Atualidade
Surf: Martim Nunes recebe Tiago Pires Award by ANSurfistas 2022
Martim Nunes é o surfista vencedor da edição de 2021 do Tiago Pires Award by ANSurfistas. Um prémio atribuído por decisão conjunta de Tiago Pires e da Associação Nacional de Surfistas e que regressa após dois anos de ausência, devido ao período pandémico.
No âmbito das celebrações do Dia internacional de Surf, o jovem surfista da Praia Grande, de apenas 18 anos, recebe, assim, uma viagem ao Havai, um dos principais palcos de treinos e competições internacionais, sendo considerado absolutamente estruturante para quem procura a excelência a nível de performance no Surf.
Martim Nunes, atual líder do ranking do Junior Tour, refere que está “muito contente por receber este prémio. Tinha conhecimento deste prémio, mas depois de não ter havido nos anos da pandemia, quase que me tinha esquecido. Por isso, não estava nada à espera e foi uma surpresa para mim ser o vencedor. Este é um prémio bastante importante para a evolução de um surfista. Estamos a falar do Havai. É onde tudo acontece no surf mundial. É um sítio incrível, onde nunca fui e, por isso, estou muito ansioso por ir. Estes prémios são uma motivação extra para todos os surfistas puxarem ainda mais os limites e verem o trabalho recompensado. Queria agradecer muito ao Tiago Pires e à Associação Nacional de Surfistas.”
Aos 18 anos, Martim Nunes tem-se afirmado como um dos maiores destaques da geração júnior. Recentemente, o jovem surfista representou a Seleção Nacional no Mundial Júnior ISA, tendo sido, também, o vencedor de etapa inaugural do regressado circuito Junior Tour, que define os campeões nacionais Sub-20.
Os feitos internacionais não se ficam por aí, pois, em 2022, tem sido um dos principais nomes da armada portuguesa no ataque ao Pro Júnior Europeu. Atualmente no 10º posto do ranking, Martim Nunes conta com um 5º lugar obtido na etapa de Ferrol, na Galiza.

Tiago Pires, primeiro português a chegar ao circuito mundial de surf, sublinha que “não foi fácil a escolha do vencedor deste troféu. Não só, porque houve um período de dois anos de pandemia, mas também, porque Portugal está cada vez mais bem representado a nível das novas gerações, com muitos mais surfistas e talentos. É cada vez mais complicado escolher. No entanto, estou bastante contente com o vencedor da edição deste ano, porque é um surfista que acompanho há muito tempo. Sei perfeitamente o valor que tem e em que fase da vida está. Penso que é a pessoa indicada para ser presenteada com esta viagem. Esta viagem pode mudar drasticamente a evolução e a carreira de um surfista, tal como aconteceu comigo. Tenho a certeza que o Martim Nunes vai aproveitar muito bem esta viagem. Tem todo o mérito neste prémio, não só pelos resultados, mas, sobretudo, pelo esforço, empenho e determinação que tem demonstrado. Nunca baixou os braços e já provou ser capaz de reerguer-se depois de passar por dificuldades. Considero que o prémio está muito bem entregue. Desejo-lhe uma grande viagem, que aproveite ao máximo, e sucesso para a carreira, pois talento não lhe falta”.
Vencedores do Tiago Pires Award:
– 2022: Martim Nunes
– 2019: Yolanda Hopkins
– 2018: Mafalda Lopes
– 2017: Guilherme Ribeiro
– 2016: Luís Perloiro
– 2015: Guilherme Fonseca
– 2014: Nicolau von Rupp
– 2013: Frederico Morais
– 2012 (ano 0): Tiago Pires
O Tiago Pires Award by ANSurfistas é uma distinção na nona edição e distingue surfistas nacionais pelo seu potencial, ajudando a projetá-los globalmente com vista a promover mais e melhores aspirações nas competições internacionais. O surfista eleito como vencedor surge como resultado de uma decisão partilhada entre a Associação Nacional de Surfistas e Tiago Pires, primeiro surfista português a competir na elite do Surf mundial durante 7 temporadas seguidas.
O Tiago Pires Award by ANSurfistas é entregue no Dia Internacional de Surf, que a nível internacional vai ser celebrado este sábado, dia 18 de junho.
Fotos: DR e Jorge Matreno.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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