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Barcelos: Reconhecimento de Interesse Público Municipal possibilita obras de ampliação no Campus do IPCA no valor de 30 milhões

Presidente da Câmara aplaude dinamismo da Instituição

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A Câmara Municipal de Barcelos deliberou a aprovação de se remeter o Pedido de Reconhecimento de Interesse Público Municipal, solicitado pelo IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, à Assembleia Municipal, decisão que vai permitir a execução de importantes obras no Campus do IPCA, entre as quais, as referentes ao projeto Barcelos Collaborative Research and Innovation Center (Barcelos CRIC), que engloba a construção e requalificação de edifícios para o Barcelos Collaborative Research and Innovation Center (B-CRIC), o Centro de Valorização e Transferência de Tecnologia VIC-IPCA – IPCA, Valorization and Innovation Center, o Auditório com 500 lugares; a Residência Académica, o Espaço Multiusos e os Arranjos Urbanísticos dos Espaços Exteriores Envolventes.

Para o Presidente da Câmara, Mário Constantino, este é mais um passo da “excelente colaboração entre o Município e o Politécnico”, sublinhando que, desde a primeira hora, tem “acarinhado e incentivado o IPCA a desenvolver este projeto, porque se trata de uma iniciativa importantíssima para o desenvolvimento do concelho e da região, potenciando a formação dos jovens em diversas áreas profissionais, nomeadamente nas tecnologias do futuro”. Mário Constantino mostra-se convicto de que esta “colaboração entre as duas instituições é fundamental para o progresso sustentado do concelho e da região”.

Os equipamentos, que o Reconhecimento de Interesse Público vai permitir construir, vão ficar implantados em terrenos da Quinta do Patarro, na freguesia de Vila Frescainha S. Martinho, e terão cerca de 29 mil m2 de área de construção. Com a edificação destas construções, o IPCA prevê a criação de um espaço destinado à investigação e inovação e a construção de um espaço multiusos, com a consequente de ligação do Campus do IPCA ao centro da cidade de Barcelos, tornando este espaço, e as suas vias pedonais, em especial as ecovias, bons espaços para a mobilidade dos cidadãos de Barcelos, dando, ainda, mais vida ao Campus e à cidade de Barcelos.

Com este aumento da área do Campus, poderá ser concretizada uma das grandes ambições da Câmara Municipal de Barcelos, e refira-se, também do IPCA, que é a construção de um espaço multiusos destinado às atividades económicas, sociais, desportivas e culturais de todos os munícipes do concelho de Barcelos, bem como da comunidade empresarial barcelense e de toda a comunidade académica.

Este Reconhecimento de Interesse Público Municipal abre, também, a possibilidade de o IPCA apresentar a candidatura destes projetos ao quadro regional de financiamento europeu, bem como ao PRR e ao próximo quadro 2021-2027.

Recorde-se que “o IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave é a instituição pública com maior número de estudantes em regime pós-laboral e a segunda com maior número de estudantes nos cursos superiores profissionais (1.800 estudantes), oferta formativa que surgiu em 2014 e que permite uma especialização profissional em um curso com a duração de 1,5 anos e 6 meses de estágio numa organização, com uma elevada empregabilidade, muito próxima dos 100%. Ao nível da investigação, o IPCA tem três unidades de I&D, com avaliação positiva pela Fundação da Ciência e Tecnologia: o Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade (CICF); o 2Ai (Applied Artifical Intelligence Laboratory) e o ID+ (Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura), este em colaboração com a Universidade de Aveiro e com a Universidade do Porto. Estas três unidades foram reconhecidas pela qualidade das atividades de I&D desenvolvidas, tendo obtido a classificação de Muito Bom, e têm o desafio de executar um plano estratégico para 4 anos, desenvolvendo investigação com impacto para a sociedade e realizada em colaboração com o tecido empresarial e social da região. No seio do sistema politécnico, o IPCA é, hoje, reconhecido pela excelência e qualidade do seu ensino e pelos resultados excelentes que tem alcançado na investigação aplicada, fruto de um caminho e de uma estratégia bem delineada no passado e eficazmente concretizada no presente. Este reconhecimento resulta de uma visão clara da missão e da visão do IPCA na comunidade, na região e no país, e do seu forte potencial no panorama internacional, bem como de uma forte aposta na valorização do conhecimento, das pessoas e das suas qualificações.”

Campus do IPCA em permanente crescimento

O Campus do IPCA foi construído em terrenos adquiridos pelo Município de Barcelos com uma área de 69.343,00 m2, que foi aumentado em 2018 com a aquisição pelo IPCA de uma parcela de terreno de 15.000,00 m2.

O Campus, em Barcelos, conta já com 11 edifícios: Escola Superior de Gestão; Serviços Centrais (C e A); Centro Investigação em Jogos Digitais; Cantina e Serviços Acão Social; Praxis 21; Escola Superior de Tecnologia; Biblioteca; Mechatronics Factory Lab e Bar do Campus.

A Escola Superior de Design ainda funciona em instalações provisórias, mas prevê-se a sua deslocalização para o centro de Barcelos, logo que sejam concluídas as obras de requalificação em curso no edifício de antiga Escola Gonçalo Pereira, cuja empreitada já se encontra a decorrer.

Foto: IPCA.

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Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal

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Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.

Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

Foto: ARA.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.

A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Foto: ARA.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.

No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.

Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.

Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

Foto: ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.

Fotos: ARA.

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Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação

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Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.

Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.

O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.

Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.

A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.

É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.

O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.

Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.

Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.

Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.

Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.

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Intensify World participa em Projeto YouthForDemocracy

Projeto promove capacitação juvenil em ambiente, tecnologia e democracia através de intercâmbio europeu

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O projeto YouthForDemocracy, oficialmente designado ProjetoYouth4Democracy: #Act4Climate – Empowering Young (ID 2024-3-BG01-KA210-YOU-000280031), é desenvolvido através de uma parceria europeia que reúne quatro organizações: Paralel-Silistra (Bulgária), United Vision Ry (Finlândia), Intensify World (Portugal) e Associazione Scienze Naturali Unite aps (Itália). A iniciativa tem como missão fortalecer a participação cívica e o compromisso ambiental dos jovens europeus, ao mesmo tempo que promove competências digitais e tecnológicas essenciais para o futuro.

A associação portuguesa Intensify World lidera a implementação das atividades em Portugal, resultado direto do intercâmbio internacional onde os jovens participantes receberam formação e capacitação nas áreas do meio ambiente, tecnologia e digitalização, bem como democracia. Estas aprendizagens estão agora a ser aplicadas no contexto nacional através de um conjunto de iniciativas previstas entre dezembro de 2025 e março de 2026.

Em Portugal, serão dinamizadas diversas ações dirigidas à comunidade escolar. Entre elas destacam-se workshops educativos focados na reciclagem e na gestão sustentável de resíduos, combinando conteúdos teóricos, exercícios práticos e ferramentas digitais de avaliação para reforçar a consciência ambiental dos estudantes. Paralelamente, uma campanha de limpeza ambiental mobilizará jovens para recolher e separar resíduos dentro e fora das escolas, incentivando o voluntariado e promovendo diálogo com as direções escolares sobre melhorias estruturais, como a instalação de ecopontos e práticas contínuas de sustentabilidade.

No âmbito da educação para a cidadania, será realizada uma sessão de simulação democrática que incluirá uma apresentação sobre o funcionamento das eleições, uma votação fictícia e a construção colaborativa do “candidato ideal”, promovendo o pensamento crítico, o debate e a compreensão ativa dos processos democráticos. Para garantir a continuidade do envolvimento juvenil, será ainda criado um clube extracurricular dedicado à participação cívica e ambiental, com forte componente tecnológica e digital, incluindo a criação de conteúdos e gestão de redes sociais orientadas para a promoção da democracia e da ação climática.

Com estas iniciativas, o YouthForDemocracy procura transformar a formação internacional recebida pelos jovens em impacto real nas comunidades portuguesas, reforçando competências ambientais, digitais e democráticas. A Intensify World reafirma, assim, o seu compromisso com a educação não formal, o empoderamento juvenil e a construção de uma sociedade mais informada, sustentável e participativa.

Projeto apoiado por:

Intensify World participates in YouthForDemocracy project


Initiative promotes youth empowerment in environment, technology and democracy through European exchange

The YouthForDemocracy project, officially titled ProjectYouth4Democracy: #Act4Climate – Empowering Young (ID 2024-3-BG01-KA210-YOU-000280031), is being developed through a European partnership bringing together four organisations: Paralel-Silistra (Bulgaria), United Vision Ry (Finland), Intensify World (Portugal) and Associazione Scienze Naturali Unite aps (Italy). The initiative aims to strengthen civic participation and environmental commitment among young Europeans, while also promoting essential digital and technological skills for the future.

The Portuguese association Intensify World is leading the implementation of activities in Portugal, following the international exchange in which participating young people received training and capacity-building in the areas of environment, technology and digitalisation, as well as democracy. This learning is now being applied at national level through a set of initiatives planned between December 2025 and March 2026.

In Portugal, several activities aimed at the school community will be carried out. Among them are educational workshops focused on recycling and sustainable waste management, combining theoretical content, practical exercises and digital assessment tools to strengthen students’ environmental awareness. In parallel, an environmental cleanup campaign will mobilise young people to collect and sort waste inside and outside schools, encouraging volunteering and promoting dialogue with school leaderships on structural improvements such as the installation of recycling stations and ongoing sustainability practices.

In the field of citizenship education, a democratic simulation session will be organised, including a presentation on how elections work, a mock vote and the collaborative creation of an “ideal candidate”, promoting critical thinking, debate and active understanding of democratic processes. To ensure continued youth engagement, an extracurricular club dedicated to civic and environmental participation will also be created, with a strong technological and digital component, including content creation and social media management focused on promoting democracy and climate action.

Through these initiatives, YouthForDemocracy seeks to transform the international training received by young people into real impact across Portuguese communities, strengthening environmental, digital and democratic skills. Intensify World thus reaffirms its commitment to non-formal education, youth empowerment and the building of a more informed, sustainable and participatory society.

Project supported by:

Foto e imagens: DR.

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