Atualidade
Barcelos prepara jovens para vida ativa
Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo
“Sem formação e conhecimento não vamos conseguir acompanhar a evolução da sociedade”. Esta foi a principal mensagem que o Presidente da Câmara de Barcelos, Mário Constantino, deixou na sessão de abertura da Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo, uma iniciativa do Município de Barcelos, promovida pelos Pelouros da Juventude e da Educação, que decorreu hoje e irá continuar amanhã, na Casa da Juventude e no Auditório da Câmara Municipal. O autarca disse, ainda, que é importante desafiar os jovens para estas iniciativas, pois, daqui a 30 anos, a maior parte da população estará a trabalhar em profissões que ainda nem existem, daí a necessidade do reforço da formação e do conhecimento, fatores fundamentais para o sucesso”.
Perante uma plateia repleta de jovens, o ‘padrinho’ desta iniciativa, Carlos Oliveira, da Fundação José Neves (FARFETCH) assegurou que a “educação é o instrumento mais importante para o sucesso” e que nos tempos que correm “o mundo do trabalho valoriza, além das médias da faculdade, as competências, ações e capacidades de cada um”. O empresário fez saber que a cada ano que passa, sobre a formação que temos, 30% do conhecimento perde-se, daí a “importância e necessidade de renovação das formações e os conhecimentos”.

Na mesma linha, pronunciou-se a Presidente do IPCA – Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, salientando que “nunca o país teve tantas condições como nos dias de hoje para se obter formação e conhecimentos, e que só se devem tomar grandes decisões com base no conhecimento e na informação”.

Também convidado para a sessão de abertura, o subdelegado Regional do IEFP, José Pedro Machado, alertou para a rapidez da evolução do mundo. Socorrendo-se da estatística, garantiu que “até 2030, cerca de 60% da população adulta estará em formação, sem a qual não conseguirá trabalhar naquilo que gosta”.
Antes, já a vereadora da Educação, Mariana Carvalho, tinha agradecido a presença de todos os participantes e mostrou o orgulho em ter conseguido realizar este evento em Barcelos. Salientando que a transição dos jovens para a idade adulta é uma etapa muito difícil, a Casa da Juventude está a fazer um esforço acrescido em vários domínios para a capacitação e emprego da Juventude do Concelho. A vereadora acrescentou que este evento é apenas um primeiro momento de um projeto que, numa segunda etapa, será complementado com a realização de uma Feira de Emprego.
Neste primeiro dia de trabalhos, os jovens puderam aprender a criar currículos personalizados, sob a orientação de Zélia Coelho e Susana Cabral, da Capital Humano. Da parte da tarde, os trabalhos incidiram na apresentação das Medidas e Incentivos ao Emprego do Instituto de Emprego e Formação Profissional e na preparação para que as entrevistas de emprego sejam um sucesso.
Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo
A Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo é uma iniciativa do Município de Barcelos, promovida pelos Pelouros da Juventude e da Educação, que está a decorrer, hoje e amanhã, na Casa da Juventude e no Auditório da Câmara Municipal. Trata-se de um evento desenhado e pensado para apoiar os jovens barcelenses em situação de transição para a vida ativa, potenciando as suas capacidades e eliminando barreiras à concretização dos seus projetos de vida.
“O Município de Barcelos, enquanto entidade agregadora e potenciadora de redes e das várias respostas existentes na comunidade e também promotora da articulação entre entidades públicas e privadas, será a referência e mediação no processo de transição escola-vida ativa”, refere o Município em nota.

Neste sentido, a Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo pretende promover, de forma experiencial, a aquisição de competências transversais de capacitação para a empregabilidade e o empreendedorismo. Aprender a aprender é a expressão prática daquilo que se pretende com esta iniciativa, capacitando os participantes de competências comunicacionais e relacionais na procura ativa de emprego.
A Skill Up – Capacitação, Emprego e Empreendedorismo, nesta primeira edição, conta com dois momentos distintos: o primeiro, em junho de 2022, num programa preenchido com workshops e palestras, sessões de coaching e com a participação de empreendedores com histórias inspiradoras; o segundo realizar-se-á até ao final do ano, num espaço de encontro, onde as empresas procuram jovens motivados e interessados que necessitam de ingressar no mercado de trabalho.
Programa para amanhã
03.junho.2022 | Auditório Municipal
09:00 – 09:30 | Receção aos participantes
09:30 – 11:00 | Como conseguir emprego em 30 dias – Pedro Silva-Santos / O que interessa deve ser partilhado! | Pedro Silva-Santos | TEDxYouth@Viseu – YouTube
11h00-11h30: Coffee Break
11:30 -13:00 | “Emprego Bom e Já!” – Ricardo Peixe/Alavanca do sucesso | Ricardo Peixe | TEDxPenafiel – YouTube
13:00 Pausa para almoço
14:30 – 17:30 | Mesa Redonda
▪ Pedro Novo Melo – Pró-Presidente do IPCA para o Emprego, Empreendedorismo e Alumni
▪ Jorge Falcão Bogas – Sócio-Gerente Turismo Restaurante Lounge
▪ José Ferreira – Presidente do Grupo Valérius
▪ Rui de Carvalho Terroso – CEO Living Tour
▪ Maria João Ferreira Beleza Vaz – Instituto de Beleza em Barcelos
▪ Conceição Dias – Presidente Malhas Sonix, SA.
▪ Sandra Veloso Fernandes (moderadora)
17h30 – 18h00– Coffee Break
18:00 – 19:00 | Make it Count! | Frederico Canto e Castro/ #6 Frederico Canto e Castro – Porque não havemos de ser felizes no trabalho? – YouTube
19:00 | Apresentação do novo logótipo da Casa da Juventude de Barcelos
Encerramento da Skill Up | Mariana Carvalho – Vereadora dos Pelouros da Educação e da Juventude.
Fotos: CMB.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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