Atualidade
Viana do Castelo: Município lança “Romaria n’Algibeira” para facilitar mobilidade durante os 9 dias de Romaria d’Agonia
A Câmara Municipal de Viana do Castelo lançou, ontem, a aplicação para dispositivos móveis “Romaria n’Algibeira”, criada pela autarquia para proporcionar informação útil a vianenses e visitantes, destacando-se os condicionamentos de trânsito previstos para os nove dias de festa.
O Município uniu esforços com a Vianafestas, a Diocese de Viana do Castelo e a Polícia de Segurança Pública com foco na mobilidade dos residentes e de quem visita a cidade nos dias das Festas em Honra de Nossa Senhora da Agonia.
A aplicação “Romaria n´Algibeira” permitirá aos munícipes, visitantes e turistas a consulta de todos os eventos festivos e religiosos da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia que decorrem com mais intensidade entre os dias 14 e 22 de agosto. Além dos eventos obterá informação variada sobre condicionamentos de trânsito associados a cada um, parques de estacionamento com informação sobre tarifário aplicado, transportes, proteção civil e informação útil variada desde sanitários, praças de táxis, farmácias, etc.
A aplicação foi desenvolvida pelo Município de Viana do Castelo, pelas suas equipas de SIG, Mobilidade e Proteção Civil, sendo o acesso feito através de código QR.
O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre, referiu que sendo esta “a maior romaria de todas as romarias” temos “a obrigação de planear cada vez mais e melhor”. “São dias de muita exigência e de muitos constrangimentos que podem ser mitigados para que a nossa mobilidade seja facilitada”, referiu.
Por isso mesmo, o autarca apresentou a aplicação como uma “verdadeira desmaterialização da Romaria, de forma plena e em toda a dimensão”. “Teremos, este ano, um reforço significativo dos meios disponíveis, com aumento dos meios de transporte e também com o aumento dos lugares disponíveis para estacionamento”, realçou. “Queremos garantir melhores condições de mobilidade, de segurança e de comodidade para que todos posam viver a romaria”, frisou ainda.
Já o Vereador da Cultura e Presidente da Vianafestas, Manuel Vitorino, apelou ao “envolvimento cívico” que deve implicar “um planeamento das nossas rotas, da nossa deslocação”, sensibilizando para o civismo de todos na hora do estacionamento “para que esta seja sempre uma festa inclusiva e vivida em plenitude, por todos e para todos”.
Por fim, a Vereadora com o pelouro da Mobilidade, Fabíola Oliveira, admitiu estar “bastante orgulhosa” de um trabalho interno que resultou numa aplicação “que agrega diversa informação útil”.
Assim, a aplicação é dividida em categorias, entre Calendário da Festa, Estacionamento, Como Chegar, Informação Útil, Proteção Civil e Contatos de Emergência.
Dentro da mesma, pode encontrar-se uma lista dos eventos do dia, os percursos dos cortejos e procissões e respetivos condicionamentos de trânsito, para que os visitantes possam tomar decisões conscientes e antecipadas.
Na “Romaria n’Algibeira”, na área dedicada ao Estacionamento, o visitante tem informações sobre parques de estacionamento de acesso gratuito ou pago (com indicação de tarifário), bolsas de estacionamento disponibilizadas para a romaria, parques de autocaravanas (total 444 lugares, aumento de 1750%), parques para autocarros (total 110, representando um acréscimo de 450%), estacionamento com acesso para mobilidade condicionada, circuito do autocarro municipal, indicação da localização dos postos de abastecimento de combustível e postos de abastecimento para viaturas elétricas na área da cidade.
A cidade deverá contar, nestes dias, com 4.505 lugares gratuitos em parques de estacionamento de livre acesso e bolsas de estacionamento. Estão ainda disponíveis 4.399 lugares de acesso pago. Totaliza, assim, 8.904 lugares de estacionamento, o que representa um acréscimo de 30 % dos lugares disponíveis relativamente aos números habituais.
Nesta aplicação será, ainda, disponibilizada informação sobre o Autocarro Municipal que irá circular gratuitamente em circuito pré-definido de 17 a 20 de agosto.O autocarro da linha de Monserrate circulará das 14h00 às 1h30, repetindo circuito de meia em meia hora. Já o autocarro da linha de Santa Maria Maior irá circular igualmente de trinta em trinta minutos, das 20h00 à 1h30.
Na categoria Como Chegar são apresentadas as praças de táxis (34 lugares disponíveis), paragens de autocarro, rotas e horários do transporte rodoviário, ferroviário e transporte fluvial (ferryboat), Elevador de Santa Luzia (com horário alargado para que possa assistir desde Santa Luzia ao Fogo do Campo e à Serenata).
Na Informação Útil, o visitante tem ainda acesso a informações sobre quiosques de informação, farmácias, Proteção Civil, bebedouros (6), sanitários (30), ecopontos extra (29) e praças de táxis.
Já na área da Proteção Civil são indicados os corredores de emergência, farmácias e outras informações úteis. A aplicação disponibiliza também Contatos de Emergência variados.
Toda a informação disponível em:

Foto: CMVC.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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