e Horacio Ferrer, pela Ópera Norte / Associação Portuguesa de Flautas.

Stand-Up e Cinema

Nos dias 5 e 6, às 21h30, o humorista Salvador Martinha apresenta o espetáculo de stand-up comedy “Aura Super Jovem”. Depois de algumas temporadas a trabalhar como ator, Salvador Martinha regressa ao stand-up puro, para nos contar o que andou a fazer nos últimos 5 anos, desde o seu último solo. A sessão tem um custo de 15,00€.  

O cinema também está de volta ao Theatro Gil Vicente. No dia 12, às 21h30, com a película “Toda a Beleza e Carnificina”, de Laura Poitras”, e no dia 19, é a vez de “Orlando, A Minha Biografia Política”, de Paul B. Preciado.

Teatro

Os mais novos terminam o ano no reino da fantasia com a peça “Hugo” – espetáculo em galego – trazida pel’ Os Náufragos Teatro”, no dia 3, às 16h00. No dia 17, é a vez de subir ao palco a “Fada Juju” – A Escola dos Sentidos”, pela Brain Entertainment. Estas peças inserem-se na rubrica “Em família no TGV”.

Entretanto no dia 24, há ainda lugar para duas sessões de música para bebés (dos 3 meses aos 3 anos) com o espetáculo “World Rock Bebé” pela Caixa de Cena, às 10h00 e 11h30. Neste mesmo dia, mas às 11h00, há ainda lugar para uma oficina dedicada às grávidas, “Grávidas em Movimento Acompanhado”, pela Escola de Dança de Barcelos.

O último dia do mês, 30 de novembro, é dedicado ao teatro, com a peça “Unidos na Desunião”, pelo Teatro Experimental dos Feitos.

Noutras artes, entre o dia 31 de outubro e o dia 30 de novembro, estará patente no Café-Concerto a exposição “O Abutre no seu Habitat”, da Barcelos Sénior.

Dezembro

O Natal marca a programação cultural de dezembro do Theatro Gil Vicente (TGV). O teatro infantil tem especial relevo, mas o cinema e a música não deixarão de estar presentes.

Destaque para Gisela João, fadista de Barcelos, que leva ao Theatro Gil Vicente um concerto memorável, nos dias 14 e 15, às 21h30 e 18h00, com “Gisela Canta Abril”, pela Match – Attack.

No dia 7, o triciclo está de volta com a mais recente vibração da cidade de Barcelos, “Criatura-dança”, que junta Elisabete Silva na voz/guitarra elétrica, Vítor Oliveira, na guitarra elétrica, Pedro Marques, na bateria/percussão), Ricardo Carvalho, nas teclas/coros e Carolina Alves, no baixo/coros.

Cinema e Teatro

Outras artes, outros gostos, o Cineclube Zoom apresenta no Theatro Gil Vicente dois filmes: no dia 3, “Grande Tour”, de Miguel Gomes e, no dia 17, a exibição do filme “Luz da Manhã + Amor Fati”, de Cláudia Varejão. As sessões acontecem às 21h30 e têm um custo de 3,50€.

Já depois do Natal, no dia 26, haverá a comemoração d’O Dia Mais Curto com o Festival Curtas-Metragens, com a projeção das “Novas Curtas Portuguesas”, uma seleção de filmes Made in Portugal.

Entretanto, o teatro sobe ao palco do espaço vicentino com duas estreias: no dia 6, a peça de teatro alusiva ao Natal “O Verdadeiro Natal”, pelo IAESM e, no dia 27, a peça “As Mais Belas Coisas do Mundo”, pela APACI.

Teatro para crianças

Já na rubrica “Em família no TGV”, as tardes de domingo são dedicadas aos mais novos: no dia 8, pelas 16h00, é encenada a peça “A Carochinha e o João Ratão”, pel’ A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos; e no dia 22 “O Circo Mágico de Natal”, pela Jonatas Cardinali.

Já depois do Natal, no dia 29, há teatro para bebés (dos 8 meses aos 36 meses). São também duas sessões, às 10h00 e 11h30, da peça “Pisca, Pisca Estrelinha”, pela Ponto Produções.

Nota: Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Theatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Imagem: CMB.

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Lisboa recebe III Salão do Livro Maçónico de 14 a 15 de março

Evento aberto ao público

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Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.

Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.

Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.

No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados

. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.

. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.

. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.

. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.

. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.

. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.

. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.

Imagens: IMP.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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