Atualidade
Viana do Castelo: VI Gala do Desporto entrega Prémio Especial do Município a todas as associações e clubes desportivos
Na VI Gala do Desporto de Viana do Castelo, foi entregue o Prémio Especial do Município a todas as associações e clubes desportivos que, numa época marcada pela pandemia mundial, encararam esta adversidade com resiliência e dedicação. O edil vianense, Luís Nobre, assinalou o facto de, “apesar das paragens forçadas, dos isolamentos e da falta do tão importante público”, as associações e os clubes se terem empenhado “na reinvenção e continuarem motivados para a prática desportiva”.
“Os nossos clubes e associações desportivas mostraram que o desporto foi um importante aliado na luta pandémica. Este galardão premeia assim dirigentes, associados, equipas técnicas e atletas de todos os clubes e associações pela sua superação, empenho e união”, foi realçado.
O Prémio Homenagem do Município de Viana do Castelo foi atribuído a Gregório Guisantes, Professor de Educação Física na APPACDM durante 30 anos, de 1978 a 2008, com mais 6 anos de voluntariado após a aposentação. Treinou centenas atletas portadores de deficiência para competições nacionais e internacionais.
A VI Gala do Desporto de Viana do Castelo prestou, ainda, homenagem aos 99 atletas que, na época desportiva passada, conquistaram títulos nacionais, europeus ou mundial. Foram, assim, galardoados os 91 atletas que conquistaram 123 títulos nacionais, três atletas com títulos universitários e 4 atletas com pódios a nível europeu ou mundial e ainda 1 atleta militar com título conquistado.
“Este é um momento de reconhecimento que resulta de um período muito especial e, por isso, estes campeões são, de facto, diferentes. Todos os campeões têm de passar por sacrifício e superação, mas estes são especiais porque acreditaram quando tudo foi interrompido, quando tudo foi suspenso. Eles acreditaram que era possível e hoje temos mais uma noite destas, com um número tão elevado de atletas homenageados”, indicou o edil.
Já o Vereador do Desporto, Ricardo Rego, afirmou que, ao longo de seis galas, foram distinguidos mais de 700 campeões e valorizou a retoma desportiva do concelho. “Em período pós pandemia, conseguimos manter 71 associações/clubes com atividade regular no território através de mais de 160 equipas federadas que representam o concelho nas provas regionais, nacionais e internacionais. Isto só foi possível graças à resiliência e, por isso, não são campeões apenas aqueles que sobem hoje ao palco. Todos vocês, todas as coletividades que vocês representam, são supercampeões. Souberam adaptar-se a uma realidade para a qual ninguém estava totalmente preparado”, acrescentou.
Durante a VI Gala do Desporto foram, ainda, atribuídas, através de votação de um júri independente, oito distinções. Como Atleta do Ano – Masculino foi distinguido Miguel Crespo, atleta de futebol, que em 2021, representando o Grupo Desportivo Estoril Praia, se sagrou Campeão Nacional da II Liga e mereceu o título de Melhor Jogador da II Liga. Foi transferido para o Fenerbahçe SK (Turquia) em setembro de 2021.
Como Atleta do Ano – Feminina foi distinguida Ana Rodrigues, da natação, que em 2021 representou a Escola Desportiva de Viana e foi Campeã Nacional Absoluta Piscina Longa 50m Livres Sénior, Campeã Nacional de Piscina Longa 50m e 100m Bruços Sénior, tendo sido Recordista Nacional Absoluta e Sénior 100m bruços e Recordista Nacional Sénior 50m bruços.
O júri elegeu como Treinador do Ano, Jorge Resende, da modalidade basquetebol, que representou o Clube de Basquete de Viana na época passada e foi Coordenador Técnico e Treinador da equipa principal que milita no Campeonato Nacional da I Divisão Masculina. Foi também treinador principal da equipa sénior masculina do Clube de Basquete de Viana que subiu para o Campeonato Nacional da I Divisão Masculina em 2020, contando já com 11 épocas como treinador do Clube de Basquete de Viana.
O Atleta Revelação do Ano – Masculino é Tomás Silva, do futebol, que representou o Sporting Clube de Portugal em 2021, tendo sido Campeão Nacional da I Liga, foi atleta internacional, tendo integrado a seleção Sub-20.
A Atleta Revelação do Ano – Feminino foi Marta Lisboeta Araújo, doClube de Atletismo Olímpico Vianense, que foi Campeã Nacional Salto em Comprimento Sub-18 e Sub-20, Campeã Nacional no Heptatlo Sub-18, Recordista Regional Absoluta de Salto em Altura e Salto em Comprimento e Recordista Regional Sub-18 em 100m barreiras e Heptatlo.
O Dirigente do Ano escolhido pelo júri foi Rogério Martins, do futsal do Santa Luzia Futebol Clube. É Presidente da Direção do Santa Luzia Futebol Clube desde 2009, clube que participa, pelo décimo ano consecutivo, no Campeonato Nacional de Futsal Feminino, sendo um dos poucos clubes totalistas com presenças em todas as edições desta competição.
Como Equipa do Ano foi selecionada a equipa sénior feminina do Voleibol Clube de Viana, que,na época 2020/2021, se sagrou Campeã Nacional da 3ª divisão. Todas as atletas foram formadas no Clube, com a inclusão de jogadoras de escalões de formação na equipa sénior.
Já como Associação Desportiva/Clube do Ano foi distinguido o Darque Kayak Clube, fundado em 1994, que conta com 80 atletas federados. Os seus atletas competem em todos os escalões etários no âmbito distrital, nacional e internacional, em provas das mais diversas disciplinas da modalidade de Canoagem.
A Gala do Desporto de Viana do Castelo é um evento anual organizado pelo Município que visa distinguir e premiar as entidades e agentes desportivos que durante a época desportiva mais se notabilizaram pelos resultados alcançados ou pelos serviços prestados nas diversas modalidades desportivas, fruto do prestígio que deram à sociedade e ao desporto, quer pelo seu mérito ou conduta, tendo ao mesmo tempo um papel preponderante no desenvolvimento do desporto no concelho.

Fotos: CMVC.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
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