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Cultura

Feira do Livro do Porto acolheu 231 mil visitantes nos Jardins do Palácio de Cristal

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A edição de 2026 da Feira do Livro do Porto registou um número recorde de horas de programação e de livreiros. Entre as novidades destacaram-se a presença de autores internacionais, o reforço das propostas infantojuvenis e o ciclo dedicado à dramaturgia

O mau tempo que se fez sentir em alguns dos dias da Feira do Livro do Porto (FLP) não desmobilizou os 231 mil visitantes desta edição, número que constitui a segunda maior afluência do festival literário. Entre 21 de agosto e 6 de setembro, leitores de todos os perfis e idades puderam percorrer os 144 expositores de livreiros, editores e alfarrabistas presentes na Avenida das Tílias – mais 13 do que o ano passado. Puderam ainda participar nas mais de 400 horas de programação repartidas por mais de 200 atividades.

O programa de homenagem a Inês Lourenço proporcionou alguns dos momentos altos de uma edição em que a poesia e o feminino foram palavras de ordem. Os versos da poeta portuense, à qual foi este ano atribuída a Tília de Homenagem, serviram de inspiração para conversas, mesas redondas, espetáculos, exposições e novos formatos.

Com assinatura de Teresa Coutinho, a programação contou, pela primeira vez, com a participação de autores internacionais reputados como o palestiniano Mohammed El-Kurd, a espanhola Angelica Liddell, a franco-marroquina Rim Battal e a francesa Marie Darrieussecq, que trouxeram ao Porto debates urgentes sobre memória, resistência e identidade. A estreia do ciclo de conversas dedicado à dramaturgia deu palco a este ofício literário com forte tradição na cidade e a seleção infantojuvenil convidou os mais novos a escrever, pintar e criar com 80 horas de atividades e um caderno interativo personalizado. Já o inédito After-Hours da Feira permitiu estender a animação até de madrugada no Pinguim Café.

Só nos dois primeiros dias (21 e 22 de agosto), a FLP recebeu cerca de 41 mil visitantes – um aumento na ordem dos 20%, comparativamente com o mesmo período de 2025. Dois dias de chuvas e ventos intensos travaram esta tendência ao forçarem o encerramento dos expositores e zonas exteriores na segunda-feira (24 de agosto) e o adiamento da sua abertura na quarta-feira (26 de agosto). Não obstante, a recuperação foi rápida e categórica, com sábado (29 de agosto) a tornar-se o dia mais concorrido do evento desde que este se instalou nos Jardins do Palácio de Cristal.

“A 13.ª edição foi um marco na qualidade, na internacionalização e na celebração da vida e obra de Inês Lourenço. A resposta do público nos dias em que operámos em pleno prova que a Feira é, indiscutivelmente, um dos maiores pilares culturais da nossa cidade”, sublinha Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto.

Recusando “a repetição e a cristalização, acrescentando à herança”, o vereador da Cultura e Património, Jorge Sobrado, assinala que o Município procurou “proporcionar à cidade uma feira com mais diversidade artística e livreira, com mais oferta para famílias com crianças, com maior participação de estruturas da cidade, com mais debates sobre temas da atualidade, e com uma dimensão internacional nova”.

A Feira do Livro do Porto estará de regresso aos Jardins do Palácio de Cristal em 2027, com novas propostas programáticas, convidados e um novo autor homenageado para mais uma celebração da literatura.

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Gestora do “Programa do Artesanato Paraibano” destacou o artesanato como “instrumento de preservação cultural e desenvolvimento local” no Interior de Portugal

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A primeira edição da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, realizada nos dias 4 e 5 de setembro, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, reuniu representantes de Portugal, Brasil e Cabo Verde para discutir património, artesanato, indústrias criativas, internacionalização e cooperação entre territórios. Entre os participantes esteve Marielza Rodriguez Targino de Araújo, gestora do Programa do Artesanato Paraibano (PAP), estrutura do Governo do Estado da Paraíba, no Brasil, criada para fomentar o setor enquanto atividade económica, fonte de trabalho e rendimento e instrumento de preservação dos saberes tradicionais.

Marielza Rodriguez integrou a mesa-redonda “Transformar a Tradição em Valor: Empreendedorismo e Internacionalização nas Indústrias Criativas”, um dos painéis do segundo dia da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”. A programação colocou em debate formas de transformar património e conhecimento artesanal em oportunidades económicas, mantendo as referências culturais dos territórios.

Em declarações exclusivas à Agência Incomparáveis, esta responsável explicou que a presença em Castelo Branco dá continuidade a uma relação construída com a Paraíba e João Pessoa, cidade brasileira que integra a “Rede de Cidades Criativas da UNESCO” na categoria de “Artesanato e Artes Populares”.

“É uma satisfação enorme já virmos construindo esta troca com Castelo Branco, que é uma cidade irmã de João Pessoa, na Paraíba, e, como Castelo Branco também é “Cidade Criativa da UNESCO” do “Artesanato e Arte Popular”, trazemos agora, nesta quarta vez que venho a Castelo Branco, aquilo que temos de melhor em coleções feitas com inovação e design no artesanato paraibano”, explicou.

A representação paraibana levou para Castelo Branco técnicas como croché, bordado, macramé e renda renascença, apresentadas a partir de referências culturais do Estado.

“Temos aqui o croché mostrado de outra forma, com referências locais, o bordado, o macramé e a renda renascença”, enumerou.

Entre os territórios destacados por Marielza Rodriguez esteve Monteiro, no Cariri paraibano, reconhecido pelo Conselho Mundial do Artesanato como “Cidade Mundial do Artesanato para a Renda Renascença”. A distinção foi atribuída em 2022 e tornou o município uma referência internacional desta produção artesanal.

“É uma satisfação enorme estar aqui a mostrar todo este caso de sucesso que trabalhamos através da gestão do Programa do Artesanato, apoiando os artesãos paraibanos”, salientou.

A participação incluiu igualmente uma demonstração ao vivo do processo de produção.

“Trouxemos uma bordadeira que está aqui a fazer esta oficina viva, mostrando o trabalho dela, que é Amanda Cosme, e também um pouco do nosso artesanato têxtil da Paraíba para que todos os que venham ao Centro de Cultura de Castelo Branco possam conhecer um pouco do nosso trabalho e sentir o quanto amamos o artesanato”, afirmou durante o evento.

Para Marielza Rodriguez, a circulação destas peças em Portugal representa também um reencontro com referências culturais que atravessaram o Atlântico e foram incorporadas pelas comunidades brasileiras ao longo de gerações.

“É uma enorme alegria estarmos a mostrar ao mundo aquilo que é feito na Paraíba, porque o que temos lá são também memórias afetivas dos colonizadores, sobretudo dos portugueses”, contextualizou esta gestora, que estabeleceu uma ligação particular entre técnicas praticadas na Paraíba e tradições provenientes de Portugal e de outros territórios europeus.

“Muitos dos bordados que temos vieram da Ilha da Madeira, dos Açores, de Portugal continental e de toda a Europa e passaram de geração em geração”, recordou.

Essa continuidade histórica não significa, segundo Marielza Rodriguez, conservar as peças sem transformação. O trabalho desenvolvido pelo “Programa do Artesanato Paraibano” procura integrar design e inovação sem retirar às artesãs o protagonismo sobre as técnicas e os produtos.

“É um artesanato de referência cultural, de tradição, que passa de geração em geração e que estamos a ajudar a preservar exatamente através da inovação. Aqui temos peças com intervenção de design, em cocriação com as artesãs, onde elas são protagonistas”, descreveu.

A estratégia inclui ainda referências provenientes de outras linguagens artísticas.

“Temos inclusive obras de artistas plásticos que serviram de referência para estas mulheres criarem novos produtos”, acrescentou.

Na perspetiva desta responsável, a incorporação de novas linguagens pode ajudar a manter os ofícios vivos e aproximá-los de públicos mais jovens.

“Assim preservamos a cultura e introduzimos inovação, exatamente preservando aquele fazer, sem deixar de criar um produto que tenha beleza e que seduza as novas gerações a continuarem aquele ofício e aquele artesanato”, defendeu.

O trabalho desenvolvido na Paraíba procura também ligar património cultural a políticas de geração de rendimento e inclusão. O “Programa do Artesanato Paraibano” apresenta oficialmente como objetivos tanto a “preservação do fazer típico e tradicional como a criação de oportunidades económicas para os artesãos”.

“Além de preservar a cultura, geramos cidadania, inclusão e melhoria da qualidade de vida. As vendas melhoram porque o mercado se interessa mais pelo artesanato, geramos rendimento e mantemos essa mulher no seu local”, indicou Marielza Rodriguez, que associou esta estratégia ao combate à saída das populações das zonas do interior para os centros urbanos, nomeadamente no Cariri paraibano.

“Não fazemos o êxodo rural, como é muito comum no Brasil, com pessoas a saírem do Cariri, onde não chove e onde existem menos oportunidades de emprego, para outros lugares e centros urbanos. Fazemos este trabalho para ligar ainda mais o ator local à sua terra, deixá-lo no local e não sair. Geramos aquilo a que chamamos desenvolvimento local, integrado e sustentável”, sustentou.

Para ela, é precisamente neste ponto que o artesanato se cruza com a economia criativa.

“A economia criativa e o artesanato na nossa região são uma estratégia para ligar o homem ao seu local, e não retirá-lo”, disse.

Esta ligação permite, segundo Marielza Rodriguez, que o valor gerado pelas atividades permaneça nas próprias comunidades.

“O ator local pode continuar no seu habitat, onde está junto da família e da sua comunidade. O recurso gira no próprio local e conseguimos fixar essa pessoa que ama a sua terra natal”, frisou.

A presença da Paraíba em Castelo Branco dá continuidade a intercâmbios anteriores entre os dois territórios. Em 2025, representantes do “Programa do Artesanato Paraibano” participaram em iniciativas que aproximaram técnicas do Nordeste brasileiro e do Bordado de Castelo Branco, num processo associado à circulação de conhecimento entre territórios ligados ao artesanato e às artes populares.

No balanço dos dois dias da “Bienal Internacional de Artes e Ofícios”, Marielza Rodriguez destacou precisamente a capacidade do encontro para estimular novas práticas e projetos.

“Castelo Branco, para mim, é uma referência porque são pessoas que pensam no futuro, que fazem eventos de intercâmbio, porque a Rede Mundial de Cidades Criativas tem esse objetivo de troca e de conhecimento de novos projetos”, avaliou.

A nossa entrevistada pretende agora transportar para o Brasil parte das experiências conhecidas durante a programação.

“Para mim é uma honra muito grande estar aqui e levar para João Pessoa e para a Paraíba este exemplo de Castelo Branco, de eventos como este e de projetos que estão a ser desenvolvidos em Portugal e que também podemos desenvolver no Brasil”, concluiu.

A participação de Marielza Rodriguez na “Bienal Internacional de Artes e Ofícios” acrescentou ao debate uma experiência assente na articulação entre políticas públicas, produção artesanal, design, geração de rendimento e permanência das comunidades nos territórios. Num encontro dedicado à relação entre património e futuro, a experiência paraibana mostrou como técnicas transmitidas entre gerações podem entrar em novos mercados sem romper a ligação com os lugares e com as pessoas que lhes dão continuidade.

A organização da Bienal foi da responsabilidade da Divisão de Museus e Cultura da Câmara Municipal de Castelo Branco, liderada por Sónia Abreu.

Ígor Lopes

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Barcelos celebra Dia Mundial do Turismo com programa dedicado ao território, cultura e tradições

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Barcelos assinala, de 25 a 27 de setembro, o Dia Mundial do Turismo com um programa de atividades que, ao longo de três dias, convida à descoberta do território, da cultura, das tradições e dos recursos naturais do concelho.

A iniciativa reúne várias atividades dirigidas à comunidade local e aos visitantes, valorizando diferentes dimensões da oferta turística do concelho, da cultura e das tradições ao património natural e à criatividade.

O programa arranca no dia 25 de setembro, às 14h30, na Escola Secundária de Barcelos, com “Conversas com Criatividade”, subordinadas ao tema “Inteligência Artificial, Transformação Digital, Territórios e Comunidades”. Dinamizada pela VisitPlan e dirigida aos alunos do Curso Técnico de Turismo, a sessão pretende estimular a reflexão sobre os novos desafios e oportunidades do setor turístico.

No dia 26 de setembro, o programa convida a descobrir Barcelos a partir de diferentes perspetivas. Entre as 14h15 e as 16h45, o Passeio de Barca no Rio Cávado proporciona uma experiência de contacto com o rio e com a paisagem envolvente, valorizando a importância do Cávado na identidade do concelho.

Também nesse dia, entre as 15h00 e as 18h00, o Largo Dr. José Novais recebe a Experiência Criativa de Folclore, dedicada à cultura popular e às tradições locais, proporcionando aos participantes um contacto mais próximo com o património cultural imaterial de Barcelos.

As comemorações culminam no Dia Mundial do Turismo, 27 de setembro, com o Trilho da Maçã Porta da Loja, entre as 8h30 e as 13h00. O percurso alia natureza, paisagem e produtos identitários, convidando os participantes a conhecer e valorizar os recursos do concelho.

O programa reforça a aposta do Município de Barcelos na valorização e promoção dos recursos turísticos, culturais e naturais, através de experiências diversificadas que aproximam residentes e visitantes da identidade e do património do concelho.

A participação nas atividades está sujeita a inscrição em www.agenda.barcelos.pt.

Para mais informações, os interessados podem contactar o Posto de Turismo de Barcelos, através do telefone 253 811 882 ou do e-mail turismo@cm-barcelos.pt.

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Empresária Ana Poltera leva a Portugal mensagem de “valorização da vida” antes de agenda internacional na Suíça

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A empresária, escritora, palestrante e mentora Ana Poltera participou, no passado dia 14 de setembro, no “Conexão Global Portugal”, realizado nas instalações da Jethro International, na zona de Paço de Arcos, no concelho de Oeiras. O encontro reuniu empresárias, empreendedoras e profissionais de diferentes áreas, num ambiente orientado para a “criação de contactos, partilha de experiências e desenvolvimento de novas ligações profissionais”. A passagem por Portugal antecedeu uma nova etapa da agenda internacional de Ana Poltera que, nos próximos dias, estará em Lausanne, na Suíça, onde lidera e integra a programação do “Conexão Global Suíça – Edição Setembro Amarelo conectar é acolher”.

Radicada no país helvético, Ana Poltera tem desenvolvido trabalho nas áreas da “fertilidade, identidade feminina, desenvolvimento pessoal e valorização da vida”. Em Portugal, apresentou uma intervenção associada ao “Setembro Amarelo” e recuperou parte do seu próprio percurso para “abordar a importância de procurar ajuda em momentos de sofrimento emocional”. Durante entrevista à Agência Incomparáveis, recordou um período da sua vida em que enfrentou pensamentos suicidas, experiência que também aborda no terceiro capítulo de um dos seus livros.

“Um dia eu quis desistir da minha vida. Eu não quis viver. No terceiro capítulo do meu livro trago a garota interrompida, a garota que quis tirar a própria vida, porque viver doía muito”, relatou.

A autora explicou que a escolha da cor amarela na sua roupa durante a passagem por Portugal esteve relacionada com a campanha internacional de prevenção do suicídio.

“Este mês de setembro eu falo sobre “Setembro Amarelo”. Estou aqui de amarelo para representar esse alerta: venha para o palco da vida”, afirmou Ana Poltera, que associou ainda a exposição pública de experiências pessoais à possibilidade de “abrir caminhos para outras pessoas procurarem apoio”.

“Quando uma pessoa fala sobre a dor que venceu, ela não só pode alcançar uma vida, mas muitas outras pessoas. Venha para o palco da vida, porque conectar também é salvar”, declarou.

A presença no “Conexão Global Portugal” inseriu-se também numa agenda que Ana Poltera tem mantido no país. Em junho deste ano, participou na “Feira do Livro de Lisboa”, com o apoio da “Suíça Literatura Network”, iniciativa da empresária Linia Brandt, onde apresentou o livro “Chamadas para Gerar”. Na altura, a empresária brasileira radicada na Europa abordou temas relacionados com “maternidade, identidade e saúde emocional”.

No encontro dos últimos dias em solo luso, Ana Poltera voltou a colocar as mulheres no centro da sua intervenção. Perante um público formado, entre outros participantes, por empresárias e empreendedoras brasileiras e de outras nacionalidades que desenvolvem atividade em Portugal e na Europa, destacou o impacto que procura alcançar através das ações que promove.

“O resultado que tenho conquistado é a transformação de outras mulheres. A partir do dia em que eu disse que não queria mais morrer, que queria viver, esse viver passou a ser o que eu faço hoje. Quando vejo cada sorriso, cada mulher e cada transformação, percebo que este é o meu chamado”, afirmou.

A empresária deixou ainda uma mensagem dirigida a mulheres e homens que possam estar a atravessar situações de sofrimento.

“Conte, não esconda. Não diga que está tudo bem quando não está. Fale. Chame. Diga o que tem. Diga aquilo que está dentro de si e precisa de sair. Falar também é salvar. Conectar também é salvar”, defendeu.

A abordagem assumida por Ana Poltera insere-se no projeto que tem vindo a desenvolver entre Suíça, Portugal e Brasil, com foco na “criação de redes de apoio, partilha de histórias e prevenção”. A nossa entrevistada aponta como objetivo a “construção de uma rede transnacional envolvendo profissionais, terapeutas, psicólogos, escritores, empresários e mulheres ligadas à promoção da vida”.

O encontro em Portugal foi promovido no âmbito do “Conexão Global”, projeto internacional ligado à realização de eventos, networking, comunicação e negócios. Rayssa Lucena Soares, CEO do projeto e profissional que atua na organização de eventos, conexões internacionais, feiras e negócios, explicou que uma das prioridades da iniciativa é “aproximar profissionais que ainda procuram maior projeção nos mercados onde atuam”.

“Trazer visibilidade, trazer o profissional que está ali, que tem talento e ainda não foi visto. É o acesso. O acesso foi uma palavra muito falada hoje”, afirmou Rayssa durante o encontro em Portugal. Ao referir-se à presença de mulheres brasileiras que vivem ou desenvolvem projetos na Europa, acrescentou que acompanhar esse percurso representa “uma realização fora de dimensão”.

Rayssa também destacou o trabalho desenvolvido por Ana Poltera e pelas restantes participantes da rede. Segundo ela, o “Conexão Global” procura criar condições para que profissionais “possam apresentar histórias, projetos, experiências empresariais e percursos pessoais perante novos públicos”. A própria Ana Poltera reconheceu o papel de Rayssa na construção desses espaços.

“Falar da Rayssa Lucena é falar de uma mulher que abriu uma passagem para que eu e tantas outras mulheres pudéssemos atravessar o oceano e acreditar que temos a oportunidade de subir a um palco e falar, seja sobre dor, esperança ou negócios”, declarou.

Agenda na Suíça

A passagem por Portugal serviu também de preparação para a próxima etapa da agenda de Ana Poltera. Entre 24 e 27 de setembro, Lausanne recebe o “Conexão Global Suíça – Edição Setembro Amarelo conectar é acolher”, iniciativa associada este ano ao “Setembro Amarelo” e do qual Ana é franqueada. A programação começa no dia 24, entre 19h e 22h, com o encontro “E.L.A.S Foram Chamadas para Gerar” e o pré-lançamento da revista-documentário com o mesmo nome, que reúne histórias de 52 mulheres. O evento está previsto para decorrer nas instalações da “Église du Centre”, situada na Place Chauderon 16, em Lausanne, na Suíça, e deverá contar com participantes provenientes do Brasil, Portugal e Suíça.

Segundo Ana Poltera, a publicação procura reunir testemunhos de mulheres que enfrentaram diferentes momentos das suas vidas e decidiram transformar essas experiências em projetos, ações ou novas etapas pessoais e profissionais.

Nos dias 25, 26 e 27 de setembro, a programação do “Conexão Global Suíça – Edição Setembro Amarelo conectar é acolher” prossegue em Lausanne com palestras, talk shows, testemunhos, lançamentos de livros, momentos de partilha e networking. De acordo com a organização, os temas estarão relacionados com a “valorização da vida, prevenção do suicídio, saúde emocional, reconstrução de projetos pessoais e profissionais, identidade, propósito e desenvolvimento humano”.

A programação internacional pretende reunir profissionais, empresários, terapeutas, psicólogos, escritores, advogados, líderes comunitários e participantes ligados à comunidade lusófona.

A etapa suíça dá continuidade ao percurso internacional do “Conexão Global”, apresentado pela organização como uma rede que já passou por 26 países. Para Ana Poltera, o evento de Lausanne deverá funcionar como prolongamento da mensagem que levou a Portugal.

“Aqui não é apenas uma palestra. É acesso, encontro, conexão e oportunidade de ouvir, partilhar e transformar. Uma conexão pode mudar uma história e uma história pode salvar uma vida”, resumiu.

A programação em solo suíço reforça ainda uma linha de atuação que Ana Poltera tem vindo a desenvolver ao longo de 2026. Em junho, promoveu em Zurique uma edição de “E.L.A.S – Foram Chamadas para Gerar”, numa jornada dedicada à “identidade feminina, desenvolvimento pessoal e reconstrução emocional”. Agora, depois da passagem pela capital portuguesa, Lausanne será o próximo ponto de uma agenda construída entre eventos, literatura, empreendedorismo feminino e ações relacionadas com a valorização da vida.

Ígor Lopes

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