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Estarreja mantém a tradição, as Festas de Santo António estão a chegar

Festejos começam a 2 de junho com o Mercado Antigo e levam à cidade Tiago Silva (dia 3), Carlão (dia 9), Marisa Liz (dia 10) e José Cid (dia 11)

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A cidade de Estarreja enfeita-se e prepara-se para festejar as tradições. Estão aí as Festas de Santo António de Estarreja, com 10 dias de animação. Guarde estas datas – 2 a 13 de junho – e espreite a programação onde cabem o mercado antigo, as marchas populares, as tasquinhas de gastronomia regional, o folclore (este ano com uma novidade), concertos com artistas nacionais e exposições. Nos primeiros dias do próximo mês, Estarreja é um ponto de encontro e convívio, com entradas livres.

Mantém-se a tradição com o Mercado Antigo a abrir os festejos

Numa viagem às tradições e recriação do quotidiano do final do séc. XIX e início do séc. XX, a emblemática Praça Francisco Barbosa acolhe o Mercado Antigo (dias 2, 3 e 4 de junho), com mais de 70 espaços de venda, comes e bebes, produtos, animação e trajes adequados à época. Os estarrejenses em representação das coletividades ou a nível particular dão alma e corpo a esta viagem ao “Mercado da Praça”.

O concerto “Praça Filarmónica” dá a nota de abertura, no dia 2, reunindo no mesmo palco as bandas filarmónicas de Estarreja (Banda Club Pardilhoense, Banda Visconde de Salreu e Banda Bingre Canelense), num momento que valoriza e aplaude o trabalho realizado por estas coletividades, verdadeiras escolas de música e de cidadania, por onde passam e são formados centenas de estarrejenses.

A noite de 3 de junho, sábado, será animada por Tiago Silva, finalista do programa The Voice Portugal 2020. No domingo, dia 4, para além do já tradicional Desfile Etnográfico, às 10h30, as festas têm a honra de apresentar o espetáculo comunitário interassociativo “(A)BRAÇOS DA RIA”, com conceção e direção de Luís Fernandes, da Associação d’Orfeu, com a participação dos grupos de folclore do concelho: Grupo Etnográfico da Casa do Povo de Avanca, Grupo Etnográfico “Danças D’Aldeia”, Grupo Folclórico e Etnográfico de Veiros, Rancho Folclórico “As Tricaninhas do Antuã” e Rancho Folclórico “As Tricaninhas de S. Miguel de Fermelã”.

Nas incontornáveis Festas de Santo António de Estarreja, a Câmara Municipal valoriza a tradição, o encontro de estarrejenses, coletividades e visitantes.

O Parque do Antuã é o palco dos grandes concertos e das tasquinhas

Entre os dias 9 e 12 de junho, as festas assentam arraiais no Parque Municipal do Antuã com tasquinhas e longas horas de animação garantidas. No cartaz do evento surgem os concertos de grandes nomes da música nacional que dispensam apresentações: Carlão (dia 9), Marisa Liz (dia 10) e José Cid (dia 11).

Como sempre, a participação de dezenas de associações locais é uma imagem de marca dos festejos. São disso exemplo as Marchas Populares (12 junho), um dos momentos mais aguardados dos festejos antoninos em Estarreja, fruto do bairrismo das forças vivas do município. Um total de 7 grupos, somando mais de 7 centenas de marchantes, desfilam na véspera do feriado municipal inspirados em temas populares (Escola de Samba “Vai Quem Quer” – “Em Terras de Miranda quem dança é a Vai Quem Quer”; Associação Cultural e Recreativa “A Esteira de Veiros” – “Maria, A Ceboleira”; Associação Cultural e Recreativa Saavedra Guedes – “Pela Ria a navegar”; Associação Cultural e Recreativa Unidos do Agro – “As Lavadeiras”; Fundação Cónego Filipe Figueiredo – “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”, Fernando Pessoa; Grupo de Samba “Os Morenos” – “As salinas de Aveiro”; Sociedade Recreativa e Musical Bingre Canelense – “Bailaricos da Aldeia”).

Nas Tasquinhas, são 12 as coletividades (Escuteiros Santa Marinha de Avanca; Grupos de Samba Os Morenos, Vai Quem Quer e Samba Tribal; Grupos de Folia Clube Pimpónico, TAS’KU’ELA, Gresfa e Xatiados; Arsenal de Canelas; Saavedra Guedes; As Tricaninhas S. Miguel Fermelã; Antuã Beach Handbal Team) que dão a provar os petiscos regionais e concorrem pelo prémio de melhor prato. Se às iguarias juntarmos a animação musical, completo fica o serão destas noites quentes em Estarreja.

A semana é coroada com as celebrações religiosas e a Sessão Solene do Dia do Município (13 de junho), no Cine-Teatro Municipal, às 15h. Em dia de celebração municipal, para o qual está convidada toda a comunidade, Estarreja presta homenagem a personalidades e instituições que honram o nome do município com atribuição das Medalhas de Mérito Municipal, Votos de Louvor a melhores alunos e atletas e clubes campeões nacionais e homenagem aos trabalhadores da Câmara Municipal que cumprem 25 de serviço e que se aposentaram. Este ano serão galardoados com a Medalha de Mérito, o Professor Humberto Varum, o Grupo Tradicional de Música Portuguesa “Ventos da Ria”, o Grupo Etnográfico Danças d’Aldeia de Pardilhó e o Grupo Desportivo e Cultural da CIRES.

Imagem: CME.

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Câmara de Lisboa reforça investimento em projetos educativos com mais de 950 mil euros

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A Câmara Municipal de Lisboa (CML) aprovou hoje, em reunião pública, duas propostas que reforçam o investimento municipal em projetos educativos nos próximos dois anos letivos, num montante superior a 950 mil euros.

As medidas aprovadas contemplam a criação do concurso “Escola Acontece”, integrado no Programa de Sucesso Escolar ELEVA-TE, e o reforço da Orquestra Geração Lisboa, duas iniciativas que visam promover o sucesso educativo, a inclusão e o desenvolvimento das crianças e jovens da cidade.

“Continuamos a reafirmar a educação como uma das prioridades deste executivo. As propostas hoje aprovadas refletem uma aposta em projetos que complementam o trabalho desenvolvido nas escolas e que contribuem para a construção de percursos educativos mais inclusivos e promotores do sucesso escolar”, afirma o vereador com o pelouro da Educação, Rodrigo Mello Gonçalves.

O concurso “Escola Acontece”, cuja primeira edição decorrerá no ano letivo 2026/2027, destina-se a todas as escolas da rede pública de Lisboa, desde o 1.º ciclo do ensino básico até ao ensino secundário. Através desta iniciativa, a Autarquia pretende apoiar projetos extracurriculares que respondam às necessidades concretas de cada escola, promovendo a autonomia, a criatividade, a inclusão e a participação ativa de alunos, professores, famílias e restantes agentes da comunidade educativa.

Envolvendo um investimento de 618 mil euros, incluindo financiamento comunitário, o concurso abrangerá projetos de áreas distintas, designadamente expressões artísticas, teatro, música, dança, desporto, sustentabilidade, ambiente, ciências, tecnologia, cidadania, saúde e bem-estar, entre outros.

O executivo aprovou igualmente o reforço da Orquestra Geração Lisboa, garantindo a continuidade daquele que é um dos mais relevantes projetos de inclusão social através da música desenvolvido na cidade.

Com um investimento global superior a 339 mil euros para os próximos dois anos letivos (157 mil e 182 mil para 2026/2027 e 2027/2028, respetivamente), o reforço financeiro face a anos anteriores permitirá alargar a abrangência do projeto a cerca de 600 crianças e jovens, reforçando especialmente a inclusão através da expansão da Orquestra de Afetos nos jardins de infância, para crianças dos 3 aos 6 anos.

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Universidade do Algarve conclui obras de eficiência energética no Edifício 1 do Campus de Gambelas

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A Universidade do Algarve realizou um conjunto de intervenções no Edifício 1 do Campus de Gambelas, cujo investimento total foi superior a 1,2 milhões de euros. As diversas empreitadas realizadas com este objetivo encontram-se todas concluídas.
Estas intervenções são financiadas pelo Fundo Ambiental, através do Programa de Eficiência Energética em Edifícios da Administração Pública Central – Apoio à Renovação Energética dos Edifícios da Administração Pública Central, do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para tornar o edifício mais eficiente em termos energéticos foram feitas intervenções ao nível do isolamento térmico da cobertura, da substituição de vãos envidraçados, do sistema de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (AVAC) e foi instalado um sistema solar fotovoltaico. Além da eficiência energética, as ações levadas a cabo, que se complementam, permitirão melhorar as condições de habitabilidade, conforto, redução de custos e redução de CO2.

É objetivo da Universidade do Algarve implementar medidas que fomentem a sustentabilidade e a eficiência energética, bem como reforçar a produção de energia de fontes renováveis em regime de autoconsumo, contribuindo para a melhoria do desempenho energético e ambiental dos edifícios em causa. Pretende-se que as medidas adotadas possam conduzir, em média, a pelo menos 30% de redução do consumo de energia primária no edifício agora intervencionado.

O edifício em causa foi construído em 1993 e apresentava fragilidades em termos de eficiência energética. As intervenções tiveram como objetivo melhorar o conforto e bem-estar da comunidade académica, designadamente estudantes, investigadores, docentes e funcionários, introduzindo mecanismos que permitirão uma melhor economia e eficiência na utilização de recursos. O edifício tem duas grandes funcionalidades: o ensino e a investigação, tendo para o efeito salas de aulas, gabinetes, salas de reuniões, laboratórios de investigação e um auditório.

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Especialista assegura: abertura do mercado aéreo no Mercosul poderá aumentar concorrência e baixar tarifas

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O memorando de cooperação para reforçar a integração do transporte aéreo no Mercosul, assinado pelo Brasil esta semana, voltou a colocar em discussão a possibilidade de companhias aéreas estrangeiras operarem rotas domésticas noutros países do bloco. Para Luiz Moura, conselheiro de Turismo da FecomercioSP e especialista em gestão de viagens corporativas, a medida poderá trazer benefícios para os passageiros, desde que seja acompanhada por um enquadramento regulatório capaz de assegurar condições de concorrência equilibradas.

Na perspetiva do especialista, a abertura do mercado representa uma oportunidade para dinamizar o setor da aviação na região, aumentando a oferta de ligações e promovendo uma maior competitividade entre operadores, além de que o principal impacto positivo será sentido pelos passageiros.

“Quanto mais empresas disputam um mercado, maior tende a ser a oferta de voos e mais competitivos ficam os preços. Para o passageiro, esse costuma ser o principal benefício de uma abertura como essa”, declarou.

Apesar desse potencial, Luiz Moura realça que o processo deverá ser conduzido com prudência, tendo em conta as profundas diferenças económicas existentes entre os países do Mercosul.

Segundo explica, empresas sediadas em mercados mais robustos poderão dispor de maior capacidade financeira, melhores condições de investimento e maior margem para praticar tarifas reduzidas durante mais tempo, colocando pressão adicional sobre as companhias nacionais de economias menos desenvolvidas.

“Uma companhia que atua em um mercado economicamente mais forte pode ter mais recursos para sustentar uma operação noutro país. Isso pode criar uma competição desigual com empresas locais, que operam em uma realidade completamente diferente”, alertou.

O especialista recorda também que modelos semelhantes já existem noutras regiões, sobretudo na União Europeia, onde várias companhias operam voos domésticos em diferentes Estados-membros. Ainda assim, considera que a realidade europeia não pode ser transposta automaticamente para a América do Sul.

“Na Europa, os países têm níveis de desenvolvimento mais próximos e, em grande parte do bloco, compartilham a mesma moeda. No Mercosul, convivemos com economias muito diferentes, moedas distintas e realidades financeiras bastante desiguais. Isso pode produzir efeitos diferentes dos observados no mercado europeu”, vincou.

Neste contexto, Luiz Moura considera determinante o trabalho do grupo técnico previsto no memorando de cooperação, responsável por definir as regras que irão enquadrar a abertura do mercado regional.

Na sua opinião, o sucesso da medida dependerá da criação de mecanismos capazes de proteger a competitividade das companhias nacionais sem impedir os benefícios esperados para os consumidores.

“A abertura tende a ser positiva para quem viaja, desde que exista um ambiente regulatório capaz de equilibrar a competição entre empresas que partem de condições econômicas muito diferentes”, concluiu.

Ígor Lopes

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