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Lisboa: Droga dissimulada em trotinetas e bicicletas

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O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da 4ª Divisão Policial, no dia 12 de setembro, pelas 15h10, em Campo de Ourique, procedeu à apreensão de material suspeito de ser furtado e utilizado para tráfico de estupefaciente.

Os Polícias depararam-se com um grupo indivíduos a desmontar peças de várias bicicletas e trotinetes suspeitas de terem sido furtadas. Perante a presença policial os mesmos encetaram fuga deixando para trás o material suspeito de ser furtado, que contempla: 5 trotinetas elétricas de marcas e modelos variados; 2 bicicletas; e vários componentes e assessórios deste tipo de velocípedes, tais como motores elétricos e baterias.

No interior dos bancos dos veículos e outros componentes destes, de forma dissimulada, foram encontradas várias embalagens de produto estupefaciente, cerca de 42 doses individuais de haxixe, pelo que se suspeita que estes veículos furtados possam ter servido para perpetrar a prática do crime de tráfico de estupefaciente.

Alguns dos artigos recuperados já foram entregues aos seus proprietários, estando a ser encetadas diligências, no sentido de restituir a totalidade dos itens furtados aos legítimos proprietários.

Ocorrências

A Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no dia 12 de setembro, pelas 12h34, na freguesia da Misericórdia, procedeu à detenção de um homem, de 59 anos, por ser suspeito da prática do crime de tráfico de estupefaciente.

Na Estação Ferroviária do Cais Sodré, os Polícias abordaram o suspeito, que transportava consigo 102,54 doses individuais de haxixe.

O detido foi presente na Instância Local Criminal da Secção de Pequena Criminalidade de Lisboa, sendo-lhe agendada audiência de julgamento para dia 28 de setembro.

No dia 11 de setembro, pelas 15h05, na freguesia do Parque das Nações, procedeu à detenção de um homem, de 21 anos, por ser suspeito da prática do crime de tráfico de produto estupefaciente.

O suspeito transportava a tiracolo um saco desportivo, contendo no seu interior 46.40 doses individuais de haxixe.

O detido foi notificado para comparecer na Instância Local Criminal da Secção de Pequena Criminalidade de Lisboa.

A Divisão de Segurança Aeroportuária, no dia 11 de setembro, apreendeu a um cidadão, com 51 anos, motorista de profissão, um telemóvel, deixado por esquecimento no interior da sua viatura de serviço.

O denunciante, chegado a Lisboa nesse mesmo dia ao fim da tarde, solicitou o serviço da viatura em direção ao seu domicílio, apercebendo-se depois de desembarcar que tinha deixado esquecido no interior um telemóvel da sua propriedade.

Após diligências conseguiu-se chegar ao contacto do motorista que foi identificado e, depois disso, procedeu-se à recuperação do artigo, avaliado em 1150 euros, e à entrega do mesmo ao seu legítimo proprietário.

Foto: PSP.

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Atualidade

“Portugal atrai perfis muito diferentes de estudantes internacionais”, afirma estudante brasileiro em Portugal

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A integração no ensino superior português constitui um dos principais desafios para quem chega ao país para iniciar uma formação académica na Europa, envolvendo não apenas a adaptação aos métodos de ensino, mas também a construção de relações com colegas e a inserção num novo ambiente social e cultural.

É a partir da sua própria experiência enquanto estudante brasileiro em Portugal que Bruno Miranda e Silva, 20 anos, natural de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, e residente em Lisboa, tem acompanhado estas questões, conciliando os estudos no terceiro ano do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa com as funções de coordenador de política internacional na Associação Académica de Ciências Económicas e Políticas (AACEP) e de coordenador do Comité Jovem da Câmara de Comércio-Indústria Luso-Brasileira.

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, este responsável abordou os desafios de integração dos estudantes internacionais, os fatores que devem pesar na escolha de uma universidade portuguesa, as diferenças entre os sistemas de ensino superior de Portugal e do Brasil e a importância da participação em estruturas académicas, associativas e jornalísticas.

Na perspetiva de um estudante estrangeiro, quais são as principais dúvidas antes de iniciar uma licenciatura em Portugal e que preparativos considera indispensáveis para a adaptação académica e pessoal?

Antes de iniciar qualquer curso em Portugal, é indispensável que se verifique a estrutura do curso e o tipo de pessoas que lá estudam. A questão envolve sempre o problema da integração entre os estudantes da faculdade, ou seja, as relações que lá serão cultivadas. Quando entrei na faculdade, tinha grandes dúvidas da forma com a qual seria tratado, até com duvidas de se a própria faculdade que escolhi seria a certa para mim. Logo, quando o ano letivo começou, fiz questão de andar com as pessoas que se vestiam igual a mim, mesmo assim, as primeiras semanas da faculdade implicam uma tentativa de integração similar àquela de entrar em uma escola nova, onde não se conhece ninguém.

Que perfis de estudantes internacionais procuram atualmente as universidades portuguesas e quais são os principais fatores que pesam na escolha de Portugal como destino de formação?

Creio que Portugal atrai perfis muito diferentes de estudantes internacionais. No caso dos brasileiros, pesa bastante a língua, a proximidade cultural, a segurança, a qualidade de vida e a possibilidade de estudar numa universidade europeia sem diferença de língua gritante como no restante da europa. Além disso, muitos jovens procuram Portugal já pensando numa trajetória mais internacional, seja através de intercâmbios, de um mestrado ou de uma futura experiência profissional na Europa. Já, acho importante não escolher Portugal apenas porque parece ser um destino mais fácil para quem fala português. A decisão deveria ter em consideração a qualidade da universidade, se o curso for do seu agrado e as oportunidades que são dadas pela faculdade. A escolha da faculdade é tão importante quanto a escolha do próprio país.

Com base na sua experiência, o que funciona bem no acolhimento e na integração dos estudantes estrangeiros nas instituições de ensino superior portuguesas e o que ainda precisa de ser melhorado?

Isto tende a depender da instituição. Muitas faculdades dão liberdade aos estudantes de formarem os seus núcleos, seja de estudantes de determinados países como o Brasil ou de cariz político. No meu caso, a minha faculdade acredita que isso é contraproducente, quando falamos de núcleos de estudantes brasileiros, com o objetivo de os integrar, cria uma dinâmica onde não se integram, uma endogamia social, fazendo com que fiquem todos juntos, assim, terminam por não se integrar. Creio que esta é uma visão compreensível, onde a faculdade, por não deixar que isto aconteça, faz uma ‘arquitetura da escolha’, criando a oportunidade para que os alunos tenham que conviver uns com os outros, além dos seus moldes sociais, culturais ou mesmo de suas preferências pessoais (politicas ou hobbies). 

Qual é a importância de concluir os estudos superiores em Portugal para o percurso académico, profissional e internacional de um estudante brasileiro?

Há uma grande importância em terminar os estudos superiores em Portugal. Mas a questão do Mestrado é muito mais importante. Aqui em Portugal, se se tenciona aqui ficar, é um dos mais importantes diplomas de ter, há uma grande competitividade para os empregos nas áreas escolhidas pelo aluno. Já, se os estudantes brasileiros tencionam voltar ao Brasil, um diploma Português tem um peso elevado, em comparação ao título de igual valor no Brasil, já que o universitário tem experiência no exterior, assim tendo mais competitividade no mercado de trabalho brasileiro.

Que diferenças identifica entre os sistemas de ensino superior de Portugal e do Brasil, nomeadamente nos métodos de avaliação, na relação com os docentes, na carga de trabalho e na participação dos estudantes?

Em Portugal, o ensino superior demanda bastante autonomia por parte do estudante, tanto na organização das leituras como na preparação para provas, trabalhos e apresentações. A relação com os professores costuma ser próxima e a participação do aluno depende muito da sua iniciativa, seja em associações, conferências, jornais universitários ou outras atividades fora da universidade (no seu cotidiano). Uma diferença em relação ao Brasil está também no financiamento do ensino superior. No Brasil, as universidades públicas não cobram ‘propinas’ (mensalidade, em português do Brasil), enquanto em Portugal mesmo as instituições públicas cobram ‘propinas’, e os valores podem ser mais elevados para estudantes internacionais, chegando a 12.500 euros por ano. Para quem vem de fora, esse custo deve ser levado em conta juntamente com as despesas de moradia, transporte e alimentação.

Na sua opinião, que ideias preconcebidas sobre estudar em Portugal não correspondem à realidade e que informação deveria ser transmitida aos jovens antes de tomarem essa decisão?

Creio que as ideias concebidas sobre o estudo em Portugal estão ligadas à inclusão das pessoas. Não foram raras as vezes que estudantes brasileiros foram vítimas de xenofobia ou preconceitos, mas nem todos os professores e nem todos os alunos são assim, longe disso. A maior parte dos estudantes portugueses tem um fascínio sobre a cultura brasileira, e acolhem de braços abertos todos os alunos que estudam em solo luso. Os portugueses são um povo aberto por natureza, logo, não são mal-humorados como se acredita no Brasil ou no restante dos países da lusofonia.

Fale-nos sobre a sua experiência ao escrever para o jornal da faculdade e por pertencer ao diretório académico.

Escrever para o jornal da faculdade é uma bênção, ter a oportunidade de me expressar sobre temas diversos, debatendo e discutindo assuntos que são caros para mim, recomendo a todos. No jornal da faculdade, me foco principalmente sobre questões ligadas à América Latina, com um olhar especial pelo Brasil e pelos processos internos, mesmo assim, comento de vez em quando, sobre os resultados eleitorais nos países da América Latina. Quanto à Associação Académica de Ciências Económicas e Políticas (AACEP) da Universidade Católica Portuguesa, como coordenador de política internacional, o meu foco vai além das fronteiras da América Latina, comentando ou organizando eventos e publicações sobre assuntos de interesse. A participação em um espaço que engloba todas as faculdades de Portugal, assim tendo já viajado para o sul do país com o objetivo de promover iniciativas da nossa Associação Académica, com, neste caso, foco na Europa.

Ígor Lopes

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Conselheiros das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul recebem obra que documenta a presença histórica de Portugal no Uruguai

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A obra “Huellas de Portugal en Uruguay”, da autoria de Augusto Antonio Guerra, com investigação complementar de Carlos Texeira Varesi dedicada às “Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto”, foi entregue aos membros do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul (CRACS), durante a reunião realizada nos dias 10 e 11 de abril, na Casa de Portugal de Montevideu, passando igualmente a integrar o acervo documental da instituição, presidida por Inês Guerra.

A entrega da publicação constituiu um dos momentos de maior simbolismo cultural da reunião do Conselho Regional, reforçando a importância da preservação da memória histórica das comunidades portuguesas na América Latina e do reconhecimento do contributo dos emigrantes portugueses para a construção da identidade uruguaia.

Da autoria do antigo conselheiro das Comunidades Portuguesas Augusto Antonio Guerra, a publicação reúne um vasto conjunto de informações sobre a presença portuguesa em diferentes regiões do Uruguai, procurando “identificar vestígios materiais, documentais e humanos da emigração lusa, desde os primeiros povoamentos até às comunidades que continuam hoje a preservar esse património”. A publicação percorre “diferentes momentos da presença portuguesa no Uruguai”, documentando a “participação dos emigrantes no desenvolvimento económico, comercial e social do país”, bem como a “criação de associações, clubes, espaços culturais e instituições” que “ajudaram a preservar a identidade portuguesa ao longo de várias gerações”.

Entre os temas abordados encontram-se diversos locais associados ao património luso, incluindo edifícios históricos, memoriais, placas evocativas e outros testemunhos da presença portuguesa no Uruguai, com foco em cidades como Montevideu e Salto.

Em paralelo, a investigação desenvolvida por Carlos Texeira Varesi dedica especial atenção à cidade de Salto, no noroeste do país, na fronteira com a Argentina, identificando famílias de origem portuguesa, edifícios, monumentos, instituições e episódios históricos que testemunham a influência da comunidade portuguesa naquela região uruguaia.

Segundo apurámos, o objetivo da obra passa por “reunir, de forma sintética, as pegadas de Portugal e dos portugueses no território uruguaio”, oferecendo um “instrumento de consulta” destinado tanto aos descendentes de portugueses como a investigadores, estudantes e todos os interessados na história da emigração portuguesa na América do Sul.

A obra evidencia ainda a importância das instituições portuguesas na preservação da língua, das tradições e da memória coletiva, destacando o papel desempenhado pela Casa de Portugal de Montevideu e por outras organizações da comunidade ao longo das últimas décadas.

A distribuição da obra junto dos representantes eleitos das comunidades portuguesas pretende também incentivar a divulgação deste património histórico junto das diferentes comunidades da diáspora, reforçando o conhecimento sobre um capítulo muitas vezes pouco conhecido da presença portuguesa na América do Sul.

Deste modo, ao reunir investigação histórica, documentação patrimonial e testemunhos da emigração portuguesa, “Huellas de Portugal en Uruguay” ou “Marcas de Portugal no Uruguai”, em tradição livre, e Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto” ou “Raízes portuguesas da cidade de Salto”, também em tradução livre, assume-se como “uma das mais recentes contribuições para o estudo das comunidades lusas no continente americano, com foco no universo “Portugal Luso-Oriental Uruguai”, preservando a memória de gerações de portugueses e luso-descendentes que ajudaram a construir parte da história do Uruguai”.

Ígor Lopes

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Portimão: “MAR ME QUER” reúne mais de 30 mil pessoas durante “um dos grandes festivais de verão” em Portugal

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O Festival Mar Me Quer encerrou esta sexta-feira, dia 14 de agosto, a sua quinta edição, depois de três dias de música e celebração na Zona Ribeirinha de Portimão. Mais de 30 mil pessoas passaram pelo recinto, confirmando o crescimento e a consolidação de um festival que tem vindo a afirmar-se cada vez mais como um dos grandes pontos de encontro do verão.

A edição de 2026 ficou marcada por um cartaz transversal, que percorreu o sertanejo, funk, hip hop, trap, rap e música eletrónica, cruzando diferentes géneros, públicos e gerações. Ao longo dos três dias, o Mar Me Quer reuniu Maiara & Maraisa, Veigh, Kevinho e Orochi, alguns dos principais nomes da música brasileira urbana e popular, que se cruzaram com algumas das relevantes figuras da música portuguesa atual como Chico da Tina, LON3R JOHNY, Kiko is Hot e Cripta. A componente eletrónica marcou presença ao longo dos três dias através de DJ Sets de Noise Tribe.

“A quinta edição do Mar Me Quer Portimão veio confirmar que é um festival de sucesso e um ponto de encontro de muitas famílias e amigos. Este ano, com mais de 30 mil pessoas no público, reforçou que é um festival que está para ficar e que a aposta em mais artistas internacionais foi certa e vencedora. Queremos agradecer a toda a comunicação social, a todos os nossos parceiros e marcas e estamos certos de que as próximas edições do Mar Me Quer terão ainda mais sucesso e serão ainda mais reconhecidas pelo público”, afirma André Sardet, Diretor Artístico do festival.

Ao longo desta edição, o Mar Me Quer voltou assim a aproximar diferentes universos musicais e culturais. A programação arrancou a 12 de agosto com Maiara & Maraisa, Chico da Tina e Sertabeijo; no dia 13 subiram ao palco Veigh, Kevinho e Kiko is Hot; e o encerramento aconteceu a 14 de agosto com Orochi, LON3R JOHNY e Cripta, completando três dias de música junto ao rio, num dos cenários mais emblemáticos do Algarve.

Mais do que um festival de música, o Mar Me Quer continua a afirmar-se como um ponto de encontro entre diferentes culturas, gerações e estilos de vida. A localização junto ao rio Arade, os concertos ao pôr do sol e as noites prolongadas junto à frente ribeirinha fazem parte de uma experiência que cruza música, verão e território, tendo Portimão e o Algarve como elementos centrais da identidade do festival.

A edição número cinco reforça desta forma o percurso de crescimento do Mar Me Quer que, desde a sua primeira edição, tem vindo a conquistar um lugar próprio no calendário de verão nacional e a afirmar a cidade algarvia como um destino privilegiado para a música e o entretenimento.

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