Atualidade
Sintra apresenta orçamento de 315 milhões de euros para 2023
A Câmara Municipal de Sintra aprovou, esta terça-feira, o orçamento municipal para 2023.
O orçamento terá, de início, 265 milhões de euros e assistirá a uma revisão logo em janeiro, para a incorporação de 51 milhões de euros de saldo de gerência, passando assim a ascender a 315 milhões de euros, o mais alto de sempre.
Para Basílio Horta, Presidente da Câmara Municipal de Sintra, este é “um orçamento de expansão, apesar do difícil contexto social e económico ao nível global e é resultado de um reforço programado no âmbito da ação social e no plano municipal de obras públicas”.
O autarca destaca que o documento “contempla, desde já, 79 milhões de euros de investimento programado e 109 milhões de euros após a primeira revisão em janeiro. No período seguinte o investimento apura-se em 198,5 milhões de euros, numa ação que se reforça ano após ano, até 2025: fazer de Sintra um Município onde, cada vez mais, vale a pena viver e investir e que coloca as pessoas no centro de todas as decisões”, reforçou Basílio Horta.
Em 2014, aquando do primeiro orçamento traçado por um executivo presidido por Basílio Horta, o orçamento municipal de Sintra foi de 152 milhões euros, passando para mais do dobro em 2023.
Até 2022, o município de Sintra investiu 20,7 milhões no setor da saúde e em 2023 planeia investir 45,9 milhões de euros com destaque para o pagamento de cerca de 44,2 milhões de euros do novo Hospital de Sintra, que terá um custo final que ascenderá aos 55 milhões de euros. À construção do Hospital adiciona-se a requalificação de nove unidades de saúde (5 Centros de Saúde já em funcionamento, Centro de Saúde de Belas a ser inaugurado em dezembro, 3 Centros de Saúde no PRR).
A partir de janeiro, são mais de 109 milhões de euros de investimento direto que serão vertidos em projetos que contribuem de forma decisiva para a melhoria da qualidade de vida dos munícipes, em diversas áreas como a habitação, a educação e o desporto, a mobilidade, a rede viária, o ambiente e as novas tecnologias.
Sintra vai investir 21,2 milhões de euros na rede viária do concelho em 2023 e mantém a aposta na requalificação urbana tendo previsto um investimento de 10,7 milhões de euros neste setor.
Na Educação, a autarquia de Sintra já investiu mais de 50 milhões de euros na requalificação do parque escolar e em 2023, o executivo de Basílio Horta planeia investir 30,9 milhões de euros, dos quais 10,4 serão investidos na ampliação e requalificação de equipamentos educativos e refeitórios escolares. Também na área da Cultura e Desporto serão investidos 9,8 milhões de euros, dos quais 3,8 milhões de euros para investimento em equipamentos culturais e desportivos.
O município de Sintra continua a sua estratégia de descentralização para as juntas de freguesia, transferindo 12,5 milhões para as freguesias do concelho.
O município de Sintra continuará a ser o principal investidor no concelho e continuará a apostar no investimento estruturante e gerador de progresso, que não compromete níveis de endividamento e de solvabilidade do município.
A nível do IMI, o município mantém este imposto no mínimo legal (0,30) prevendo, em 2023, uma receita de 43,7 milhões. Quanto ao IMI é de salientar que entre 2015 e 2021 a autarquia de Sintra passou de um IMI de 0,39 para 0,30, o que permitiu devolver aos munícipes mais de 40 milhões de euros (cada ponto no a menos IMI equivale a uma diminuição de receita de 1,4 milhões de euros.)
O orçamento para 2023 prevê, para o setor da ação social, um investimento superior a 18,5 milhões de euros, centrando o investimento na emergência social, na habitação, no apoio a famílias e grupos vulneráveis e no fortalecimento das instituições de setores sociais.
Em 2023, a Estratégia Local de Habitação reflete no orçamento municipal mais de 6,9 milhões de euros, para reabilitação de frações habitacionais municipais e para a aquisição de fogos.
“Um investimento total, numa primeira fase, através de fundos próprios da Câmara Municipal, aguardando-se com serenidade a operacionalização do financiamento do PRR.”, sublinha Basílio Horta.
Recorde-se que o valor global do investimento da estratégia local de habitação de Sintra ultrapassa os 179 milhões de euros, dos quais mais de 70 milhões de euros será financiado pelo IHRU, ao abrigo de protocolo já celebrado, e estima-se que grande parte dos restantes pelo PRR. A Estratégia Local de Habitação de Sintra prevê o apoio habitacional, em diversas formas, a 3.100 famílias até 2026.
“Não obstante o plano de investimento em curso, continuamos a garantir e a reforçar o apoio à população mais vulnerável, ao mesmo tempo que nos mantemos atentos aos novos desafios, que cada vez com maior premência se colocam aos estados e às sociedades, especialmente nos domínios do ambiente e das novas tecnologias digitais”, garante Basílio Horta.
O orçamento foi aprovado com os votos a favor dos vereadores do PS e CDU, abstenção do CHEGA e votos contra dos vereadores do PSD/CDS.
Foto: CMS.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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