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Vinhos do Alentejo elegem novo embaixador no Brasil, o principal mercado de exportação

Na 9ª edição do concurso “O Melhor Sommelier Vinhos do Alentejo no Brasil”

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Gabriel Raele é o vencedor do concurso, que levou à região Alentejana os melhores sommeliers brasileiros que, desde segunda-feira, visitaram adegas e produtores

Esta é já a 9ª edição do concurso “O Melhor Sommelier de Vinhos do Alentejo no Brasil”, que elegeu, esta quinta-feira, 15 de setembro, o grande vencedor: Gabriel Raele.  A iniciativa dirigida ao maior mercado de exportação de vinhos alentejanos, conta agora com um dos melhores sommeliers de São Paulo, que durante o próximo ano vai poder demonstrar aos consumidores brasileiros as particularidades únicas dos néctares da região.

Esta iniciativa, com a assinatura da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), pretende fortalecer a relação já existente entre o Alentejo e o Brasil, país no qual os vinhos alentejanos cresceram, no primeiro semestre deste ano, 23% em valor e 26% em volume, um balanço que reforça a liderança do mercado nos destinos de exportação.

“Esta ação, que mantemos anualmente desde 2014, é fundamental para a imagem que o mercado brasileiro tem dos nossos vinhos, reforçando a nossa presença junto destes consumidores que – sem dúvida –, valorizam os Vinhos do Alentejo e que, cada vez mais, conhecem a diversidade e particularidades da região.”, explica Tiago Caravana, júri da iniciativa e diretor de marketing da CVRA.

Para o responsável, o concurso tem sido, ao longo dos anos, “muito bem-sucedido, ao aproximar os especialistas de enólogos e produtores alentejanos e ao formar os sommeliers para que estes possam promover no seu mercado de origem aquilo que de melhor se faz no Alentejo.”

Os jurados – Luís Lopes,  editor da revista de Vinhos Grandes Escolhas; Tiago Caravana, diretor de marketing da CVRA; Ricardo Morais:  wine director do Grupo JNcQUOI; Marc Pinto, wine director no restaurante Fifty Seconds; Domingos Meirelles, diretor da Exponor Brasil –, concluíram que o grande vencedor do ano 2022 se destacou tanto no teste escrito sobre o Alentejo e seus vinhos, como no exame prático de simulação de serviço de vinhos alentejanos em um contexto de restaurante, tendo demonstrado “um elevado conhecimento sobre a região e, claro, uma capacidade excecional de promover os Vinhos do Alentejo e as suas particularidades, únicas no mundo.”

Os sommeliers selecionados (Foto: DR)

Recorde-se que “O Melhor Sommelier de Vinhos do Alentejo no Brasil” envolveu mais de 50 sommeliers brasileiros que, ao longo das duas etapas – a primeira no Brasil e a segunda esta semana no Alentejo, aprenderam a história e conheceram o perfil dos vinhos alentejanos, através de workshops e provas. Para a final, realizada esta quinta-feira, apenas foram selecionados seis sommeliers (Érika Éttori; Felipe Rossi Manfredini; Gabriel Raele; Diego Cosaquiviti, Rafael Fernandes e Renato Neves) que, nos últimos dias, tiveram a oportunidade de explorar a região e conhecer de perto a realidade da sua produção vitivinícola, a variedade das castas e diversidade dos terroirs.

Fotos: DR.

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Atualidade

Programa da Fundação António Pargana e da Universidade da Beira Interior reforça ligação dos jovens lusodescendentes às raízes portuguesas

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A Fundação António Pargana e a Universidade da Beira Interior (UBI) concluíram mais uma edição do programa “Portugal Através dos Olhos da Diáspora Jovem”, uma iniciativa dirigida a estudantes lusodescendentes de todos os ciclos de ensino da universidade, que decorreu entre 8 de abril e o início de julho, na Covilhã, com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre a identidade portuguesa, a diáspora e a lusofonia através de uma abordagem académica e criativa.

Ao longo do programa, os participantes frequentaram 25 horas de formação presencial, distribuídas por cinco módulos temáticos, onde foram debatidas questões relacionadas com a cultura e a história de Portugal, a construção da identidade, a memória familiar, as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo e o contributo da diáspora para a afirmação internacional do país.

A componente formativa foi complementada pelo concurso “Retratos de Portugal”, que desafiou os estudantes a traduzirem, através da fotografia, a sua visão sobre Portugal e a experiência da diáspora. Cada participante apresentou um portefólio constituído por, pelo menos, três fotografias, acompanhado por uma reflexão escrita que justificava a escolha das imagens e a respetiva ligação aos temas abordados durante a formação.

A avaliação dos trabalhos incidiu sobre critérios como a pertinência temática, a qualidade técnica e artística das fotografias, a criatividade, a capacidade de reflexão crítica e a apresentação oral realizada pelos concorrentes.

O regulamento prevê a atribuição de prémios aos melhores projetos e a possibilidade de integração das obras selecionadas numa exposição permanente na Biblioteca da Universidade da Beira Interior.

Promovido em parceria pela Fundação António Pargana e pela UBI, o programa procurou criar um espaço de aprendizagem, partilha e valorização das experiências das novas gerações lusodescendentes, incentivando o conhecimento das suas origens e o fortalecimento dos laços com Portugal através da educação, da cultura e da expressão artística.

Com o encerramento de mais uma edição, a iniciativa reafirma a aposta na formação de jovens ligados à diáspora portuguesa, reconhecendo o seu papel na preservação da identidade nacional e na construção de uma visão contemporânea da lusofonia, assente no diálogo cultural, territorial e geracional.

Ígor Lopes

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Comunidades

Canadá: Autarca de Barcelos reforça laços com a diáspora lusa durante visita oficial a Ottawa

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O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, visitou Ottawa, no Canadá, entre os dias 3 e 6 de julho, acompanhado pelo vereador Carlos Eduardo Reis, no âmbito das comemorações do 70.º aniversário da Associação Portuguesa do Canadá e da presença, na capital canadiana, da exposição itinerante “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, dedicada à promoção do figurado barcelense junto da comunidade luso-canadiana e do público local.

Durante a deslocação, os dois autarcas participaram em diversos momentos de contacto com a comunidade portuguesa residente em Ottawa, reforçando os laços entre Barcelos e a diáspora portuguesa nesse país da América do Norte, numa visita que evidenciou ainda a importância da cultura como instrumento de aproximação entre os territórios e as comunidades emigrantes.

A visita incluiu uma passagem pela exposição “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, onde também marcaram presença o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucerna, e o embaixador de Espanha, Alfredo Martínez Serrano. A mostra encontra-se atualmente em Ottawa, depois de ter passado por Toronto, prosseguindo uma digressão iniciada em outubro do ano passado.

O projeto pretende divulgar o figurado tradicional e o artesanato de Barcelos em várias cidades canadianas, “promovendo o contacto direto entre os artesãos, as comunidades portuguesas e o público em geral”.

Paralelamente à exposição, têm sido dinamizados workshops, ações de pintura e atividades de modelagem em barro, envolvendo escolas e participantes de diferentes idades em experiências ligadas às tradições artesanais barcelenses.

A iniciativa é promovida pela Associação Migrante de Barcelos, contando com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, da Câmara de Toronto, da Associação Comercial do Little Portugal de Toronto, da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) e do Conselho da Diáspora Portuguesa, numa parceria que procura “valorizar o património cultural de Barcelos e fortalecer os vínculos entre Portugal e as comunidades portuguesas estabelecidas no Canadá”.

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Educação

Princesa D. Maria Gabriela d’Orleans e Bragança visita Universidade de Coimbra e revive tradições académicas ligadas à Casa Real Portuguesa

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A Princesa D. Maria Gabriela d’Orleans e Bragança realizou, no último dia 3 de julho, uma visita oficial ao Paço das Escolas da Universidade de Coimbra, a convite da Secção de Ciências Jurídico-Históricas da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, integrada nas celebrações das Festas da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade.

A deslocação incluiu receções protocolares, visitas aos principais espaços históricos da Universidade e várias cerimónias académicas e culturais que assinalaram a presença da representante da Casa Imperial do Brasil.

À chegada, Sua Alteza foi recebida, na Porta Férrea, por uma comitiva de estudantes universitários, que renovaram a tradicional homenagem académica de estender as capas à passagem da visitante. Depois de uma breve saudação na Sala do Conselho Científico da Faculdade de Direito, a Princesa seguiu para a Reitoria, onde foi recebida pelo Vice-Reitor para as Relações Internacionais da Universidade de Coimbra, João Nuno Calvão Silva, na Sala do Senado.

Durante a receção institucional foram evocadas as históricas relações entre a Universidade de Coimbra e o Brasil, tendo sido igualmente recordado que os reis de Portugal exerceram, ao longo dos séculos, o papel de protetores da instituição universitária.

O percurso prosseguiu pela Biblioteca Joanina, considerada um dos maiores símbolos patrimoniais da Universidade de Coimbra e construída no século XVIII durante o reinado de D. João V, onde a comitiva conheceu algumas das obras mais valiosas do seu acervo, entre as quais a Bíblia Latina das 48 Linhas, impressa em 1462 por associados de Gutenberg, e uma das primeiras edições de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões.

A visita incluiu também uma passagem pela Real Capela de São Miguel, onde foram feitas breves orações e apreciados o histórico órgão de tubos e a riqueza artística do espaço religioso, seguindo-se a deslocação à Sala dos Capelos, palco das mais importantes cerimónias académicas da Universidade, como os doutoramentos Honoris Causa e a imposição das insígnias doutorais, cujos rituais remontam à Idade Média.

Terminada a visita ao Paço das Escolas, a comitiva deslocou-se até à histórica Lapa dos Esteios, nas margens do rio Mondego, local associado à passagem de D. Pedro II do Brasil por Coimbra, em 1872. Nessa oportunidade, decorreram vários momentos de homenagem à Princesa, incluindo a recitação de poemas por estudantes universitários, entre os quais “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, escrita em Coimbra em 1843, culminando com o tradicional brado académico em honra de Sua Alteza.

A jornada terminou com um jantar de homenagem no Palacete Costa Lôbo, que reuniu docentes e estudantes universitários. A componente cultural da cerimónia foi assegurada por um grupo de Fado de Coimbra, seguindo-se uma evocação das ligações históricas entre a Universidade e o culto da Rainha Santa Isabel e o encerramento com a interpretação do hino universitário “Gaudeamus Igitur”.

Entre os membros da comitiva encontrava-se o advogado Maurício Corrêa da Veiga, natural de Petrópolis, Rio de Janeiro, e com forte atuação entre Brasil e Portugal.

“Foi uma visita marcada por momentos especiais, com acesso a uma inestimável visita à Biblioteca Joanina, Capela de São Miguel e à histórica Sala dos Capelos, espaços que traduzem a grandeza e tradição desta instituição”, escreveu este jurista.

A comitiva integrou ainda D. Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, noiva de D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, cuja presença reforçou o carácter simbólico de uma visita que assinalou a primeira deslocação oficial da Princesa D. Maria Gabriela à Universidade de Coimbra, evocando a longa ligação histórica entre a instituição universitária e as casas reais portuguesa e brasileira.

Ígor Lopes

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