Atualidade
Barcelos: Desfile de Carnaval das escolas cancelado
Devido à previsão do IPMA, que emitiu aviso amarelo – chuva intensa e vento forte, o desfile de Carnaval das escolas, agendado para amanhã (sexta-feira), foi cancelado.
Lamentando a impossibilidade da realização do desfile, o Município “agradece a colaboração das escolas pelo trabalho que tiveram e que, infelizmente, não vai poder ser concretizado”.
Imagem: CMB.
Atualidade
Irene Luz Oliveira apresenta em Lausanne livro sobre identidade, trauma e padrões familiares
A portuguesa Irene Luz Oliveira levou à Suíça o livro “O Resgate da Tua Luz em 12 Passos”, obra construída a partir do seu percurso pessoal e do trabalho que desenvolve com mulheres nas áreas emocional, sistémica e familiar. A autora participou no “Conexão Global Suíça”, em Lausanne, onde apresentou a publicação, entre os dias 25 e 26 de setembro, além de partilhar a sua história com um público ligado à comunidade lusófona.
Natural de Sobral da Barreira, em Leiria, Irene Luz Oliveira tem 51 anos e reside atualmente no concelho. O seu percurso de formação inclui “Rebirthing”, também designado “Terapia do Renascimento”, Renascimento Psicossomático orientado para o trauma, Constelação Familiar Sistémica, Psicogenealogia, Programação Neurolinguística, Psicanálise e abordagens relacionadas com a Experiência Somática e a sensopercepção aplicadas ao trabalho com trauma.
A presença em Lausanne permitiu-lhe levar o livro para fora de Portugal e contactar com mulheres residentes na Suíça.
“Vim à Suíça partilhar um caminho, o de uma mulher que se perdeu de si e se reencontrou, com mulheres que vivem longe de Portugal”, explicou em declarações ao Gazeta Lusófona.
Durante o encontro, Irene refere ter contactado com testemunhos marcados por situações de abuso, desconexão emocional e experiências traumáticas iniciadas em fases precoces da vida.
“Em Lausanne cruzei-me com mulheres onde o abuso e a desconexão começaram tão precocemente e percebi o quanto as suas vidas foram impactadas por esses mesmos traumas, que ainda precisam de ser curados e ressignificados”, afirmou a autora, cuja participação no evento confirmou que questões relacionadas com identidade, pertença e padrões familiares atravessam diferentes contextos geográficos.
“Representou uma confirmação de que a dor e a busca de sentido não têm fronteiras. Independentemente do país onde vivemos, as perguntas são as mesmas: quem sou eu, a que família pertenço, porque repito o que repito?”, referiu.
A escritora relata que algumas participantes se aproximaram após a sua intervenção para partilhar experiências pessoais.
“Houve mulheres que sentiram não só as minhas palavras, mas aquilo que passo, a coragem, a presença, a verdade e a minha luz. Mulheres chegaram e partilharam as suas dores e como se reviam na minha história”, contou.
“O Resgate da Tua Luz em 12 Passos” nasce diretamente do percurso pessoal de Irene Luz Oliveira. A autora perdeu o pai aos quatro anos e associa parte da infância e juventude a períodos de ansiedade, insegurança e falta de valorização pessoal. Desde adolescente procurou respostas através da leitura e, mais tarde, aprofundou diferentes áreas ligadas ao desenvolvimento pessoal e às abordagens sistémicas.
“O livro nasce do meu próprio resgate. Cresci com uma sensação constante de que algo em mim se tinha apagado. Perdi o meu pai aos quatro anos, vivi a ansiedade, a insegurança e a sensação de não ter valor”, recordou. A decisão de transformar esse percurso numa obra surgiu em janeiro de 2025, quando definiu o título e a estrutura dos 12 passos.
“Compreendi então que a minha história não era só minha: podia servir de mapa para outras mulheres”, acrescentou.
A metáfora da luz constitui o eixo central da obra: “Acredito que nascemos como estrelas. A estrela nunca deixa de brilhar, somos nós que, ao longo da vida, por dor, por medo, por lealdade à nossa família, apagamos a nossa luz. Resgatar a luz é voltar a ocupar o teu lugar, a tua verdade e o teu poder”, sustentou.
Os 12 passos propostos percorrem temas como identidade, aceitação, traumas e padrões familiares, valor pessoal, relações, corpo, perdão, libertação, feminino e prosperidade. No livro, a autora utiliza a própria história como ponto de partida, mas procura direcionar a reflexão para o percurso individual de cada leitora.
“No livro, conto a minha história como exemplo, mas o convite é sempre para a leitora olhar para a dela. No consultório vejo o mesmo: mulheres com muita consciência, mas presas a padrões que não começaram nelas. O meu trabalho é trazer à luz a raiz do padrão, para que possa ser transformado”, explicou.
O percurso profissional de Irene começou fora da área terapêutica. Começou a trabalhar aos 14 anos, concluiu posteriormente o 12.º ano e passou pelas áreas da decoração, produtos naturais, parafarmácia, farmácia hospitalar e gestão de um negócio familiar do setor automóvel. Em 2013 iniciou um processo continuado de formação ligado ao desenvolvimento pessoal, comportamento humano e relações familiares.
No âmbito do “Conexão Global Suíça”, a autora destacou ainda a importância da escuta e das redes de apoio em períodos de vulnerabilidade emocional.
“Quando somos verdadeiramente ouvidos, a nossa voz passa a ter lugar. Muitas vezes, tudo o que alguém precisa é de sentir que alguém a escuta sem julgar”, afirmou.
Irene sublinha igualmente a importância de procurar apoio profissional quando o sofrimento se intensifica.
“Quando o sofrimento é intenso, é fundamental não o viver sozinha: falar com alguém de confiança, com a família ou os amigos e procurar ajuda profissional. Pedir ajuda não é fraqueza, é um ato de coragem e de amor por nós”, salientou.
Depois da passagem pela Suíça, Irene Luz Oliveira pretende ampliar a circulação do livro e desenvolver outras formas de acompanhamento dirigidas a mulheres, incluindo sessões, programas presenciais e online e mentorias individuais e de grupo.
“Quero que o livro continue a chegar a mais mulheres, dentro e fora de Portugal, e levar o meu trabalho para além do papel”, adiantou a autora, que resume o objetivo do seu percurso numa ligação entre a escrita, a experiência pessoal e o trabalho que desenvolve.
“O meu propósito é ajudar mulheres e famílias a resgatarem-se. Quando uma mulher regressa à sua luz, ela restaura os laços e ilumina quem está à sua volta”, concluiu.
Ígor Lopes
Atualidade
Linia Brandt coordena primeira edição do SABE com 70 atividades em quatro idiomas
O “Fórum Internacional SABE – Saúde, Autocuidado e Bem-Estar” encerrou, no dia 5 de outubro, a primeira edição, depois de cinco semanas de programação dedicada à promoção da saúde numa perspetiva multidisciplinar. Com sede em Genebra, Suíça, e alcance internacional através das plataformas digitais, a iniciativa terminou com 90 participantes provenientes de 15 países, atividades realizadas em quatro idiomas, português, francês, espanhol e italiano, 70 ações programadas e um total de 49 horas de transmissão em direto.
Idealizado e coordenado por Linia Brandt, CEO do Grupo ELB Network, o fórum foi criado pela “Revista Brasil Conexão Europa”, através da “RBCE Network”, com o propósito de “aproximar profissionais de saúde, investigadores, educadores, instituições, empreendedores e representantes da sociedade civil”. Sob o lema “Construindo pontes entre saberes para promover inclusão, longevidade e qualidade de vida”, a primeira edição procurou articular “conhecimento científico, experiências profissionais e iniciativas de impacto social”.
A estrutura do “SABE” assentou em seis eixos: Conexão, Ciência, Inovação, Autocuidado, Bem-Estar e Longevidade. A organização apresentou estes temas como partes de uma mesma travessia, ligando o conhecimento individual ao cuidado coletivo. Ao longo da programação foram abordadas matérias relacionadas com prevenção, saúde mental, hábitos de vida, equilíbrio físico e emocional, inovação, envelhecimento e qualidade de vida.
O conceito ultrapassou, porém, a realização de conferências isoladas. A proposta do fórum foi construir uma plataforma internacional de diálogo entre diferentes áreas, aproximando especialistas, profissionais e participantes através de conferências, debates, workshops, apresentações de trabalhos, momentos de networking e conteúdos destinados à divulgação de conhecimento. A visão apresentada pela organização coloca a cooperação internacional, a ciência, a inclusão, a inovação, o respeito pelas pessoas e o desenvolvimento humano entre os “princípios orientadores do projeto”.
Segundo o balanço divulgado após o encerramento, as 70 atividades realizadas ao longo da primeira edição permitiram formar uma programação distribuída por diferentes formatos e públicos. A dimensão digital garantiu a participação de pessoas de fora da Suíça e permitiu acompanhar a iniciativa ao longo de cinco semanas, com conteúdos transmitidos em direto e posteriormente disponibilizados para consulta.
A edição teve ainda uma dimensão presencial. No dia 26 de setembro, Linia Brandt levou o “Movimento SABE” a Lausanne, durante o “Conexão Global Suíça”, realizado no âmbito do “Setembro Amarelo”, sob a liderança da empresária Ana Poltera. O encontro reuniu profissionais de saúde, terapeutas, lideranças comunitárias e membros da comunidade lusófona em torno da saúde emocional, prevenção e criação de redes de apoio. Nessa oportunidade, o médico Francisco Fernández participou num painel dedicado à saúde mental, onde abordou sinais de alerta, procura de ajuda e acolhimento. Participaram também Anne Marie Cordoba, ligada à Medicina Tibetana e Celular, Madalena Gonçalves, criadora do Método MADA, e a terapeuta emocional Ronezete Antolini.
Para Linia Brandt, a passagem por Lausanne traduziu o conceito que esteve na origem do projeto.
“O “SABE” nasceu para criar pontes entre conhecimento e cuidado. Por isso, ser recebido pelo ‘Setembro Amarelo’ em Lausanne confirma que falar de saúde é também falar de presença, escuta e comunidade”, afirmou.
A primeira edição procurou ainda conferir continuidade aos conteúdos produzidos. Após o encerramento, as atividades passaram a estar disponíveis em vídeo no YouTube e em formato áudio no Spotify, permitindo que conferências e debates permaneçam acessíveis depois do fim da programação ao vivo. Os participantes podem também aceder aos certificados através da área reservada e manter os respetivos perfis publicados na plataforma do fórum.
O site passa, assim, a funcionar também como registo desta primeira edição, reunindo participantes, conteúdos e informações sobre o percurso desenvolvido entre setembro e outubro. A organização alterou ainda o endereço oficial para: www.sabeforum.rbcenetwork.ch
Os números finais mostram uma dimensão superior à inicialmente anunciada. Antes do início do fórum, a organização previa mais de 40 participantes, provenientes de mais de dez países, e mais de 50 profissionais ligados a áreas como medicina, enfermagem, psicologia, psiquiatria, nutrição, farmácia, investigação, educação, terapias, serviço social e desenvolvimento humano.
A primeira edição termina, deste modo, com uma rede formada a partir de diferentes áreas, países e idiomas. Para a organização, a continuidade do SABE passa por “preservar essa ligação e manter o diálogo entre ciência, práticas profissionais e comunidade, numa lógica em que saúde, autocuidado e bem-estar são tratados como dimensões interligadas”.
Mais do que contabilizar atividades, participantes e horas de transmissão, o balanço de 2026 deixa como principal resultado a criação de uma plataforma que procurou colocar diferentes saberes em contacto. A partir de Genebra, com extensão presencial a Lausanne e alcance através das plataformas digitais, o “SABE” encerrou a primeira edição com a proposta de “transformar conhecimento partilhado em redes, prevenção e novas formas de pensar a qualidade de vida”.
Segundo a organização, todas as atividades do “SABE” estão disponíveis em vídeo no YouTube e em áudio no Spotify e podem ser acompanhados em:
YouTube: https://www.youtube.com/@SABE_2026
Spotify: https://open.spotify.com/show/32CybaHVGY3Smk9jvPzUP0
Todos os participantes tiveram acesso ao certificado de participação em português e em francês.
Atualidade
De Angola à Suíça, Olímpia Tomás transforma experiência na enfermagem em mensagem de “prevenção e acolhimento”
A enfermeira Olímpia Tomás levou ao “Conexão Global Suíça – Edição Setembro Amarelo: Conectar é Acolher”, realizado em Lausanne, uma reflexão construída ao longo de mais de 30 anos de trabalho na área da saúde e marcada por uma experiência profissional que ainda hoje integra a sua memória. Natural de Angola, criada na Alemanha e atualmente residente na Suíça, esta profissional participou no encontro que reuniu, entre 24 e 27 de setembro, participantes ligados à saúde, desenvolvimento humano, literatura, empreendedorismo e comunidade lusófona. A programação esteve centrada, entre outros temas, na valorização da vida, saúde emocional e prevenção do suicídio.
Foi precisamente a saúde emocional de quem trabalha diariamente a cuidar de outras pessoas que marcou a participação de Olímpia em Lausanne. Durante a sua intervenção, a enfermeira recuperou um episódio ocorrido há vários anos, quando trabalhava na área de cardiologia. Segundo relatou, uma paciente jovem morreu após um erro na administração de um antibiótico. No mesmo dia, um colega envolvido na situação morreu por suicídio. Na altura, segundo Olímpia, foi comunicado à equipa que a morte do profissional estaria relacionada com o impacto do sucedido e com o peso emocional que sentiu após o erro.
Ao recordar o episódio perante o público em Lausanne, Olímpia não conseguiu conter as lágrimas. O testemunho trouxe para o centro da sua intervenção uma realidade que, segundo a enfermeira, acompanhou parte do seu próprio percurso profissional: a necessidade de continuar a trabalhar, cuidar dos pacientes e responder às exigências da profissão enquanto experiências emocionalmente difíceis permaneciam guardadas.
A passagem pelo evento levou-a a formular uma pergunta que sintetiza a reflexão que pretendeu deixar junto do público: quem cuida de quem cuida? Para Olímpia, a experiência em Lausanne voltou a evidenciar a necessidade de os profissionais de saúde prestarem atenção à própria saúde emocional, particularmente num setor onde o contacto com doença, sofrimento, perda e situações de elevada responsabilidade faz parte da atividade quotidiana.
A temática enquadrou-se nos objetivos do encontro realizado em Lausanne, cuja programação incluiu palestras, talk shows, testemunhos, momentos de reflexão e partilha de experiências. A iniciativa foi desenvolvida no âmbito do “Setembro Amarelo”, com uma agenda dedicada à saúde emocional, prevenção do suicídio e reconstrução de projetos de vida, reunindo participantes provenientes, nomeadamente, da Suíça, de Portugal e do Brasil.
A experiência levada ao encontro está ligada a um percurso profissional de mais de três décadas. Olímpia Tomás tem 50 anos, nasceu em Angola e cresceu na Alemanha, país onde realizou a sua formação em enfermagem. Ao longo da carreira trabalhou em diferentes hospitais e áreas da saúde na Alemanha e na Suíça. Atualmente exerce funções num hospital suíço e trabalha também no Spitex, sistema de prestação de cuidados de saúde ao domicílio, acompanhando pessoas que necessitam de assistência de enfermagem nas suas próprias casas, incluindo situações que exigem cuidados de proximidade e acompanhamento paliativo.
Paralelamente à atividade profissional, Olímpia está a aprofundar a formação na área da menopausa e da saúde da mulher. O interesse nasceu também da própria experiência. Depois de ter sido submetida a uma histerectomia devido a miomas, com preservação dos ovários, começou posteriormente a identificar alterações relacionadas com a transição para a menopausa. Apesar da experiência acumulada enquanto enfermeira, percebeu que também tinha dúvidas sobre o processo.
Essa experiência levou-a a questionar as dificuldades enfrentadas por mulheres sem formação na área da saúde. Para Olímpia, a perimenopausa e a menopausa continuam muitas vezes associadas apenas aos afrontamentos e ao fim da menstruação, apesar de poderem estar acompanhadas por alterações do sono, cansaço, dificuldades de concentração, alterações de humor, ansiedade, dores articulares ou secura vaginal, entre outros sintomas. A enfermeira ressalva, porém, que alterações verificadas nesta fase da vida não devem ser automaticamente atribuídas à menopausa, sendo necessária uma avaliação adequada.
É neste contexto que Olímpia pretende desenvolver uma nova vertente do seu percurso, direcionada para o acolhimento, informação e futuro acompanhamento de mulheres durante esta fase da vida, em articulação com outros profissionais de saúde. A prevenção, o autocuidado e a informação surgem como componentes dessa abordagem.
A enfermeira defende ainda uma visão integrativa dos cuidados, sem estabelecer uma oposição entre medicina convencional e abordagens complementares. Depois de mais de 30 anos de experiência profissional, sublinha o papel dos tratamentos médicos, mas considera que fatores como alimentação, atividade física, sono, saúde emocional e educação para a saúde devem fazer parte da avaliação global do paciente.
A própria história familiar contribuiu para esse olhar. Nascida em Angola, Olímpia cresceu num ambiente em que a mãe recorria a plantas e ervas. Mais tarde, experiências familiares aumentaram o seu interesse por uma abordagem mais abrangente dos cuidados. Na prática profissional, dá como exemplo o acompanhamento de pessoas com diabetes, no qual considera que a atenção não deve estar limitada à medicação, mas incluir hábitos de vida e educação para a saúde.
A saúde da mulher tornou-se, assim, uma extensão do percurso desenvolvido na enfermagem. Olímpia resume a orientação que pretende imprimir a esta nova etapa através da mensagem “Nenhuma mulher deve caminhar sozinha”. Para a profissional, ser escutada e sentir que os sintomas são levados a sério são elementos importantes no acompanhamento das mulheres, juntamente com o acesso a informação, profissionais de saúde e, quando necessário, apoio psicológico.
As redes familiares, de amizade e entre mulheres podem igualmente desempenhar um papel neste processo. A experiência acumulada na enfermagem ensinou-lhe, segundo explicou, que cuidar não se limita à administração de medicamentos ou à realização de procedimentos clínicos. A escuta, a informação, a educação para a saúde e a presença junto do paciente integram também o acompanhamento.
Olímpia ainda não publicou qualquer livro, mas admite transformar no futuro parte da sua experiência profissional e pessoal em escrita. O objetivo seria abordar temas relacionados com o cuidado, autocuidado, prevenção e saúde da mulher, recuperando aprendizagens acumuladas durante mais de três décadas de trabalho entre a Alemanha e a Suíça.
A participação no “Conexão Global Suíça” acabou, porém, por colocar uma questão anterior a qualquer futuro projeto. Ao recordar em Lausanne a morte da jovem paciente e o suicídio do colega, Olímpia confrontou-se novamente com a dimensão emocional de uma profissão construída em torno do cuidado. O encontro deixou-lhe a perceção de que cuidar dos outros exige também reconhecer os próprios limites e procurar apoio quando necessário.
Foi essa reflexão que levou consigo de Lausanne. Depois de mais de 30 anos a acompanhar pacientes em hospitais e no domicílio, Olímpia Tomás reconhece que o autocuidado continua a ser um processo em construção. A pergunta que lançou durante o encontro permanece como síntese da sua participação e como tema de reflexão para quem exerce profissões ligadas ao cuidado: quem cuida de quem cuida?
-
Atualidade4 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade5 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade2 anos atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade5 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
