Atualidade
Mais de 100 cursos lançados pela Universidade do Minho no âmbito do projeto ALIANÇA
Projeto “ALIANÇA de Pós-Graduação – Competências para o Futuro”, aprovado no âmbito do PRR, inicia um novo ciclo de formação não conferente de grau nesta universidade
A Universidade do Minho (UMinho) prepara-se para lançar um portefólio de 112 cursos de pós-graduação, desenhados em estreita cooperação com empresas da região, com o objetivo de promover a atualização e requalificação de competências valorizadas no mercado de trabalho. Esta é uma das medidas que faz parte do projeto “ALIANÇA de Pós-Graduação – Competências para o Futuro”, aprovado com financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Os 112 cursos serão lançados gradualmente até 2026 com um total de 2730 vagas e 13409 horas letivas. De curta-duração, não-conferentes de grau mas creditados, estes cursos destinam-se a diplomados que procurem especializar-se ou atualizar conhecimentos em oito grandes domínios designados de Programas Educacionais: “Gestão e Inovação Empresarial”, “Arquitetura e Ambiente Construído”, “Comunicação, Cultura, Sociedade e Inclusão”, “Engenharia e Indústria Transformadora”, “Proteção Social e Integração”, “Saúde e Bem-Estar”, “Sustentabilidade Ambiental e Gestão do Território” e “Transição Digital”.
Em 2022, a abertura dos cursos será gradual e, nos próximos dias, terá início o período de candidaturas para o Curso de Formação Especializada em Tecnologia de Fachadas e Envolventes de Edifícios (com 20 vagas disponíveis). Este primeiro curso é lançado em parceria com a empresa BYSTEEL/DST, uma das 74 empresas que integram o projeto ALIANÇA.
“O investimento neste tipo de formação orientada para a atualização e requalificação dos trabalhadores, de equipas de gestão, ou de desempregados, é de crucial importância para o desenvolvimento económico e social do país sobretudo em período pós-pandemia”, afirma Guilherme Pereira, pró-reitor para a Avaliação Institucional e Projetos Especiais e coordenador do projeto “ALIANÇA de Pós-Graduação”.
No website da ALIANÇA, para além de poder ser consultada toda a informação, como cursos disponíveis, planos curriculares, taxas de frequência, entre outros, poderá ser realizada a candidatura aos cursos.

A Aliança de Pós-Graduação
Os cursos foram desenhados a partir de um conjunto de parcerias estabelecidas com cerca de 80 empresas e organizações públicas. Trata-se de uma lista de parceiros estratégicos da ALIANÇA, em permanente expansão, que contribuirá com recursos humanos qualificados no processo de ensino, com o desenvolvimento de atividades de formação centradas em contextos profissionais, com a frequência dos cursos por parte dos colaboradores e com a abertura de oportunidades de emprego para os estudantes.
Está, também, previsto o investimento em novas abordagens educativas, transversais a toda a instituição, que visam contribuir para o sucesso dos estudantes, sua empregabilidade e preparação para uma carreira de futuro, bem como para a melhoria das instalações pedagógicas, aumentando a segurança, o conforto e a usabilidade para comunidade académica, juntamente com uma grande aposta na da melhoria da infraestrutura tecnológica, garantindo a sua atualização e uma adequada resposta ao aumento acelerado das necessidades digitais na UMinho.
Inserida nos programas “Impulso Jovens STEAM” e “Impulso Adultos”, a ALIANÇA enquadra-se no esforço de modernização do Ensino Superior e (re)qualificação da população portuguesa, estando previsto atrair nos próximos quatro anos mais de 2000 novos estudantes.
Bolsas de Estudo
Para cumprimento de dois dos principais objetivos da ALIANÇA – a excelência no processo de aprendizagem e o apoio financeiro aos profissionais-estudantes em situação económica fragilizada em resultado da crise pandémica - institui-se a atribuição de bolsas de estudo, usando o mérito como critério para a decisão sobre o montante a atribuir a cada estudante. Assim, os alunos destas formações serão elegíveis para Bolsas de Estudo, cujo valor estará indexado à classificação final que vierem a obter.
O modelo de atribuição aprovado para 2022 será aplicado apenas aos estudantes que concluam o curso no decorrer da primeira inscrição no mesmo, sem nunca terem reprovado ou suspendido a inscrição, com assiduidade e aprovação em todas as unidades curriculares, nas seguintes condições:
– os 20 % melhores alunos obterão uma bolsa de valor pecuniário idêntico ao da taxa de frequência anualmente definida (100%);
– os seguintes 30% melhores alunos obterão uma bolsa de valor pecuniário correspondente a 75% do valor da taxa de frequência anualmente definida;
– os restantes 50% obterão uma bolsa de valor pecuniário correspondente a 50% do valor da taxa de frequência anualmente definida.
Foto e imagem: UMinho.
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
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