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Feira do Ambiente, Saúde e Bem-estar de Anadia

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A edição 2024 da Feira do Ambiente, Saúde e do Bem-Estar de Anadia decorreu, nos dias 31 de maio, 1 e 2 de junho, no Parque Urbano da Cidade, numa organização do Município. Três dias dedicados à promoção da cidadania e da qualidade de vida, com o objetivo de sensibilizar para a causa ambiental e para as boas práticas de saúde e bem-estar.

O certame acolheu um conjunto de atividades, desde workshops e rastreios, passando por exposições, ateliers ambientais, demonstrações e outras ações de divulgação das entidades participantes, designadamente associações ligadas ao setor ambiental, saúde e bem-estar, estabelecimentos de ensino, empresas e produtores biológicos, havendo também um espaço de restauração.

De destacar, ainda, o espetáculo de marionetas “Sereias Baleias”, o musical “O Planeta limpo do Filipe Pinto”, a caminhada “Anadia + Verde”, bem como a comemoração do Dia da Criança com muita alegria, jogos, animação infantil e brincadeiras.

O vereador da Câmara Municipal, com o Pelouro do Ambiente, Lino Pintado, faz um balanço “extremamente positivo”, sublinhando que decorreu de acordo com as melhores expetativas. “A forte adesão do público demonstra o reforçado interesse da população neste evento”, adiantou.

“A nossa convicção é a de que conseguimos passar a mensagem fundamental deste evento que é o da educação ambiental, despertando a consciência da comunidade para as melhores práticas ambientais”, afirmou, realçando ainda “a excelente adesão de expositores e público para a componente saúde e bem-estar que tão bem complementa e valoriza este evento”.

Lino Pintado deixou, ainda, um agradecimento público a todos os participantes, destacando “a parceria indispensável” com os agrupamentos de escuteiros do concelho e do Agrupamento de Escolas de Anadia.

De referir que a sessão de abertura contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Emídio Sousa. Na ocasião, a presidente da Câmara Municipal, Maria Teresa Cardoso, deu a conhecer algumas das preocupações do Município em relação ao ambiente, designadamente a questão da gestão dos resíduos que tem sido “uma fatura pesada” para a autarquia que tem “assumido todos os encargos sem os repercutir na fatura mensal dos munícipes”.

Maria Teresa Cardoso referiu-se ao certame, dizendo que tem “vindo a crescer”, fruto de “um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos”, acrescentando que, da parte do Município, “houve sempre uma grande preocupação de levar esta mensagem às escolas, promovendo e colaborando em vários programas ambientais, junto dos alunos que são os melhores mensageiros e os que estarão mais sensibilizados para as causas ambientais”, acrescentou.

O Secretário de Estado do Ambiente, Emidio Sousa, sublinhou que as questões ambientais são “um grande desafio para todos”, defendendo que “não se pode desistir” e que é necessário “encontrar soluções”.

Relativamente à gestão dos resíduos, considerou “injusto” o facto de os municípios terem de assumir todos os seus custos com a gestão, desde a recolha, passando pelo transporte, até ao aterro. “A política do Governo terá de passar por responsabilizar os vários agentes da cadeia, introduzindo “o princípio do poluidor-pagador”.

Emídio Sousa deu os parabéns ao Município pela iniciativa, cujo objeto “é o de sensibilizar a comunidade, nomeadamente os mais novos para a causa ambiental”.

Com esta iniciativa, o Município de Anadia pretendeu sensibilizar a comunidade para a necessidade de uma alteração de comportamentos em prol de um ambiente mais sustentável e a adoção e promoção de hábitos de vida saudáveis.

Foto: CMA.

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Açores

Florianópolis: Criada “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil” durante “IX Encontro Açores Brasil”

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Florianópolis recebeu, no domingo, 23 de agosto, o “IX Encontro Açores Brasil”, que reuniu representantes das oito Casas dos Açores existentes no maior país da América do Sul e marcou a constituição formal da “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil”. A iniciativa, promovida pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e da Direção Regional das Comunidades, decorreu na Casa José Boiteux, no centro da capital de Santa Catarina, um dia depois da inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, cerca de 15 quilómetros da região central de Florianópolis.

A criação da “Rede Nacional” foi formalizada através de um protocolo de cooperação entre a Região Autónoma dos Açores e as Casas dos Açores do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Estado do Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará. O documento foi assinado pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelos dirigentes das oito instituições brasileiras.

O protocolo define a “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil” como uma “estrutura informal de cooperação e articulação entre as instituições existentes no território brasileiro e entre estas e a Região Autónoma dos Açores”. Entre os objetivos estabelecidos estão a “promoção da cooperação, da comunicação e do intercâmbio entre as Casas, a valorização das ligações entre os Açores e os açordescendentes no Brasil, a partilha de experiências, recursos e boas práticas e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas”.

O documento prevê ainda “ações nas áreas cultural, educativa, científica, social e comunitária”, além da possibilidade de “cooperação económica, empresarial e de projetos de interesse comum”.

Segundo o documento, ao qual a nossa reportagem teve acesso, a Rede deverá também “contribuir para a divulgação da identidade, da história e da cultura dos Açores junto da sociedade brasileira” e “facilitar a articulação das Casas com o Governo Regional em matérias de interesse comum”.

A cooperação poderá materializar-se também “através de encontros, seminários, conferências e sessões de trabalho, exposições, mostras culturais, projetos de investigação, publicações, ações de formação, programas de intercâmbio institucional e cultural e iniciativas em regime de itinerância entre as Casas dos Açores no Brasil”.

A Rede terá uma Coordenação Executiva, exercida por períodos de um ano e em regime de rotatividade, seguindo a ordem cronológica de fundação das instituições participantes. Nos termos do protocolo assinado em Florianópolis, a primeira coordenação ficará a cargo da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, fundada em 1952 e a mais antiga das oito entidades que integram a estrutura. O mandato terá a duração de um ano.

À Coordenação Executiva caberá “assegurar a articulação entre as Casas, dinamizar iniciativas conjuntas, convocar e coordenar reuniões, representar a Rede nas relações institucionais com a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e manter a comunicação regular entre as instituições participantes e o Governo dos Açores”. O protocolo produz efeitos desde a data da assinatura e vigora por tempo indeterminado.

“Responsabilidade” na articulação entre as oito Casas dos Açores no Brasil

Para João Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, “a criação da Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil é importante porque aproxima instituições, fortalece a nossa representação e permite desenvolver projetos em conjunto, em comum”. Sobre a responsabilidade assumida pela instituição carioca de assumir a Coordenação Executiva da Rede, acrescentou que “além de uma honra, é uma grande responsabilidade”.

João Leonardo Soares apontou ainda como principais desafios “conciliar as diferentes realidades das Casas dos Açores, organizar esse funcionamento da rede e manter a participação de todos”, com o objetivo de “transformar essa união e esses projetos em ações concretas na preservação e na divulgação da cultura açoriana no Brasil”.

Segundo apurámos, outras Casas dos Açores que venham a ser constituídas no Brasil poderão aderir à Rede mediante manifestação de vontade e aceitação pelas instituições já integrantes.

“A “Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil”, que continuará a alargar-se nos próximos tempos, poderá constituir um instrumento determinante para valorizar e reforçar a relação histórica e contemporânea entre as consanguíneas ilhas açorianas e a imensa nação brasileira, através da conjugação de esforços para iniciativas conjuntas e atividades itinerantes”, disse à Agência Incomparáveis José Andrade, diretor regional das Comunidades do Governo dos Açores.

Paulo Estêvão destaca resultados da deslocação a Santa Catarina

Em declarações à nossa reportagem, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores, Paulo Estêvão destacou, entre os resultados da deslocação a Santa Catarina, os protocolos estabelecidos no âmbito da ligação entre os Açores e as estruturas açorianas no Brasil. Sobre o protocolo assinado com as oito Casas dos Açores do Brasil, o governante explicou que “ficou articulada não só uma colaboração entre as oito casas entre si, no sentido de se apoiarem mutuamente e desenvolverem projetos em conjunto, como também uma colaboração ativa do Governo dos Açores no apoio às casas, às oito Casas dos Açores”.

Paulo Estêvão referiu ainda a atualização do protocolo com o núcleo de estudos de Santa Catarina, salientando o trabalho desenvolvido por esta estrutura.

“Há uma questão também importante, que é a realização de um protocolo com o núcleo de estudos de Santa Catarina, que tem vindo a fazer um trabalho magnífico e que atualizámos o protocolo e contamos aumentar o apoio também a este núcleo”, afirmou este responsável, que abordou igualmente a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Florianópolis, considerando que “a viagem teve um êxito extraordinário”.

Paulo Estêvão explicou que a nova sede “foi totalmente suportada pela Prefeitura de Florianópolis, quer em relação à aquisição do edifício, quer em relação à sua requalificação”. Para este governante açoriano, as novas instalações vão permitir reforçar a atividade da instituição.

“A partir de agora, a Casa dos Açores de Santa Catarina terá capacidade para desenvolver um conjunto de atividades muito alargado, desde seminários a congressos, a ter a oportunidade de organizar tertúlias de diversa natureza, reuniões, portanto, uma capacidade logística que permitirá ter uma intervenção mais frequente na sociedade de Florianópolis, em Santa Catarina, no geral”, referiu Paulo Estêvão, sublinhando, ainda, o compromisso assumido por entidades municipais e estaduais relativamente ao projeto das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores.

“As entidades, quer a nível municipal, quer a nível do Estado, assumiram a responsabilidade de colaborar com o Governo dos Açores no âmbito da concretização do projeto dos 600 anos. Inclusivamente, vão constituir uma comissão para preparar a comemoração dos 600 anos da descoberta dos Açores”, afirmou, realçando que essa comissão deverá ser constituída até ao final deste ano e ficará responsável pela preparação de um conjunto de iniciativas.

Estevão adiantou também que a Prefeitura de Florianópolis prevê criar um monumento relacionado com a efeméride.

“Também ficámos a saber que, inclusivamente, por parte da Prefeitura de Florianópolis, será elaborado um monumento alusivo à data, a inaugurar também em 2027”, concluiu.

Encontro valorizou a história açoriana na região

O “IX Encontro Açores Brasil” teve início às 10h, com a participação do diretor regional das Comunidades, José Andrade, da presidente da Academia Catarinense de Letras, Lélia Nunes, do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Luiz Nilton Corrêa, e do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A Academia e o Instituto têm sede na Casa José Boiteux, espaço onde decorreram os trabalhos.

Um dos pontos do programa foi o painel dedicado às Casas dos Açores do Brasil, com uma análise do percurso das instituições, da situação atual e das perspetivas de atuação. Participaram João Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, fundada em 1952; Roberto de Melo Correia, da Casa dos Açores de São Paulo, fundada em 1980; Sérgio Luiz Ferreira, da Casa dos Açores de Santa Catarina, de 1999; Viviane Peixoto Hunter, da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, criada em 2003; Raphael Guará, da Casa dos Açores do Maranhão, de 2019; Nino Moreira Seródio, da Casa dos Açores do Espírito Santo, fundada em 2022; Cláudio Motta, da Casa dos Açores de Minas Gerais, criada em 2025; e Hélya Abath, da Casa dos Açores do Ceará, constituída em 2026.

A constituição da Rede introduz um mecanismo nacional de articulação entre organizações que, até agora, desenvolviam as suas atividades a partir dos respetivos estados e das realidades das comunidades locais. A estrutura permitirá coordenar projetos e fazer circular iniciativas entre diferentes regiões brasileiras, num território onde a presença açoriana e açordescendente resulta de diferentes movimentos migratórios e de povoamento.

A programação do encontro incluiu ainda, por iniciativa do Governo dos Açores, um protocolo de apoio ao “Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade do Estado de Santa Catarina”. Durante os trabalhos foram também abordadas as comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que serão assinaladas em 2027 e para as quais o Governo Regional pretende envolver as comunidades açorianas fora do arquipélago.

A realização do “IX Encontro” esteve associada à inauguração, no sábado, 22 de agosto, da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, Florianópolis. O edifício destinado à instituição foi adquirido e reabilitado pelo município de Florianópolis, com investimento suportado pelo orçamento municipal, passando a disponibilizar à Casa um “espaço próprio para o desenvolvimento das suas atividades”.

Santo António de Lisboa mantém uma ligação à presença açoriana no Sul do Brasil. Foi nesta zona da ilha de Santa Catarina que se fixaram açorianos no processo de povoamento iniciado a partir de 1748. A instalação da Casa dos Açores naquele território associa a atividade da instituição a uma das áreas de Florianópolis onde permanecem referências culturais relacionadas com essa presença, entre elas as festas do Divino Espírito Santo, a renda de bilros, os engenhos e manifestações ligadas à alimentação e às práticas comunitárias.

A Casa dos Açores de Santa Catarina foi fundada em 1999 e integra agora, com as restantes sete instituições brasileiras, a nova “Rede Nacional”. A abertura da sede e a realização do encontro concentraram em Florianópolis, durante o fim de semana, dirigentes das Casas dos Açores, representantes do Governo Regional e entidades catarinenses ligadas à cultura, investigação e preservação do património.

Uma nova sede, velhos anseios

No âmbito da inauguração da nova sede, Sérgio Luiz Ferreira destacou o significado da concretização de um projeto procurado ao longo de várias décadas pela instituição.

“Foi um fim de semana bastante intenso, com muitas atividades e a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, um sonho almejado durante tantas décadas, com tantos presidentes que passaram tentando ter uma sede para a Casa dos Açores, e, finalmente, tivemos agora, com grande apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis. (…) Foi a Prefeitura que restaurou o prédio. O prédio pertence à Prefeitura, que o restaurou todo e o deixou em condições para que a gente pudesse ocupar e para ser a nova sede da Casa dos Açores”, explicou este responsável, que salientou ainda a localização do espaço e as valências previstas para a nova sede.

“É uma casa pequena, mas muito bem situada, no coração de Santo António de Lisboa, que é uma das freguesias mais açorianas de Santa Catarina. Vai ter uma pequena galeria de arte, onde vão poder expor os artistas locais com temática açoriana, uma bela biblioteca que homenageia José Coelho “Peninha”, um grande pesquisador da cultura popular e o grande responsável pela obra de Franklin Cascaes ter sido tão divulgada, e um microauditório, onde vamos poder ter tertúlias e conversas sobre a açorianidade”, referiu.

O presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina destacou também a presença de representantes do Governo dos Açores nas cerimónias.

“A presença do Governo dos Açores foi fundamental e abrilhantou a nossa solenidade, com essa deferência do Governo dos Açores para estar connosco e também por ter possibilitado que todas as Casas dos Açores do Brasil pudessem estar presentes. Isso fez o evento ter um significado muito maior”, afirmou.

O “IX Encontro Açores Brasil” deu continuidade a uma programação iniciada em outubro de 2021, em Ponta Delgada. As edições seguintes passaram por Angra do Heroísmo, em março de 2022; Rio de Janeiro, em julho de 2022; Florianópolis, em dezembro de 2023; Ponta Delgada, em maio de 2024; Rio de Janeiro, em setembro de 2024; ilhas do Pico e do Faial, em outubro de 2024; e Belo Horizonte, em julho de 2025.

Com a criação da “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil”, as oito entidades passam a dispor de um “instrumento comum” para “coordenar atividades, partilhar recursos e estabelecer projetos com o Governo dos Açores”.

Ígor Lopes

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Porto recebe “Conferência Clínica Internacional” de “Psicoterapia Interpessoal” em junho de 2027

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A cidade do Porto vai receber, entre 7 e 11 de junho de 2027, a “IPT Supervisor & Trainer International Conference”, Conferência Clínica Internacional de Psicoterapia Interpessoal dedicada à “formação, supervisão e atualização de profissionais” que trabalham com este modelo psicoterapêutico. A realização em Portugal será organizada pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal, entidade sediada no Porto e protocolada com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), no âmbito da especialidade em Psicologia Clínica e especialidade avançada em Psicoterapia.

Depois de Los Angeles, em 2025, e Singapura, em 2026, a conferência internacional chega em 2027 ao Porto, integrando Portugal no circuito mundial de encontros dedicados à Psicoterapia Interpessoal. O evento encontra-se em preparação e deverão ser divulgados posteriormente o local dos trabalhos, o programa científico, os especialistas participantes e as condições de inscrição.

A edição portuguesa será promovida pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal”, estrutura que desenvolve atividades de “divulgação, formação, treino e supervisão” para profissionais de saúde mental. O percurso formativo da instituição tem origem em 2006 e a academia facilita, desde 2009, processos de especialização em “Psicoterapia Interpessoal”, reconhecidos em Portugal, na Europa e internacionalmente, sobretudo destinados a profissionais de Psicologia e Medicina de língua portuguesa.

Modelo de sucesso

Em Singapura, a conferência realizou-se entre 18 e 22 de maio de 2026 e correspondeu à 10.ª Conferência Clínica Anual do IPT Institute International. O programa reuniu supervisores, formadores e clínicos com formação avançada em Psicoterapia Interpessoal e incluiu formação de formadores, um curso de Nível A e sessões dedicadas à supervisão clínica.

Entre os conteúdos abordados estiveram métodos de formação em Psicoterapia Interpessoal, competências de apresentação e ensino, discussão de casos, supervisão baseada em competências, avaliação de portefólios clínicos, exercícios de simulação e utilização de pacientes simulados por inteligência artificial no contexto da supervisão.

“A realização da edição de 2027 no Porto é um evento único no nosso país e pretende dar continuidade a este trabalho internacional, trazendo para solo luso o estado da arte desde modelo terapêutico com profissionais de renome, em particular o Médico Psiquiatra e Director do IPT Institute International Dr. Scott Stuart, com formação centrada no conhecimento teórico e na prática clínica da Psicoterapia Interpessoal, com enfoque no treino e supervisão de profissionais”, disse Ivandro Soares Monteiro, psicólogo clínico e psicoterapeuta, doutorado, professor universitário no ICBAS, fundador e CEO da EME Saúde, da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, Clube dos Estoicos e STOICNET, psicólogo das organizações e associate partner da CROWE Portugal.

A organização portuguesa ficará a cargo da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, marca registada da EME Saúde e entidade certificada pela DGERT (formação acreditada e isenta de IVA). A instituição desenvolve um percurso de especialização estruturado por diferentes níveis de formação, desde a aprendizagem inicial do modelo até à supervisão e formação avançada.

A ligação institucional à OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) foi formalizada através de protocolo, permitindo à API integrar o conjunto de associações e sociedades de Psicoterapia protocoladas com a Ordem. A formação desenvolvida pela instituição inclui igualmente ações reconhecidas no âmbito da Psicologia Clínica e da especialidade avançada em Psicoterapia.

Os cursos promovidos pela academia seguem ainda critérios e orientações do Interpersonal Psychotherapy Institute e recomendações da International Society for Interpersonal Psychotherapy, reforçando a ligação dos profissionais portugueses e lusófonos às estruturas internacionais dedicadas a este modelo de intervenção.

Segundo a missão definida pela academia, que está prestes a arrancar em outubro de 2026 com a 28ª edição do curso de nível “A” em Psicoterapia Interpessoal, 100% Online e em português, é “procurar disponibilizar aos profissionais de saúde mental formação teórico-prática orientada para a aplicação clínica da Psicoterapia Interpessoal, para além de criar condições acreditadas para o acesso a diferentes níveis de formação, treino, especialização e supervisão”.

A instituição pretende ainda contribuir para o desenvolvimento deste modelo nos países de língua portuguesa, através da realização regular de cursos, workshops, eventos científicos e iniciativas de supervisão clínica, procurando aproximar os profissionais dos conhecimentos e instrumentos utilizados na intervenção com pacientes, criando hubs da API com Associate Partners junto de parceiros internacionais de outros países de língua portuguesa interessados.

“O evento está ainda em fase de preparação. Deveremos anunciar nos próximos meses o programa, os especialistas internacionais convidados, o espaço onde decorrerão os trabalhos e os procedimentos para participação na conferência”, finalizou Ivandro Soares Monteiro.

Ígor Lopes

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Nos próximos dias, Castelo Branco recebe “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” com participação de Portugal, Brasil e Cabo Verde

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Castelo Branco, na região Centro de Portugal, recebe, nos dias 4 e 5 de setembro, a primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco. Promovida pela Câmara Municipal de Castelo Branco, através da Divisão de Museus e Cultura, a iniciativa reúne representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde e coloca no centro do programa a valorização do património, das indústrias criativas e das redes de cooperação entre territórios. O evento integra a programação geral do “Festival Sabores de Perdição”, que decorrerá entre 3 e 6 de setembro.

O encontro está integrado na estratégia desenvolvida por Castelo Branco no âmbito da Rede de Cidades Criativas da UNESCO, que o município integra na categoria de Artesanato e Artes Populares. Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco e responsável pela organização da Bienal, enquadra a realização do certame neste percurso de afirmação da cidade dentro da rede internacional.

“A ‘Bienal de Artes e Ofícios’ vem na linha de continuidade do desenvolvimento desta participação do município de Castelo Branco na ‘Rede das Cidades Criativas’. Temos uma programação que está alocada a esta chancela e, dentro dessa programação, está também o desenvolvimento desta ‘Bienal Internacional de Artes e Ofícios’”, afirma Sónia Abreu, que recorda que a Bienal surge depois de outras iniciativas promovidas pelo município no quadro da ligação às Cidades Criativas.

“Já se fizeram outras atividades, nomeadamente o ‘Encontro Internacional de Cidades Criativas e Desenvolvimento Sustentável’, o ‘Fórum Ibero-Americano das Cidades Criativas’ e, agora, este foi o desenvolvimento natural das atividades que estão muito ligadas às cidades criativas”, refere.

O programa começa às 10h de sexta-feira, 4 de setembro, com a sessão de abertura conduzida pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Às 10h45, as Batucadeiras do Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa, protagonizam um momento musical. Às 11h30 realiza-se a primeira mesa-redonda, dedicada ao tema “Identidade Local e Economia Criativa: Instrumentos Públicos para Valorizar o Património”. A sessão será moderada por Sofia Lourenço, cônsul honorária da República de Cabo Verde em Portugal para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu. Participam António Pinto Dias Rocha, cônsul honorário do Brasil para os distritos de Castelo Branco e Portalegre; Ângela Barbosa, gestora do Centro Cultural de Cabo Verde; Maria Antónia Amaral, chefe de Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P.; e Américo Rodrigues, diretor-geral da Direção-Geral das Artes.

Para Sónia Abreu, a partilha entre cidades e instituições constitui uma das componentes centrais da iniciativa.

“A ideia é partilhar experiências, divulgar boas práticas e ligar todas as cidades do país que estão também associadas às Cidades Criativas”, salientou esta responsável, que considera ainda que a presença de diferentes instituições e especialistas deve permitir que o encontro produza reflexão sobre políticas de preservação e valorização do património.

“O que esperamos é que, mais do que um momento de reflexão, todos consigamos identificar medidas públicas de proteção e de valorização destes recursos culturais de cada território e, nomeadamente, do território de Castelo Branco”, sublinhou.

Depois do almoço, ainda no dia 4, o Bordado de Castelo Branco assume uma posição central na programação. A partir das 14h30, a mesa-redonda “O Bordado de Castelo Branco: Tradição e Inovação” será moderada por Teresa Costa, gerente da A. CERTIFICA, Organismo de Certificação de Produções Artesanais Tradicionais. O painel conta com Ana Cristina Mendes, diretora-adjunta do CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património; Graça Ramos, presidente da Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses; Ana Margarida Fernandes, professora na Escola Superior de Artes Aplicadas da Universidade Politécnica de Castelo Branco; e Sónia Santiago, diretora de Marketing e Comunicação do Grupo “O Valor do Tempo”.

A reflexão em torno do Bordado de Castelo Branco inclui o debate sobre a relação entre tradição, inovação, formação, design e valorização económica. Sónia Abreu considera que a continuidade destes saberes passa também pela capacidade de dialogarem com a contemporaneidade.

“Estas artes têm que ser contemporâneas. Se queremos que estas artes continuem a vingar, há aqui um momento em que elas têm que dar o salto”, defendeu.

O primeiro dia da Bienal prossegue às 16h30 com a inauguração da exposição “O Mundo Bordado à Mão”. Às 17h30 está prevista uma visita guiada ao MUTEX – Museu dos Têxteis, encerrando uma jornada dedicada à relação entre políticas públicas, património, identidade e inovação.

O segundo dia, sábado, 5 de setembro, será dedicado durante a manhã à “Rede de Cidades Criativas da UNESCO” e à apresentação de práticas, projetos e experiências desenvolvidos em diferentes municípios portugueses. A partir das 10h estarão representadas Castelo Branco, Barcelos e Caldas da Rainha, na categoria de Artesanato e Artes Populares; e Amarante e Leiria, na categoria de Música. Depois de uma pausa, às 12h, o programa prossegue com Braga, Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artes Digitais; Covilhã, em Design; Idanha-a-Nova, em Música; e Matosinhos, em Gastronomia. Às 13h15 está previsto um período de debate e participação do público.

Também na tarde de sábado, a relação entre criatividade e economia ganha maior expressão. Às 14h30 realiza-se a mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”, moderada por Eduardo Barroso, consultor e ponto focal internacional da cidade brasileira de João Pessoa e Cidade Criativa da UNESCO na categoria de Artesanato e Artes Populares. O painel contará com Luciano Barbosa, prefeito de Arapiraca, no estado de Alagoas, Brasil; Higor Esteves, vice-presidente da Comissão Executiva da CE-CPLP e diretor-geral da Start CPLP; e Marielza Rodriguez, gestora do Programa do Artesanato Paraibano – PAP. A participação brasileira coloca no debate questões relacionadas com empreendedorismo, internacionalização e criação de valor económico a partir das indústrias criativas.

O encerramento oficial da Bienal está marcado para às 16h de sábado e será conduzido pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues. Depois de uma pausa para café, às 16h30, a programação termina às 17h com uma visita guiada ao Centro de Interpretação do Bordado.

Outros olhares

Para Sónia Abreu, a chancela de Cidade Criativa deve ser entendida para além da dimensão institucional e utilizada na projeção de Castelo Branco.

“É uma questão que eu tenho refletido muito sobre e tenho conversado com o presidente da Câmara Municipal, porque é ele quem tem o pelouro da Cultura e das Cidades Criativas. O facto de termos esta chancela é muito mais do que só dizer ‘somos uma cidade criativa’. Penso que deveríamos aproveitar este legado, esta chancela que tem muito peso e é tão importante para chamar todos”, afirmou, realçando que, “nesta Bienal, em concreto, vamos focar-nos naquilo que nos elevou à categoria de “Cidade Criativa da UNESCO”, que são o Artesanato e as Artes Populares, como o bordado, mas a ideia é também apoiar e promover outras formas de artesanato que existem na cidade”, salienta Sónia Abreu, que deixa um convite à participação no encontro e à descoberta do território através do património e das tradições que estarão em debate durante os dois dias.

“O convite que eu faço às pessoas é que venham a Castelo Branco e que participem neste evento. O que vamos ter aqui é um painel de oradores muitíssimo interessante, que vai falar não só sobre as questões relacionadas com o ‘Bordado de Castelo Branco’, mas sobre o património imaterial, as tradições no geral. Não deixem de estar presentes”, apelou.

Participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória

A participação na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” é gratuita. As inscrições podem ser efetuadas através de formulário próprio no seguinte link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDxASco71nQy1jCHIm-o5SqzxmmZZAYr1dM6eF-ky6eKONjQ/viewform

Ígor Lopes

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