Atualidade
Brasil: Mais de 32 mil pessoas estiveram presentes no “4.º Fliparacatu”
O “4.º Fliparacatu” – Festival Literário Internacional de Paracatu encerrou a sua edição de 2026 com 32.500 pessoas circulando pelo Centro Histórico do município mineiro, ao longo dos cinco dias de programação, de 26 a 30 de agosto. A maior parte das sessões de debates realizadas no auditório do Fliparacatu, alcançou o limite da lotação, estimado em 600 pessoas.
Prémio de Redação e Desenho
O Fliparacatu começou muito antes da abertura dos palcos. Com o apoio da Prefeitura de Paracatu, por intermédio da Secretaria de Educação, uma das suas principais forças, o Prémio de Redação e Desenho teve como tema: “Meu Lugar no Mundo”. O concurso contemplou diferentes faixas etárias, distribuídas entre categorias de redação e desenho, ampliando as possibilidades de participação de estudantes do ensino infantil, fundamental, médio e para jovens e adultos (EJA). Antes de os escritores chegarem à cidade, portanto, o Fliparacatu já estava dentro de praticamente todas as escolas, mobilizando alunos e professores em torno da leitura, da escrita, da imaginação e do pertencimento.
Programação diversa
Nesta edição, a curadoria apresentou uma estrutura “plural e robusta”, composta pelos cinco curadores: Afonso Borges, presidente do Fliparacatu; Calila das Mercês e Sérgio Abranches, curadores da programação Nacional/ Internacional; Daniela Prado, responsável pela curadoria local; e Rafael Nolli, que ficou por conta das atividades voltadas para o público infantojuvenil.
A grade de convidados trouxe um autor internacional, 31 autores de projeção nacional, 11 autores focados no público infantil e 24 autores locais. Além da programação oficial, o Fliparacatu abriu espaço direto para a produção independente, registrando o lançamento e a sessão de autógrafos de 105 autores autônomos (sem contar os 68 escritores da programação do Festival).
Sob o tema “Sertão em Nós: Meu Lugar no Mundo”, a quarta edição homenageou João Guimarães Rosa, pelos 70 anos de Grande Sertão: Veredas, e Milton Santos, no centenário de seu nascimento. A partir dessas duas referências, o Festival reuniu autores de diferentes gerações, origens, identidades, experiências e campos de atuação. Essa diversidade esteve nos próprios autores.
Mia Couto, Míriam Leitão, Bruna Lombardi, Jeferson Tenório, Eliana Alves Cruz, Geni Núñez, Alê Santos, Renato Noguera, Rita von Hunty, Bia Bracher, Cristovão Tezza, Jamil Chade, Noemi Jaffe, Paulo Scott, Natalia Timerman, Calila das Mercês, Sérgio Abranches, Ítalo Moriconi, Paulliny Tort, Sandra Menezes, Estevão Ribeiro e Taiane Santi Martins, entre muitos outros, dividiram a programação com escritores de Paracatu e da região. Autores negros, brancos e indígenas, mulheres e homens, escritores consagrados e novas vozes fizeram dos palcos um espaço de encontro entre diferentes experiências e maneiras de compreender o Brasil e o mundo.
A mesma diversidade apareceu nos temas. Partindo do sertão de Guimarães Rosa e do pensamento de Milton Santos sobre território e lugar, o Fliparacatu falou de literatura, memória e pertencimento, mas também de racismo, afrofuturismo, democracia, corpo, identidade, acessibilidade, amor, medo, desigualdade, tecnologia, meio ambiente, jornalismo, futuro e ficção especulativa. Questões íntimas conviveram com os grandes dilemas políticos, sociais e culturais da contemporaneidade.
O Festival também ampliou as formas de expressão, sendo literatura adulta e infantojuvenil, música, artes visuais, slam, batalha de rimas, tradição oral, bordado, oficinas e atividades educativas. A exposição “O Sertão de Portinari”, realizada em parceria com o Projeto Portinari, levou às ruas outra leitura do sertão brasileiro e de seus personagens, com reproduções de obras de Candido Portinari.
Números do “4.º Fliparacatu”
Os 32.500 participantes mostram a dimensão alcançada pelo Festival nas ruas e nos espaços de programação. O público mínimo de 250 pessoas e máxima de 600 pessoas, em todas as atividades, demonstra que o interesse não se restringiu aos nomes mais conhecidos, mas se distribuiu por autores, assuntos e linguagens muito diferentes.
O público pôde acompanhar um total de 68 atividades distribuídas por oito espaços temáticos do festival: a Livraria, a Central de Autógrafos, o Espaço Cerrado de Origem (Sebrae), o Quintal Casa Paracatu, a Academia de Letras do Noroeste de Minas, o espaço Fliparacatu da Gente, a Casa Kinross e o Auditório Fliparacatu, onde foram realizadas as principais atividades do evento. A programação do debate público e da formação literária contou com 28 mesas de debates nacionais e internacionais, 11 mesas locais, 17 mesas infantojuvenis, oito oficinas e quatro apresentações musicais. A valorização da economia da região também se materializou na ocupação comercial do evento, com sete stands no espaço do Sebrae e dez stands no Fliparacatu da Gente, voltados a produtores locais.
A complexidade e a grandiosidade da infraestrutura do Fliparacatu 2026 refletem-se nos indicadores técnicos de produção e montagem. O festival demandou 560 m² de área coberta com piso elevado e o manejo de mais de 38 toneladas entre estruturas, equipamentos e materiais diversos. O acabamento estético e de comunicação visual utilizou 380 m² de impressão digital, 2.900 metros lineares de revestimento em tecido e 560 m² de revestimento de piso. Apenas nas etapas de montagem e desmontagem, a equipe técnica contou com 21 profissionais dedicados, registrando 2.800 horas de trabalho com priorização da contratação de mão de obra local.
Em termos de geração de ocupação e dinamização econômica, o festival mobilizou diretamente uma equipe de 124 pessoas, abrangendo áreas de produção, comunicação, curadoria, administrativo, recepção de autores e acessibilidade, com presença de intérpretes de Libras. No ecossistema de prestação de serviços indiretos, foram mapeados, no mínimo, 110 profissionais atuando em frentes operacionais – incluindo 21 técnicos de montagem, 5 profissionais de livraria, 6 de restauração, 20 no espaço Fliparacatu da Gente, 14 no Sebrae, 19 seguranças, 10 profissionais de limpeza, 8 carregadores, 3 motoristas e 4 dedicados à locação de mobiliário.
Somados os quadros diretos e indiretos já catalogados, o Fliparacatu movimentou ao menos 234 profissionais na execução do projeto. Este indicador é parcial e tende a crescer com a consolidação dos dados de setores como a rede hoteleira, gráficas, serviços de transporte corporativo e fornecedores complementares da cadeia de turismo e eventos.
Além de palestras, debates, atividades culturais e apresentações musicais, a livraria, o coração de todo festival literário, teve seu destaque como grande atrativo. Foi montado um espaço de 220 m² dedicado à venda de livros no Fliparacatu, com títulos literários abrangendo diversos gêneros, como romance, poesia, ensaio, aventura, terror, crónica, biografia, infantojuvenil, entre outros. No total, foram vendidos cerca de cinco mil exemplares, distribuídos entre 1.500 títulos.
O balanço do “4.º Fliparacatu” pode, assim, ser compreendido, segundo os seus organizadores, por um movimento que começa antes e continua depois dos cinco dias de Festival: começa nas escolas, com o Prêmio de Redação e Desenho; ocupa o Centro Histórico com 32.500 pessoas e uma grande diversidade de autores e temas; e permanece aberto ao mundo, com todos os debates disponíveis gratuitamente no YouTube. Com investimento contínuo na formação de leitores e no fortalecimento do setor cultural, a 4ª edição do Festival Literário Internacional de Paracatu encerrou sua programação consolidando-se como um verdadeiro sucesso de público, crítica e mobilização comunitária.
4.º Fliparacatu
Em 2026, o Fliparacatu realizou sua quarta edição entre os dias 26 e 30 de agosto, homenageando dois dos maiores intelectuais brasileiros: João Guimarães Rosa, pelos 70 anos da publicação de Grande Sertão: Veredas, e o geógrafo Milton Santos, no centenário de seu nascimento.
Com curadoria de Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, além da programação local assinada por Daniela Prado e da curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli, o festival reuniu escritores, jornalistas, artistas, educadores e pesquisadores para discutir literatura, democracia, meio ambiente, cidades, tecnologia, desigualdade, memória, identidade e os desafios do mundo contemporâneo.
Realizado pela Mentha Cultural, com patrocínio master da Kinross, por meio da Lei Rouanet do Ministério da Cultura, e apoio da Prefeitura de Paracatu e da Academia de Letras do Noroeste de Minas, o Fliparacatu aconteceu em diferentes espaços do Centro Histórico da cidade, aproximando autores, leitores e ideias em uma programação gratuita e aberta ao público.
A quarta edição do Fliparacatu é patrocinada pela Kinross, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com o patrocínio da Caixa e apoio cultural da Prefeitura de Paracatu, Academia de Letras do Noroeste de Minas e Sebrae. Desde sua primeira edição, todas as atividades do Festival são gratuitas, acessíveis, transmitidas online pelo Youtube e estão alinhadas com os princípios do ESG (Ambiental, Social e Governança) e da ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).
Todos os debates e mesas desta quarta edição foram transmitidos ao vivo, gravados e já se encontram disponíveis para ser assistidos, gratuitamente, no YouTube @fliparacatu. É um aspecto fundamental do projeto levar o encontro presencial imediatamente em acervo audiovisual, público e permanente. As conversas realizadas em Paracatu podem ser vistas, revistas, compartilhadas e aproveitadas por leitores, estudantes, professores e pesquisadores.
Ígor Lopes
Atualidade
Do património familiar ao empreendedorismo: Glamping Academy apresenta oportunidades à diáspora
A “Glamping Academy”, iniciativa portuguesa dedicada à formação e ao empreendedorismo no turismo de natureza, pretende aproximar os portugueses residentes no estrangeiro das oportunidades de investimento em Portugal, particularmente através do “aproveitamento de terrenos, quintas e imóveis familiares”. O projeto, fundado pelo empresário luso Luís Almeida, procura apoiar quem pretende estudar a possibilidade de criar um alojamento turístico, seja como investimento, atividade empresarial ou parte de um plano de regresso ao país.
A proposta dirige-se a portugueses e luso-descendentes que vivem em países como França, Suíça, Alemanha, Luxemburgo, Estados Unidos e Canadá, muitos dos quais mantêm propriedades ou ligações familiares às regiões de origem. A “Glamping Academy” considera que esse património poderá, em determinadas condições, “ser utilizado para desenvolver atividades ligadas ao turismo rural, permitindo conciliar a preservação de imóveis familiares com a criação de iniciativas económicas”.
O projeto surge num contexto de crescimento do turismo em espaço rural. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal e do Turismo de Portugal citados pela organização, o Turismo no Espaço Rural e o Turismo de Habitação receberam 1,5 milhões de hóspedes em 2025 e registaram 3,3 milhões de dormidas, aumentos de 6,7% e 6,9%, respetivamente, face ao ano anterior. As regiões Norte, Alentejo e Centro concentraram 65,1% das dormidas neste segmento.
O glamping, conceito que combina elementos do campismo com condições de conforto associadas ao alojamento turístico, é uma das modalidades apresentadas pela academia. As soluções podem incluir cabanas de madeira, tendas equipadas e pequenas unidades integradas na paisagem. A atividade procura responder à procura de experiências ligadas à natureza, à gastronomia regional e ao património dos territórios.
À frente da “Glamping Academy” está Luís Almeida, também responsável pela “Arrabia Guest Houses Glamping”, localizada na Raiva, no concelho de Castelo de Paiva. A partir da experiência na criação e gestão de alojamentos turísticos, o empresário desenvolveu uma plataforma de formação que reúne conteúdos e especialistas em áreas relacionadas com a instalação e exploração de empreendimentos turísticos.
A academia disponibiliza cursos online, ferramentas de planeamento e programas de formação sobre escolha de terrenos, licenciamento, financiamento, construção, marketing, gestão e rentabilidade. A possibilidade de acompanhar os conteúdos à distância constitui uma das características da iniciativa, permitindo que “interessados residentes no estrangeiro iniciem a avaliação de um projeto antes de regressarem a Portugal ou avançarem com um investimento”.
Um dos aspetos destacados pela organização é a necessidade de confirmar a viabilidade legal e técnica de cada propriedade. A existência de um terreno não significa, por si só, que seja permitida a instalação de unidades de glamping. A concretização de um empreendimento depende das disposições do Plano Diretor Municipal (PDM), de eventuais restrições da Reserva Ecológica Nacional (REN) e da Reserva Agrícola Nacional (RAN), bem como das condições de acesso e das exigências de licenciamento. Estas regras podem aplicar-se também a estruturas amovíveis, tendas e casas sobre rodas, dependendo das características do projeto e do enquadramento territorial.
Por esta razão, a “Glamping Academy” recomenda que os interessados “realizem estudos prévios de viabilidade, avaliem os custos e analisem a procura turística antes de assumirem compromissos financeiros”. A organização sublinha que “a atividade não representa uma garantia de rentabilidade e exige preparação empresarial”.
Além da formação digital, a iniciativa promove encontros presenciais denominados “Imersões Glamping Academy”, destinados a reunir empreendedores, potenciais investidores e profissionais de áreas como arquitetura, licenciamento, financiamento e exploração turística. A mais recente edição decorreu nos dias 2 e 3 de outubro de 2026, na “Arrabia Guest Houses Glamping”, em Castelo de Paiva.
Durante estes encontros, os participantes têm oportunidade de “conhecer experiências de gestão, esclarecer dúvidas e estabelecer contactos com profissionais do setor”. A academia pretende, ainda, “desenvolver uma comunidade de pessoas interessadas na criação de projetos turísticos, combinando a aprendizagem on-line com atividades presenciais.
Para os portugueses residentes no estrangeiro, a iniciativa apresenta-se como uma possibilidade de estudar o aproveitamento de património familiar sem necessidade de uma mudança imediata para Portugal. A análise de terrenos, a preparação de planos de negócio e o conhecimento das exigências legais podem ser realizados numa fase anterior à decisão de investir.
A “Glamping Academy” disponibiliza informações sobre os seus programas e atividades através do portal www.glamping-academy.info
Com esta iniciativa, Luís Almeida procura “colocar a formação e o planeamento ao serviço de portugueses e luso-descendentes interessados no turismo de natureza, apresentando alternativas de utilização de propriedades familiares e oportunidades de empreendedorismo nas regiões rurais portuguesas”.
Ígor Lopes
Atualidade
Brasil: Festival Internacional de Itabira destaca autoria negra e celebra os 75 anos de “Claro Enigma”
A cidade brasileira de Itabira, no estado de Minas Gerais, recebe, entre 29 de outubro e 1 de novembro, a sexta edição do Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), que este ano presta homenagem à escritora Conceição Evaristo, à editora Maria Mazzarello e à investigadora Leda Maria Martins. O encontro decorre no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) e nos espaços envolventes, reunindo escritores, investigadores, editores e artistas numa programação dedicada à literatura e à cultura brasileira.
As três homenageadas participam, no dia 31 de outubro, às 20h00, na mesa-redonda “Leitura, Antirracismo e os Novos Tempos”, moderada por Afonso Borges. O encontro abordará o papel da literatura na representação da população negra, a circulação de obras de autores afro-brasileiros e os desafios enfrentados pelo setor editorial na promoção da diversidade cultural.
Uma das figuras centrais da programação é Conceição Evaristo, escritora, poeta, contista e professora, cuja obra aborda questões relacionadas com a memória, a identidade e as experiências das mulheres negras. A autora desenvolveu o conceito de “escrevivência”, que relaciona a criação literária com as experiências individuais e coletivas, tornando-se uma referência nos estudos sobre literatura afro-brasileira.
Além da homenagem conjunta, Conceição Evaristo participa, a 30 de outubro, às 21h15, numa sessão dedicada a Dona Rosinha e Dona Tita, com representantes das respetivas famílias e moderação de Sérgio Abranches. O encontro destaca a ligação da escritora à comunidade do Quilombo Morro Santo Antônio, em Itabira, e a importância da preservação das memórias comunitárias.
A editora Maria Mazzarello será igualmente homenageada pelo seu percurso na divulgação de autores negros no Brasil. Natural de Ponte Nova, em Minas Gerais, e radicada em Belo Horizonte desde 1954, fundou a Mazza Edições no início da década de 1980, depois de experiências profissionais no setor editorial e de uma formação em editoração realizada em Paris.
A Mazza Edições desenvolveu um catálogo dedicado à literatura, à história e à cultura afro-brasileira, contribuindo para ampliar os espaços de publicação de escritores que encontravam dificuldades de acesso ao mercado editorial. O percurso da fundadora foi retratado na biografia “Maria Mazarello: Preto no Branco, Lutas e Livros”, publicada em 2021 e escrita pela jornalista Márcia Maria Cruz.
A terceira homenageada, Leda Maria Martins, é poeta, dramaturga, professora e investigadora, com trabalho dedicado à ancestralidade, à oralidade, à memória e às expressões culturais afro-brasileiras. A sua investigação aborda as relações entre literatura, teatro, performance e transmissão de conhecimento, com particular atenção às tradições e práticas culturais das comunidades negras.
Leda Maria Martins participa também, no dia 30 de outubro, às 19h00, na conversa “Corpo e Palavra”, ao lado de Ricardo Aleixo, com moderação de Natália Alves. No dia seguinte, junta-se a Conceição Evaristo e Maria Mazzarello para a homenagem coletiva.
A sexta edição do Flitabira decorre sob o tema “A Máquina do Mundo em Nós”, assinalando os 75 anos da publicação de Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade. A obra, publicada em 1951, inclui o poema “A Máquina do Mundo”, que serve de referência à programação deste ano. O festival propõe encontros sobre memória, política, natureza, conhecimento e relações humanas, estabelecendo uma ligação entre a criação literária e os debates contemporâneos.
A curadoria é assegurada por Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges, com programação local de Sandra Duarte e Carolina Peixoto e curadoria infantojuvenil de Rafael Nolli. Para além das conversas literárias, o festival inclui atividades destinadas a crianças e jovens, prémios de redação e desenho, sessões de autógrafos, uma livraria com mais de cinco mil títulos, exposições, apresentações musicais e espaços dedicados à gastronomia e ao empreendedorismo local.
O Flitabira conta com patrocínio da Vale, através da Lei Rouanet, no âmbito do Ministério da Cultura do Brasil, e com o apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú. Todas as atividades são gratuitas, estando prevista a transmissão das mesas e palestras através do canal oficial do festival no YouTube, @flitabira, com recursos de acessibilidade, incluindo interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição.
A programação completa pode ser consultada em: https://flitabira.com.br/
Ígor Lopes
Atualidade
António José Seguro abre “EuroAmericas Forum 2026” em Cascais
O presidente da República portuguesa, António José Seguro, vai realizar a intervenção de abertura do “EuroAmericas Forum 2026”, no próximo dia 2 de novembro, na “Nova School of Business and Economics (Nova SBE)”, em Carcavelos, no concelho de Cascais. A iniciativa, promovida pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, reúne durante dois dias representantes políticos, empresariais e institucionais da Europa e das Américas, com o objetivo de “analisar os desafios das relações transatlânticas”.
Sob o tema “Overcoming Challenges in a New Transatlantic Era” (Superar desafios numa nova era transatlântica), o encontro pretende “promover a discussão sobre as transformações geopolíticas, a fragmentação do comércio internacional e o impacto da evolução tecnológica nas economias dos dois lados do Atlântico”.
António José Seguro, que também desempenha as funções de presidente Honorário do Conselho da Diáspora Portuguesa, será responsável pela intervenção que dará início aos trabalhos.
O programa do primeiro dia inclui debates sobre o acordo entre a União Europeia e o Mercosul e as suas implicações para as empresas, bem como sobre o impacto da inteligência artificial no mercado de trabalho e na inovação. A segurança energética, o investimento em infraestruturas na América Latina e a cooperação nos setores das ciências da vida e da saúde integram igualmente a agenda do Fórum.
O segundo dia, 3 de novembro, será dedicado à geopolítica e à diplomacia económica, com particular atenção ao papel das redes diplomáticas e empresariais na abertura de mercados, na atração de investimento e na criação de parcerias internacionais. Os participantes irão analisar de que forma a cooperação entre instituições públicas e empresas pode contribuir para responder às mudanças nas relações económicas internacionais.
Entre as personalidades confirmadas encontram-se o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Peru, Carlos Espá, e José Manuel Durão Barroso, presidente do EuroAmericas Forum. A organização prevê ainda a participação de representantes de mais de 30 empresas e instituições dos dois lados do Atlântico.
O “EuroAmericas Forum” é uma iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa que procura aproximar responsáveis políticos, empresários e instituições da Europa e das Américas. A terceira edição mantém o objetivo de promover o diálogo sobre comércio, investimento, inovação e cooperação internacional, envolvendo também a rede de portugueses com atividade profissional e institucional no estrangeiro.
Informações sobre o programa e os oradores do “EuroAmericas Forum 2026” podem ser consultadas em: www.euroamericasforum.org
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