Connect with us

Atualidade

Viana do Castelo: Ministro da Administração Interna garante que novo Centro Municipal de Proteção Civil “reforça capacidades de controlo e comando” a nível local

Publicado

on

O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, marcou, sábado, presença na inauguração do novo Centro Municipal de Proteção Civil, investimento municipal de mais de 1,261 milhões de euros, entre obra, mobília e equipamento, que visa dar melhor resposta aos desafios da atualidade no âmbito da Proteção Civil.

O governante afirmou que “a capacitação dos sistemas locais da Proteção Civil é uma prioridade”, considerando que “a escala da proteção civil local é a escala mais relevante porque 90% das ocorrências que exigem intervenção das forças de proteção civil têm dimensão local e resolução apenas a nível local”.

Por isso, considerou que o novo Centro Municipal “é um equipamento que reforça em muito as capacidades de controlo e comando do patamar mais importante da Proteção Civil nacional, que é a Proteção Civil Municipal”.

De acordo com o Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, este é “mais um passo da autarquia para disponibilizar todas as condições para a Proteção Civil, cuja política tem sido alvo de forte investimento não só em infraestruturas, como em formação de recursos humanos, equipamentos, num valor de investimento que ultrapassou os 3,3 milhões de euros no ano de 2022”.

O autarca afirmou que o executivo continuará a dar prioridade à ação na área da proteção civil, que continuará a assentar na salvaguarda de pessoas, bens e animais de companhia. Este Centro Municipal de Operações de Socorro, órgão de coordenação de toda a atividade operacional de socorro e emergência, estrutura permanente e integrada que apoiará, em exclusivo, a Comissão de Proteção Civil Municipal, é mais um desses exemplos. “No rés do chão, temos um espaço mais público e o memorial que representa a história da companhia, sendo o 1º piso mais operacional”, frisou Luís Nobre.

Na cerimónia, Ricardo Pinho Fernandes tomou posse como comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo. Já António Cruz, até agora comandante da corporação, tomou posse como Coordenador Municipal de Proteção Civil.

Assim, o novo Centro Municipal foi instalado na parte sul do terreno do quartel dos Bombeiros Sapadores, na contiguidade do parque de viaturas. Foram aí instaladas diversas componentes, como o Planeamento Municipal de Emergência (englobando a prevenção e avaliação de riscos e vulnerabilidades; o planeamento e apoio às operações de socorro e a logística); Plataformas de concertação (destinadas a reuniões da comissão municipal de proteção civil, da comissão municipal de defesa da floresta; com as juntas de freguesia e com grupos de trabalho de segurança de eventos desportivos e culturais); Ações de Sensibilização e Formação; Áreas Técnicas; e Centro Municipal de Operações de Socorro – CCOM.

O equipamento desenvolve-se em dois pisos, tendo sido, no piso térreo, implantados os espaços de maior contacto com a população, nomeadamente a Secretaria, Comissão Municipal de Proteção Civil, Sala Polivalente de apoio à emergência, Logística, Chefe de Serviço, Serviços técnicos dedicados ao planeamento, prevenção e avaliação de riscos e vulnerabilidade.

No piso superior estão instaladas zonas eminentemente técnicas, como a Central Municipal de Operações de Socorro, Sala de Situação, Gabinete de Comando, Gabinete de Proteção Civil, Camaratas de comando e vestiários.

O Ministro da Administração Interna presidiu, ainda, às comemorações dos 142 anos dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo. Na cerimónia, o autarca Luís Nobre recebeu uma homenagem devido ao contributo da Câmara Municipal para a ação dos AHBVVC. “Os bombeiros são a linha da frente na ação de socorro. Prometemos que nunca estarão sozinhos nessa linha da frente”, afirmou o Presidente da Câmara.

Foto: CMVC.

Atualidade

TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação

Publicado

on

Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.

A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.

Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.

“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.

Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.

“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.

De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.

“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.

Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.

O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.

“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.

“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.

A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.

“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Atualidade

Universidade da Beira Interior cria licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis Inteligentes” para responder aos desafios da transição ecológica e digital

Publicado

on


A Universidade da Beira Interior (UBI) vai disponibilizar, já no Concurso Nacional de Acesso
ao Ensino Superior deste ano, a nova licenciatura em “Cidades e Comunidades Sustentáveis
Inteligentes”, um curso com 30 vagas que integra a oferta formativa do Departamento de
Engenharia Civil e pretende responder às necessidades emergentes da transformação digital
e ambiental dos territórios.

Alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em
particular com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, o plano curricular combina
áreas como Engenharia, Ambiente, Urbanismo, Geomática, Ciência de Dados e Inteligência
Artificial.

Ao longo do curso, os estudantes terão contacto com tecnologias como sensores
inteligentes, Internet das Coisas (IoT), Sistemas de Informação Geográfica (SIG), veículos
aéreos não tripulados, modelação digital e ferramentas avançadas de análise de dados,
desenvolvendo competências para monitorizar infraestruturas, apoiar processos de decisão
técnica, aplicar princípios de economia circular e criar respostas para a adaptação às
alterações climáticas.

A licenciatura privilegia também uma componente prática, promovendo o contacto direto
com problemas reais através da colaboração com empresas, autarquias, instituições públicas
e entidades do sistema científico e tecnológico.

Neste sentido, os futuros diplomados poderão exercer funções em áreas como
administração local e regional, empresas municipais, entidades gestoras dos setores da
água, saneamento, resíduos e energia, empresas tecnológicas, consultoras de ambiente,
sustentabilidade, mobilidade, transportes, geomática, planeamento urbano e ciência de
dados, podendo ainda prosseguir estudos em cursos de mestrado.

O novo ciclo de estudos admite candidatos através de diferentes combinações de provas de
ingresso, todas elas tendo por base a disciplina de Matemática B, complementada por uma
das seguintes provas: Biologia e Geologia, Desenho, Economia, Física e Química, Geometria
Descritiva ou Português.

Continuar a ler

Atualidade

EUA: Projeto “Taste & Feel Portugal 2.0” promove produtos portugueses em Nova Orleães

Publicado

on

O projeto “Taste & Feel Portugal 2.0”, promovido pela InovCluster e pelo Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), participou, em junho, na New Orleans Wine & Food Experience (NOWFE), em Nova Orleães, Estados Unidos, onde promoveu os produtos agroalimentares das regiões Centro e Alentejo junto de profissionais do setor, compradores e consumidores, reforçando a estratégia de internacionalização da oferta portuguesa.

Ao longo do certame, os visitantes tiveram oportunidade de conhecer uma ampla seleção de produtos portugueses através de provas, experiências gastronómicas e encontros de caráter profissional, com especial destaque para vinhos, azeites, queijos e enchidos.

Um dos momentos centrais da participação portuguesa foi o showcooking protagonizado pela chef norte-americana Dee LaVigne, que apresentou receitas desenvolvidas pela chef portuguesa Michele Marques, numa colaboração estabelecida no âmbito do projeto e que procurou demonstrar a versatilidade dos produtos portugueses e a sua capacidade de integração em diferentes referências gastronómicas, aproximando-os do mercado e do consumidor norte-americano.

A presença no The Grand Tasting, um dos eventos mais emblemáticos da NOWFE, permitiu também aumentar a notoriedade da gastronomia portuguesa e criar oportunidades de negócio, através do contacto direto com distribuidores, importadores e outros profissionais da área alimentar.

Além da vertente comercial, a missão distinguiu-se pelo seu compromisso social. O “Taste & Feel Portugal 2.0” integrou a edição deste ano da NOWFE na qualidade de patrocinador oficial, associando-se a um festival que, ao longo de mais de três décadas, já angariou mais de 1,5 milhões de dólares para organizações sem fins lucrativos dedicadas ao apoio alimentar, à formação culinária e ao desenvolvimento da comunidade local de Nova Orleães.

Segundo os promotores, esta participação permitiu consolidar a imagem dos produtos portugueses num mercado considerado estratégico, reforçando a competitividade internacional das empresas participantes e contribuindo para aumentar o reconhecimento da qualidade e autenticidade da produção agroalimentar nacional.

Cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do COMPETE 2030 – Programa Temático Inovação e Transição Digital, o “Taste & Feel Portugal 2.0” tem como principal objetivo promover e valorizar os produtos agroalimentares das regiões Centro e Alentejo nos mercados internacionais.

Ígor Lopes

Continuar a ler

Mais lidas