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“Os Verdes”: “Pedidos de desculpas na Cimeira da ONU não protegem os Oceanos”

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Com o arranque da Conferência das Nações Unidas para os Oceanos, no Parque das Nações, o Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) esperam “mais proteção e menos discurso”.

“Portugal, país costeiro com uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas Mundiais, tem, sucessivamente, negligenciado uma verdadeira política de salvaguarda e proteção dos nossos mares, tendo levado a cabo opções políticas e definido estratégias de costas voltadas para este mar imenso”, acusa o PEV.

Desde logo, “pela forma como o ordenamento da nossa costa continua a não ter em conta a sua vulnerabilidade, a comprovar pelos inúmeros empreendimentos em projeto ou construção em zonas que deveriam ser de proteção, colocando, não só, em causa a mitigação às alterações climáticas, como deixando em risco e em grande vulnerabilidade as populações”, assevera.

“Pela continuada ocorrência de focos de poluição diversa, dos micro plásticos às redes de pesca abandonadas, das descargas poluentes dos nossos rios face ao inadequado tratamento de águas residuais, entre tantas outras fontes de poluição. Pela sucessiva perda de soberania derivada dos acordos comunitários ou de pesca, com repercussões ao nível das competências e responsabilidades no que respeita à exploração, a conservação e à gestão de recursos biológicos do mar. Pela sobrepesca que já se verifica – e que não advém da nossa débil frota pesqueira – a que se sobrepõe o grave aumento do número de espécies marinhas em risco de extinção. Pela forte ameaça de concessão privada de talhões oceânicos para exploração, nomeadamente, dos fundos marinhos e dos seus recursos minerais, através de atividades extractivistas destrutivas sem que se disponha de informação que assegure a aferição clara de tais impactos para a biodiversidade, pelo que avançar para este tipo de atividades resultaria num enorme risco para a já débil saúde dos oceanos”, continua.

“A Conferência das Nações Unidas começou já com um pedido de desculpas do seu Secretário-Geral, Engenheiro António Guterres, escusando-se no facto de a sua geração nada ter feito, ou ter feito muito pouco, para impedir que os Oceanos chegassem ao atual estado de degradação. Não deixa de ser curioso este assinalar de falta de atenção de um ex-Primeiro-Ministro português que teve em mãos a organização da feira mundial Expo98, cujo tema era, precisamente, os Oceanos, e que, 24 anos volvidos, Portugal, com a sua grande ZEE à espera de aumentar para o dobro, continue, praticamente, de costas voltadas em termos de combate às alterações climáticas, de melhoria dos meios marinhos de vigilância e proteção dos ecossistemas regulando de forma efetiva a pesca agressiva industrial”, afirma o PEV.

“Entre as causas de poluição e de declínio dos oceanos, está a sobrecarga que resulta do turismo massificado, no mar e em terra, ou ainda do insustentável modelo de produção e consumo assente nos descartáveis, os quais requerem muito mais do que metas de médio prazo, são urgentes medidas no imediato, muitas das quais ficarão à margem, tal como os seus efeitos práticos, do fórum de discussão que terá lugar em Lisboa”, alerta o PEV.

“É tempo de travar a poluição dos mares. É tempo de acabar com os plásticos descartáveis. Precisamos de ter mais meios de vigilância marítima, apoiar as artes tradicionais de pescas e travar as grandes indústrias de pesca”, sublinha.

Os oceanos são responsáveis pela produção de metade do oxigénio do planeta e pela captação de grande parte do dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo para reduzir o seu efeito de estufa, “pelo que o debate em torno de um dos temas centrais desta conferência, uma economia azul sustentável, suscita as maiores reservas para o Partido Ecologista ‘Os Verdes’ pelos enormes desafios que comporta no que diz respeito à conservação da biodiversidade”, afirma o PEV.

Portugal tem uma das maiores zonas económicas exclusivas do mundo que se estende por 1,7 milhões de km2 (18 vezes maior que a área terrestre do continente e ilhas) e está na iminência de aumentar esta área para mais do dobro. “Toda esta vasta área marinha possui uma grande diversidade de ecossistemas e de recursos que têm de ser protegidos. Há, hoje, uma nova corrida ao ouro, a mineração dos fundos marinhos, para extração de metais preciosos e terras raras para alimentar as indústrias das novas tecnologias, face aos quais se perspetivam impactos terríveis nos ecossistemas marinhos”, alerta o PEV.

Integrado na Campanha SOS NATUREZA, e a propósito da celebração mundial dos oceanos e da Cimeira (Conferência) que decorre no Parque das Nações, “Os Verdes” irão promover uma ação de rua no próximo dia 1 de julho, às 17h00, na estação sul e sueste, “para alertar para a necessidade de proteção da biodiversidade e conservação da Natureza, em particular, dos oceanos face às agressões a que estão sujeitos, nomeadamente, pela massificação turística e forte incremento do turismo de cruzeiros nas nossas águas”, conclui o PEV.

Foto: DR.

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Barcelos: Câmara investe no reforço da iluminação pública

100 mil euros em 2022

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A Câmara Municipal de Barcelos investiu mais de 100 mil euros no reforço da iluminação pública do concelho, no decorrer de 2022. Em visita a quatro freguesias onde foram ligados novos PTs – Postos de Transformação – Carvalhas, Palme, Paradela e Balugães –, o presidente da Câmara, Mário Constantino, sublinhou a importância da E-REDES atender as solicitações do Município, dando resposta às exigências e necessidades de uso de energia por parte dos utentes – particulares e empresas – e dessa forma contribuir para a melhoria das condições do serviço.

De resto, o Presidente da Câmara fez questão de sensibilizar e, também, de agradecer a Francisco Campilho e Miguel Braz Pinto, da empresa operadora da rede de distribuição de energia elétrica das redes de alta, média e baixa tensão, a resposta que a E-REDES tem dado às solicitações dos autarcas locais, corporizadas e financiadas pelo Município. 

No decorrer do presente ano, além da instalação de novos Postos de Transformação, em Abade de Neiva, Balugães, Barcelos, Carreira, Carvalhal, Carvalhas, Gilmonde, Palme, Paradela, Pousa, Roriz e Tamel (S. Veríssimo), PTs que permitem melhorar a qualidade e estabilidade da energia fornecida, o Município de Barcelos contratualizou com a E-REDES dezenas de ampliações da rede de iluminação pública, trabalho que se estendeu a mais de duas dezenas de freguesias. 

Deste modo, os benefícios introduzidos, tanto pela colocação de novos PTs – que permitem eliminar ou diminuir as quedas de tensão provocadas pelo aumento do consumo –  como pelo alargamento da rede de iluminação pública, contribuem para dar resposta aos anseios das populações, melhorando a sua qualidade de vida. De resto, existe a garantia, quer da Câmara Municipal, quer da E-Redes, de que este tipo de intervenções vai continuar a fazer-se ao longo do próximo ano.

Foto: CMB.

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Barcelos: “Presépio a 7 artes” em exposição

Na Sala Gótica dos Paços do Concelho

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Não deixa ninguém indiferente. Pela dimensão, pelo enquadramento e, sobretudo, pela quantidade e diversidade artística das peças que o compõe. Trata-se do “Presépio a 7 Artes”, que está patente na Sala Gótica dos Paços do Concelho, uma “obra” que reúne criações de 39 artesãos de Barcelos, das mais variedades artes e ofícios populares do território barcelense.

No texto de apresentação desta iniciativa –  patente no edifício da Câmara Municipal, até ao dia 6 de janeiro –  lê-se que “o “Presépio a 7 Artes” é uma homenagem ao Natal e aos artesãos barcelenses. Nele, estão criações que representam o sentido criativo de cerca de quatro dezenas de artesãos barcelenses, de múltiplas produções e gerações. A cada uma destas peças singulares, o Município adicionou composições de elevado valor histórico, pertencentes ao espólio do Museu de Olaria, de alguns dos grandes vultos do artesanato local que fazem parte da galeria dos notáveis da identidade da arte popular local e nacional”.

Composto por cerca de uma centena de peças, este presépio constitui um “retrato da vida quotidiana popular de um passado não muito longínquo, porém profundamente marcado pela expressão característica do Minho e das suas gentes, mas, mais do que isso, reflete um sentimento coletivo de outros tempos e momentos de uma identidade e de um imaginário local”.

Como é de reconhecimento geral, o concelho de Barcelos foi, desde sempre, um terreno fértil para a criatividade, particularmente no panorama das artes e ofícios tradicionais e, como tal, o presépio tornou-se também numa das criações mais relevantes do figurado local.  Assim, a ideia de criar um “Presépio a 7 Artes” é antes de mais um elogio ao artesanato local, não só patente nas produções barristas, mas também nos trabalhos em madeira, ferro, cestaria, bordado de crivo e em expressões de artesanato contemporâneas como é o caso da pasta de papel.

O presépio é uma das mais relevantes tradições natalícias. Foi no século XIII que São Francisco de Assis fez nascer este costume, quando decidiu recriar a efeméride dentro daquele que era o ideal cristão de apologia à humildade. Esta ação foi de tal forma bem acolhida que, da floresta de Greccio, na atual Itália, saltou para todo o mundo cristão e, através dos séculos, a sua dimensão não parou de crescer. Chegou até nós como mais do que uma alegoria ao simbolismo que a época encerra, pois hoje trata-se sobretudo de uma representação de dimensão cultural e histórica do advento.

Neste presépio encontram-se criações de: (por ordem alfabética) Agostinho Coelho, Alberto Pinto, António Ramalho, António Salgueiro, Bernardino Coelho, Carlos Dias, Carolina André, Cidália Trindade, Conceição Messias, Conceição Sapateiro, Daniel Alonso, Domingos Ferreira, Eduardo Barbosa, Eduardo & Jesus Pias, Ermelinda Rodrigues, Fernando “Russo”, Inês Machado, Irene Salgueiro, Irmãos Baraça, Irmãos Mistério, João Ferreira, João Rêgo, Joaquim Messias, Joaquim Pinto, Júlia Côta, Júlia Martins , Júlio Ferreira, Laurinda Pias(28), Lourdes Ferreira, Luísa Pereira, Manuel Carvalho, Manuel Macedo, Mina Gallos, M. S. Cordeiro, Nelson Oliveira, Prazeres Côta, Renato Mendanha, Rosa Portela e Telmo Macedo.

Foto: CMB.

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Barcelos: Exposição “Design a Brincar em Português”

Na Casa do Vinho até 4 de março: “Isto não é uma exposição, é uma brincadeira!”

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É inaugurada, na próxima quarta-feira, pelas 18h00, na Casa do Vinho, na Praceta Rogério Calás de Carvalho, centro histórico de Barcelos, a exposição “Design a Brincar em Português”, resultado de uma seleção de brinquedos do colecionador Paulo Parra. Nas palavras deste designer e professor de Belas-Artes, “esta exposição está organizada segundo o conceito de que ‘O Design também Brinca’. Nessa perspetiva, a exposição permite, não só, ‘Brincar com o Artesanato’, mas também ‘Jogar para Brincar’”.

A propósito desta iniciativa, a vereadora da Cultura, Elisa Braga, pergunta: “Quem nunca olhou para trás e rebuscou, no baú da memória, aqueles brinquedos que fizeram as delícias da nossa infância?”, e acrescenta: “Considerados importantes no processo de aprendizagem e fundamentais na formação da personalidade, os brinquedos eram (e continuam a ser), sobretudo na época natalícia, o sonho de qualquer criança e motivo de fascínio do desembrulhar um presente. Ter um brinquedo possibilita ascender ao mundo de realidades imaginárias, jogar, brincar ao faz de conta, interagir, socializar, aprender. Esse é o mundo mágico dos brinquedos. E é um pouco desse mundo, que o colecionador Paulo Parra nos permite reviver, ao brindar-nos com a exposição: ‘O Design também Brinca’”.

Esse será, com toda a certeza, um dos aliciantes desta exposição. Até porque, como realça Paulo Parra, a mostra elucida como «Educar as Raparigas a Brincar com Bonecos e Bonecas» qual “O Grande Sonho dos Rapazes: Os Carros”, e permite “Brincar e Jogar com Brinquedos da Nossa Escala”. Além disso, possibilita “Brincar às Surpresas” e, até, “Brincar ao Carnaval”. Entretanto, pode-se “Estudar para Brincar”, assim como “Poupar para Brincar”, e ainda descobrir os principais “Brinquedos na História do Design Industrial” ou saber como “Colecionar Brinquedos”. Tudo isto teremos de procurar dentro de umas fantásticas bolas de Natal gigantes! “É que esta exposição também é para aprender a brincar com o Design!”, sublinha o colecionador.

A exposição vai ficar patente, na Casa do Vinho, até ao dia 4 de março e pode ser vista de terça a sexta-feira das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00. Aos sábados e domingos, das 14h00 às 17h30.

Imagem: CMB.

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