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Atualidade

AHETA aprova limitação de mandatos

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Dando cumprimento ao tema, muito discutido nas últimas eleições da associação e à promessa dos corpos sociais eleitos, a Assembleia Geral da AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve aprovou, por unanimidade, a proposta de alteração de estatutos onde a limitação de mandatos é um dos temas mais importantes.

Assim, a partir de agora, os presidentes da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal não poderão ultrapassar os três mandatos consecutivos, nos respetivos cargos.

Entre as outras alterações, destacar, ainda, o facto de que, em caso da delegação da representação nas Assembleia Gerais, essencialmente as eleitorais, um associado não poderá representar mais que três outros associados. Até agora, um só associado podia representar todos os restantes associados, que em si delegassem o poder de representação, “algo que não nos parece muito ético”, sublinha a AHETA.

Igualmente, foi aprovado um regulamento eleitoral da associação, documento que nunca existiu embora os estatutos remetessem, no caso das eleições, para esse documento.

“Fica, assim, cumprida uma atualização dos estatutos e a existência de um documento fundamental para o bom funcionamento do ato eleitoral, embora, em condições normais as eleições só devam acontecer daqui a 2 anos”, conclui.

Foto: AHETA.

Atualidade

Lisboa: Eleitores brasileiros vão votar na Cidade Universitária nas eleições de 2026

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O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa definiu a Cidade Universitária como local de votação para as eleições de 2026, distribuindo o eleitorado por três edifícios deste complexo universitário da capital portuguesa nos dias do ato eleitoral – a Reitoria, a Faculdade de Letras e a Faculdade de Direito.

Segundo os dados divulgados pelo Consulado, estarão abrangidos 78.833 eleitores, distribuídos por 209 secções, 103 urnas e 80 salas.

A Faculdade de Direito concentrará o maior número de eleitores, com 34.042 inscritos em 90 secções, 44 urnas e 37 salas de votação.

A Faculdade de Letras contará com 28.840 eleitores, distribuídos por 76 secções, 38 urnas e 38 salas.

Na Reitoria estarão instalados 43 secções e 21 urnas, abrangendo um total de 15.951 eleitores. O edifício terá cinco salas destinadas ao funcionamento das mesas eleitorais.

A distribuição por diferentes edifícios torna particularmente importante que cada eleitor confirme previamente a sua secção, uma vez que a deslocação até à Cidade Universitária não permite, por si só, determinar o edifício ou a sala onde deverá votar.

Para consultar essa informação, os eleitores devem começar por identificar o número do título de eleitor e a respetiva secção através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou da aplicação e-Título.

Depois de obter o número da secção, o eleitor poderá utilizar o chatbot disponibilizado pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa para confirmar o edifício e a sala correspondentes à sua inscrição.

A consulta antecipada pretende evitar deslocações desnecessárias dentro da Cidade Universitária e reduzir o risco de atrasos no dia da votação, sobretudo perante a distribuição do eleitorado por três edifícios distintos.

O Consulado recomenda, por isso, que os eleitores não deixem a confirmação do local exato de votação para a última hora e que consultem previamente a informação disponibilizada pelas autoridades eleitorais e consulares.

Ígor Lopes

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Açores

Florianópolis: Criada “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil” durante “IX Encontro Açores Brasil”

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Florianópolis recebeu, no domingo, 23 de agosto, o “IX Encontro Açores Brasil”, que reuniu representantes das oito Casas dos Açores existentes no maior país da América do Sul e marcou a constituição formal da “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil”. A iniciativa, promovida pelo Governo dos Açores, através da Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e da Direção Regional das Comunidades, decorreu na Casa José Boiteux, no centro da capital de Santa Catarina, um dia depois da inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, cerca de 15 quilómetros da região central de Florianópolis.

A criação da “Rede Nacional” foi formalizada através de um protocolo de cooperação entre a Região Autónoma dos Açores e as Casas dos Açores do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Estado do Rio Grande do Sul, Maranhão, Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará. O documento foi assinado pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, e pelos dirigentes das oito instituições brasileiras.

O protocolo define a “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil” como uma “estrutura informal de cooperação e articulação entre as instituições existentes no território brasileiro e entre estas e a Região Autónoma dos Açores”. Entre os objetivos estabelecidos estão a “promoção da cooperação, da comunicação e do intercâmbio entre as Casas, a valorização das ligações entre os Açores e os açordescendentes no Brasil, a partilha de experiências, recursos e boas práticas e o desenvolvimento de iniciativas conjuntas”.

O documento prevê ainda “ações nas áreas cultural, educativa, científica, social e comunitária”, além da possibilidade de “cooperação económica, empresarial e de projetos de interesse comum”.

Segundo o documento, ao qual a nossa reportagem teve acesso, a Rede deverá também “contribuir para a divulgação da identidade, da história e da cultura dos Açores junto da sociedade brasileira” e “facilitar a articulação das Casas com o Governo Regional em matérias de interesse comum”.

A cooperação poderá materializar-se também “através de encontros, seminários, conferências e sessões de trabalho, exposições, mostras culturais, projetos de investigação, publicações, ações de formação, programas de intercâmbio institucional e cultural e iniciativas em regime de itinerância entre as Casas dos Açores no Brasil”.

A Rede terá uma Coordenação Executiva, exercida por períodos de um ano e em regime de rotatividade, seguindo a ordem cronológica de fundação das instituições participantes. Nos termos do protocolo assinado em Florianópolis, a primeira coordenação ficará a cargo da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, fundada em 1952 e a mais antiga das oito entidades que integram a estrutura. O mandato terá a duração de um ano.

À Coordenação Executiva caberá “assegurar a articulação entre as Casas, dinamizar iniciativas conjuntas, convocar e coordenar reuniões, representar a Rede nas relações institucionais com a Secretaria Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades e manter a comunicação regular entre as instituições participantes e o Governo dos Açores”. O protocolo produz efeitos desde a data da assinatura e vigora por tempo indeterminado.

“Responsabilidade” na articulação entre as oito Casas dos Açores no Brasil

Para João Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, “a criação da Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil é importante porque aproxima instituições, fortalece a nossa representação e permite desenvolver projetos em conjunto, em comum”. Sobre a responsabilidade assumida pela instituição carioca de assumir a Coordenação Executiva da Rede, acrescentou que “além de uma honra, é uma grande responsabilidade”.

João Leonardo Soares apontou ainda como principais desafios “conciliar as diferentes realidades das Casas dos Açores, organizar esse funcionamento da rede e manter a participação de todos”, com o objetivo de “transformar essa união e esses projetos em ações concretas na preservação e na divulgação da cultura açoriana no Brasil”.

Segundo apurámos, outras Casas dos Açores que venham a ser constituídas no Brasil poderão aderir à Rede mediante manifestação de vontade e aceitação pelas instituições já integrantes.

“A “Rede Nacional de Casas dos Açores do Brasil”, que continuará a alargar-se nos próximos tempos, poderá constituir um instrumento determinante para valorizar e reforçar a relação histórica e contemporânea entre as consanguíneas ilhas açorianas e a imensa nação brasileira, através da conjugação de esforços para iniciativas conjuntas e atividades itinerantes”, disse à Agência Incomparáveis José Andrade, diretor regional das Comunidades do Governo dos Açores.

Paulo Estêvão destaca resultados da deslocação a Santa Catarina

Em declarações à nossa reportagem, o secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades do Governo dos Açores, Paulo Estêvão destacou, entre os resultados da deslocação a Santa Catarina, os protocolos estabelecidos no âmbito da ligação entre os Açores e as estruturas açorianas no Brasil. Sobre o protocolo assinado com as oito Casas dos Açores do Brasil, o governante explicou que “ficou articulada não só uma colaboração entre as oito casas entre si, no sentido de se apoiarem mutuamente e desenvolverem projetos em conjunto, como também uma colaboração ativa do Governo dos Açores no apoio às casas, às oito Casas dos Açores”.

Paulo Estêvão referiu ainda a atualização do protocolo com o núcleo de estudos de Santa Catarina, salientando o trabalho desenvolvido por esta estrutura.

“Há uma questão também importante, que é a realização de um protocolo com o núcleo de estudos de Santa Catarina, que tem vindo a fazer um trabalho magnífico e que atualizámos o protocolo e contamos aumentar o apoio também a este núcleo”, afirmou este responsável, que abordou igualmente a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Florianópolis, considerando que “a viagem teve um êxito extraordinário”.

Paulo Estêvão explicou que a nova sede “foi totalmente suportada pela Prefeitura de Florianópolis, quer em relação à aquisição do edifício, quer em relação à sua requalificação”. Para este governante açoriano, as novas instalações vão permitir reforçar a atividade da instituição.

“A partir de agora, a Casa dos Açores de Santa Catarina terá capacidade para desenvolver um conjunto de atividades muito alargado, desde seminários a congressos, a ter a oportunidade de organizar tertúlias de diversa natureza, reuniões, portanto, uma capacidade logística que permitirá ter uma intervenção mais frequente na sociedade de Florianópolis, em Santa Catarina, no geral”, referiu Paulo Estêvão, sublinhando, ainda, o compromisso assumido por entidades municipais e estaduais relativamente ao projeto das comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores.

“As entidades, quer a nível municipal, quer a nível do Estado, assumiram a responsabilidade de colaborar com o Governo dos Açores no âmbito da concretização do projeto dos 600 anos. Inclusivamente, vão constituir uma comissão para preparar a comemoração dos 600 anos da descoberta dos Açores”, afirmou, realçando que essa comissão deverá ser constituída até ao final deste ano e ficará responsável pela preparação de um conjunto de iniciativas.

Estevão adiantou também que a Prefeitura de Florianópolis prevê criar um monumento relacionado com a efeméride.

“Também ficámos a saber que, inclusivamente, por parte da Prefeitura de Florianópolis, será elaborado um monumento alusivo à data, a inaugurar também em 2027”, concluiu.

Encontro valorizou a história açoriana na região

O “IX Encontro Açores Brasil” teve início às 10h, com a participação do diretor regional das Comunidades, José Andrade, da presidente da Academia Catarinense de Letras, Lélia Nunes, do presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, Luiz Nilton Corrêa, e do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto. A Academia e o Instituto têm sede na Casa José Boiteux, espaço onde decorreram os trabalhos.

Um dos pontos do programa foi o painel dedicado às Casas dos Açores do Brasil, com uma análise do percurso das instituições, da situação atual e das perspetivas de atuação. Participaram João Leonardo Soares, presidente da Casa dos Açores do Rio de Janeiro, fundada em 1952; Roberto de Melo Correia, da Casa dos Açores de São Paulo, fundada em 1980; Sérgio Luiz Ferreira, da Casa dos Açores de Santa Catarina, de 1999; Viviane Peixoto Hunter, da Casa dos Açores do Estado do Rio Grande do Sul, criada em 2003; Raphael Guará, da Casa dos Açores do Maranhão, de 2019; Nino Moreira Seródio, da Casa dos Açores do Espírito Santo, fundada em 2022; Cláudio Motta, da Casa dos Açores de Minas Gerais, criada em 2025; e Hélya Abath, da Casa dos Açores do Ceará, constituída em 2026.

A constituição da Rede introduz um mecanismo nacional de articulação entre organizações que, até agora, desenvolviam as suas atividades a partir dos respetivos estados e das realidades das comunidades locais. A estrutura permitirá coordenar projetos e fazer circular iniciativas entre diferentes regiões brasileiras, num território onde a presença açoriana e açordescendente resulta de diferentes movimentos migratórios e de povoamento.

A programação do encontro incluiu ainda, por iniciativa do Governo dos Açores, um protocolo de apoio ao “Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade do Estado de Santa Catarina”. Durante os trabalhos foram também abordadas as comemorações dos 600 anos da descoberta dos Açores, que serão assinaladas em 2027 e para as quais o Governo Regional pretende envolver as comunidades açorianas fora do arquipélago.

A realização do “IX Encontro” esteve associada à inauguração, no sábado, 22 de agosto, da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, em Santo António de Lisboa, Florianópolis. O edifício destinado à instituição foi adquirido e reabilitado pelo município de Florianópolis, com investimento suportado pelo orçamento municipal, passando a disponibilizar à Casa um “espaço próprio para o desenvolvimento das suas atividades”.

Santo António de Lisboa mantém uma ligação à presença açoriana no Sul do Brasil. Foi nesta zona da ilha de Santa Catarina que se fixaram açorianos no processo de povoamento iniciado a partir de 1748. A instalação da Casa dos Açores naquele território associa a atividade da instituição a uma das áreas de Florianópolis onde permanecem referências culturais relacionadas com essa presença, entre elas as festas do Divino Espírito Santo, a renda de bilros, os engenhos e manifestações ligadas à alimentação e às práticas comunitárias.

A Casa dos Açores de Santa Catarina foi fundada em 1999 e integra agora, com as restantes sete instituições brasileiras, a nova “Rede Nacional”. A abertura da sede e a realização do encontro concentraram em Florianópolis, durante o fim de semana, dirigentes das Casas dos Açores, representantes do Governo Regional e entidades catarinenses ligadas à cultura, investigação e preservação do património.

Uma nova sede, velhos anseios

No âmbito da inauguração da nova sede, Sérgio Luiz Ferreira destacou o significado da concretização de um projeto procurado ao longo de várias décadas pela instituição.

“Foi um fim de semana bastante intenso, com muitas atividades e a inauguração da nova sede da Casa dos Açores de Santa Catarina, um sonho almejado durante tantas décadas, com tantos presidentes que passaram tentando ter uma sede para a Casa dos Açores, e, finalmente, tivemos agora, com grande apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis. (…) Foi a Prefeitura que restaurou o prédio. O prédio pertence à Prefeitura, que o restaurou todo e o deixou em condições para que a gente pudesse ocupar e para ser a nova sede da Casa dos Açores”, explicou este responsável, que salientou ainda a localização do espaço e as valências previstas para a nova sede.

“É uma casa pequena, mas muito bem situada, no coração de Santo António de Lisboa, que é uma das freguesias mais açorianas de Santa Catarina. Vai ter uma pequena galeria de arte, onde vão poder expor os artistas locais com temática açoriana, uma bela biblioteca que homenageia José Coelho “Peninha”, um grande pesquisador da cultura popular e o grande responsável pela obra de Franklin Cascaes ter sido tão divulgada, e um microauditório, onde vamos poder ter tertúlias e conversas sobre a açorianidade”, referiu.

O presidente da Casa dos Açores de Santa Catarina destacou também a presença de representantes do Governo dos Açores nas cerimónias.

“A presença do Governo dos Açores foi fundamental e abrilhantou a nossa solenidade, com essa deferência do Governo dos Açores para estar connosco e também por ter possibilitado que todas as Casas dos Açores do Brasil pudessem estar presentes. Isso fez o evento ter um significado muito maior”, afirmou.

O “IX Encontro Açores Brasil” deu continuidade a uma programação iniciada em outubro de 2021, em Ponta Delgada. As edições seguintes passaram por Angra do Heroísmo, em março de 2022; Rio de Janeiro, em julho de 2022; Florianópolis, em dezembro de 2023; Ponta Delgada, em maio de 2024; Rio de Janeiro, em setembro de 2024; ilhas do Pico e do Faial, em outubro de 2024; e Belo Horizonte, em julho de 2025.

Com a criação da “Rede Nacional das Casas dos Açores do Brasil”, as oito entidades passam a dispor de um “instrumento comum” para “coordenar atividades, partilhar recursos e estabelecer projetos com o Governo dos Açores”.

Ígor Lopes

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Atualidade

Porto recebe “Conferência Clínica Internacional” de “Psicoterapia Interpessoal” em junho de 2027

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A cidade do Porto vai receber, entre 7 e 11 de junho de 2027, a “IPT Supervisor & Trainer International Conference”, Conferência Clínica Internacional de Psicoterapia Interpessoal dedicada à “formação, supervisão e atualização de profissionais” que trabalham com este modelo psicoterapêutico. A realização em Portugal será organizada pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal, entidade sediada no Porto e protocolada com a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP), no âmbito da especialidade em Psicologia Clínica e especialidade avançada em Psicoterapia.

Depois de Los Angeles, em 2025, e Singapura, em 2026, a conferência internacional chega em 2027 ao Porto, integrando Portugal no circuito mundial de encontros dedicados à Psicoterapia Interpessoal. O evento encontra-se em preparação e deverão ser divulgados posteriormente o local dos trabalhos, o programa científico, os especialistas participantes e as condições de inscrição.

A edição portuguesa será promovida pela “API Academia de Psicoterapia Interpessoal”, estrutura que desenvolve atividades de “divulgação, formação, treino e supervisão” para profissionais de saúde mental. O percurso formativo da instituição tem origem em 2006 e a academia facilita, desde 2009, processos de especialização em “Psicoterapia Interpessoal”, reconhecidos em Portugal, na Europa e internacionalmente, sobretudo destinados a profissionais de Psicologia e Medicina de língua portuguesa.

Modelo de sucesso

Em Singapura, a conferência realizou-se entre 18 e 22 de maio de 2026 e correspondeu à 10.ª Conferência Clínica Anual do IPT Institute International. O programa reuniu supervisores, formadores e clínicos com formação avançada em Psicoterapia Interpessoal e incluiu formação de formadores, um curso de Nível A e sessões dedicadas à supervisão clínica.

Entre os conteúdos abordados estiveram métodos de formação em Psicoterapia Interpessoal, competências de apresentação e ensino, discussão de casos, supervisão baseada em competências, avaliação de portefólios clínicos, exercícios de simulação e utilização de pacientes simulados por inteligência artificial no contexto da supervisão.

“A realização da edição de 2027 no Porto é um evento único no nosso país e pretende dar continuidade a este trabalho internacional, trazendo para solo luso o estado da arte desde modelo terapêutico com profissionais de renome, em particular o Médico Psiquiatra e Director do IPT Institute International Dr. Scott Stuart, com formação centrada no conhecimento teórico e na prática clínica da Psicoterapia Interpessoal, com enfoque no treino e supervisão de profissionais”, disse Ivandro Soares Monteiro, psicólogo clínico e psicoterapeuta, doutorado, professor universitário no ICBAS, fundador e CEO da EME Saúde, da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, Clube dos Estoicos e STOICNET, psicólogo das organizações e associate partner da CROWE Portugal.

A organização portuguesa ficará a cargo da API Academia de Psicoterapia Interpessoal, marca registada da EME Saúde e entidade certificada pela DGERT (formação acreditada e isenta de IVA). A instituição desenvolve um percurso de especialização estruturado por diferentes níveis de formação, desde a aprendizagem inicial do modelo até à supervisão e formação avançada.

A ligação institucional à OPP (Ordem dos Psicólogos Portugueses) foi formalizada através de protocolo, permitindo à API integrar o conjunto de associações e sociedades de Psicoterapia protocoladas com a Ordem. A formação desenvolvida pela instituição inclui igualmente ações reconhecidas no âmbito da Psicologia Clínica e da especialidade avançada em Psicoterapia.

Os cursos promovidos pela academia seguem ainda critérios e orientações do Interpersonal Psychotherapy Institute e recomendações da International Society for Interpersonal Psychotherapy, reforçando a ligação dos profissionais portugueses e lusófonos às estruturas internacionais dedicadas a este modelo de intervenção.

Segundo a missão definida pela academia, que está prestes a arrancar em outubro de 2026 com a 28ª edição do curso de nível “A” em Psicoterapia Interpessoal, 100% Online e em português, é “procurar disponibilizar aos profissionais de saúde mental formação teórico-prática orientada para a aplicação clínica da Psicoterapia Interpessoal, para além de criar condições acreditadas para o acesso a diferentes níveis de formação, treino, especialização e supervisão”.

A instituição pretende ainda contribuir para o desenvolvimento deste modelo nos países de língua portuguesa, através da realização regular de cursos, workshops, eventos científicos e iniciativas de supervisão clínica, procurando aproximar os profissionais dos conhecimentos e instrumentos utilizados na intervenção com pacientes, criando hubs da API com Associate Partners junto de parceiros internacionais de outros países de língua portuguesa interessados.

“O evento está ainda em fase de preparação. Deveremos anunciar nos próximos meses o programa, os especialistas internacionais convidados, o espaço onde decorrerão os trabalhos e os procedimentos para participação na conferência”, finalizou Ivandro Soares Monteiro.

Ígor Lopes

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