Atualidade
Simposium Metal Summit reúne 70 empresários da metalurgia e metalomecânica em Oliveira de Azeméis
No dia 17 de maio, cerca de 70 representantes de empresas e entidades estiveram reunidos no Centro de Negócios de Oliveira de Azeméis para o evento de encerramento do projeto Metal4Future, que contou com a intervenção de 9 oradores, da parte da manhã, e com apresentações por 4 empresas, no Espaço Metal Demo – Indústrias 4.0, na parte da tarde.
As notas de boas-vindas foram da responsabilidade de Fernando Castro, Presidente do INFORMESP – Instituto de Especialização Formativa e Estudos Empresariais e de Hélder Simões, Vereador da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis.
Hélder Simões apresentou o seu concelho “como altamente industrializado e possuindo empresários de excelência, dinâmicos, resilientes, que estão constantemente a inovar e a investigar, acompanhando a evolução tecnológica de primeira linha e apetrechando-se das melhores ferramentas”. Foi também desta forma que destacou a realização deste evento que, de acordo com a sua intervenção, se reveste de crucial importância para a capacitação das empresas neste setor, proporcionando uma ferramenta fundamental para sensibilizar o tecido industrial do distrito para a necessidade da utilização das tecnologias verdes e para a inovação digital e ambiental. Ferramenta esta de grande importância para potenciar a competitividade do setor da metalurgia e da metalomecânica de forma a aumentar os padrões de qualidade e de concorrência da indústria portuguesa.
Fernando Castro, presidente do INFORMESP, começou por agradecer a todos os presentes e justificou a escolha do concelho de Oliveira de Azeméis para receber este evento como sendo “o expoente do setor industrial nacional e um forte contribuinte para o PIB nacional, devendo assim ser realçado e os seus exemplos merecem ser analisados e seguidos”.
Antes de passar a palavra a António Soares, Consultor da Gestluz, o Presidente do INFORMESP destacou ainda “a importância de os empresários, numa economia aberta e competitiva, estarem atentos aos sinais de mudança, de forma a conseguir acompanhar e ultrapassar os desafios”.
António Soares apresentou, de seguida, os objetivos e resultados do Metal4Future, definindo-o como um projeto direcionado a pequenas e médias empresas do distrito de Aveiro e que tem vindo, desde o primeiro semestre de 2022, a realizar diversas ações com o objetivo claro de sensibilização e capacitação das empresas de metalurgia e metalomecânica para temas como a importância da transformação digital e os desafios de competitividade, ambientais e climáticos do setor.
Ainda durante a apresentação, resumiu as 18 ações realizadas no distrito de Aveiro no âmbito deste projeto, que se dividiram entre roadshows sobre inovação ambiental, economia circular, indústria 4.0 e transformação digital, talks sobre as políticas de financiamento, open houses a empresas como a OLI – Sistemas Sanitários S.A, Bresimar S.A. e Prifer Technical Molds S.A e meetings e encontros de networking entre empresários.
A terminar a apresentação, António Soares destacou a realização do estudo “Metal Green Challenge”, disponível no website do INFORMESP para download, que analisa os desafios e implicações da política pública europeia a nível ambiental nas empresas, apresentando o que as empresas devem fazer para se adaptar a estas novas exigências e integrando, ainda, um exercício de Benchmarking com cerca de 10 empresas da área da metalurgia e metalomecânica.
Seguiu-se a intervenção de Joel Vasco, coordenador científico e investigador de projetos I&D do INOV-INESC, onde apresentou as transformações e tendências da metalurgia e metalomecânica, fazendo um resumo sobre várias tecnologias que têm sido apresentadas e desenvolvidas no setor no sentido de preparar a indústria para uma maior competitividade a nível nacional e internacional.
Após as intervenções, deu-se início à mesa redonda onde foi debatido o tema “Oportunidades de Financiamento para a Indústria Metalúrgica e Metalomecâmica – o Portugal 2030”, moderado por João Luís de Sousa, diretor do jornal Vida Económica e contando com as participações do Presidente da Comissão Diretiva do COMPETE 2030, Nuno Mangas, do Presidente do Conselho Diretivo do IAPMEI, Luís Filipe Pratas Guerreiro e do Head of Ecosystem & Business Development da RENAULT CACIA, Leonel Simões.
Para encerrar o programa da parte da manhã, o Secretário de Estado da Economia, Pedro Cilínio, realçou a grande importância deste evento para a partilha de conhecimento e para o networking entre empresários e restantes entidades envolvidas, reforçando que, através desta partilha, as empresas tiveram a oportunidade de perceber melhor as tendências de mercado e de tecnologias de forma a poderem ajustar as suas estratégias de investimento para responder a essas mesmas necessidades.
Reconhecendo, ainda, que o setor metalúrgico e metalomecânico “é um dos setores mais pujantes e dinâmicos da nossa economia”, referiu que este setor tem vindo a atingir recordes de exportações, tendo ultrapassado, em 2022, a barreira dos 23 mil milhões de euros em exportações, apresentando valores superiores, por exemplo, ao setor do turismo. Pedro Cilínio diz até que o “setor da metalurgia e da metalomecânica é um dos, se não o setor mais importante da nossa economia”.
O Secretário de Estado da Economia relembrou, por último, a importância de investir e diversificar nos apoios aos setores, defendendo que uma economia com setores variados e competitivos é também uma economia mais resiliente e com maior potencial de crescimento.
Durante a parte da tarde, antes do momento final de networking, os participantes puderam ainda assistir, no Espaço Metal Demo – Indústria 4.0, a demonstrações de produtos e projetos das empresas INFAIMON, WAVECOM, SCIENT e PTC GROUP.
Foto: INFORMESP.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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