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Barcelos: Condicionamento de trânsito em Barcelinhos

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O Município de Barcelos informa os automobilistas que, na próxima sexta-feira, 8 de abril, no período da manhã, o trânsito automóvel vai estar condicionado no ‘Top’ de Barcelinhos, devido à reparação do pavimento, no âmbito da empreitada de repavimentação da rua Celestino Costa.

Para efeitos da regulação do tráfego, a intervenção vai ser acompanhada pela GNR.

Imagem: CMB.

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“Millennium Estoril Open 2026” regressou ao circuito ATP com vitória do francês Luca Van Assche

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O “Millennium Estoril Open 2026” decorreu entre os dias 18 e 26 de julho, no Clube de Ténis do Estoril, em Cascais, a oeste de Lisboa, assinalando o regresso da competição ao circuito “ATP Tour” na categoria “ATP 250”, depois de, na edição anterior, ter integrado o circuito “Challenger”. O francês Luca Van Assche conquistou o primeiro título ATP da carreira ao derrotar o belga Alexander Blockx na final, encerrando uma edição marcada pela elevada competitividade, pela forte presença de tenistas portugueses e pela projeção internacional do evento.

O torneio arrancou com a fase de qualificação, nos dias 18 e 19 de julho, reunindo dezenas de atletas em busca de um lugar no quadro principal. A cerimónia de abertura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, acompanhado pelo executivo municipal, assinalando o início de uma competição que voltou a colocar o concelho no centro do calendário internacional do ténis.

Apesar das desistências de última hora de jogadores como Casper Ruud (Noruega), Alejandro Davidovich Fokina (Espanha) e Matteo Arnaldi (Itália), a prova apresentou um quadro competitivo de elevado nível, liderado pelo russo Andrey Rublev, primeiro cabeça de série, pelo italiano Luciano Darderi, pelo chileno Alejandro Tabilo e pelo belga Alexander Blockx.
Um dos momentos mais aguardados da semana foi também o regresso do suíço Stan Wawrinka ao Estoril, integrado na digressão de despedida do antigo vencedor de três torneios do Grand Slam.

A edição de 2026 ficou igualmente marcada pela maior representação portuguesa de sempre num torneio ATP realizado em território nacional. Nuno Borges, Jaime Faria, Henrique Rocha, Frederico Ferreira Silva, Tiago Pereira e Tiago Torres integraram o quadro principal, beneficiando, de igual modo, da reorganização dos wild cards após as entradas diretas de alguns jogadores.

Entre os portugueses, Tiago Torres e Jaime Faria protagonizaram as melhores campanhas da edição, ambos alcançando os quartos de final. Torres assinou um dos resultados mais marcantes do torneio ao eliminar o chileno Alejandro Tabilo, terceiro cabeça de série e um dos principais favoritos à conquista do título, antes de ser afastado pelo francês Hugo Gaston nos quartos de final.

Já Jaime Faria venceu o peruano Gonzalo Bueno e o neerlandês Botic van de Zandschulp, alcançando também os quartos de final, onde acabou eliminado pelo italiano Luciano Darderi, num encontro decidido em três sets.

Nuno Borges, principal representante nacional no quadro principal, iniciou a participação com uma vitória sobre o brasileiro Orlando Luz, acabando, contudo, por ser eliminado na segunda ronda pelo argentino Román Andrés Burruchaga, num encontro disputado em três sets.
Henrique Rocha e Frederico Ferreira Silva despediram-se na ronda inaugural. Rocha foi afastado pelo espanhol Pedro Martínez, enquanto Ferreira Silva discutiu a passagem à segunda ronda até ao terceiro set frente ao francês Luca Van Assche, que acabaria por conquistar o título do torneio.

Na fase de qualificação, Tiago Pereira foi o português que mais longe chegou, alcançando o quadro principal do torneio, onde acabou derrotado por Gonzalo Bueno. João Domingues, João Silva, Gonçalo Castro e Francisco Rocha não conseguiram ultrapassar a primeira ronda do qualifying.

Luca Van Assche conquistou no Estoril o primeiro título ATP da carreira

Ao longo da semana, Luca Van Assche construiu uma campanha de grande consistência. Depois de ultrapassar Frederico Ferreira Silva, Pablo Carreño Busta, Andrey Rublev e Hugo Gaston, o jovem francês confirmou o excelente momento de forma ao vencer Alexander Blockx na final (6-4, 4-6 e 7-5), conquistando o primeiro título ATP da carreira, depois de já ter somado vários triunfos no circuito Challenger em Portugal (Maia Challenger), França e Itália.
Natural da Bélgica, mas radicado em França desde criança, Van Assche, então 78.º classificado do ranking ATP, confirmou no Estoril a recuperação competitiva iniciada durante a temporada de 2026, após as vitórias nos Challengers de Quimper e Lille.

Com um prémio monetário global de 651.865 euros e 250 pontos ATP atribuídos ao vencedor, o “Millennium Estoril Open” contou com transmissão através de várias plataformas internacionais, incluindo Tennis TV, Eurosport, HBO Max, TVI Player, CNN Portugal e V+, permitindo ampliar a visibilidade do torneio junto do público internacional.

De igual modo, ao regressar ao calendário “ATP Tour”, o “Millennium Estoril Open” reforçou novamente a posição de Portugal no circuito profissional de ténis, em particular na temporada europeia de terra batida, conciliando competição de alto nível, forte participação nacional e projeção internacional de Cascais como destino privilegiado para grandes eventos desportivos.

Ígor Lopes

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Castelo Branco: “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” promete afirmar artesanato, património e inovação como “motores de desenvolvimento económico e cultural” do município português

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A cidade de Castelo Branco, na região Centro de Portugal, acolhe, nos dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco (CCCCB), a primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, iniciativa organizada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, através da Divisão de Museus e Cultura, e integrada na programação do “Festival Sabores de Perdição”, que decorrerá entre 3 e 6 de setembro.

A Bienal nasce na sequência da inclusão de Castelo Branco na “Rede de Cidades Criativas da UNESCO”, distinção atribuída em 31 de outubro de 2023, na categoria “Artesanato e Artes Populares”, reconhecimento internacional alcançado graças ao “valor patrimonial, artístico e identitário” do “Bordado de Castelo Branco”, uma das manifestações mais emblemáticas da cultura portuguesa e elemento central da identidade albicastrense.

Ao longo de dois dias, especialistas nacionais e internacionais, investigadores, artesãos, representantes institucionais, organismos públicos, instituições de ensino superior e cidades pertencentes à “Rede de Cidades Criativas da UNESCO” discutirão políticas públicas, inovação, empreendedorismo, internacionalização, cooperação entre territórios, preservação dos saberes tradicionais, renovação geracional e o papel das artes e dos ofícios enquanto “instrumentos de desenvolvimento económico, turístico e cultural”.

Além dos debates e conferências, a programação integrará visitas ao Museu dos Têxteis, ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, a exposição “O Mundo Bordado à Mão” e iniciativas de demonstração artesanal ao vivo.

Uma Bienal que “consolida a estratégia de crescimento internacional” de Castelo Branco

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, Sónia Abreu, chefe da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, considera que a Bienal representa a evolução natural da estratégia que o município tem vindo a desenvolver desde que passou a integrar a “Rede de Cidades Criativas da UNESCO”.

“A ‘Bienal de Artes e Ofícios’ vem na linha de continuidade do desenvolvimento desta participação do município de Castelo Branco na ‘Rede das Cidades Criativas’. Temos uma programação que está alocada a esta chancela e, dentro dessa programação, está também o desenvolvimento desta ‘Bienal Internacional de Artes e Ofícios’”, referiu esta responsável, que aproveitou para recordar que o município já promoveu anteriormente outras iniciativas internacionais associadas à distinção da UNESCO.

“Já se fizeram outras atividades, nomeadamente o ‘Encontro Internacional de Cidades Criativas e Desenvolvimento Sustentável’, o ‘Fórum Ibero-Americano das Cidades Criativas’ e, agora, este foi o desenvolvimento natural das atividades que estão muito ligadas às cidades criativas”, sustentou.

Na sua perspetiva, mais do que organizar um congresso especializado, o objetivo consiste em “criar um espaço permanente de diálogo entre cidades, instituições e especialistas”, promovendo a “circulação de conhecimento e a partilha de experiências”.

“A ideia aqui é sobretudo partilhar experiências, divulgar boas práticas e ligar todas as cidades do país que estão também associadas às Cidades Criativas”, frisou, realçando que, apesar de Castelo Branco integrar a categoria de “Artesanato e Artes Populares”, a organização optou por envolver também cidades pertencentes a outras categorias da Rede UNESCO, assinalando tratar-se de um “valor acrescentado” para o certame.

Castelo Branco quer transformar distinção da UNESCO numa “ferramenta de desenvolvimento económico”

Ao longo da entrevista, Sónia Abreu defendeu que a classificação de Castelo Branco como “Cidade Criativa da UNESCO na categoria Artesanato e Artes Populares” representa muito mais do que um reconhecimento internacional. Para Sónia, esta distinção deve funcionar como um “instrumento de desenvolvimento económico, turístico e cultural, envolvendo toda a comunidade e reforçando o posicionamento do concelho no panorama internacional”.

De acordo com Sónia, um dos maiores desafios passa precisamente por “fazer compreender à população o verdadeiro significado da chancela atribuída pela UNESCO e o potencial que esta encerra para o território”.

“É uma questão que eu tenho refletido muito sobre e tenho conversado com o presidente da Câmara, porque é ele quem tem o pelouro da Cultura e das Cidades Criativas. O facto de termos esta chancela é muito mais do que só dizer ‘somos uma cidade criativa’. É muito mais do que isso. Penso que deveríamos aproveitar este legado, esta chancela que tem muito peso e é tão importante para chamar todos”, acrescentou.

A chefe de divisão de Museus e Cultura admite que continua a existir um trabalho de sensibilização junto da população, para que os albicastrenses “compreendam que esta distinção internacional não constitui apenas um selo institucional, mas uma oportunidade concreta de projeção económica, cultural e turística”.

“É uma chancela que nos pode projetar”, refletiu.

“Bordado de Castelo Branco” deve afirmar-se no “segmento do luxo”

Durante a entrevista, visitamos as instalações do Centro de Interpretação do Bordado e presenciamos as profissionais darem vida a peças exclusivas, que valorizam a tradução local. Precisamente em virtude dessa importância, Sónia Abreu considera que o futuro do “Bordado de Castelo Branco” passa por uma maior valorização económica e por uma aposta clara em mercados de elevado valor acrescentado, sem descurar o trabalho desenvolvido pelas bordadeiras tradicionais. Na sua visão, o “Bordado de Castelo Branco” reúne características que lhe permitem afirmar-se internacionalmente em segmentos ligados ao luxo e à diferenciação.

“Estou absolutamente convicta de que o caminho, neste caso para o Bordado de Castelo Branco, que é o ícone da nossa Cidade Criativa, é o segmento mais virado ao segmento de luxo”, defendeu, acrescentando que é necessário um reforço da presença do bordado em certames internacionais especializados e mercados mais exigentes.

“Precisamos investir mais nessa parte, chegar às feiras de artesanato ligadas ao luxo, aos segmentos mais altos”, salientou. Ainda assim, fez questão de sublinhar que esta estratégia “não implica desvalorizar o trabalho artesanal” desenvolvido diariamente por muitas mulheres no concelho.

“E, claro, sem desvalorizar aquilo que é o bordado que muitas mulheres fazem em casa, mas este bordado certificado em concreto tem que ter um lugar na economia e no segmento do luxo, sem dúvida nenhuma”, argumentou.

Explicar aos albicastrenses o que significa ser “Cidade Criativa da UNESCO”

Mais do que organizar um encontro internacional com especialistas, a Bienal pretende também aproximar a população do projeto UNESCO e esclarecer o significado da classificação atribuída ao município. Sónia Abreu alega que continua a existir alguma “dificuldade” em explicar à comunidade o verdadeiro alcance desta distinção.

“O objetivo é que no fim desta Bienal as pessoas sintam que é muito importante para nós, albicastrenses, ter essa distinção, porque eu vejo nas ruas as pessoas perguntarem-se: ‘O que é isto, ser uma ‘Cidade Criativa da UNESCO?’. Era esta a mensagem que eu gostava que passássemos durante o evento”, admitiu Sónia, que acredita que existe um forte sentimento de pertença em torno do Bordado de Castelo Branco, independentemente das preferências estéticas individuais.

“Não há nenhum albicastrense que não tenha gosto em falar daquilo que é o seu património”, enfatizou, acrescentando que sempre que alguém identifica Castelo Branco, a associação ao bordado surge de forma praticamente imediata.

Para esta chefe de Divisão na autarquia albicastrense, uma “Cidade Criativa da UNESCO” não pode resumir-se exclusivamente ao bordado, razão pela qual pretende igualmente “valorizar outras formas de artesanato existentes no concelho”.

“Nesta Bienal, em concreto, vamos focar-nos naquilo que nos elevou à categoria de Cidade Criativa da UNESCO, que são o Artesanato e as Artes Populares, como o bordado, mas a ideia depois, é também apoiar e promover outras formas de artesanato que existem na cidade”, realçou.

Nesse sentido, a organização promoverá, em paralelo com a Bienal, “A Criatividade e os Ofícios”, espaço instalado no âmbito do “Festival Sabores de Perdição”, onde artesãos de diferentes áreas desenvolverão demonstrações ao vivo e contacto direto com os visitantes.

“Vamos chamar outros artesãos, que vão estar no local a trabalhar ao vivo, a partilhar experiências, a deixar as pessoas mexerem, meterem ali as ‘mãos na massa’, porque nós achamos que é também esse o caminho”, disse.

Programa aposta na “reflexão, inovação e cooperação” entre cidades criativas

Ao longo dos dois dias, 4 e 5 de setembro, a “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” reunirá participantes de renome, alguns já confirmados, como representantes diplomáticos do Brasil e de Cabo Verde, a cônsul honorária de Cabo Verde para os distritos de Castelo Branco, Guarda e Viseu, Sofia Lourenço, o diretor-geral da Direção-Geral das Artes (DGArtes), Américo Rodrigues, a chefe de Divisão de Cadastro, Inventário e Classificação do Património Cultural, I.P., Maria Antónia Amaral, da A.CERTIFICA, atualmente o único organismo de certificação acreditado pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC) para a certificação de produções artesanais tradicionais, Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses, do Centro de Formação Profissional para o Artesanato e o Património (CEARTE), da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco (ESART-IPCB) e representantes de diversas cidades portuguesas integradas na Rede de Cidades Criativas da UNESCO, entre outros nomes.

“O que esperamos é que, mais do que um momento de reflexão, todos consigamos identificar medidas públicas de proteção e de valorização destes recursos culturais de cada território e, nomeadamente, do território de Castelo Branco”, ressaltou Sónia Abreu, que não deixa de mencionar que “preservar uma tradição não significa mantê-la inalterada, mas garantir a sua capacidade de adaptação às exigências contemporâneas”.

“Estas artes têm que ser contemporâneas. Se queremos que estas artes continuem a vingar, há aqui um momento em que elas têm que dar o salto”, atentou Sónia Abreu, que considera que essa evolução já começou a concretizar-se através da colaboração estabelecida entre o município e a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, cujo trabalho será igualmente apresentado durante a Bienal.

“Os cursos de licenciatura e mestrado na área do design têxtil têm sido um aporte muito interessante para a questão do desenvolvimento do Bordado de Castelo Branco”, avançou, apesar de reconhecer que a introdução de novas abordagens continua a gerar diferentes sensibilidades.

“Claro que isto levanta muitas questões. Há muitas pessoas que não concordam, mas eu acho que, enquanto houver discussão, o tema está sempre a correr bem. Quer dizer que estamos a evoluir. As discussões são boas, nós temos que partir pedra, trocar ideias”, admitiu esta responsável, que comentou ainda sobre a diversidade institucional presente na Bienal para abrir o diálogo sobre diferentes perspetivas relativamente à valorização do património.

A ideia é que a Bienal possa “conjugar a reflexão científica com experiências práticas, aproximando especialistas, artesãos e visitantes num mesmo espaço de partilha e valorização do património cultural”.

“Cidades Criativas da UNESCO” representadas em Castelo Branco

O segundo dia da Bienal, 5 de setembro, será particularmente dedicado ao universo das “Cidades Criativas da UNESCO”, reunindo municípios portugueses pertencentes a diferentes categorias da rede internacional, como Barcelos, Caldas da Rainha, Idanha-a-Nova, Braga, Covilhã, Santa Maria da Feira ou Matosinhos.

De acordo com Sónia Abreu, esta opção pretende demonstrar que a criatividade pode assumir diferentes expressões e constituir um verdadeiro instrumento de desenvolvimento territorial.

“Vão estar representadas as categorias música, gastronomia, artesanato e artes populares, artes digitais e design, e isso é muito interessante para as pessoas perceberem que esta questão das “Cidades Criativas” pode ter uma dimensão enorme”, acrescentou.

Património, turismo e internacionalização caminham lado a lado

A distinção atribuída pela UNESCO é encarada pelo município como uma oportunidade para reforçar a promoção internacional de Castelo Branco, afirmando o património cultural imaterial como fator de diferenciação territorial e de desenvolvimento económico.

“Sem dúvida que é uma oportunidade. A promoção territorial através deste tipo de práticas, desta questão das artes tradicionais, é muito importante para o município”, realçou, destacando que “a valorização do património não deve limitar-se à preservação dos monumentos”, devendo, de igual modo, “transformar os saberes tradicionais num motivo de visita e de descoberta do território”.

“Nós percebemos que o património é muito importante, as pessoas virem ao território para ver monumentos, isso é muito importante, mas devem vir também pelo artesanato”, salientou Sónia Abreu, que avaliou que o artesanato possui uma capacidade muito própria de promover um território, permitindo que os visitantes levem consigo um elemento identitário que prolonga a ligação estabelecida durante a visita.

Como exemplo da projeção internacional já alcançada pelo Bordado de Castelo Branco, Sónia recordou um episódio recente envolvendo um investigador japonês especializado na seda, convidado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

“Estive em Castelo Branco com um professor do Japão que vinha dar aulas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ele está ligado à investigação da seda. Apesar de existir a possibilidade de visitar outros centros ligados ao trabalho da seda em Portugal, o investigador fez questão de incluir Castelo Branco no seu percurso, precisamente pelo prestígio internacional do bordado. A professora que estava com ele quis levá-lo a Freixo de Espada à Cinta, mas ele disse: ‘Eu quero ir a Castelo Branco’”, acrescentou.

Episódios desta natureza, para Sónia, demonstram que o “Bordado de Castelo Branco” ultrapassou as fronteiras nacionais, tornando-se um elemento reconhecido em contextos científicos e culturais internacionais.

“Foi incrível porque como é que, de repente, um professor catedrático de uma universidade no Japão já ouviu falar de Castelo Branco”, assinalou.

Na sua opinião, essa notoriedade deverá ser aproveitada para consolidar o concelho enquanto destino cultural e turístico.

“Mais do que aos investigadores, é aos turistas em geral. Acho que isto pode ser um polo de atração”, concluiu.

Novas gerações são “determinantes” para garantir o futuro do património

Outro dos temas que Sónia Abreu considera prioritários prende-se com a necessidade de aproximar as novas gerações do património cultural, defendendo um reforço da mediação cultural como instrumento de valorização dos saberes tradicionais.

“Para nós, a mediação cultural é urgente e muito importante para a nossa cidade”, defendeu, acrescentando que a melhor forma de criar públicos passa por trabalhar diretamente com as crianças, estabelecendo desde cedo uma ligação emocional ao património local. Na sua visão, essa relação tende a prolongar-se no tempo e acaba por envolver também as famílias.

“Se eu levar uma criança a um museu e estabelecer um laço emocional qualquer com ela, certamente vai para casa e vai exigir que os pais vão com ela àquele sítio porque foi ali que ela viu, sentiu e aprendeu”, exemplificou.

Apesar dos esforços já desenvolvidos, admite que o município ainda possui margem para crescer nesta área, nomeadamente através da criação de equipas especializadas e da dinamização de novos projetos.

“Nós, aqui na cidade, no município, ainda temos essa lacuna. Temos que trabalhar muito mais”, reconheceu. Ainda assim, sugere que nem todas as respostas têm necessariamente de partir da estrutura municipal, defendendo o estabelecimento de parcerias com profissionais e entidades que possam contribuir para esse trabalho.

“Podemos não ter as condições, não sabermos tudo ou não temos que ter especialistas em todas as áreas, mas podemos ter pessoas na cidade, ou que queiram vir para a cidade trabalhar connosco, para estabelecer essas parcerias”, vincou.

Artesãos assumem “papel ativo” na valorização do património

Ao longo da preparação da Bienal, a Câmara Municipal de Castelo Branco tem mantido contacto permanente com os artesãos do concelho, encontrando, segundo Sónia Abreu, uma “forte disponibilidade para participar nas iniciativas promovidas pelo município”.

“O feedback que nós temos é sempre positivo. Assim que contactamos as pessoas, a primeira coisa que elas nos dizem é: ‘Sim, contem comigo. Podem absolutamente contar comigo para o que for necessário’”, revelou. Uma colaboração que não se limita à Bienal, mas sempre que Castelo Branco participa em feiras de artesanato ou noutras ações de promoção.

“O município consegue mobilizar facilmente os artesãos locais. Depois, vamos ajustando. Quando vamos, por exemplo, a feiras de artesanato, convocamos os artesãos da cidade e nunca ficamos sem dar resposta às feiras. Temos sempre alguém para levar”, referiu, garantindo que esta disponibilidade “mostra que os artesãos estão envolvidos” e “reconhecem a importância da estratégia que o município tem vindo a desenvolver” em torno da valorização do património cultural.

Participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória

A participação na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” em setembro será gratuita, encontrando-se aberta a todos os interessados, embora sujeita a inscrição prévia devido à capacidade limitada do auditório do Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.

As inscrições podem ser efetuadas através de formulário próprio no seguinte link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScDxASco71nQy1jCHIm-o5SqzxmmZZAYr1dM6eF-ky6eKONjQ/viewform

Um convite para descobrir Castelo Branco através do património, da gastronomia e da criatividade

No final da nossa reportagem, Sónia Abreu deixou um convite para que visitantes de todo o país aproveitem a Bienal como “ponto de partida” para conhecerem o património, a identidade cultural e a oferta turística de Castelo Branco.

“O convite que eu faço às pessoas é que venham a Castelo Branco, que participem neste evento. O que vamos ter aqui é um painel de oradores muitíssimo interessante, que vai falar não só sobre as questões relacionadas com o ‘Bordado de Castelo Branco’, mas sobre o património imaterial, as tradições no geral. Não deixem de estar presentes”, apelou.

Ainda no âmbito da Bienal, os visitantes poderão participar na programação gastronómica do “Festival Sabores de Perdição”, conhecer produtos endógenos do território e contactar com a nova rota gastronómica do concelho.

Uma vida dedicada ao património cultural albicastrense

À frente da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, Sónia é conhecida por ser uma profissional cuja ligação ao património da cidade começou muito antes de assumir as atuais funções.

Licenciada em História da Arte pela Universidade de Coimbra, iniciou o seu percurso profissional precisamente num museu que atualmente integra os equipamentos culturais municipais, experiência que continua a considerar “determinante” na construção da sua identidade profissional. Durante esse período, reconheceu a influência marcante de uma responsável que acompanhou os seus primeiros anos de trabalho.

“Tive a felicidade de ter uma ‘super’ diretora e uma mentora que me ensinou não só aquilo que dizia respeito aos museus, mas também a ser uma profissional humilde, empenhada, empática e, até hoje, eu tenho essa dívida de gratidão com ela”, frisou.

Posteriormente a sua vida levou-a “por outros caminhos diferentes”, exercendo funções como professora e integrando, atualmente, o quadro do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), “sem nunca perder a ligação ao património cultural da sua terra”.

Natural de Castelo Branco, explica que apenas deixou a cidade durante o período necessário para concluir a formação universitária.

“Eu sou albicastrense, nascida e criada, e costumo dizer que só estive fora o tempo estritamente necessário para fazer a minha formação e regressar a correr à casa. Eu vivi seis anos em Coimbra, onde estudei, tirei o curso de História da Arte e depois estive sempre por aqui. Nunca me imaginei a viver noutro sítio, nunca me imaginei a criar a minha família noutro sítio. A minha ligação afetiva ao território mantém-se inalterável”, contou.

Uma relação que se estende também ao marido, que, apesar de não ser natural de Castelo Branco, adotou igualmente a cidade como sua.

“Tive a felicidade de casar com um homem que, apesar de não ser de Castelo Branco, é hoje um albicastrense de coração e gostamos muito de estar aqui”, enfatizou.

“Não trocaríamos o sossego do Interior por nada deste mundo”, finalizou Sónia Abreu.

Ígor Lopes

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Covilhã: Especialista aponta investimento estrangeiro e valorização imobiliária como motores do crescimento da Beira Interior

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O consultor imobiliário português, António Carlos, defende que a Beira Interior, localizada na Região Centro de Portugal, atravessa um período de “forte crescimento económico e imobiliário”, sustentando que a região reúne atualmente “condições para atrair novos investidores nacionais e estrangeiros, fixar população e consolidar um modelo de desenvolvimento assente na qualidade de vida, na inovação e na valorização do território”.
As declarações foram prestadas à Agência Incomparáveis no âmbito de mais uma edição da Feira de São Tiago, que decorreu entre os dias 16 e 26 de julho, na Covilhã, sendo considerada um dos mais antigos certames populares de Portugal. Com origens medievais e realizada anualmente na “Cidade Neve”, a feira conjuga tradição, atividade económica, comércio, gastronomia, animação cultural e divulgação empresarial, constituindo um dos principais momentos de promoção do município e da Beira Interior.

Para António Carlos, o crescimento alcançado ao longo dos últimos anos representa o cumprimento dos objetivos que traçou quando iniciou o seu percurso no setor imobiliário. O empresário considera que o reconhecimento conquistado resulta da proximidade com a comunidade e da capacidade de apoiar não apenas compradores e vendedores, mas também iniciativas locais e projetos de desenvolvimento regional. Segundo explicou, esse envolvimento tem permitido “consolidar a sua presença em vários concelhos da Beira Interior e alargar a atividade além-fronteiras”.

“O meu sentimento é de promessa cumprida, promessa conquistada e é isto que eu faço. Aquilo que eu cumpro, para mim, é glorioso, na medida em que as pessoas sentem a satisfação, tal como eu, de todo o trabalho que nós temos feito, no fundo, por uma comunidade que é grande, não só pela Covilhã, Belmonte, Fundão, Manteigas, tenho feito um trabalho de divulgação e de ação”, descreveu este consultor, que acrescentou que esse reconhecimento se reflete igualmente na confiança demonstrada por clientes nacionais e internacionais.

“Nós estamos a conquistar não só cada cidade do país, mas inclusive outros países. Há muitos países que vêm diretamente ter comigo, já, com a minha equipa, para fazermos a venda do imóvel deles, para comprar um imóvel, para um desenvolvimento turístico”, revelou.

A procura internacional e a transformação da habitação impulsionam o “crescimento da região”


Além da procura nacional, António Carlos frisa que o mercado imobiliário da Beira Interior está também a captar investidores estrangeiros, “nomeadamente do Brasil, França, Israel e espanhóis”.

Na perspetiva deste profissional, esta procura resulta de uma tendência que antecipou ainda durante a pandemia, quando defendeu publicamente que Portugal se tornaria “um dos destinos mais procurados da Europa e do mundo”.

“Se voltarmos seis anos atrás, por exemplo, em plena pandemia de Covid-19, publiquei um vídeo nas redes sociais e disse, publicamente, que Portugal pós-pandemia iria ser um dos países mais procurados, não só da Europa, como do mundo. Isto está a acontecer”, recordou, considerando que a segurança, a qualidade de vida e o potencial de crescimento do Interior português explicam esse interesse crescente. Ao justificar essa convicção, destacou que a Beira Interior reúne condições que a tornam “particularmente competitiva” para quem procura investir ou fixar residência.

“Somos um país seguro e o Interior estava a precisar e estava com a escassez de pessoas que queiram, no fundo, fixar aqui residência, aumentar a taxa de natalidade e criar algo de novo”, sustentou.

No caso específico da Covilhã, António Carlos entende que a cidade reúne hoje vários fatores diferenciadores, apontando a saúde, o ensino superior e a localização como elementos determinantes para o crescimento do mercado imobiliário.

“Neste momento já temos cinco hospitais na cidade da Covilhã, temos a Universidade, que é um grande motor de desenvolvimento da região, e daí nós sabemos perfeitamente que a Covilhã, neste momento, é a cidade mais cara do Interior e a mais procurada”, referiu.
Este especialista avalia que esse crescimento se reflete, de igual modo, na transformação do setor da construção, que tem vindo a adaptar-se à falta de mão de obra especializada através da aposta em métodos construtivos mais rápidos e industrializados. Na sua opinião, as habitações pré-fabricadas e as construções em aço leve deverão assumir um papel “cada vez mais relevante nos próximos anos”.

“Os pré-fabricados ou as construções de aço leve estão a chegar e em seis meses a construção está pronta a habitar”, explicou, acrescentando que esta evolução representa uma “resposta direta às necessidades atuais do setor”.

“Este será o futuro, porque o problema da mão de obra é grave. Nós não temos mão de obra qualificada para poder trabalhar na construção civil (…). Estes pré-fabricados já trazem kits completos, é só montar”, salientou.

Valorização dos imóveis e falta de oferta mantêm mercado em crescimento

Apesar do aumento significativo dos preços da habitação, António Carlos rejeita a ideia de que exista uma bolha imobiliária na Covilhã. Para o consultor, a procura continua a superar a oferta disponível e o ritmo de construção permanece insuficiente para responder às necessidades do mercado. Na sua visão, a cidade continua a expandir-se para novas zonas, sobretudo junto ao Hospital Pêro da Covilhã e em áreas com melhores acessibilidades, acompanhando o crescimento da população e da procura por habitação.

“Não há ainda construção suficiente para a Covilhã. A Covilhã ainda continua a construir, ainda continua a expandir e cada vez mais está a crescer junto ao hospital e zonas com melhores acessos”, vincou, sem deixar de mencionar que “a valorização dos imóveis resulta de uma tendência sustentada ao longo dos últimos anos e não de um fenómeno especulativo”. Para ilustrar essa evolução, recordou vários negócios concretizados ao longo da carreira.
“Eu já tenho vendido imóveis em vários locais do país (…) todas as moradias que eu vendi dobraram o valor. Há moradias que eu já vendi três e quatro vezes e, no espaço de oito, nove anos, o valor dobrou”, exemplificou.

Entre os vários casos, destacou um apartamento vendido junto ao “Serra Shopping”, cujo valor praticamente duplicou.

“Eu recordo, por exemplo, apartamentos que eu vendi T3 há nove anos, junto ao “Serra Shopping”, na altura por 120 mil euros, já vendi agora por 249 mil”, revelou. Razão que leva António a considerar que o imobiliário “continua a ser uma das aplicações financeiras mais seguras”.

“No mercado imobiliário, cada vez mais, sabemos que o dinheiro está sempre seguro. Aliás, não há nada que consiga ter tanto rendimento, neste momento, como qualquer empresário a investir no mercado imobiliário”, disse, reconhecendo que “a procura por imóveis destinados ao arrendamento também tem aumentado de forma significativa, acompanhando uma mudança no perfil das novas gerações”. Para ele, muitos investidores concentram atualmente os seus investimentos em edifícios destinados exclusivamente ao mercado de arrendamento.
“Há 50% dos investidores que já estão a comprar imóveis para arrendamento”, indicou.
Ao mesmo tempo, observa que também muitos jovens optam por arrendar em vez de comprar casa, privilegiando estilos de vida mais flexíveis.

“Há uma boa parte da sociedade, com 25, 30 anos, que já não quer comprar apartamento, quer arrendar”, afirmou. Ainda assim, entende que adquirir habitação própria continua a representar uma “decisão financeiramente mais vantajosa” e uma “garantia de estabilidade para o futuro”.

O empresário, que lidera uma equipa que leva o seu nome, acredita igualmente que a atratividade da Beira Interior “continuará a crescer” devido à conjugação entre “qualidade de vida, localização e acessibilidade”.

“Nós temos aqui nesta região, além de qualidade de vida, boas ligações (…), estamos a duas horas do mar, a duas horas e meia de Lisboa, a duas horas e quinze minutos do Porto, estamos a 40 minutos de Espanha (…) e a qualidade de vida, a qualidade das águas, do ar, de tudo, vale a pena. É impagável mesmo”, concluiu.

Infraestruturas, financiamento e novas gerações moldam o futuro do mercado imobiliário
Embora considere que a Beira Interior reúne condições para continuar a crescer, António Carlos entende que existem infraestruturas fundamentais que continuam por concretizar. Entre elas, destaca a necessidade de um aeroporto regional que permita reforçar a ligação do Interior aos principais centros nacionais e internacionais.

Na sua opinião, “é uma grande pena aqui não haver um aeroporto”, até porque essa infraestrutura representaria um impulso determinante para a atração de empresas, estudantes e investimento estrangeiro.

O consultor considera que a proximidade a uma infraestrutura aeroportuária constitui um dos principais fatores valorizados pelos investidores internacionais, uma vez que “os empresários querem estar a 60 ou 80 quilómetros desviados do aeroporto mais próximo”.

Por essa razão, defende que o país deveria apostar num aeroporto no Interior, apontando Castelo Branco como uma localização estratégica.

“Portugal deveria pensar em algo mais próximo, nem que fosse Castelo Branco. No Interior, cada vez mais devemos criar as condições para um aeroporto com capacidade para que os desenvolvimentos continuem”, defendeu, sublinhando que a procura pela Beira Interior continuará a crescer, sobretudo devido à diferença de qualidade de vida relativamente ao litoral.

“As pessoas preferem viver aqui com menos dinheiro, mas terem mais qualidade de vida”, adiantou.

Ao abordar o acesso à habitação, António Carlos elogiou as medidas de financiamento do Governo do primeiro-ministro português Luís Montenegro dirigidas aos jovens compradores da primeira casa, enfatizando que representam um “incentivo importante para estimular o investimento e facilitar a emancipação das novas gerações”.

De acordo com a sua explicação, a possibilidade de financiamento a 100% veio responder a uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos jovens, até porque, na sua perspetiva, “a aquisição de habitação própria continua a representar uma decisão financeiramente mais vantajosa do que recorrer ao mercado de arrendamento”.

“Aquilo que eles dão de amortização mensalmente é inferior à renda que eles vão pagar”, sustentou, defendendo, ao mesmo tempo, que a “educação financeira deveria começar mais cedo, permitindo que os jovens compreendessem a importância da poupança e do investimento”.

“Era bom que cada vez mais o Governo incutisse nas escolas algo que não se ensina às crianças: saber que as pequenas economias (…) podem fazer uma grande economia ao fim de dez anos”, observou.

Questionado sobre o investimento imobiliário, António Carlos voltou a frisar que continua a ser a opção “mais segura” para quem pretende preservar e rentabilizar património, já que a diversificação dos investimentos permite reduzir riscos e aumentar a segurança financeira das famílias.

De igual modo, aconselha a privilegiar imóveis de menor dimensão, considerando que “os pequenos apartamentos, com perfis T0 ou T1, são os que são mais procurados”.
Segundo referiu, essa tendência acompanha a transformação das estruturas familiares e das necessidades habitacionais. Na sua análise, as casas deixaram de ser concebidas para acolher famílias numerosas e passaram a privilegiar funcionalidade, eficiência energética e menores custos de manutenção.

“Antigamente, havia muito o conceito de ter uma casa grande para receber a família toda. Isto terminou e, cada vez mais, existe o conceito dos T0, T1”, comentou. Para António Carlos, a própria Covilhã já acompanha essa evolução.

“Vemos que os T0 são os mais rápidos a alugar e são os mais rápidos que são vendidos. Os T1 também. E são os T1 que são vendidos caríssimos por metro quadrado aqui na cidade da Covilhã”, atestou.

Ígor Lopes

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