Atualidade
Campos de treinos do Cidade de Barcelos adjudicados por 2,3 milhões de euros
Município aprovou adjudicação da empreitada
O Município de Barcelos deu, ontem, mais um importante passo para que possam ser construídos os campos de treino no Complexo Desportivo Cidade de Barcelos. Em reunião realizada nessa tarde, o Executivo camarário deliberou aprovar o relatório final do Júri do Procedimento que adjudica a referida empreitada ao consórcio Alexandre Barbosa Borges, S.A. e RED – Relvados e Equipamentos Desportivos, Lda., pelo valor de 2.236.472,49 €, ao qual acresce IVA à taxa legal em vigor. A Câmara Municipal aprovou, também, a minuta do contrato desta empreitada com o referido consórcio empresarial. Depois deste procedimento, fica apenas a faltar o visto do Tribunal de Contas para que a obra possa efetivamente arrancar. Os trabalhos serão executados no prazo de um ano, contado após a data de consignação da empreitada.
Recorde-se que este projeto foi anunciado diversas vezes, mas nunca chegou a arrancar. Inclusive, foi lançado, em 2020, um concurso público para a adjudicação da empreitada, que viria a ser anulado por decisão do Executivo anterior, na sequência de reclamações de empresas concorrentes.
A construção dos novos campos de treino nasce da necessidade de criar melhores condições para a prática desportiva, em especial para os escalões da formação.
A presente empreitada diz respeito à construção de dois campos de treino, localizados a norte do Estádio Cidade de Barcelos, numa área de terreno propriedade do Município, com cerca de 25 mil m2. Um campo será em relva natural e outro em relvado sintético. Da empreitada fazem parte, também, os trabalhos referentes à construção de uma bancada destinada ao público. “Com a efetivação desta obra, dar-se-á um passo significativo na melhoria do parque desportivo concelhio”, sublinha o Município.

Câmara apoia escolas e associações
No âmbito dos apoios aos planos de atividade das comunidades escolares e do movimento associativo, a Câmara de Barcelos deliberou conceder um conjunto de subsídios, a saber: uma comparticipação financeira no valor de 1.940,00€ ao Agrupamento de Escolas Gonçalo Nunes, para custear as despesas de impressão das publicações “A menina do país dos girassóis” e “Trrim, trrim…cuida de mim”; uma comparticipação no valor de 10.000,00€, à Escola Secundária de Barcelinhos, para apoiar a participação no Mundial de Robótica – Robocup 2022, que se realizará entre 11 e 17 de julho, na Tailândia. Já a Associação de Pais e dos Alunos da Escola Básica e Secundária do Vale do Tamel vai beneficiar de 7.062,83 €, destinados a custear as despesas tidas com a colocação de uma tarefeira para assegurar o funcionamento do ensino pré-escolar do CE de Lijó, durante o período de ausência da assistente operacional que desempenha aquelas tarefas.
Em termos associativos, o Núcleo Desportivo “Os Andorinhas” foi contemplado com 6.000,00, valor correspondente às despesas efetuadas na retirada de refugiados da guerra da Ucrânia, de Varsóvia – Polónia para Barcelos, enquanto o Clube dos UMMistas vai receber 2.150,00€, no âmbito da realização do evento “10.ª edição do XurrascUMM”, que ocorreu nos dias 25 e 26 de junho do corrente ano, em Barcelos.
Ainda no que respeita a apoios ao movimento associativo, foi atribuída uma comparticipação financeira no valor de 15 mil euros €, ao Centro de Bem-Estar Social de Barqueiros, como forma de colaboração na aquisição de uma viatura elétrica. Também foi aprovada a Minuta do Acordo de Colaboração a celebrar entre o Município de Barcelos e a Associação de Patinagem do Minho para realizar o evento “Supertaça António Livramento”, no dia 10 de setembro de 2022, iniciativa que terá o apoio de 9 mil euros.
De igual modo, foi aprovada a minuta o acordo de colaboração entre o Município de Barcelos e a Associação do Ensino Especializado da Música [Conservatório de Música de Barcelos], com vista à realização e divulgação de atividades musicais em Barcelos, tendo como contrapartida o valor de 30 mil euros.
Finalmente, na reunião de ontem foram, ainda, aprovados os Acordos de Colaboração para 2022, a celebrar entre o Município de Barcelos e os Grupos/Ranchos Folclóricos do Concelho de Barcelos, que têm como contrapartida o valor de 2.500 euros para cada associação.
Foto e imagem: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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