Atualidade
40ª Feira do Livro de Barcelos com Mia Couto, Pedro Lamares e Pedro Chagas Freitas
Certame conta com 70 editoras
Livros, livros e mais livros. Muitos. De permeio, conversas com escritores, concertos, teatro de rua, animação e um espaço exclusivo para as crianças darem azo à imaginação. Este é o cenário da 40ª edição da Feira do Livro de Barcelos, que monta arrais na Avenida da Liberdade, Largo da Porta Nova e Largo Dr. José Novais, de 30 de junho a 9 de julho.
Promovido pelo Município de Barcelos, o certame deste ano propõe uma programação multifacetada que convoca o público para um programa de grande diversidade cultural, e que conta com a presença de autores como Mia Couto, Pedro Lamares, Pedro Chagas Freitas, entre outros.
Paralelamente à venda de livros – estão presentes na Feira 21 stands representando 70 editoras – ao longo de dez dias, a programação abrange lançamento e apresentação de livros (9), conversas com escritores (10), dois concertos musicais, por Mafalda Veiga e Carolina de Deus. Simultaneamente, há animação de rua pela VIA3 – Companhia de Teatro, pel’Associação D’Improviso e por Pedro Pereira (saxofone).
A edição deste ano conta também com programação específica dedicada às crianças, que podem desfrutar de atividades diárias, entre as quais: pinturas faciais, apresentações de livros, cantinho da leitura, desenhos para colorir, ludoteca e mural de pintura.
No decorrer da Feira, a 7 de julho, haverá, ainda, espaço para teatro de rua com a dramatização da “A Passagem da Rainha Santa pelo Caminho Português de Santiago” e a dramatização “A Lenda do Galo em 10 minutos”, ambas dinamizadas e protagonizadas pela VIA 3, Companhia de Teatro. A noite termina com a já tradicional queimada galega.
À semelhança de anos anteriores, a Feira estará aberta ao público de segunda-feira a domingo, nos seguintes horários: de segunda a quinta-feira, das 17h00 às 00h00; de sexta-feira a domingo, das 16h00 às 00h00.
Literatura em comunhão com música: Mafalda Veiga e Carolina de Deus
A Feira do Livro deste ano traz a Barcelos animação musical. Para juntar à literatura, a organização do certame promove dois concertos e música pela rua. No sábado, 1 de julho, pelas 21h30, Mafalda Veiga sobe ao palco do Largo da Porta Nova para apresentar grande parte da sua obra musical; e já quase no fecho do certame, sábado, 8 de julho, pelas 22h00, sobe ao palco Carolina de Deus. A fechar o evento, no dia 9 de julho, às 16h00, Rui Vilhena apresenta “Música pela Rua”.
Lançamento de livros e conversas com escritores
Da vasta programação cultural preparada para esta edição, destaca-se a apresentação de novas obras literárias. É o caso do livro “Quinta do Tamariz – Lugar de Vinhos com História”, por António Vinagre e António Barros Cardoso, logo no 1º dia do certame, pelas 17h00. Mais tarde, pelas 22h00, é apresentado o livro “Manifesto pelos Leitores de Poesia” de Filipa Leal e Pedro Lamares.
No dia 1, sábado, à tarde (16h00), haverá o lançamento do livro “A Virgem da Loira Trança”, de Alfredo Carvalhaes, com moderação de Francisco Duarte Mangas e do poeta José Queiroga; enquanto às 17h00 será a vez da apresentação do livro “The Summer I Met Percy Roberts”, de Amanda Rodrigues.
Entretanto, dia 2, domingo, pelas 16h30, é a vez do barcelense Cândido Sobreiro moderar a apresentação do livro “Peças breves sobre a ascensão e queda de uma egoísta chamada Europa”, de Ricardo Correia e Vanesa Sotelo.
No dia 3 de julho, segunda-feira, há mais livros em destaque: apresentação da obra “A Tatuagem”, de David Gilmar, com moderação de Victor Pinho e, às 21h30, “Feira do Livro de Barcelos: 40 anos de história”, com Carlos Fiolhais, Fernando Pinheiro, José Fanha, Manuel Marinho, Paulo Gonçalves, Victor Pinho e Zeferino Coelho.
A meio da semana, quarta-feira, dia 5, é apresentada mais uma obra: “12 Chaves para a Felicidade”, de Luís Lameira.
Na quinta-feira, dia 6, são apresentados mais dois livros: (18h00) “Maria Adélia e Américo. Um casal do Vale do Lima. Herança para as gerações futuras”, de Américo da Gama (António Damásio), e mais tarde, pelas 21h30, é feito o lançamento da obra “A Jornada do Artista”, de Gabriela Peixoto, com moderação de José Campinho.
Na sexta (18h00), é apresentado o livro “Bom Caminho para Santiago”, de José Vaz Careto, com moderação de Lúcio Lourenço.
José Rui Teixeira abre “Conversas com” escritores
À semelhança do que acontece com a apresentação de livros, a Feira do Livro de Barcelos, nesta edição de 2023, tem um recheado programa de “Conversas com…”.
A ideia é aproximar autores do público e assim tentar captar novos leitores. No certame livreiro deste ano, vão estar em Barcelos: José Rui Teixeira, Diana Matos Leite e José Poças Falcão (1 de julho); Paulo Almeida Fernandes e Celestino Lores, em tertúlia moderada por Lúcio Lourenço (7 de julho); e conversa-concerto com Aldina Duarte e Maria do Rosário Pedreira (9 de julho).
Mia Couto abre sessão de entrevistas
Nesta edição da 40ª edição da Feira do Livro de Barcelos, há lugar também para entrevistas com Mia Couto e Rita Ferro (2 de julho – 18h00 e 21h30); Pedro Chagas Freitas (5 de julho – 21h30); Álvaro Laborinho Lúcio e Inês Meneses (8 de julho – 17h30 e 18h30) e Matilde Campilho (9 de julho – 17h00).
Programa Infantil
Já é um hábito, mas desta vez a componente de animação infantil da Feira do Livro sai reforçada. Além das atividades permanentes diárias, como Ludoteca, Caixa das ideias “Faz tu mesmo!”, Cantinho da leitura, Desenhos para colorir e Mural de pintura, destacam-se, ainda, encenações, conversas com escritores, pinturas faciais, oficinas de música, jogos de tabuleiro, e ateliê de barro.

Imagens: CMB.
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PJ detém mulher por crimes de incêndio florestal em Celorico de Basto
A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga deteve, fora de flagrante delito, com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana, a presumível autora de três incêndios florestais, ocorridos nos dias 01, 17 e 23 de julho, todos na freguesia de Ourilhe, concelho de Celorico de Basto.
Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa à arguida a autoria dos três incêndios florestais, iniciados por chama direta, com recurso a um isqueiro e, ainda, com a utilização de velas.
O local onde os incêndios foram ateados situam-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.
As ignições ocorreram sempre durante o dia e início da noite, em dias quentes, secos, com vento e com temperaturas altas.
A arguida, agiu por motivos do foro pessoal, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros.
A detida, mulher com 49 anos, residente naquela freguesia, foi presente à autoridade judiciária competente para promoção do primeiro interrogatório judicial.
Foi-lhe decretada a medida de coação de prisão preventiva.
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Armamar: Arquitetura popular do Douro em destaque em nova exposição no CIMD
O Centro Interpretativo da Mulher Duriense (CIMD) inaugura, no dia 28 de julho, pelas 17h30, a exposição “António Menéres – Percursos pela Arquitetura Popular no Douro”, uma mostra que convida o público a descobrir a riqueza da arquitetura vernacular duriense e a sua estreita ligação à paisagem, à identidade e aos modos de vida da região.
A inauguração integra a programação do ciclo “Conversas à Terça” e contará com a presença do arquiteto Fernando Seara, diretor do Museu do Douro, que partilhará a sua visão sobre a arquitetura popular do Douro e o valor patrimonial deste legado construído.
A exposição reúne um conjunto de fotografias que documentam diferentes expressões da arquitetura vernacular duriense, revelando a forma como as gentes moldaram o território ao longo do tempo e estabeleceram uma relação única com a paisagem. Mais do que um registo documental, a mostra constitui um testemunho da evolução histórica e cultural do Douro, destacando um património que importa conhecer, preservar e valorizar.
Patente ao público até 31 de agosto de 2026, a exposição poderá ser visitada gratuitamente durante o horário normal de funcionamento do CIMD.
Atualidade
Brasil: São Paulo conta agora com uma delegação da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, entidade com sede em Viseu
A “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” realizou, no passado dia 16 de julho, a cerimónia oficial de tomada de posse da nova direção da delegação de São Paulo da entidade, quando distinguiu diversas personalidades e instituições pelo seu “contributo para a divulgação da cultura portuguesa no Brasil”, além de promover uma celebração gastronómica dedicada aos laços históricos entre Portugal e o Japão, numa tarde de eventos realizados primeiro no Auditório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e, depois, no Restaurante Osakaya, no mesmo endereço.
A sessão solene marcou o início do primeiro mandato da delegação paulista da Confraria, organização que tem como missão “preservar, divulgar e valorizar o património histórico, cultural e gastronómico da região da Beira Alta portuguesa, junto da comunidade lusa residente no Brasil e dos seus descendentes”, promovendo também o “intercâmbio cultural entre Portugal e o país sul-americano”.
A estrutura dirigente passou a ser liderada por Nilzângela de Lima Souza, que assume a presidência da delegação, acompanhada por João Baptista de Oliveira, como vice-presidente, Gabriel Kwak, como secretário-geral; e, na tesouraria, Raquel Naveira. Integram-na, ainda, os conselheiros fiscais José Francisco Ferraz Luz e José Domingos de Lima Pezza, José Alberto Lovetro, diretor de Banda Desenhada, e Salete Lima e Eliza Muratori, Fatima Fonseca, nomeadas embaixadoras culturais.
De igual modo, durante a cerimónia foram atribuídos os títulos de “Presidentes de Honra” da Confraria ao Dr. Juarez Morais de Avelar e ao jornalista e escritor luso-brasileiro Ígor Lopes, “distinção reservada a personalidades reconhecidas pelo apoio prestado à instituição e ao fortalecimento das relações culturais entre Portugal e o Brasil”.
Reconhecimento do mérito cultural marcou cerimónia
A tomada de posse ficou também assinalada por um conjunto de condecorações destinadas a reconhecer o trabalho desenvolvido em diferentes áreas da cultura, do associativismo e da promoção da identidade portuguesa.
Tânia Sousa Pezza e Richard Wolfgang Azevedo Bauer foram investidos como novos comendadores da Confraria, recebendo as respetivas insígnias numa cerimónia presidida por Nilzângela de Lima Souza. Ao longo da sessão foram ainda homenageados o maestro Roberto Mendes Barbosa e Elisa Mendes Barbosa, ligados ao Coral de Oficina de Arte e Cultura, bem como Benjamin Souza Marinho, distinguido enquanto representante das novas gerações que mantêm viva a ligação à cultura portuguesa.
A Confraria decidiu também atribuir uma distinção institucional ao Restaurante Osakaya, reconhecendo o contributo que o espaço tem vindo a prestar ao “fortalecimento do intercâmbio cultural luso-brasileiro” e à “valorização da gastronomia enquanto elemento de aproximação entre os povos”.
Gastronomia como expressão da história comum
Após o momento protocolar, os participantes reuniram-se no salão do Restaurante Osakaya, onde foi servido um menu concebido exclusivamente para a ocasião, pensado para traduzir, através da gastronomia, o encontro histórico entre Portugal e o Japão. A proposta gastronómica procurou revisitar um dos capítulos mais antigos das relações entre os dois países, evocando os primeiros contactos estabelecidos pelos navegadores portugueses no século XVI e a influência que essa presença deixou na cultura culinária japonesa.
Ao longo do jantar foram servidos pratos que combinaram técnicas tradicionais japonesas com ingredientes e referências profundamente associados à cozinha portuguesa, transformando cada momento da refeição numa narrativa sobre a circulação de produtos, sabores e tradições entre os dois extremos do mundo.
O percurso iniciou-se com Edamame, valorizando a simplicidade dos produtos naturais, e com uma delicada salada de hijiki, preparada com caldo dashi e shoyu, apresentada como uma evocação da profundidade do oceano e da subtileza da cozinha japonesa.
Seguiu-se um dos momentos mais simbólicos da noite: o Korokke de Bacalhau, versão japonesa inspirada no tradicional bolinho de bacalhau português. A confeção recorreu à panagem em panko, preservando, contudo, o protagonismo do bacalhau, ingrediente incontornável da gastronomia portuguesa, criando uma ponte entre duas tradições culinárias separadas por milhares de quilómetros, mas unidas pela história.
O menu prosseguiu com Orange Chicken, Karaage Nanban, Shorompo Soup, Buta Misso e Tempura Misto, prato que assumiu especial simbolismo por recordar precisamente a influência portuguesa na divulgação do tempura – pois em séculos passados esta iguaria era consumida apenas por monges, sendo proibido o consumo por pessoas comuns – a técnica de fritura que viria a dar origem à atual tempura japonês.
A refeição terminou com Choux Cream (Shu Kuri), sobremesa de inspiração francesa reinterpretada pela pastelaria japonesa, encerrando um percurso gastronómico marcado pela fusão de influências e pela valorização da partilha cultural.
Toda a experiência foi desenvolvida pelo chef Daisuke Takao, agradecemos aos proprietários Henrique Hojo e Nicolas Aoki, que procuraram construir um menu onde cada prato representasse um “momento da ligação histórica entre Portugal e o Japão”, estabelecendo um “diálogo entre tradição, criatividade e identidade”.
“Mais do que um jantar comemorativo, a receção constituiu um dos momentos centrais das celebrações da tomada de posse, reforçando a gastronomia como instrumento de diplomacia cultural e de aproximação entre comunidades”, disse Nilzângela de Lima Souza, presidente da delegação de São Paulo da “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’”, com sede em Viseu, Portugal.
A iniciativa terminou num ambiente de convívio entre confrades, dirigentes, representantes institucionais e convidados, consolidando a “Confraria Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco’” como “um espaço de preservação das tradições beirãs, de promoção da cultura portuguesa e de fortalecimento dos laços entre Portugal e o Brasil”, em particular “junto da comunidade portuguesa radicada em São Paulo”.
Agência Incomparáveis
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