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Educação

Princesa D. Maria Gabriela d’Orleans e Bragança visita Universidade de Coimbra e revive tradições académicas ligadas à Casa Real Portuguesa

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A Princesa D. Maria Gabriela d’Orleans e Bragança realizou, no último dia 3 de julho, uma visita oficial ao Paço das Escolas da Universidade de Coimbra, a convite da Secção de Ciências Jurídico-Históricas da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, integrada nas celebrações das Festas da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade.

A deslocação incluiu receções protocolares, visitas aos principais espaços históricos da Universidade e várias cerimónias académicas e culturais que assinalaram a presença da representante da Casa Imperial do Brasil.

À chegada, Sua Alteza foi recebida, na Porta Férrea, por uma comitiva de estudantes universitários, que renovaram a tradicional homenagem académica de estender as capas à passagem da visitante. Depois de uma breve saudação na Sala do Conselho Científico da Faculdade de Direito, a Princesa seguiu para a Reitoria, onde foi recebida pelo Vice-Reitor para as Relações Internacionais da Universidade de Coimbra, João Nuno Calvão Silva, na Sala do Senado.

Durante a receção institucional foram evocadas as históricas relações entre a Universidade de Coimbra e o Brasil, tendo sido igualmente recordado que os reis de Portugal exerceram, ao longo dos séculos, o papel de protetores da instituição universitária.

O percurso prosseguiu pela Biblioteca Joanina, considerada um dos maiores símbolos patrimoniais da Universidade de Coimbra e construída no século XVIII durante o reinado de D. João V, onde a comitiva conheceu algumas das obras mais valiosas do seu acervo, entre as quais a Bíblia Latina das 48 Linhas, impressa em 1462 por associados de Gutenberg, e uma das primeiras edições de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões.

A visita incluiu também uma passagem pela Real Capela de São Miguel, onde foram feitas breves orações e apreciados o histórico órgão de tubos e a riqueza artística do espaço religioso, seguindo-se a deslocação à Sala dos Capelos, palco das mais importantes cerimónias académicas da Universidade, como os doutoramentos Honoris Causa e a imposição das insígnias doutorais, cujos rituais remontam à Idade Média.

Terminada a visita ao Paço das Escolas, a comitiva deslocou-se até à histórica Lapa dos Esteios, nas margens do rio Mondego, local associado à passagem de D. Pedro II do Brasil por Coimbra, em 1872. Nessa oportunidade, decorreram vários momentos de homenagem à Princesa, incluindo a recitação de poemas por estudantes universitários, entre os quais “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, escrita em Coimbra em 1843, culminando com o tradicional brado académico em honra de Sua Alteza.

A jornada terminou com um jantar de homenagem no Palacete Costa Lôbo, que reuniu docentes e estudantes universitários. A componente cultural da cerimónia foi assegurada por um grupo de Fado de Coimbra, seguindo-se uma evocação das ligações históricas entre a Universidade e o culto da Rainha Santa Isabel e o encerramento com a interpretação do hino universitário “Gaudeamus Igitur”.

Entre os membros da comitiva encontrava-se o advogado Maurício Corrêa da Veiga, natural de Petrópolis, Rio de Janeiro, e com forte atuação entre Brasil e Portugal.

“Foi uma visita marcada por momentos especiais, com acesso a uma inestimável visita à Biblioteca Joanina, Capela de São Miguel e à histórica Sala dos Capelos, espaços que traduzem a grandeza e tradição desta instituição”, escreveu este jurista.

A comitiva integrou ainda D. Anna Schaffgotsch von und zu Kynast und Greiffenstein, noiva de D. Dinis de Bragança, Duque do Porto, cuja presença reforçou o carácter simbólico de uma visita que assinalou a primeira deslocação oficial da Princesa D. Maria Gabriela à Universidade de Coimbra, evocando a longa ligação histórica entre a instituição universitária e as casas reais portuguesa e brasileira.

Ígor Lopes

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“Portugal atrai perfis muito diferentes de estudantes internacionais”, afirma estudante brasileiro em Portugal

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A integração no ensino superior português constitui um dos principais desafios para quem chega ao país para iniciar uma formação académica na Europa, envolvendo não apenas a adaptação aos métodos de ensino, mas também a construção de relações com colegas e a inserção num novo ambiente social e cultural.

É a partir da sua própria experiência enquanto estudante brasileiro em Portugal que Bruno Miranda e Silva, 20 anos, natural de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, e residente em Lisboa, tem acompanhado estas questões, conciliando os estudos no terceiro ano do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa com as funções de coordenador de política internacional na Associação Académica de Ciências Económicas e Políticas (AACEP) e de coordenador do Comité Jovem da Câmara de Comércio-Indústria Luso-Brasileira.

Em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, este responsável abordou os desafios de integração dos estudantes internacionais, os fatores que devem pesar na escolha de uma universidade portuguesa, as diferenças entre os sistemas de ensino superior de Portugal e do Brasil e a importância da participação em estruturas académicas, associativas e jornalísticas.

Na perspetiva de um estudante estrangeiro, quais são as principais dúvidas antes de iniciar uma licenciatura em Portugal e que preparativos considera indispensáveis para a adaptação académica e pessoal?

Antes de iniciar qualquer curso em Portugal, é indispensável que se verifique a estrutura do curso e o tipo de pessoas que lá estudam. A questão envolve sempre o problema da integração entre os estudantes da faculdade, ou seja, as relações que lá serão cultivadas. Quando entrei na faculdade, tinha grandes dúvidas da forma com a qual seria tratado, até com duvidas de se a própria faculdade que escolhi seria a certa para mim. Logo, quando o ano letivo começou, fiz questão de andar com as pessoas que se vestiam igual a mim, mesmo assim, as primeiras semanas da faculdade implicam uma tentativa de integração similar àquela de entrar em uma escola nova, onde não se conhece ninguém.

Que perfis de estudantes internacionais procuram atualmente as universidades portuguesas e quais são os principais fatores que pesam na escolha de Portugal como destino de formação?

Creio que Portugal atrai perfis muito diferentes de estudantes internacionais. No caso dos brasileiros, pesa bastante a língua, a proximidade cultural, a segurança, a qualidade de vida e a possibilidade de estudar numa universidade europeia sem diferença de língua gritante como no restante da europa. Além disso, muitos jovens procuram Portugal já pensando numa trajetória mais internacional, seja através de intercâmbios, de um mestrado ou de uma futura experiência profissional na Europa. Já, acho importante não escolher Portugal apenas porque parece ser um destino mais fácil para quem fala português. A decisão deveria ter em consideração a qualidade da universidade, se o curso for do seu agrado e as oportunidades que são dadas pela faculdade. A escolha da faculdade é tão importante quanto a escolha do próprio país.

Com base na sua experiência, o que funciona bem no acolhimento e na integração dos estudantes estrangeiros nas instituições de ensino superior portuguesas e o que ainda precisa de ser melhorado?

Isto tende a depender da instituição. Muitas faculdades dão liberdade aos estudantes de formarem os seus núcleos, seja de estudantes de determinados países como o Brasil ou de cariz político. No meu caso, a minha faculdade acredita que isso é contraproducente, quando falamos de núcleos de estudantes brasileiros, com o objetivo de os integrar, cria uma dinâmica onde não se integram, uma endogamia social, fazendo com que fiquem todos juntos, assim, terminam por não se integrar. Creio que esta é uma visão compreensível, onde a faculdade, por não deixar que isto aconteça, faz uma ‘arquitetura da escolha’, criando a oportunidade para que os alunos tenham que conviver uns com os outros, além dos seus moldes sociais, culturais ou mesmo de suas preferências pessoais (politicas ou hobbies). 

Qual é a importância de concluir os estudos superiores em Portugal para o percurso académico, profissional e internacional de um estudante brasileiro?

Há uma grande importância em terminar os estudos superiores em Portugal. Mas a questão do Mestrado é muito mais importante. Aqui em Portugal, se se tenciona aqui ficar, é um dos mais importantes diplomas de ter, há uma grande competitividade para os empregos nas áreas escolhidas pelo aluno. Já, se os estudantes brasileiros tencionam voltar ao Brasil, um diploma Português tem um peso elevado, em comparação ao título de igual valor no Brasil, já que o universitário tem experiência no exterior, assim tendo mais competitividade no mercado de trabalho brasileiro.

Que diferenças identifica entre os sistemas de ensino superior de Portugal e do Brasil, nomeadamente nos métodos de avaliação, na relação com os docentes, na carga de trabalho e na participação dos estudantes?

Em Portugal, o ensino superior demanda bastante autonomia por parte do estudante, tanto na organização das leituras como na preparação para provas, trabalhos e apresentações. A relação com os professores costuma ser próxima e a participação do aluno depende muito da sua iniciativa, seja em associações, conferências, jornais universitários ou outras atividades fora da universidade (no seu cotidiano). Uma diferença em relação ao Brasil está também no financiamento do ensino superior. No Brasil, as universidades públicas não cobram ‘propinas’ (mensalidade, em português do Brasil), enquanto em Portugal mesmo as instituições públicas cobram ‘propinas’, e os valores podem ser mais elevados para estudantes internacionais, chegando a 12.500 euros por ano. Para quem vem de fora, esse custo deve ser levado em conta juntamente com as despesas de moradia, transporte e alimentação.

Na sua opinião, que ideias preconcebidas sobre estudar em Portugal não correspondem à realidade e que informação deveria ser transmitida aos jovens antes de tomarem essa decisão?

Creio que as ideias concebidas sobre o estudo em Portugal estão ligadas à inclusão das pessoas. Não foram raras as vezes que estudantes brasileiros foram vítimas de xenofobia ou preconceitos, mas nem todos os professores e nem todos os alunos são assim, longe disso. A maior parte dos estudantes portugueses tem um fascínio sobre a cultura brasileira, e acolhem de braços abertos todos os alunos que estudam em solo luso. Os portugueses são um povo aberto por natureza, logo, não são mal-humorados como se acredita no Brasil ou no restante dos países da lusofonia.

Fale-nos sobre a sua experiência ao escrever para o jornal da faculdade e por pertencer ao diretório académico.

Escrever para o jornal da faculdade é uma bênção, ter a oportunidade de me expressar sobre temas diversos, debatendo e discutindo assuntos que são caros para mim, recomendo a todos. No jornal da faculdade, me foco principalmente sobre questões ligadas à América Latina, com um olhar especial pelo Brasil e pelos processos internos, mesmo assim, comento de vez em quando, sobre os resultados eleitorais nos países da América Latina. Quanto à Associação Académica de Ciências Económicas e Políticas (AACEP) da Universidade Católica Portuguesa, como coordenador de política internacional, o meu foco vai além das fronteiras da América Latina, comentando ou organizando eventos e publicações sobre assuntos de interesse. A participação em um espaço que engloba todas as faculdades de Portugal, assim tendo já viajado para o sul do país com o objetivo de promover iniciativas da nossa Associação Académica, com, neste caso, foco na Europa.

Ígor Lopes

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Conselheiros das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul recebem obra que documenta a presença histórica de Portugal no Uruguai

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A obra “Huellas de Portugal en Uruguay”, da autoria de Augusto Antonio Guerra, com investigação complementar de Carlos Texeira Varesi dedicada às “Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto”, foi entregue aos membros do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas da América Central e da América do Sul (CRACS), durante a reunião realizada nos dias 10 e 11 de abril, na Casa de Portugal de Montevideu, passando igualmente a integrar o acervo documental da instituição, presidida por Inês Guerra.

A entrega da publicação constituiu um dos momentos de maior simbolismo cultural da reunião do Conselho Regional, reforçando a importância da preservação da memória histórica das comunidades portuguesas na América Latina e do reconhecimento do contributo dos emigrantes portugueses para a construção da identidade uruguaia.

Da autoria do antigo conselheiro das Comunidades Portuguesas Augusto Antonio Guerra, a publicação reúne um vasto conjunto de informações sobre a presença portuguesa em diferentes regiões do Uruguai, procurando “identificar vestígios materiais, documentais e humanos da emigração lusa, desde os primeiros povoamentos até às comunidades que continuam hoje a preservar esse património”. A publicação percorre “diferentes momentos da presença portuguesa no Uruguai”, documentando a “participação dos emigrantes no desenvolvimento económico, comercial e social do país”, bem como a “criação de associações, clubes, espaços culturais e instituições” que “ajudaram a preservar a identidade portuguesa ao longo de várias gerações”.

Entre os temas abordados encontram-se diversos locais associados ao património luso, incluindo edifícios históricos, memoriais, placas evocativas e outros testemunhos da presença portuguesa no Uruguai, com foco em cidades como Montevideu e Salto.

Em paralelo, a investigação desenvolvida por Carlos Texeira Varesi dedica especial atenção à cidade de Salto, no noroeste do país, na fronteira com a Argentina, identificando famílias de origem portuguesa, edifícios, monumentos, instituições e episódios históricos que testemunham a influência da comunidade portuguesa naquela região uruguaia.

Segundo apurámos, o objetivo da obra passa por “reunir, de forma sintética, as pegadas de Portugal e dos portugueses no território uruguaio”, oferecendo um “instrumento de consulta” destinado tanto aos descendentes de portugueses como a investigadores, estudantes e todos os interessados na história da emigração portuguesa na América do Sul.

A obra evidencia ainda a importância das instituições portuguesas na preservação da língua, das tradições e da memória coletiva, destacando o papel desempenhado pela Casa de Portugal de Montevideu e por outras organizações da comunidade ao longo das últimas décadas.

A distribuição da obra junto dos representantes eleitos das comunidades portuguesas pretende também incentivar a divulgação deste património histórico junto das diferentes comunidades da diáspora, reforçando o conhecimento sobre um capítulo muitas vezes pouco conhecido da presença portuguesa na América do Sul.

Deste modo, ao reunir investigação histórica, documentação patrimonial e testemunhos da emigração portuguesa, “Huellas de Portugal en Uruguay” ou “Marcas de Portugal no Uruguai”, em tradição livre, e Raízes Portuguesas de la Ciudad de Salto” ou “Raízes portuguesas da cidade de Salto”, também em tradução livre, assume-se como “uma das mais recentes contribuições para o estudo das comunidades lusas no continente americano, com foco no universo “Portugal Luso-Oriental Uruguai”, preservando a memória de gerações de portugueses e luso-descendentes que ajudaram a construir parte da história do Uruguai”.

Ígor Lopes

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Brasil: Mônica Maciel regressa a BH com nova edição da imersão “Destrave Sua Voz”

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A especialista brasileira em Comunicação Estratégica e Oratória na Prática, Mônica Maciel, regressa a Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais, no próximo dia 23 de agosto, para realizar uma nova edição da imersão “Destrave Sua Voz”. A formação terá lugar no BH Raja Hotel, situado na Av. Raja Gabáglia, 1137, Luxemburgo.

Segundo esta especialista, “a iniciativa destina-se a empresários, empreendedores, profissionais liberais, líderes e pessoas que pretendam vencer o medo de falar em público e desenvolver presença, clareza e autoridade na comunicação”. A proposta, segundo ela, “assenta na combinação entre técnica e prática, com exercícios aplicáveis a apresentações, reuniões, vendas, redes sociais e contextos de liderança”.

Esta será uma nova passagem do projeto por Belo Horizonte, depois da edição realizada na cidade a 26 de julho. O regresso à capital mineira dá continuidade à agenda de Mônica Maciel e amplia o acesso à metodologia desenvolvida pela especialista para profissionais que “procuram melhorar a forma como apresentam ideias, defendem propostas e comunicam o valor do seu trabalho”.

Graduada em Marketing e Gestão de Pessoas pela Universidade Anhanguera, no Brasil, Mônica Maciel é empresária, palestrante internacional e mentora. Ao longo do seu percurso, realizou mais de duas centenas de eventos e palestras e afirma ter alcançado mais de 7.500 empresários, empreendedores e profissionais no Brasil e na Europa através do movimento “Destrave Sua Voz”.

“A metodologia da imersão concentra-se em situações do quotidiano profissional. Entre os eixos trabalhados estão a segurança na exposição pública, a organização das ideias, a presença em palco, a comunicação em reuniões, a gravação de conteúdos para plataformas digitais, o posicionamento profissional e a utilização da voz como instrumento de influência e geração de resultados”, disse à nossa reportagem, sublinhando que “o conhecimento técnico nem sempre é acompanhado pela capacidade de apresentar esse valor ao mercado”.

A especialista considera que dificuldades na comunicação podem limitar oportunidades comerciais, parcerias, vendas e reconhecimento profissional.

A agenda de 2026 integra o processo de expansão do movimento, que já contou com atividades no Brasil e passagens por Portugal e pela Suíça. O trabalho procura ligar “comunicação, empreendedorismo e desenvolvimento profissional, com formações orientadas para diferentes ambientes empresariais e culturais”.

Os interessados em participar na edição de 23 de agosto podem solicitar informações através dos canais oficiais de Mônica Maciel, em www.destravesuavozbh.com.br

Nos próximos meses, Mônica Maciel levará o seu trabalho novamente à Europa, para cidades como Genebra e Milão.

Ígor Lopes

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