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Município de Barcelos inaugura requalificação de três escolas

Em Carapeços, Pousa e Martim

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São três escolas completamente requalificadas. O Município inaugurou, anteontem e ontem, as obras de reabilitação da Escola Básica EB1-JI de Carapeços, de requalificação e ampliação da Escola Básica do 1º Ciclo /Jardim de Infância da Pousa e as obras de reabilitação e ampliação da Escola Básica de Martim. Simultaneamente, também foram inauguradas três novas Bibliotecas Escolares, uma em cada estabelecimento de ensino.

Nos atos de inauguração, estiveram presentes, além do Presidente da Câmara Municipal e da Vereadora da Educação, os diretores dos Agrupamentos a que pertencem as escolas, os patronos das Bibliotecas Escolares, e os presidentes de Junta de cada uma das freguesias.

Na requalificação e ampliação destes três edifícios, o Município investiu 3,260 milhões de euros, sendo que estas operações foram cofinanciadas pelos fundos comunitários do FEDER.

Segundo o Presidente, Mário Constantino Lopes, “a aposta do Executivo Municipal no setor da Educação é prioritária e fundamental para o desenvolvimento dos jovens barcelenses”.  Salientando que “essa aposta se faz em dois eixos, equipamentos e promoção das aprendizagens”, o autarca enalteceu “o trabalho desenvolvido por toda a comunidade educativa: diretores, professores, funcionários, pais e alunos”, considerando que “desse trabalho, empenho e dedicação resultarão novas gerações mais bem preparadas ao nível da instrução escolar, da educação cívica, da ética, dos valores e dos princípios”.

O edil barcelense acrescentou que gosta particularmente de fazer inaugurações de obras nas escolas, “porque as escolas são ou representam aquilo que de melhor podemos dar em termos de futuro à nossa população. Se nós conseguirmos ter boas escolas, nós estamos a dar boas condições para os alunos terem uma melhor educação, a criar condições para enfrentarem melhor o futuro”.

Mário Constantino Lopes fez questão de recordar que algumas destas obras foram lançadas pelo Executivo anterior.

Por seu lado, a vereadora Mariana Carvalho, referiu que, estando à frente do pelouro da Educação há dois anos e meio, nesse período já percebeu que “o tempo da vontade política não é o tempo da execução dos projetos e das obras”. No entanto, salientou que “quando há união de vontades e de esforços as coisas acontecem e hoje estão a acontecer”, disse, referindo-se aos autarcas, aos diretores dos agrupamentos e aos professores, a quem agradeceu o trabalho que desenvolvem nas respetivas escolas.

Já os presidentes de Junta das Freguesias que viram as suas escolas totalmente requalificadas, saudaram o investimento municipal feito na recuperação desses equipamentos e agradeceram o empenho da Câmara Municipal na realização das obras.

O presidente da Junta de Carapeços, Armindo Vilas Boas, assegurou que esta obra foi fundamental para resolver os problemas que afetavam a comunidade escolar da freguesia. “Foi muito importante a reabilitação desta escola, que agora tem todas as condições para os professores lecionarem, existem muito melhores condições do que anteriormente”.

No mesmo sentido, se manifestou o autarca da freguesia da Pousa. José Pedro Ribeiro Gomes demonstrou a sua “satisfação e alegria” por ver concretizada “uma ambição de anos. A nova Escola da Pousa, ambicionada há tanto tempo, está finalmente concluída. Aqui todos terão todo o conforto e os meios necessários para o seu desenvolvimento. Quero agradecer a todas as pessoas que diretamente ou indiretamente contribuíram para a execução desta obra, e agradeço de uma forma muito especial à Câmara Municipal”.

Em Martim, o Presidente da Junta, António Carvalho, sublinhou que “a inauguração das obras de requalificação são o culminar de uma das grandes vitórias que qualquer ser humano, independentemente das funções que ocupa, se deve orgulhar”, já que “a escola é uma das valências mais importantes numa freguesia. Estamos muito contentes e agradecemos o esforço que tem vindo a ser feito pelo Agrupamento e por todos os profissionais. O autarca local deixou também uma palavra de gratidão ao Presidente da Câmara, relembrando que já em 2005, como vereador da Educação, ali tinha estado a assinar um auto de consignação de obras de melhoria do parque escolar.

Por seu lado, os Diretores dos Agrupamentos, Paulo Sampaio e Cândida Ferreira, salientaram “a importância destas obras de requalificação, fundamentais para aumentar a atratividade para os alunos e destacaram “o compromisso e a esperança” de que aqueles espaços “contribuirão para crianças mais felizes e com desejo de aprender”. Ambos os diretores se mostraram gratos pelo esforço feito pelo Município para concretizar a requalificação dos edifícios escolares. 

Escola EB1-JI de Carapeços

A requalificação do edifício assentou nas soluções consideradas mais vantajosas do ponto de vista térmico-construtivo, dando resposta às propostas do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

O principal objetivo foi o aumento da eficiência energética, obtido através da melhoria da envolvente do edifício, através da intervenção nas fachadas, coberturas e espaços envidraçados. Na estratégia de reabilitação térmica, no isolamento das paredes exteriores, houve o cuidado de preservar a imagem ornamental das fachadas. Também houve intervenções nas zonas das salas de aula com destaque para os pavimentos reduzindo em quase 50% as perdas em termos climáticos. 

As coberturas também foram completamente renovadas sendo colocados painéis sandwich com 8 cm de isolamento. A intervenção custou 917 mil euros.

Escola Básica do 1º Ciclo /Jardim de Infância da Pousa

A requalificação e a ampliação das instalações da Escola Básica do 1º Ciclo /Jardim de Infância da Pousa consistiram na melhoria das condições deste estabelecimento escolar que agora tem seis salas de aula, uma biblioteca, um refeitório, áreas de apoio, sala de professores e instalações sanitárias para a Escola Básica e para o Jardim de Infância.

A intervenção acautelou novas acessibilidades ao edifício, agora adaptadas a pessoas com mobilidade reduzida. Foi privilegiada a traça arquitetónica do edifício principal (edifício do Plano dos Centenários), adequando a ampliação à construção existente, à topografia e à envolvente.

O custo da intervenção cifrou-se em mais de 1, 5 milhões de euros.

Escola Básica de Martim

A reabilitação e ampliação da Escola Básica de Martim importou num investimento de 800 mil euros. O objetivo da obra foi recuperar, melhorar e ampliar o edifício existente.

A escola de Martim integra o conjunto de edifícios escolares designados por “Plano dos Centenários”, com dois pisos, e uma área bruta de construção de aproximadamente 612 metros quadrados. A escola já tinha sido objeto de uma ampliação e requalificação no ano 2006/2007.

A nova intervenção no edifício incluiu a substituição dos pavimentos exteriores, pavimentos interiores, coberturas, caixilharias e equipamentos sanitários. A ampliação criou novos espaços de apoio às oito salas de aula existentes.

António Carvalho, autarca de Martim, é o espelho do orgulho da terra com a nova escola. “Esta obra foi extremamente importante para a nossa comunidade, porque tínhamos uma escola muito degradada para aquilo que são os requisitos de hoje. Estamos todos felizes e satisfeitos com a realização desta obra, disse.

Barcelos tem 31 Bibliotecas Escolares

Simultaneamente às inaugurações das obras de requalificação dos edifícios escolares de Carapeços, Pousa e Martim, foram inaugurados os novos espaços de Bibliotecas Escolares, uma em cada freguesia, sendo-lhes atribuído patronos.

Assim, a Biblioteca da Escola Básica de Carapeços tem como patrono o escritor José Fanha; a Biblioteca da Escola da Pousa passa a ter como patrono, o escritor António Mota; e na Biblioteca da Escola Básica de Martim, o patrono é o escritor Álvaro Magalhães.

Na cerimónia de inauguração destas Bibliotecas esteve presente Manuela Pargana, Coordenadora da Rede de Bibliotecas do Ministério da Educação.

“O Programa Rede de Bibliotecas Escolares é um organismo do Ministério da Educação que tem como objetivo instalar e desenvolver bibliotecas em escolas públicas de todos os níveis de ensino, proporcionando aos utilizadores os recursos e as aprendizagens necessários à leitura, ao acesso, uso e produção da informação e conhecimento, em suporte analógico, eletrónico e digital.

Visão: Bibliotecas escolares excelentes acolhem, apoiam, colaboram, desafiam, transformam e empoderam.

Missão: O Programa RBE cria condições para que todas as comunidades educativas tenham excelentes bibliotecas escolares, que respondam de forma eficaz e inovadora aos desafios colocados à educação e à escola, garantindo a todos, e com todos, ambientes de informação e conhecimento, conducentes ao desenvolvimento dos saberes e competências indispensáveis numa sociedade cada vez mais dinâmica, imprevisível, digital e global”.

Foto: CMB.

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𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐄-𝐆𝐮𝐚𝐫𝐝 𝐝𝐚 𝐆𝐍𝐑 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚 𝐚 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐦𝐚𝐫

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A Câmara Municipal de Armamar assinou esta manhã com a Guarda Nacional Republicana (GNR) um protocolo de cooperação no âmbito da implementação do programa E-Guard no território Armamarense.

No ato marcou presença Márcio Morais, presidente da Câmara Municipal, que se fez acompanhar pelos vereadores Luís Rodrigues e Sara Gouveia. Em representação da GNR estiveram do Comando Territorial de Viseu o Coronel Adriano Resende, Comandante, e o Major André Batista, Oficial de Comunicação e Relações Públicas. Estiveram ainda o Sargento-Ajudante Pedro Vicente e o Capitão Tiago Jorge, Comandantes dos Postos Territoriais de Armamar e Lamego respetivamente.

O protocolo agora firmado vai permitir implementar no Concelho de Armamar o programa E-Guard, um sistema de teleassistência destinado a apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade, nomeadamente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas que necessitam de acompanhamento remoto em tempo real. Trata-se de um sistema desenvolvido para reforçar a segurança, combater o isolamento e promover uma maior qualidade de vida junto da população.

O serviço funciona através de um pequeno dispositivo portátil, de utilização simples e cómoda, que mantém o utilizador permanentemente ligado à Sala de Situação do Comando Territorial da GNR de Viseu, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Este dispositivo permite ao utilizador comunicar por voz diretamente com os operadores da GNR em situações de urgência, mesmo que não consiga pedir ajuda de forma convencional.

Mais do que um equipamento de emergência, o E-Guard representa uma resposta de proximidade, segurança e acompanhamento contínuo, proporcionando aos seus utilizadores e às suas famílias maior confiança, proteção e tranquilidade no dia a dia.

“A Autarquia Armamarense dá assim um passo muito importante na criação de mais e melhores condições de segurança, continuando a apostar na construção de um Concelho mais seguro, solidário e preparado para responder às necessidades da população”, disse a autarquia nas redes sociais.

Ígor Lopes

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Ana Poltera: “Mais do que um congresso, este será um encontro de esperança na Suíça”

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A Église du Centre, em Lausanne, na Suíça, vai ser palco, entre os dias 24 e 27 de setembro, do encontro “Conexão Global – Suíça”. No dia 24, das 19h às 22h, logo no início da programação, terá lugar também o evento “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, nessa mesma oportunidade haverá o pré-lançamento da revista-documentário “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”. Esta iniciativa, que se realiza no âmbito do “Setembro Amarelo”, reunirá participantes do Brasil, de Portugal e da Suíça num momento dedicado à valorização da vida, à prevenção do suicídio, à saúde emocional e à reconstrução de projetos de vida.

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, Ana Poltera, empresária, escritora, palestrante, mentora, empresária e franqueada da Conexão Global Suíça, abordou não apenas a origem do projeto “Chamadas para Gerar” e os objetivos e a programação do encontro internacional, que conta com a participação de Rayssa Lucena, CEO da Conexão Global Suíça, mas também a criação de uma rede transnacional de apoio entre a Suíça, Portugal e o Brasil e a importância da informação, do discernimento e da proteção perante situações de vulnerabilidade emocional e financeira.

Como nasceu o projeto “Chamadas para Gerar” e de que forma a sua experiência pessoal e profissional influenciou a criação dessa iniciativa?

O projeto “Chamadas para Gerar” nasceu da minha própria história. Durante muitos anos vivi processos que me ensinaram que a verdadeira geração começa dentro de nós. Aos 40 anos recebi o diagnóstico da infertilidade e, naquele momento, pensei que jamais geraria uma vida. Com o tempo compreendi que Deus estava me preparando para gerar muito mais do que filhos biológicos. Antes de gerar filhos, eu precisava gerar uma nova mulher em mim. Minha caminhada como empresária, escritora, palestrante e mentora me mostrou que milhares de mulheres vivem em um vale de silêncio, medo, dor e desesperança. Muitas acreditam que sua história terminou porque ainda não enxergam frutos. Mas nenhuma árvore começa pelo fruto. Primeiro existe a semente. Depois a raiz. Depois o crescimento. E somente então chega a frutificação. Foi dessa compreensão que nasceu “Chamadas para Gerar”: um movimento para despertar mulheres a encontrarem seu maior tesouro, restaurarem sua identidade e entenderem que ainda podem florescer, mesmo depois de atravessarem o vale da dor. Acredito profundamente que, mesmo que uma mulher esteja vivendo hoje um vale seco ou um vale de morte, ela florescerá no tempo certo, desde que não desista da vida nem daquilo que foi chamado para gerar.

Quais são os principais objetivos do evento internacional de prevenção do suicídio que será realizado em setembro, em Lausanne, e quem o evento pretende alcançar?

Nosso maior objetivo é criar um movimento internacional de valorização da vida. Mais do que um congresso, este será um encontro de esperança. Durante três dias reuniremos palestrantes, empresários, terapeutas, psicólogos, escritores, empresários, advogados, líderes e mulheres que venceram grandes desafios para compartilhar suas histórias. Teremos palestras, talk shows, momentos de reflexão e espaços dedicados à escrita e à oralidade. Acreditamos que falar salva. Escrever também salva. Quando uma pessoa encontra coragem para colocar para fora aquilo que esteve preso por tanto tempo, ela inicia um processo de cura. E quando essa história alcança outra vida, nasce a esperança. Queremos mostrar que é possível reconstruir projetos de vida, recomeçar e transformar dor em propósito. O “Setembro Amarelo” é um convite para levantar-se, sair do lugar da dor e lançar a sua semente no mundo. Porque o fruto que veremos amanhã depende daquilo que decidimos plantar hoje.

Quais sinais de sofrimento psicológico considera importante que a comunidade lusófona reconheça, especialmente entre imigrantes, mulheres, famílias e empreendedores?

Muitas vezes o sofrimento não aparece de forma evidente. Ele se manifesta através do isolamento, da perda de esperança, da sensação constante de incapacidade, do cansaço emocional, da falta de sentido para viver e do afastamento das relações. Entre os imigrantes, esse sofrimento pode ser intensificado pela distância da família, pelas dificuldades de adaptação, pela solidão e pelos desafios culturais. É importante compreender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um ato de coragem. Em 2010, o pesquisador austríaco Thomas Niederkrotenthaler apresentou o conceito do Efeito Papageno, que demonstra como histórias de superação, livros, palestras e testemunhos podem exercer um efeito protetor diante do comportamento suicida. Esse conceito reforça aquilo que acreditamos no projeto “Chamadas para Gerar”: histórias têm poder de salvar vidas. Quando uma pessoa percebe que outra conseguiu atravessar a dor e reencontrar sentido para viver, ela passa a acreditar que também pode reconstruir a própria história.

De que forma o projeto pretende estabelecer uma rede internacional entre Suíça, Portugal e Brasil, garantindo continuidade para além da programação de setembro?

O encontro de setembro representa apenas o início de um movimento muito maior. Nosso propósito é construir uma rede transnacional que conecte a comunidade lusófona da Suíça, de Portugal e do Brasil por meio do acolhimento, da formação, da prevenção e do fortalecimento emocional. Queremos criar conexões permanentes entre profissionais, empresários, terapeutas, psicólogos, escritores, empresários e mulheres comprometidas com a promoção da vida. O projeto “E.L.A.S. – Foram Chamadas para Gerar” reúne 52 mulheres, 52 histórias, 52 sementes e 52 legados. Cada uma dessas mulheres será uma multiplicadora. Mulheres que levantarão outras mulheres. Mulheres curadas ajudando mulheres em processo de cura. Essa é a força da multiplicação. É assim que nasce um legado.

Como está definida a programação do evento e onde ele será realizado?

O encontro acontecerá durante três dias, no mês de setembro, em Lausanne, na Suíça, reunindo participantes da comunidade lusófona da Suíça, Portugal e Brasil. A programação contará com palestras de vários Países inspiradoras, talk shows trazendo temas sobre a preservação, rodas de conversa, momentos de testemunhos, lançamentos de livros, partilhas de experiências, espaços de networking e ações voltadas à promoção da saúde emocional, da prevenção do suicídio e da reconstrução de projetos de vida. Mais do que um evento, este será um chamado à vida. Porque acreditamos que toda pessoa foi criada para gerar. Gerar esperança. Gerar cura. Gerar propósito. Gerar legado. E, quando chegar a sua estação, florescer e dar o seu fruto no tempo certo.

O que significa este evento?

Prevenção também é informação, discernimento e proteção. Quando falamos em prevenção, não estamos nos referindo apenas à saúde mental e emocional. Também falamos sobre proteger sonhos, projetos de vida e pessoas que, muitas vezes, se encontram emocionalmente vulneráveis. Nos últimos seis anos, ouvindo mulheres de diferentes países, conheci histórias profundamente marcantes. Mulheres que carregavam o sonho de ser mães e que investiram tudo o que tinham: venderam carros, utilizaram suas economias, comprometeram apartamentos, anos de trabalho e toda a poupança na esperança de realizar esse sonho. O filho, porém, é o resultado de um processo. É o fruto. E, muitas vezes, procuramos fora aquilo que primeiro precisa ser fortalecido dentro de nós. Em sua dor e no desejo legítimo de gerar uma vida, muitas mulheres acreditam que, pagando mais, o filho finalmente virá. Infelizmente, algumas acabam encontrando pessoas ou serviços que se aproveitam dessa vulnerabilidade, oferecendo falsas promessas, alimentando expectativas irreais e provocando enormes perdas emocionais, financeiras e familiares. Em muitos casos, não apenas o patrimônio é abalado, mas também casamentos, relacionamentos e a esperança. Essa mesma realidade também pode ser observada em outros contextos. Autores, escritores, empreendedores e profissionais que desejam colocar seu “filho” no mundo – um livro, um projeto, um negócio ou uma missão de vida – muitas vezes são atraídos por promessas de sucesso imediato, mentorias sem resultados, contratos abusivos, tarifas desproporcionais e estratégias de marketing que exploram justamente quem está mais fragilizado. Movidas pelo propósito, essas pessoas investem tudo o que possuem acreditando que estão dando um passo em direção ao seu chamado. Em vez de encontrarem orientação responsável, encontram exploração, endividamento, frustração e, muitas vezes, desistem do legado que sonharam construir durante anos. Por isso, também queremos promover informação, consciência e discernimento. Acreditamos que gerar um legado exige preparo, ética e relacionamentos saudáveis. Nenhum sonho deve ser construído sobre manipulação, falsas promessas ou exploração financeira. O “filho” – seja um filho biológico, um livro, um projeto, uma empresa ou uma missão de vida – é fruto de uma longa gestação. Ele merece nascer em um ambiente seguro, cercado por pessoas comprometidas em fortalecer, orientar e servir, e nunca em explorar quem decidiu responder ao seu chamado. Nossa proposta é incentivar uma cultura de colaboração, transparência e responsabilidade, para que cada pessoa possa lançar sua semente no mundo com segurança, confiança e liberdade, transformando seu propósito em legado, sem abrir mão da sua dignidade, da sua saúde emocional e dos valores que sustentam sua caminhada.

Ígor Lopes

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São Paulo: Pedro Ramos reforça presença luso-brasileira no CONARH 2026

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O especialista português em gestão de pessoas e recursos humanos, Pedro Ramos, participou no CONARH 2026, realizado de 18 a 20 de agosto no São Paulo Expo, na maior cidade da América Latina, localizada no Brasil. A sua intervenção institucional ganhou destaque pela “moderação de conteúdo internacional” e pelo “contacto direto com milhares de profissionais e visitantes no maior evento de gestão de pessoas da América Latina e o segundo maior do mundo”. Promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH Brasil), o CONARH 2026 decorreu sob o conceito “Cidade do RH” e colocou em debate temas como “liderança, inteligência artificial, saúde mental, inovação e novas formas de trabalhar no futuro”.

Pedro Ramos integra o Conselho Empresarial da ABRH Brasil e o Comité do CONARH, evento que, nesta edição, reuniu mais de 120 palestrantes, contou com mais de 300 stands e múltiplos espaços de conteúdo e experiências dedicados ao futuro do trabalho e à gestão de pessoas.

Um dos momentos de maior atenção do público durante a participação de Pedro Ramos, que é também presidente da Sociedade de Excelência Luso-Brasileira (SELB), aconteceu na tarde do terceiro dia do congresso, com a moderação da sessão “Cases Orientais: Insights para as Empresas Brasileiras”, ao lado de Carla Caracol, outra profissional portuguesa de renome. O painel trouxe uma perspetiva internacional sobre “aprendizagem organizacional, comunicação e superação de desafios empresariais”, reforçando o “caráter global do CONARH 2026” e a capacidade do evento para “aproximar diferentes geografias e culturas de gestão”.

Na sessão, Ranjan Kumar Mohapatra, convidado da Índia, sublinhou a importância da “aprendizagem contínua nas organizações” e da capacidade de “transformar conhecimento em ação rápida”, num contexto empresarial cada vez mais exigente e imprevisível. Já Mohamed Isa, convidado do Bahrein, partilhou reflexões sobre “comunicação, qualidade das relações e a necessidade de superar os vários “Everest” presentes na vida das empresas e das lideranças contemporâneas”.

Para além da intervenção no palco, Pedro Ramos autografou o livro “Gestão de Pessoas de A a Zen”,da sua autoria, durante o terceiro dia do evento.

Ambiente internacional

A edição de 2026 apresentou uma estrutura alargada de experiências, incluindo auditório principal, espaços dedicados a inteligência artificial, laboratórios interativos, festival do trabalho e arenas temáticas, “refletindo a evolução do RH para um papel cada vez mais estratégico, humano e orientado para resultados sustentáveis”.

Sob o tema “Brasil Global: o futuro da gestão é humano”, o evento consolidou a relevância internacional do debate sobre “talento, cultura, liderança e transformação organizacional”.

Fontes indicam que a participação de Pedro Ramos no CONARH 2026 “reforça o seu posicionamento como uma das vozes de referência na liderança, desenvolvimento humano e aproximação entre Portugal e Brasil na área da gestão de pessoas”. A presença em São Paulo evidencia também o “contributo crescente de profissionais lusófonos nos grandes fóruns internacionais dedicados ao futuro do trabalho”.

Ígor Lopes

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