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Guimarães recebe encontro internacional de artistas caminhantes durante esta semana

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O Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) da Universidade do Minho promove, de 18 a 23 de março, o encontro internacional de artistas caminhantes The Walking Body (TWB5), em Guimarães. O programa tem epicentro na galeria da Garagem Avenida/Escola de Arquitetura, Arte e Design, no campus de Couros, e inclui oficinas (walkshops), mesa redonda e exposição sobre arte e caminhar. É aberto a todos, sendo as inscrições em walk.lab2pt.net/twb.

Este evento conta com nove artistas que vão conduzir diversas atividades, em especial no bairro C: Verónica Perales (Espanha), Maria Ristani (Grécia), Geert Vermeire (Bélgica), David Merleau (Canadá), Soazic Guezennec, Fred Adam (França), Manuel Miranda Fernandes, Miguel B. Duarte e Natacha Antão (Portugal). A mesa redonda é esta segunda-feira, às 19h00, no Café Milenário, com transmissão online em walklistencreate.org. A exposição fica patente (até 13 de abril) na Garagem Avenida, reunindo processos e resultados desta semana de trabalho, além de contribuições dos participantes e visitantes.

Walking arts vs. crise ambiental

Esta quinta edição tem o mote “Caminhar mais que humano” e envolve as universidades do Minho, Aristóteles de Salónica (Grécia) e Múrcia (Espanha). Tem a colaboração da Made of Walking/the Milena Principle e insere-se na rede Walking Artists & Local Communities (WALC), recebendo apoio do programa Europa Criativa da UE e do programa IMPACTA do Município de Guimarães.

A WALC reúne sete entidades de cinco países, incluindo o Lab2PT, e para o período 2024-2027 quer estabelecer um centro internacional para as artes pedestres na fronteira greco-albano-macedónia e uma plataforma online alargada com eventos locais e digitais. O projeto artístico e os walkshops TWB nasceram em outubro de 2018, por Natacha Antão, Miguel B. Duarte (UMinho) e Geert Vermeire (Made of Walking).

As walking arts tornaram-se uma resposta à profunda crise ambiental global. Caminhar é uma das chaves para aprofundar a nossa compreensão e relação com o planeta, diz a organização: “Não caminhamos apenas como seres isolados, como exploradores; os sons, os seres vivos, as plantas, a geopoética de cada lugar são fatores que nos ligam a uma natureza experimentada e vivida em cada passo que damos”.

Imagem: DR.

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“Cascais International Health Forum” reúne saúde, longevidade e inovação no Estoril em setembro

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O “Cascais International Health Forum 2026” (CIHF 2026) realiza-se nos dias 24 e 25 de setembro, no Centro de Congressos do Estoril, reunindo decisores políticos, responsáveis institucionais, profissionais de saúde, investigadores, empresas, especialistas, organizações e representantes da sociedade civil para dois dias de debate sobre saúde, longevidade, tecnologia e sustentabilidade. A edição deste ano decorre sob o tema Viver Mais, Viver Melhor e coloca no centro da discussão os desafios provocados pelo aumento da esperança de vida e pelas mudanças demográficas, sociais e tecnológicas.

O encontro conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e tem Cascais como main partner, de acordo com a informação institucional divulgada pela organização e com os materiais oficiais do evento. O programa disponível prevê ainda, para as 17h00 do dia 25 de setembro, uma sessão de encerramento presidida pelo Presidente da República, participação que, nesta fase, surge identificada pela organização como a confirmar.

O CIHF apresenta-se como uma plataforma de reflexão, cooperação e desenvolvimento de respostas para os desafios relacionados com a saúde e com o impacto da longevidade nas sociedades. A proposta parte de uma questão que ultrapassa o crescimento da esperança média de vida e procura analisar de que forma os anos adicionais podem ser acompanhados por saúde, autonomia, participação social e qualidade de vida. Neste contexto, o conceito de healthspan, que se refere ao período de vida vivido com saúde, assume espaço no programa do fórum.

A primeira jornada, a 24 de setembro, será dedicada à Revolução da Longevidade. O programa contempla temas como a transformação das sociedades perante o aumento da esperança de vida, as expectativas das pessoas em relação à nova longevidade, a passagem de modelos de saúde reativos para uma abordagem de acompanhamento ao longo da vida, as oportunidades e os riscos associados à inteligência artificial e a utilização de tecnologias como wearables, telemedicina e soluções de saúde no domicílio.

No dia 25 de setembro, sob o eixo Sociedade, Economia & Futuro, os trabalhos deverão abordar a construção de sociedades preparadas para vidas mais longas, a utilização e interoperabilidade dos dados de saúde, a confiança e a proteção da informação, o futuro das profissões de saúde perante a tecnologia, o impacto da demografia na sustentabilidade da Segurança Social e a relação entre cidades, ambiente e qualidade de vida. O programa inclui sessões plenárias e paralelas, envolvendo áreas como saúde personalizada, inteligência artificial, habitação, Silver Economy, cuidados integrados, gestão da multimorbilidade, envelhecimento ativo e modelos de saúde no domicílio.

A inovação tecnológica será uma das áreas em análise. Inteligência artificial, dados, biotecnologia, telemedicina, dispositivos de monitorização e soluções digitais estarão associados ao debate sobre personalização dos cuidados, prevenção e acompanhamento das doenças. Em paralelo, o fórum pretende discutir as questões de segurança, privacidade, interoperabilidade e confiança relacionadas com a utilização de dados de saúde, num cenário em que a transformação digital está a alterar a prestação e a organização dos cuidados.

As alterações demográficas estarão também ligadas aos debates sobre sustentabilidade económica e social. O CIHF 2026 pretende analisar a capacidade dos sistemas de saúde e de proteção social para responder ao envelhecimento populacional, bem como os efeitos da longevidade na habitação, nas cidades, no mercado de trabalho, na educação ao longo da vida e nas relações entre gerações. Saúde mental, solidão, desigualdades no acesso aos cuidados e determinantes sociais da saúde integram igualmente as áreas previstas.

Outra dimensão do encontro será a abordagem One Health, que estabelece uma relação entre saúde humana, saúde animal e ambiente. O tema será enquadrado no debate sobre alterações climáticas, sustentabilidade ambiental, saúde pública, desenvolvimento territorial e capacidade de resposta das comunidades perante mudanças demográficas e ambientais.

O Cascais International Health Forum pretende ainda promover a cooperação entre governos, instituições científicas, universidades, empresas, organizações internacionais e sociedade civil, procurando criar condições para o desenvolvimento de projetos, políticas públicas e parcerias nas áreas da saúde, longevidade e inovação. Entre os objetivos apresentados pela organização está também o contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, nomeadamente nas áreas da saúde e bem-estar, redução das desigualdades e desenvolvimento de cidades e comunidades sustentáveis.

A programação oficial começa, no dia 24, com uma sessão de abertura marcada para as 09h00. Entre os participantes anunciados encontram-se responsáveis de instituições de saúde, academia, administração pública, setor empresarial e organizações da sociedade civil. O programa permanece em atualização, existindo participantes e intervenções ainda identificados pela organização como sujeitos a confirmação.

A participação no Cascais International Health Forum 2026 é gratuita, mediante inscrição. Os interessados podem consultar o programa e efetuar o registo através do site oficial do Cascais International Health Forum. O encontro decorre a 24 e 25 de setembro de 2026, no Centro de Congressos do Estoril.

A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo link: https://cascaisinternationalhealthforum.com/?utm_source=chatgpt.com.

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𝐏𝐫𝐨𝐠𝐫𝐚𝐦𝐚 𝐄-𝐆𝐮𝐚𝐫𝐝 𝐝𝐚 𝐆𝐍𝐑 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚 𝐚 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐦𝐚𝐫

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A Câmara Municipal de Armamar assinou esta manhã com a Guarda Nacional Republicana (GNR) um protocolo de cooperação no âmbito da implementação do programa E-Guard no território Armamarense.

No ato marcou presença Márcio Morais, presidente da Câmara Municipal, que se fez acompanhar pelos vereadores Luís Rodrigues e Sara Gouveia. Em representação da GNR estiveram do Comando Territorial de Viseu o Coronel Adriano Resende, Comandante, e o Major André Batista, Oficial de Comunicação e Relações Públicas. Estiveram ainda o Sargento-Ajudante Pedro Vicente e o Capitão Tiago Jorge, Comandantes dos Postos Territoriais de Armamar e Lamego respetivamente.

O protocolo agora firmado vai permitir implementar no Concelho de Armamar o programa E-Guard, um sistema de teleassistência destinado a apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade, nomeadamente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas que necessitam de acompanhamento remoto em tempo real. Trata-se de um sistema desenvolvido para reforçar a segurança, combater o isolamento e promover uma maior qualidade de vida junto da população.

O serviço funciona através de um pequeno dispositivo portátil, de utilização simples e cómoda, que mantém o utilizador permanentemente ligado à Sala de Situação do Comando Territorial da GNR de Viseu, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana. Este dispositivo permite ao utilizador comunicar por voz diretamente com os operadores da GNR em situações de urgência, mesmo que não consiga pedir ajuda de forma convencional.

Mais do que um equipamento de emergência, o E-Guard representa uma resposta de proximidade, segurança e acompanhamento contínuo, proporcionando aos seus utilizadores e às suas famílias maior confiança, proteção e tranquilidade no dia a dia.

“A Autarquia Armamarense dá assim um passo muito importante na criação de mais e melhores condições de segurança, continuando a apostar na construção de um Concelho mais seguro, solidário e preparado para responder às necessidades da população”, disse a autarquia nas redes sociais.

Ígor Lopes

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Ana Poltera: “Mais do que um congresso, este será um encontro de esperança na Suíça”

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A Église du Centre, em Lausanne, na Suíça, vai ser palco, entre os dias 24 e 27 de setembro, do encontro “Conexão Global – Suíça”. No dia 24, das 19h às 22h, logo no início da programação, terá lugar também o evento “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”, nessa mesma oportunidade haverá o pré-lançamento da revista-documentário “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar”. Esta iniciativa, que se realiza no âmbito do “Setembro Amarelo”, reunirá participantes do Brasil, de Portugal e da Suíça num momento dedicado à valorização da vida, à prevenção do suicídio, à saúde emocional e à reconstrução de projetos de vida.

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, Ana Poltera, empresária, escritora, palestrante, mentora, empresária e franqueada da Conexão Global Suíça, abordou não apenas a origem do projeto “Chamadas para Gerar” e os objetivos e a programação do encontro internacional, que conta com a participação de Rayssa Lucena, CEO da Conexão Global Suíça, mas também a criação de uma rede transnacional de apoio entre a Suíça, Portugal e o Brasil e a importância da informação, do discernimento e da proteção perante situações de vulnerabilidade emocional e financeira.

Como nasceu o projeto “Chamadas para Gerar” e de que forma a sua experiência pessoal e profissional influenciou a criação dessa iniciativa?

O projeto “Chamadas para Gerar” nasceu da minha própria história. Durante muitos anos vivi processos que me ensinaram que a verdadeira geração começa dentro de nós. Aos 40 anos recebi o diagnóstico da infertilidade e, naquele momento, pensei que jamais geraria uma vida. Com o tempo compreendi que Deus estava me preparando para gerar muito mais do que filhos biológicos. Antes de gerar filhos, eu precisava gerar uma nova mulher em mim. Minha caminhada como empresária, escritora, palestrante e mentora me mostrou que milhares de mulheres vivem em um vale de silêncio, medo, dor e desesperança. Muitas acreditam que sua história terminou porque ainda não enxergam frutos. Mas nenhuma árvore começa pelo fruto. Primeiro existe a semente. Depois a raiz. Depois o crescimento. E somente então chega a frutificação. Foi dessa compreensão que nasceu “Chamadas para Gerar”: um movimento para despertar mulheres a encontrarem seu maior tesouro, restaurarem sua identidade e entenderem que ainda podem florescer, mesmo depois de atravessarem o vale da dor. Acredito profundamente que, mesmo que uma mulher esteja vivendo hoje um vale seco ou um vale de morte, ela florescerá no tempo certo, desde que não desista da vida nem daquilo que foi chamado para gerar.

Quais são os principais objetivos do evento internacional de prevenção do suicídio que será realizado em setembro, em Lausanne, e quem o evento pretende alcançar?

Nosso maior objetivo é criar um movimento internacional de valorização da vida. Mais do que um congresso, este será um encontro de esperança. Durante três dias reuniremos palestrantes, empresários, terapeutas, psicólogos, escritores, empresários, advogados, líderes e mulheres que venceram grandes desafios para compartilhar suas histórias. Teremos palestras, talk shows, momentos de reflexão e espaços dedicados à escrita e à oralidade. Acreditamos que falar salva. Escrever também salva. Quando uma pessoa encontra coragem para colocar para fora aquilo que esteve preso por tanto tempo, ela inicia um processo de cura. E quando essa história alcança outra vida, nasce a esperança. Queremos mostrar que é possível reconstruir projetos de vida, recomeçar e transformar dor em propósito. O “Setembro Amarelo” é um convite para levantar-se, sair do lugar da dor e lançar a sua semente no mundo. Porque o fruto que veremos amanhã depende daquilo que decidimos plantar hoje.

Quais sinais de sofrimento psicológico considera importante que a comunidade lusófona reconheça, especialmente entre imigrantes, mulheres, famílias e empreendedores?

Muitas vezes o sofrimento não aparece de forma evidente. Ele se manifesta através do isolamento, da perda de esperança, da sensação constante de incapacidade, do cansaço emocional, da falta de sentido para viver e do afastamento das relações. Entre os imigrantes, esse sofrimento pode ser intensificado pela distância da família, pelas dificuldades de adaptação, pela solidão e pelos desafios culturais. É importante compreender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um ato de coragem. Em 2010, o pesquisador austríaco Thomas Niederkrotenthaler apresentou o conceito do Efeito Papageno, que demonstra como histórias de superação, livros, palestras e testemunhos podem exercer um efeito protetor diante do comportamento suicida. Esse conceito reforça aquilo que acreditamos no projeto “Chamadas para Gerar”: histórias têm poder de salvar vidas. Quando uma pessoa percebe que outra conseguiu atravessar a dor e reencontrar sentido para viver, ela passa a acreditar que também pode reconstruir a própria história.

De que forma o projeto pretende estabelecer uma rede internacional entre Suíça, Portugal e Brasil, garantindo continuidade para além da programação de setembro?

O encontro de setembro representa apenas o início de um movimento muito maior. Nosso propósito é construir uma rede transnacional que conecte a comunidade lusófona da Suíça, de Portugal e do Brasil por meio do acolhimento, da formação, da prevenção e do fortalecimento emocional. Queremos criar conexões permanentes entre profissionais, empresários, terapeutas, psicólogos, escritores, empresários e mulheres comprometidas com a promoção da vida. O projeto “E.L.A.S. – Foram Chamadas para Gerar” reúne 52 mulheres, 52 histórias, 52 sementes e 52 legados. Cada uma dessas mulheres será uma multiplicadora. Mulheres que levantarão outras mulheres. Mulheres curadas ajudando mulheres em processo de cura. Essa é a força da multiplicação. É assim que nasce um legado.

Como está definida a programação do evento e onde ele será realizado?

O encontro acontecerá durante três dias, no mês de setembro, em Lausanne, na Suíça, reunindo participantes da comunidade lusófona da Suíça, Portugal e Brasil. A programação contará com palestras de vários Países inspiradoras, talk shows trazendo temas sobre a preservação, rodas de conversa, momentos de testemunhos, lançamentos de livros, partilhas de experiências, espaços de networking e ações voltadas à promoção da saúde emocional, da prevenção do suicídio e da reconstrução de projetos de vida. Mais do que um evento, este será um chamado à vida. Porque acreditamos que toda pessoa foi criada para gerar. Gerar esperança. Gerar cura. Gerar propósito. Gerar legado. E, quando chegar a sua estação, florescer e dar o seu fruto no tempo certo.

O que significa este evento?

Prevenção também é informação, discernimento e proteção. Quando falamos em prevenção, não estamos nos referindo apenas à saúde mental e emocional. Também falamos sobre proteger sonhos, projetos de vida e pessoas que, muitas vezes, se encontram emocionalmente vulneráveis. Nos últimos seis anos, ouvindo mulheres de diferentes países, conheci histórias profundamente marcantes. Mulheres que carregavam o sonho de ser mães e que investiram tudo o que tinham: venderam carros, utilizaram suas economias, comprometeram apartamentos, anos de trabalho e toda a poupança na esperança de realizar esse sonho. O filho, porém, é o resultado de um processo. É o fruto. E, muitas vezes, procuramos fora aquilo que primeiro precisa ser fortalecido dentro de nós. Em sua dor e no desejo legítimo de gerar uma vida, muitas mulheres acreditam que, pagando mais, o filho finalmente virá. Infelizmente, algumas acabam encontrando pessoas ou serviços que se aproveitam dessa vulnerabilidade, oferecendo falsas promessas, alimentando expectativas irreais e provocando enormes perdas emocionais, financeiras e familiares. Em muitos casos, não apenas o patrimônio é abalado, mas também casamentos, relacionamentos e a esperança. Essa mesma realidade também pode ser observada em outros contextos. Autores, escritores, empreendedores e profissionais que desejam colocar seu “filho” no mundo – um livro, um projeto, um negócio ou uma missão de vida – muitas vezes são atraídos por promessas de sucesso imediato, mentorias sem resultados, contratos abusivos, tarifas desproporcionais e estratégias de marketing que exploram justamente quem está mais fragilizado. Movidas pelo propósito, essas pessoas investem tudo o que possuem acreditando que estão dando um passo em direção ao seu chamado. Em vez de encontrarem orientação responsável, encontram exploração, endividamento, frustração e, muitas vezes, desistem do legado que sonharam construir durante anos. Por isso, também queremos promover informação, consciência e discernimento. Acreditamos que gerar um legado exige preparo, ética e relacionamentos saudáveis. Nenhum sonho deve ser construído sobre manipulação, falsas promessas ou exploração financeira. O “filho” – seja um filho biológico, um livro, um projeto, uma empresa ou uma missão de vida – é fruto de uma longa gestação. Ele merece nascer em um ambiente seguro, cercado por pessoas comprometidas em fortalecer, orientar e servir, e nunca em explorar quem decidiu responder ao seu chamado. Nossa proposta é incentivar uma cultura de colaboração, transparência e responsabilidade, para que cada pessoa possa lançar sua semente no mundo com segurança, confiança e liberdade, transformando seu propósito em legado, sem abrir mão da sua dignidade, da sua saúde emocional e dos valores que sustentam sua caminhada.

Ígor Lopes

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