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“Viana, Coração do Natal” com mais de uma centena de atividades e muitas novidades

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Para assinalar o período festivo do Natal e Passagem de Ano, “Viana, Coração do Natal” apresenta mais de uma centena de propostas e iniciativas, para todos os gostos e idades, até à primeira semana de janeiro do novo ano. Praça Natal, Mercado de Natal, atividades infantis, concertos, animação de rua, exposições e passagem de ano são os pontos altos de uma programação reforçada e cativante que ambiciona “a maior visitação de sempre”, como assegura o Presidente da Câmara, Luís Nobre.

A Praça da República voltou a ser transformada em Praça Natal, com carrossel para os mais pequenos e decoração alusiva. Este ano, a Árvore de Natal 3D situa-se no Jardim da Marina, oferecendo um enquadramento perfeito com o Santuário Diocesano do Sagrado Coração de Jesus (templo-monumento de Santa Luzia). Já a iluminação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra foi alargada e, mais uma vez, seis espetáculos multimédia diários que unem som e luz prometem marcar os momentos em família e com amigos.

Como novidade, na Praça da Liberdade foi instalada uma tenda gigante multifunções que acolhe o Viana Natal, com um mercado de Natal, atividades para a família e animação musical, recebendo ainda o espaço Fan Zone Mundial e a animação noturna Viana Winter Fest.

A 02 de dezembro, são inauguradas as iluminações de Natal nas ruas da cidade, em parceria com a Associação Empresarial de Viana do Castelo. Este ano, as iluminações estarão ligadas de segunda-feira a quinta-feira, das 18h00 às 22h00 e, às sextas-feiras e fins de semana, o horário será alargado, entre as 18h00 e a 00h00.

A iluminação natalícia irá decorar 28 ruas da cidade, engalanando ainda duas entradas da cidade, praças e rotundas. A opção pela utilização de LEDs de alta intensidade vai permitir economizar cerca de 33% da energia, sem perder o brilho da festa.

Ainda em colaboração com a AEVC, acontece o concurso “Viana é Natal”, que promove a oferta de vouchers a clientes no comércio local (envolvendo 120 lojas aderentes e distribuindo 11 prémios), o concurso de montras natalícias no comércio tradicional e ainda a sonorização das ruas.

A partir do início de dezembro, serão disponibilizados, ao comércio local, sacos de pano com a imagem “Viana, Coração do Natal”, convidando à reutilização dos mesmos, numa opção sustentável e mais amiga do ambiente.

De 1 a 16 de dezembro, volta a ser promovida a iniciativa “Viana + Presente(s)” na Câmara Municipal, que visa angariar brinquedos para crianças carenciadas do concelho.

No âmbito da programação, o centro histórico será animado com arruadas, coros e concertos de Natal a partir de 8 de dezembro, num verdadeiro convite a que miúdos e graúdos se juntem em momentos de confraternização e convívio, valorizando igualmente o comércio tradicional.

O Mercado de Natal cresceu e, de 8 a 23 de dezembro, a Praça da Liberdade e a Praça da República acolhem 32 tendas e são ponto de encontro para quem quer comprar presentes natalícios (8 de dezembro: 10h00-22h00; de segunda a quinta-feira e domingos: 16h00-22h00; sexta-feira e sábados: 12h00-24h00).

A partir do feriado de 8 de dezembro, a tenda gigante instalada na Praça da Liberdade e a Praça da República acolhem, ao final do dia, diversas propostas de Oficinas Kids, a pensar nos mais novos e nas famílias (dias 8, 9, 10, 11, e de 16 a 23 de dezembro), com desafios que incluem presépios de bolotas, bombons de chocolate, bolas de Natal, sacos de presentes, entre muito mais.

Para trazer o sabor e o cheiro do Natal à cidade, todos os dias da quinzena que antecede o Natal a Praça da República tem disponível, às 18h30, vinho quente e castanhas. Outra novidade deste ano são as Queimadas, às sextas-feiras e sábados, na Praça da República, às 23h00.

Os sabores mais mágicos são ainda o mote para o Feirão do Mel, a 17 de dezembro, a partir das 15h00, na praça rainha da cidade, com venda de produtos gastronómicos artesanais, incluindo doçaria e bebidas confecionadas com mel.

A Chegada do Pai Natal acontece a 18 de dezembro, às 16h00, no Centro Cultural de Viana do Castelo, seguida de um Passeio de Pais Natais no centro histórico.

Nos momentos de lazer na cidade, existem ainda duas propostas de exposições: 4ª edição de Presépios de Artesanato em Viana do Castelo, para visitar nos Antigos Paços do Concelho (Praça da República) e a exposição de Árvores de Natal, no Museu de Artes Decorativas.

Na véspera de Natal, a 24 de dezembro, entre as 10h00 e as 20h00 a Praça da República promete ser o ponto de encontro de todos os abraços, com “Viana, Moscatel e Bananas”.

O Réveillon também integra esta programação, com a Passagem de Ano 2022/2023 a acontecer na tenda gigante instalada na Praça da Liberdade, sem esquecer o habitual fogo-de-artifício sobre o Rio Lima. Para entrar no novo ano com o pé direito, às 17h00 de 1 de janeiro, o Teatro Municipal Sá de Miranda recebe o já tradicional e popular Concerto de Ano Novo com a Orquestra Filarmónica de Braga, de entrada livre (bilheteira disponível às 15h00 de 1 de janeiro, no teatro).

Paralelamente, na Praça da Liberdade a tenda gigante instalada acolhe o FAN ZONE MUNDIAL de acesso gratuito, onde são transmitidos todos os jogos da Seleção Portuguesa e todos os jogos de fases eliminatórias do Mundial 2022 de futebol. O objetivo é proporcionar um espaço multifuncional agradável, onde se pode assistir aos jogos de futebol associado ao lazer e a atividades da época de Natal. Ao mesmo tempo, até 08 de janeiro, a tenda acolhe o VIANA WINTER FEST, que está a dinamizar um programa de animação noturna com música e espetáculos. Assim, num só espaço, proporciona-se uma Fan Zone, uma programação de Inverno e a programação Viana Natal, com um mercado de Natal, atividades para a família e animação musical.

Imagem: CMVC.

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Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”

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A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.

Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.

Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.

O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.

Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.

“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.

Ígor Lopes

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Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”

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O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.

Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.

O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.

Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.

Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.

Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.

Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.

“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.

O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.

Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.

A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.

“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.

Ígor Lopes

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Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados

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A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.

O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.

Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.

O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.

Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.

“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.

Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.

“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.

Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.

“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.

O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).

Ígor Lopes

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