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Cultura

Pavilhão dos Desportos de Anadia recebe “Aqui na Bairrada”

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A Câmara Municipal de Anadia aprovou, na sua reunião de executivo do passado dia 13 de abril, a atribuição de um apoio de 30.000,00€ à Comissão Vitivinícola da Bairrada (CVB) para comparticipar a organização da 2ª edição do “Aqui na Bairrada” que vai ter lugar, nos dias 7 e 8 de maio, no Pavilhão dos Desportos de Anadia.

O evento tem como intuito promover o que de melhor se faz na região, tanto em termos de produtos vitivinícolas, como ao nível da gastronomia local e doçaria. A edição deste ano do “Aqui na Bairrada” contempla a realização de provas temáticas e exclusivas, showcooking e outras atividades complementares a levar a efeito com os produtores e restaurantes presentes.

Recorde-se que o “Aqui na Bairrada” resultou da renovação da iniciativa “Bairrada Vinhos & Sabores”, promovida pela CVB, em conjunto com a Associação Rota da Bairrada, com o apoio do Município de Anadia, e teve a sua 1ª edição em 2019, coincidindo com o lançamento da marca “Bairrada, Terras de Bem Viver”.

De referir que o evento obteve um grande sucesso, com um grande impacto na dinâmica da economia concelhia, revelando-se como um local de excelência para a divulgação turística do Município e da Região e, sobretudo, para a promoção dos seus produtores de vinho, daí a importância de a autarquia anadiense se associar à organização deste certame.

Foto: CMA.

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Cultura

“Editora IMEPH” promove vivência com Lu Chamusca para educadores no nordeste brasileiro

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A Editora IMEPH, com sede no Ceará, Brasil, promoveu, no mês de junho de 2026, uma série de vivências conduzidas pela arte-educadora, escritora e compositora Lu Chamusca, reunindo professores e gestores de escolas particulares de Fortaleza e das redes municipais de Itapiúna, Baturité, Horizonte e Caucaia. A Editora, desde 2002, vem desenvolvendo este trabalho com a arte-educadora, o que vem “fortalecendo a formação de professores, por meio do lúdico, do artístico e da musicalidade”.

Desta feita, a formação teve como tema “O desafio de resgatar a infância e promover uma aprendizagem significativa“, proporcionando momentos de reflexão, sensibilização e experiências práticas, voltadas ao fortalecimento da educação, e reflexão sobre o lugar da criança no processo educativo.

Reconhecida nacionalmente pelo seu trabalho com musicalização, literatura infantil e metodologias lúdicas, Lu Chamusca conduziu encontros marcados pela “criatividade, pela sensibilidade e pelo diálogo com a realidade das escolas”. A sua trajetória como arte-educadora reafirma o papel da arte como instrumento capaz de “despertar a imaginação, fortalecer vínculos e tornar o processo de aprendizagem mais significativo para crianças e educadores”.

A iniciativa mostra o compromisso da Editora IMEPH com a Educação, por meio de ações formativas que aproximam conhecimento, cultura e práticas pedagógicas inovadoras, contribuindo para o desenvolvimento profissional dos educadores e para a construção de ambientes escolares mais acolhedores e inspiradores.

À frente desse trabalho está Lucinda Marques, diretora-presidente da Editora IMEPH, cuja atuação tem consolidado a instituição como referência na promoção da leitura, da formação contínua de educadores e da valorização da cultura. Sob sua liderança, a Editora amplia parcerias com redes de ensino e desenvolve projetos que fortalecem o papel da educação como agente de transformação social, com iniciativas que circulam por municípios, bienais, feiras literárias no Brasil e no Mundo.

“Acreditamos que investir na formação dos educadores é investir diretamente no futuro das nossas crianças, acreditando na leitura, na arte e na cultura local como ferramentas para aproximar conhecimento e afeto, livro e vida”, finalizou Lucinda Marques.

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Atualidade

EUA: Artista português recebe em Nova Iorque distinção especial nos “Premios Gran Latino 2026”

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A gala dos “Premios Gran Latino 2026”, realizada na passada quinta-feira, 16 de julho, no “Dramma Times Square”, na Broadway, em Nova Iorque, distinguiu o artista, compositor e produtor português Eddie com a Distinção Especial “Artista Influente na Música e Cultura Latina”. Um reconhecimento que destaca os seus mais de 25 anos de percurso, com obras publicadas e reconhecidas em diferentes países e mercados.

A gala reuniu artistas reconhecidos, produtores, profissionais da indústria e novos talentos provenientes de vários países, numa noite marcada pelas atuações ao vivo e pela celebração da música e da cultura latina na cidade que nunca dorme.

“Receber esta distinção em Nova Iorque é um momento muito especial. Representa muitos anos de trabalho e dedicação à música. Partilho-a com a minha família, com todos os que me têm acompanhado ao longo deste caminho e com todas as pessoas que fazem parte do meu percurso no espaço ibero-americano e lusófono”, afirmou o artista.

Membro votante da Recording Academy e da Academia Latina da Gravação, Eddie mantém há mais de três décadas uma estreita relação com Espanha e, especialmente, com a Andaluzia.

O reconhecimento chega numa fase particularmente ativa, marcada pelo percurso de “Sueño”, cujo videoclipe, gravado em Sevilha, ultrapassa já um milhão e meio de visualizações no YouTube. Desde o seu lançamento, no passado dia 27 de março, a canção foi apresentada em meios como a RNE, Canal Sur, CMM Media e RDP Internacional, numa divulgação que se tem estendido principalmente por Espanha e América Latina, sem perder a sua ligação ao espaço lusófono.

A distinção recebida em Nova Iorque junta-se a outros reconhecimentos internacionais obtidos por Eddie.

O artista e produtor português reforçou em 2025 a sua projeção internacional ao ser distinguido com o prémio de “Melhor Tratamento Sonoro na Produção Musical” nos Premios Latino, em Madrid, pelo single “El Otro Lado de Mí”. Esta distinção soma-se a um conjunto de prémios internacionais conquistados por Eddie ao longo do ano, consolidando um percurso que cruza o eixo ibérico com o espaço ibero-latino. Em Hollywood, o cantautor recebeu o prémio “Best Latin Song” nos World Entertainment Awards, também com “El Otro Lado de Mí”. Ainda em 2025, Eddie foi distinguido em Los Angeles com o prémio “Best Latin Song” nos InterContinental Music Awards.

O seu percurso recente inclui também duas distinções: Platina nos LIT Music Awards, em Nova Iorque, nas categorias Best Music Video (Original Song) e Best Original Song (Music Video), com os temas “El Otro Lado de Mí” e “No Puedo Vivir Sin Ti”.

Eddie, nome artístico de Edgar Pinto, construiu um percurso consistente entre Portugal, Espanha, a Lusofonia e a América Latina. Cantautor e produtor musical, integra ainda a Academia de la Música de España e a Sociedade Portuguesa de Autores. É fundador da EP-Produções Musicais, criada em 2006, onde desenvolveu um trabalho em estúdio que cruza diferentes universos sonoros e afirma uma abordagem autoral, musical e de produção, hoje reconhecida em prémios internacionais.

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Comunidades

Ruth Collaço apresenta “Toca da Loba” e reforça presença cultural portuguesa na Suíça

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“Romance Híbrido – Toca da Loba” e exposição de trabalhos artísticos, como telas. Foram estes os motivos que levaram a portuguesa Ruth Marlene Cabral Collaço, de 58 anos, à Suíça, nos últimos meses, passando por cidades como Genebra, Versoix, Zurique, Lucerna e Bülach.

À nossa reportagem, esta autora, curadora cultural, crítica literária, ativista das letras e artista plástica, reconhecida pela sua intervenção no panorama lusófono contemporâneo explicou que o livro “Toca da Loba” é um “romance que se lê como rito, como espelho, como chamamento”.

“Toca da Loba é um romance híbrido que acompanha a jornada de uma mulher em processo de renascimento. A “loba” que dá nome ao livro não é apenas um símbolo: é a força instintiva, ancestral e selvagem que habita cada mulher e que, muitas vezes, permanece adormecida sob camadas de silêncio, dor ou esquecimento. A narrativa conduz o leitor para dentro dessa “toca”, que funciona como metáfora do território interior, o espaço onde se guardam memórias, feridas, pulsões, medos e revelações”, reforçou.

Para a autora, ao longo do livro, a protagonista atravessa um caminho de despojamento e descoberta. A loba representa o instinto que protege, mas também a vulnerabilidade que precisa ser reconhecida para que a cura aconteça. A história alterna entre momentos de introspeção poética, fragmentos narrativos e passagens simbólicas, criando uma experiência literária que não se limita ao romance tradicional. É uma obra que mistura mito, corpo, espiritualidade feminina e memória, convidando o leitor a acompanhar uma travessia que é simultaneamente íntima e universal.

Porém, segundo a própria escritora, “a obra é também de denúncia”.

“Através da metáfora da loba e da sua toca, a narrativa expõe aspetos, fatores e características ainda presentes na sociedade, aqueles que todos sabem existir, mas que muitos temem abordar. Violências silenciosas, desigualdades normalizadas, feridas que se perpetuam por tradição, estruturas que condicionam o corpo e a voz da mulher, e mecanismos sociais que empurram para a sombra aquilo que deveria ser visto. O livro não aponta dedos: revela. Não acusa: ilumina. E, ao fazê-lo, convida o leitor a reconhecer que a toca não é apenas um espaço interior, mas também um reflexo do mundo exterior que molda, limita e fere”, disse.

“Toca da Loba ajuda o leitor a compreender que a jornada da protagonista é, na verdade, um espelho: um convite para que cada pessoa reconheça a sua própria toca, os seus próprios territórios internos e a sua própria loba, a força que emerge quando finalmente se escuta o que vem de dentro e quando se ousa olhar para aquilo que a sociedade insiste em manter no escuro”, atestou.

No campo das artes plásticas, Ruth levou à Suíça três obras: “Caminho – Realismo abstrato”; “Mulher: Impressionismo orgânico” e “Conexão- Surrealismo”.

“A minha arte assenta numa expressão profundamente humanista, orientada para a revelação de dimensões internas, sociais e ancestrais que atravessam a experiência contemporânea. Parto de uma escuta sensível do ser humano e das estruturas que o moldam, trazendo à superfície temas que permanecem presentes na sociedade, embora muitas vezes silenciados ou evitados. Transformo vivências, memórias e perceções em linguagem artística que convoca reflexão, consciência e reconhecimento. Através de uma abordagem centrada na interioridade, procuro iluminar zonas de sombra – individuais e coletivas – expondo realidades que todos sabem existir, mas que muitos hesitam abordar. A minha arte opera como um espaço de revelação, onde questões de identidade, vulnerabilidade, força, silêncio, desigualdade e reconstrução ganham forma e significado”, avançou, sublinhando que “a minha produção articula sensibilidade, profundidade emocional e compromisso ético, estabelecendo pontes entre o íntimo e o social, entre o individual e o comunitário, onde posiciono a minha arte não apenas como criação estética, mas como instrumento de consciência, diálogo e transformação”, comentou.

Sobre a experiência no país helvético, Ruth Collaço avalia o país como “evoluído, marcado por um civismo exemplar e por uma riqueza cultural que se preservou ao longo dos séculos, em parte porque o território suíço não foi danificado pelas grandes guerras europeias, graças à sua política de neutralidade histórica que evitou destruição e ocupações. É uma sociedade pautada pelo respeito pelos direitos, pela convivência harmoniosa e por uma ética coletiva que valoriza o bem comum. Contudo, é também um país onde as regras e as leis, sendo iguais para todos, não permitem fugas nem exceções, exigindo de cada indivíduo um compromisso rigoroso com a ordem, a responsabilidade e a transparência”.

Para ela, o que mais lhe chamou a atenção foi o “civismo e a forma como cada um se preocupa com quem vem a seguir”.

Relativamente ao futuro, Ruth espera desenvolver um conjunto de projetos que integram criação literária, intervenção cultural, consciência social e aprofundamento da interioridade.
“Continuo a expandir o Grupo Literário Wise Winds – Ventos Sábios, presente em 71 países, fortalecendo a sua atuação enquanto plataforma de diálogo, formação e circulação de literatura lusófona. Dou continuidade ao Projeto Círculo Raiz, aprofundando práticas de expressão ancestral, imagética ritual e meditação criativa, com o objetivo de integrar arte, interioridade e comunidade. Mantenho também a minha atividade como Correspondente Internacional de Arte, Cultura e Literatura, escrevendo para o Blogue Caminho do Universo, Revista Global, Revista Mulher Africana e Revista Entre Margens, onde procuro ampliar a reflexão crítica e a visibilidade de temas essenciais. No campo da criação, trabalho na consolidação de novas obras literárias que dão continuidade ao meu compromisso com a denúncia sensível, a revelação de realidades sociais silenciadas e a exploração da interioridade humana. Paralelamente, desenvolvo projetos de formação e intervenção comunitária, dando seguimento ao trabalho pro bono que realizo desde 2009, com foco na inclusão, autonomia e fortalecimento de crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade”, reforçou Ruth, que, além de portuguesa tem também nacionalidade angolana e sul-africana.

Ruth Collaço, que foi homenageada em maio deste ano na “Gala Repórter-X”, na zona de Zurique, publicou ainda “Inquietudes de Ruth Collaço”, “Ginguba com Açúcar”, “Pé de Carvão”, “Poemas na Palma da Mão” e “Toca da Loba”. O seu livro bilingue “Beijos e Contos de Ruth Collaço” e “Heterónimos” recebeu menção do presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, destacando-se pela criação de heterónimos biografados, poesia, contos e ilustrações da autora. Participou como coautora em mais de vinte antologias lusófonas e coordenou diversas coletâneas. É presidente Fundadora do Grupo Literário Wise Winds – Ventos Sábios, presente em 71 países e com cerca de 29 mil visualizações diárias, além de proprietária da chancela Ventos Sábios Ruth Collaço, dedicada à literatura e aos eventos culturais. Mantém parceria artística com João Gomez Photography. Como curadora cultural, criou e conduziu eventos como Matinés Inquietas, Desgarradas e Rapsódias Poéticas, Roda das Cores, Ventos e Vozes (em parceria com Vocaloide de João Charepe, professor Roy Hart) e Pontes Literárias, realizado na Fundação Oriente. É também criadora do Projeto Círculo Raiz, dedicado à expressão ritual, imagética ancestral, meditação criativa e práticas de interioridade.

Ígor Lopes

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