Atualidade
Polícia de Segurança Pública assinala 155º aniversário com entrega de Prémios de Segurança Pública
O Prémio de Segurança Pública é atribuído aos Polícias que, com grande risco pessoal no desempenho das suas funções, tenham enfrentado e resolvido com êxito ocorrências com contornos humanitárias, de delinquência ou criminalidade, demonstrando elevado espírito de missão e dedicação, com risco pessoal para a vida e para a sua integridade física.
Criado em 1988, este prémio já foi atribuído a 212 Polícias que se destacaram pela sua superior determinação e valentia.
Este ano, 12 Polícias foram galardoados e, como habitual, receberam o prémio na cerimónia pública que assinala o aniversário da PSP.
Foram eles:
Agentes Principais Paulo Jorge Martins Mendonça e César Augusto Cabral Melo, do Comando Regional dos Açores, por, no dia 14 de agosto de 2021, quando se encontrava fora de serviço, o Agente Principal Mendonça avistou um cidadão, na parte exterior do tabuleiro de uma ponte com cerca de 100 metros de altura, que lhe pareceu preparar-se para atentar contra a própria vida, dispondo-se, de imediato, a tentar impedir esse desfecho.

O cidadão, sempre que o Polícia tentava aproximar-se, ameaçava concretizar a sua intenção. Com o auxílio do Agente Principal Melo, que chegou, entretanto, ao local, conseguiram agarrá-lo e colocá-lo em segurança, não obstante a dificuldade e o perigo na abordagem, dado tratar-se de um local de muito difícil acesso.

Agente Principal Gilberto Rodrigues Lopes, do Comando Regional da Madeira, por, no dia 22 de novembro de 2021, ao ter conhecimento que, momentos antes, no cais da vila da Ponta do Sol, um cidadão havia caído ao mar, dirigiu-se de imediato para o local e constatou que a força contrária da corrente marítima dificultava o socorro da vítima, colocando-a em grave perigo. Este Polícia avaliou, rapidamente, a situação e, com enorme determinação e serenidade face ao perigo, utilizando uma prancha, lançou-se à água e alcançou o cidadão, trazendo-o em segurança para terra.

Agente Principal Luís Tiago Lameira Ezequiel, do Comando Distrital de Portalegre. Este Polícia, quando se encontrava de serviço, no dia 5 de fevereiro do presente ano, ao receber a informação que um suspeito se encontrava em desrespeito da medida de coação judicial de afastamento da residência da sua antiga companheira, e conhecendo o histórico de ameaças e agressões, dirigiu-se de imediato ao local.

Perante os fortes indícios de que a vítima corria risco de vida, uma vez que se ouviam gritos desesperados de pedido de socorro vindos do interior, conseguiu entrar, silenciosamente, no interior da residência e deparou-se com a vítima ensanguentada e deitada de costas no chão, a ser atacada com recurso a uma faca. Numa ação imediata e instintiva, o Agente Principal Ezequiel, com grande coragem, lançou-se contra o agressor, derrubou-o e desarmou-o, impedindo que que fossem desferidos mais golpes na vítima.
Agente Principal Telmo Alexandre Tanganho Carvalho, do Comando Distrital de Leiria. Após comunicação pelo nº nacional de emergência, 112, na madrugada de 27 de setembro de 2021, teve conhecimento que um jovem, na sua residência, havia atentado contra a própria vida. Deslocou-se, de imediato ao local, tendo apurado que a pessoa em apreço havia saído da residência em direção à praia do Portinho da Areia Sul após a ingestão de diversas bebidas alcoólicas e automutilado com uma arma branca.

Este Polícia conseguiu detetar a localização da pessoa no areal e dirigiu-se-lhe, tendo este, de imediato, corrido em direção ao mar. Atendendo à situação e à possibilidade de o jovem concretizar a sua intenção, o Agente Principal Carvalho entrou, sem hesitação, na água, conseguindo resgatá-lo em segurança de regresso ao areal.
Agente Diogo Filipe Paulino Pimenta, do Comando Metropolitano de Lisboa. No dia 2 de abril de 2021, após ter conhecimento que um cidadão havia caído ao rio Tejo, este Polícia deslocou-se, de imediato, ao local. Apesar de já ser noite e a reduzida visibilidade, localizou o cidadão em perigo, que já se encontrava em dificuldade a cerca de 20 metros da margem. Sem hesitar, lançou-se à agua e, não obstante as difíceis condições, alcançou a vítima, que já se encontrava incapacitada, devido à baixa temperatura da água e corrente do rio. Mantendo a tranquilidade necessária, resgatou-a para junto da margem, prestando o primeiro apoio até à chegada dos meios de socorro.

Agente André Ferreira da Costa, do Comando Metropolitano de Lisboa. Quando se encontrava de serviço, no dia 11 de março do presente ano, recebeu informação sobre uma mordedura de cão num cidadão. Aquando da sua chegada ao local, juntamente com outros Polícias, verificou um cidadão na posse de duas catanas, empunhando de forma ameaçadora, uma das armas. Ao ser abordado, o cidadão demonstrou clara intenção de agredir os polícias. O Agente Costa, após aviso, usou a arma de fogo, atingindo o suspeito na perna esquerda, fazendo cessar, de imediato, o ataque em curso e procedendo à sua detenção em segurança.

Agentes Eduardo Miguel Marques Almeida, Bárbara Vanessa dos Santos Lopes, João Diogo Silva Santos e João Paulo Conceição Filipe, todos do Comando Metropolitano de Lisboa. A 12 de dezembro de 2021, em Oeiras, na sequência de informações sobre a deflagração de um incêndio, deslocaram-se, rapidamente, ao local, apurando que se encontravam pessoas em dificuldades no interior do edifício.

Não obstante o risco para a própria vida, sem hesitar, os Polícias entraram no edifício.

A ação, ainda que dificultada por uma grade metálica que se encontrava trancada, elevada quantidade de fumo de fumo e grande carga térmica provocada pelas chamas, permitiu resgatar em segurança dois cidadãos.

Agente Fábio Micael Serra Guerra, do Comando Metropolitano de Lisboa (postumamente). Na madrugada do dia 19 de março, junto a um estabelecimento de diversão noturna, em Lisboa, acompanhado de outros Polícias, apesar de não se encontrar de serviço, decidiu intervir com o objetivo de fazer cessar agressões em curso entre um grupo de cidadãos. Na sequência da sua intervenção, foi ele próprio, vítima de uma brutal agressão, que lhe tirou a vida.

A família deste Polícia recebeu a Medalha de Ouro de Serviços Distintos e o Prémio de Segurança Pública.Entregou o prémio o Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, a convite do Diretor Nacional da PSP, Superintendente-Chefe Manuel Augusto Magina da Silva.
Imagens: PSP.
A Casa do Alentejo, em Lisboa, recebe, nos próximos dias 14 e 15 de março, o III Salão do Livro Maçónico de Portugal, um evento cultural aberto ao público dedicado à história, cultura e pensamento humanista da Maçonaria.
Organizado pelo Instituto Maçónico de Portugal, em conjunto com a Grande Loja Simbólica da Lusitânia e a Grande Loja Simbólica de Portugal, o encontro realiza-se sob a égide da UMLI – União Maçónica Liberal Internacional e conta com o apoio do Grande Oriente de França, uma das mais antigas e importantes obediências maçónicas do mundo. Irá reunir conferencistas internacionais de França, Turquia, Roménia e Portugal, entre os quais Roger Dachez, Can Arınel, Philippe Roblin, Raoul Garcia, Horia Barbu, José Manuel Anes e Cipriano de Oliveira.

O programa inclui conferências sobre história e simbolismo maçónico, bem como o lançamento do livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos”, de José Manuel Anes.
Entre os vários pontos de interesse, estará uma réplica de um templo maçónico, permitindo ao público conhecer a disposição simbólica deste espaço tradicional.
No sábado à noite, realiza-se ainda um jantar-concerto dedicado à música maçónica de Mozart. Entrada livre.

Conferencistas convidados
. Roger Dachez – Um dos principais historiadores da Maçonaria europeia, que falará sobre o Rito Escocês Retificado.
. Can Arınel – Grande Chanceler da Grande Loja Liberal da Turquia, que apresentará a Maçonaria turca contemporânea.
. Philippe Roblin – Antigo primeiro vice Grão-Mestre do Grande Oriente de França e embaixador da UMLI, que abordará o laicismo e a liberdade de consciência.
. Raoul Garcia – Membro do Conselho da Ordem do Grande Oriente de França, apresentará o tema: O Grande Oriente de França: Obediência Maçónica Liberal e Adogmática.
. Horia Barbu – Membro do Grande Oriente da Roménia. Especialista em filatelia maçónica.
. José Manuel Anes – Antigo Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, que irá abordar a presença dos Templários em Portugal.
. Cipriano de Oliveira – Ex vice Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, que irá falar sobre as Constituições de Anderson e o seu significado histórico.
Imagens: IMP.
Atualidade
Solidariedade maçónica no terreno: intervenção em Ourém, Leiria e Alcácer do Sal
Na sequência das recentes intempéries provocadas pela tempestade Kristin, agravadas pelas subsequentes, a ARA – Associação Romã Azul, associação de solidariedade de matriz maçónica, desenvolveu um conjunto de ações de apoio humanitário em articulação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia.
Esta mobilização conjunta traduziu-se numa intervenção rápida e eficaz nas regiões de Ourém, Leiria e Alcácer do Sal, através da recolha e entrega de bens essenciais, materiais de construção e apoio direto a famílias afetadas.

No concelho de Ourém, foi realizada uma primeira missão de entrega de materiais prioritários — incluindo argamassa, cimento, isolantes, silicones, lanternas e comida para bebé — assegurando resposta imediata a necessidades identificadas no terreno e permitindo a reposição mínima de condições de habitabilidade para várias famílias, muitas delas compostas por pessoas idosas.
A operação prosseguiu no distrito de Leiria com uma ação de maior dimensão logística, mobilizando 10 voluntários, um camião e quatro viaturas. Foram entregues cerca de duas mil telhas no Aeródromo de Leiria, bem como bens alimentares e produtos de higiene e um gerador à APPC de Leiria.

Em paralelo, diversas famílias receberam apoio direto e personalizado, de acordo com as necessidades identificadas localmente. Uma das equipas procedeu ainda à reparação de um telhado significativamente danificado, contribuindo para minimizar a entrada de água e reduzir riscos adicionais para os residentes.
No seguimento desta cadeia de solidariedade, foi igualmente organizado apoio destinado ao concelho de Alcácer do Sal.
Foi entregue à Junta de Freguesia de Santiago um conjunto de bens essenciais destinados a apoio imediato à população: camas, colchões, edredons, toalhas e lençóis, reforçando a capacidade de resposta local às necessidades emergentes.
Estas ações foram desenvolvidas em articulação com entidades locais e estruturas de proteção civil, assegurando uma resposta coordenada, eficaz e orientada para resultados concretos. “A intervenção no terreno refletiu o espírito de entreajuda e o compromisso cívico que orientam a ARA e as Obediências maçónicas envolvidas”, sublinhou Pedro Rangel, representante da ARA.

“A ARA – Associação Romã Azul, em ligação fraterna com a Grande Loja Simbólica de Portugal e a Grande Loja Simbólica da Lusitânia, continuará a mobilizar recursos e voluntários enquanto subsistirem necessidades nas regiões afetadas, reafirmando o papel da solidariedade ativa como expressão dos valores humanistas e fraternais ao serviço da sociedade portuguesa”, concluiu.
Fotos: ARA.
Atualidade
Quando a segurança alimentar portuguesa entra no radar global da inovação
Portugal nem sempre aparece nos rankings internacionais de inovação tecnológica aplicada à indústria alimentar. Quando acontece, vale a pena parar e perceber porquê.
Recentemente, uma plataforma portuguesa dedicada à digitalização da segurança alimentar, a AiHACCP, foi destacada pela StartUs Insights entre as dez start-ups mundiais mais inovadoras na aplicação de inteligência artificial à segurança e qualidade alimentar. A distinção não surge num blogue obscuro ou num prémio interno, mas numa plataforma internacional utilizada por governos, multinacionais e investidores, citada regularmente por publicações como Forbes, Bloomberg, Fortune e Entrepreneur.
O reconhecimento é relevante não apenas pela lista em si, mas pelo contexto em que surge. A segurança alimentar atravessa hoje uma transformação profunda. As exigências regulatórias aumentaram durante as últimas décadas, os riscos tornaram-se mais complexos e a pressão sobre as empresas é maior do que nunca. Ao mesmo tempo, continua a existir uma dependência excessiva de sistemas manuais, documentação em papel e controlos retroativos que pouco contribuem para a prevenção real do risco.
Além de que, para além de ocupar recursos humanos altamente qualificados que podiam estar mais ocupados no desenvolvimento do produto, na rentabilização, e em outras atividades mais criativas e focadas no cliente final e no produto, estão muitas vezes assoladas com papel, registos, e mais do mesmo, sem que isso signifique fiabilidade e qualidade.
A União Europeia já deixou claro que o foco deixou de ser apenas o cumprimento formal de planos e nos sistemas de gestão da segurança alimentar baseado nos princípios do HACCP. Com a introdução do conceito de cultura de segurança alimentar, passou a ser exigida evidência contínua de controlo, envolvimento das pessoas e capacidade de demonstrar, em qualquer momento, que o sistema funciona.
É neste ponto que a tecnologia pode fazer a diferença. A utilização de plataformas digitais e inteligência artificial permite monitorizar processos em tempo real, validar medidas de controlo, identificar padrões de risco e reduzir drasticamente falhas humanas e desperdício alimentar. Não se trata de substituir técnicos ou conhecimento, mas de amplificar a sua eficácia.
O facto de uma solução desenvolvida em Portugal surgir num ranking global deste tipo revela duas coisas. Primeiro, que o país tem capacidade técnica e know-how para competir num setor altamente regulado e exigente. Segundo, que a inovação relevante nem sempre nasce em setores óbvios ou mediáticos, mas muitas vezes em áreas críticas como a segurança alimentar, onde o impacto é silencioso, mas estrutural.
Num momento em que se discute produtividade, sustentabilidade, desperdício alimentar e competitividade das empresas portuguesas, vale a pena olhar para estes sinais com atenção. A próxima grande diferença entre organizações do setor alimentar não será quem “tem qualidade” quem “tem segurança alimentar ou quem “tem HACCP”, mas quem consegue demonstrar, de forma contínua e transparente, que controla efetivamente os riscos.
Quando uma solução nacional é reconhecida lá fora por responder a esse desafio, o mérito ultrapassa a empresa. É um indicador de que Portugal pode, e deve, ter um papel ativo na transformação digital de setores críticos da economia.

A plataforma e a app (já disponível na Google e ios) com a marca AiHACCP é um produto Made in Portugal, que passou por um processo de incubação na Startup Sintra e que atualmente encontra-se já a fornecer a solução desde o canal horeca, escolas, lares de idosos, restauração, retalho e industria alimentar, removendo o papel, e dotando empresários, empresas e trabalhadores de uma solução única que torna esta obrigatoriedade de cumprir a Segurança Alimentar de forma fiável e fácil à distância de uns cliques e a partir de um telemóvel, tablet ou desktop.
Naturalmente, para além de já ser uma solução implementada em organizações em Portugal, está com significativa procura no exterior de Portugal, em diversas latitudes do mundo, desde o Equador, Colômbia, Moçambique, Brasil, Macau, entre outros, situação que resulta em parte do artigo publicado, que pode conhecer aqui.
Mais informações, visite site www.aihaccp.com .

Imagens: DR.
-
Atualidade3 anos atrásAgrária de Coimbra promove 9ª Edição do Curso de Fogo Controlado
-
Atualidade4 anos atrásLisboa: Leilão de Perdidos e Achados da PSP realiza-se a 08 de maio
-
Atualidade4 anos atrásCoimbra: PSP faz duas detenções
-
Atualidade4 anos atrásGuerra pode causar um ecocídio na Ucrânia
-
Atualidade3 anos atrásVisto CPLP não permite a circulação como turista na União Europeia
-
Atualidade1 ano atrásBarcelos: Município lança Cartão Jovem no decorrer do 1º Fórum da Juventude
-
Atualidade4 anos atrásSanta Marta de Penaguião coloca passadeiras 3D para aumentar a segurança rodoviária
-
Atualidade5 anos atrásCLIPSAS: Maçonaria Mundial reúne-se em Lisboa
