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Loures: Delinquência juvenil e ameaça com arma de fogo levam a detenções

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O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, através da Divisão Policial de Loures, no dia 16 de março, pelas 07h00, deu cumprimento a sete Mandados de Busca Domiciliária, tendo sido detidos, pelo crime de detenção de arma proibida, dois homens de 42 e 19 anos, tendo ainda constituído como arguidos outros cinco jovens, com idades compreendidas entre os 15 e os 19 anos, suspeitos da prática do crime de ameaças praticadas com recurso a arma de fogo.

No final do mês de novembro do ano transato, foi formalizada uma queixa-crime em que o denunciante afirmava ter sido ameaçado com uma arma de fogo, quando se encontrava no exercício das suas funções de vigilante, bem como no gozo da sua folga.

Na referida denúncia é afirmado que um grupo de seis suspeitos, ameaçou a vítima em virtude de este exercer funções de vigilante e no cumprimento da sua missão, ter chamado a atenção dos mesmos por perturbarem o normal funcionamento do estabelecimento onde presta serviço na zona do Prior Velho – Sacavém.

Foi, assim, iniciado um processo investigatório sob a direção do Ministério Público de Loures, tendo sido possível através das várias diligências investigatórias obter a identificação dos suspeitos.

Uma vez na posse dos Mandados de Busca Domiciliária, os Policias deslocaram às residências dos suspeitos, tendo apreendido diversas peças de vestuário e uma arma de airsoft usada para a prática do crime.

No decorrer das buscas, foram localizadas e apreendidas: várias peças de roupa; 1 arma airsoft utilizada na prática dos factos; 2 caçadeiras; 1 pistola de alarme; 41 munições calibre .32; e 1 arma branca (vulgo borboleta) [ndr: foto de destaque].

Os detidos foram libertados e notificados para comparecer perante a competente Autoridade Judiciária no Ministério Público da Comarca de Lisboa Norte.

Ocorrências

A Divisão de Segurança a Transportes Públicos, no dia 07 de março, pelas 10h00, na freguesia dos Olivais, procedeu à identificação de um homem, de 53 anos, pela prática da atividade de venda ambulante.

Os Polícias, tendo tido conhecimento de reclamações, por parte da operadora comercial da Estação do Aeroporto do Metropolitano de Lisboa, informando que estaria um indivíduo a coagir os turistas que por ali passavam, deslocaram-se àquela, de forma proactiva.

Chegados ao local, avistaram o infrator a importunar um passageiro estrangeiro, junto às máquinas de venda automática de títulos de transporte, retirando do bolso do casaco alguns cartões, motivo pelo qual se procedeu à abordagem.

O infrator referiu que era prática comum solicitar aos turistas os títulos de transporte usados, para proceder à respetiva revenda, com o fim de angariar dinheiro para a compra de bens pessoais, tendo no imediato entregue todos os cartões.

Face ao exposto, estando o suspeito a exercer a prática da atividade de venda ambulante de títulos de transporte, sem que tivesse realizado a respetiva comunicação prévia no “Balcão do Empreendedor”, a ação policial resultou no levantamento de um auto por contraordenação e na apreensão de 161 cartões descartáveis.

No dia 6 de março, pelas 14h38, na União das freguesias de Queluz e Belas, procedeu à detenção de um homem de 27 anos, por ser suspeito da prática do crime de posse de produto estupefaciente.

Os Polícias aquando do patrulhamento no interior do comboio na Estação Ferroviária de Queluz/Belas, sentiram um odor forte característico de ser produto estupefaciente, assim que se aproximavam do suspeito, motivo esse que levou à sua abordagem.

Após ser abordado e questionado se teria na sua posse algum produto ilícito, o indivíduo retirou, do bolso do casaco que trajava, duas embalagens de plástico contendo; 7.37 gr. de haxixe equivalente a 14.74 doses individuais; e 2.72 gr. de liamba.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca da Lisboa Oeste – Sintra.

A Divisão de Segurança Aeroportuária, no dia 15 de março, procedeu à detenção de um homem de 41 anos, por ser suspeito da prática do crime de posse de produto estupefaciente.

Através de informação de uma testemunha, a qual verificou o suspeito, momentos antes, em frente à zona do metro do AHD, colocou no bolso do casaco que usava um pedaço castanho, produto este suspeito de ser haxixe.

Após esta informação o suspeito foi intercetado quando se dirigia para o Terminal 2.   

Aquando da abordagem policial foi possível apreender 18,2 doses individuais de haxixe.

Ao suspeito foi dada voz de detenção, constituído arguido, tendo prestado termo de identidade e residência, sido notificado para ser presente a 1º interrogatório judicial na Instância Local Criminal de Lisboa – Seção de Pequena Criminalidade | Campus de Justiça.

No dia 15 de março, apreendeu a um homem de 56 anos, um Ipad deixado por esquecimento no interior de viatura táxi da qual é condutor.

O denunciante, ao chegar a Lisboa no dia 12 de março, deslocou-se para a praça de táxis do aeroporto e dali seguiu para a sua residência, apercebendo-se, pouco depois, de chegar que deixara esquecido no interior da viatura uma mochila de sua propriedade.

Tentou, em vão, o contacto do condutor, optando depois por denunciar o assunto à PSP do Aeroporto, descrevendo o seu conteúdo.

Pelas diligências garantidas, conseguiu-se chegar à identificação do condutor da viatura que referiu, ainda, não ter feito a entrega do artigo por «não ter tido tempo». Após este contacto policial foi possível garantir a entrega do artigo deixado esquecido na viatura ao legítimo proprietário.

Aquando da abordagem policial foi possível apreender os seguintes itens: Ipad, 16.1, avaliado em cerca de € 1200.

O possuidor foi constituído arguido e prestou termo de identidade e residência.

No dia 16 de março, procedeu à detenção de um homem de 30 anos, nos arruamentos do Aeroporto Humberto Delgado, em ato de uma operação de fiscalização de rotina, por ser suspeito da prática do crime de falta de habilitação legal para conduzir.

Ao condutor foi dada voz de detenção, foi constituído arguido e prestou termo de identidade e residência, foi presente em 1º interrogatório judicial, na Instância Local Criminal de Lisboa – Secção de Pequena Criminalidade, no Campus de Justiça.

Foto: PSP.

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Universidade de Coimbra lidera projeto financiado com dois milhões de euros para reforçar a inovação e o empreendedorismo no ensino superior

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A Universidade de Coimbra (UC) lidera o projeto EC2U ELEVATE – Aprendizagem em Empreendedorismo, Educação e Criação de Valor através das Tecnologias e dos Ecossistemas, uma das iniciativas selecionadas para financiamento pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) no âmbito da EIT Higher Education Initiative.

Financiado com 1 999 903 de euros, o projeto vai decorrer no âmbito da aliança europeia EC2U – Campus Europeu de Cidades Universitárias, integrada pela UC e por mais oito universidades europeias: a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), a Universidade Alexandru Ioan Cuza de Iasi (Roménia), a Universidade de Salamanca (Espanha), a Universidade de Pavia (Itália),  a Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria),  a Universidade de Umeå (Suécia), a Universidade de Poitiers (França) e a Universidade de Turku (Finlândia). O projeto EC2U ELEVATE integra ainda o Instituto Pedro Nunes e a OXENTIA, consultora de inovação e tecnologia sediada no Reino Unido.

O EC2U ELEVATE pretende aproximar as universidades do ecossistema europeu de inovação, promovendo novas formas de colaboração entre estudantes, investigadores, docentes, empresas, cidades e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa contribuir para reforçar a cultura de inovação nas instituições participantes, estimular a criação de soluções para responder a desafios societais e aumentar a transferência de conhecimento para a economia e para a sociedade.

“Este novo projeto contribuirá para consolidar a capacidade da Universidade de Coimbra e das universidades parceiras da EC2U em fornecer às suas comunidades competências empreendedoras, apoiar a valorização do conhecimento científico, através da criação de empresas de base científica e tecnológica, fomentar uma maior colaboração interdisciplinar e internacional, e aproximar as instituições de ensino superior das empresas e da sociedade. Para isso, o projeto intervém ao nível da governação institucional, nos currículos e nos processos de valorização da investigação”, destaca a Pró-Reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes.  

Ao longo dos próximos dois anos, o projeto vai desenvolver programas de formação em empreendedorismo e inovação, iniciativas de cocriação, ações de capacitação para estudantes, investigadores e docentes, bem como mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores e de novas startups.

Entre os objetivos do projeto está também o reforço das ligações entre as universidades europeias e os diferentes ecossistemas regionais de inovação, potenciando o impacto da investigação produzida nas instituições de ensino superior. Apoiado pelo EIT Culture & Creativity, o EC2U ELEVATE estabelece uma ligação entre o modelo de cidades-universidades da EC2U e o ecossistema mais amplo do EIT, incluindo o EIT Urban Mobility e o EIT Health.

O EIT Higher Education Initiative é uma iniciativa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia que apoia as instituições de ensino superior na criação de ecossistemas de inovação mais fortes, promovendo a cooperação entre universidades, empresas, centros de investigação e autoridades públicas.

De recordar que a aliança EC2U (European Campus of City Universities, em inglês) tem vindo a envolver as comunidades académicas das universidades parceiras, assim como os habitantes das cidades onde estão sediadas, através de uma vasta rede de atividades. Neste contexto, o projeto EC2U ELEVATE tem como principal ambição impulsionar a terceira e quarta missões das universidades EC2U potenciando as capacidades de transferência de conhecimento, inovação, empreendedorismo e serviço à sociedade.

Mais informações sobre a aliança EC2U estão disponíveis em https://ec2u.eu/

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Espanha conquista segundo Mundial ao vencer Argentina no prolongamento

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A Espanha conquistou, no domingo, 19 de julho, o segundo título mundial da sua história, ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final do Campeonato do Mundo de futebol de 2026. Disputado no Estádio Nova Iorque/Nova Jérsia, em East Rutherford, nos Estados Unidos, o encontro foi decidido por Ferran Torres, lançado no decorrer da partida pelo selecionador Luis de la Fuente.

O golo surgiu aos 106 minutos. Pedro Porro cruzou do lado direito, Nico Williams ganhou a bola de cabeça e Ferran Torres rematou de primeira, sem dar possibilidade de defesa a Emiliano Martínez. A Argentina disputava o prolongamento com dez jogadores, depois de Enzo Fernández ter recebido o segundo cartão amarelo nos descontos do tempo regulamentar. A equipa espanhola controlou a posse de bola e criou mais oportunidades, mas encontrou resistência no guarda-redes argentino até ao lance que definiu o título.

Este foi apenas o segundo confronto entre Espanha e Argentina na história do Campeonato do Mundo. O primeiro ocorreu na fase de grupos da edição de 1966, disputada em Inglaterra, quando a seleção argentina venceu por 2-1. Sessenta anos depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se na competição, desta vez na final, com a Espanha a equilibrar o histórico mundialista entre ambas.

O desfecho repetiu o resultado da final de 2010, quando a Espanha venceu os Países Baixos por 1-0, também no prolongamento. Há 16 anos, Andrés Iniesta marcou o golo que entregou o primeiro título mundial à seleção espanhola. Com a conquista de 2026, a Espanha igualou Uruguai e França, ambos com dois títulos, e passou a ocupar o quinto lugar no historial da competição, liderado pelo Brasil, com cinco.

A equipa de Luis de la Fuente terminou a prova sem derrotas e sofreu apenas um golo em oito encontros. A campanha começou com um empate sem golos diante de Cabo Verde, num jogo em que o guarda-redes Vozinha travou o ataque espanhol. Seguiram-se as vitórias sobre a Arábia Saudita, por 4-0, e o Uruguai, por 1-0, resultados que garantiram o primeiro lugar no Grupo H.

Na fase a eliminar, a Espanha venceu a Áustria por 3-0 nos 16 avos de final e afastou Portugal nos oitavos, por 1-0, com um golo de Mikel Merino nos descontos. Nos quartos de final, superou a Bélgica por 2-1, antes de derrotar a França por 2-0 nas meias-finais. Na decisão, voltou a manter a baliza sem golos e encerrou a competição com 14 golos marcados e apenas um sofrido.

A conquista juntou o Mundial de 2026 ao Campeonato da Europa de 2024, colocando a seleção masculina espanhola na posse dos dois principais títulos internacionais. A Espanha tornou-se ainda a primeira federação a deter simultaneamente os Mundiais masculino e feminino, depois do triunfo da seleção feminina em 2023. Unai Simón terminou o torneio com sete jogos sem sofrer golos, enquanto Luis de la Fuente, aos 65 anos, passou a ser o treinador mais velho a conquistar um Mundial.

A Argentina chegou à final como campeã em título e procurava repetir a conquista alcançada no Qatar, em 2022. A seleção orientada por Lionel Scaloni entrou na decisão depois de sete vitórias, com 19 golos marcados. No percurso, eliminou Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, mas não conseguiu superar a organização defensiva espanhola. Com a derrota, manteve os três títulos conquistados em 1978, 1986 e 2022 e somou a quarta final perdida, depois de 1930, 1990 e 2014.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realizou-se entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Pela primeira vez, três países organizaram conjuntamente a competição, que também estreou o formato com 48 seleções, distribuídas por 12 grupos. Foram realizados 104 encontros em 16 cidades, 11 norte-americanas, três mexicanas e duas canadianas. O jogo inaugural decorreu na Cidade do México e a final teve lugar em East Rutherford, no estado norte-americano de Nova Jérsia.

Entre os países lusófonos, o Brasil avançou até aos oitavos de final. A seleção orientada por Carlo Ancelotti empatou com Marrocos por 1-1 e venceu Haiti e Escócia por 3-0 na fase de grupos. Nos 16 avos de final, derrotou o Japão por 2-1, com Gabriel Martinelli a marcar o golo da vitória nos descontos. O percurso terminou diante da Noruega, com uma derrota por 2-1, naquela que foi a eliminação mais precoce do Brasil desde o Mundial de 1990.

Portugal também chegou aos oitavos de final. A seleção portuguesa empatou com a República Democrática do Congo, por 1-1, venceu o Uzbequistão por 5-0 e terminou a fase de grupos com um empate sem golos frente à Colômbia. Depois de afastar a Croácia por 2-1 nos 16 avos de final, Portugal perdeu com a futura campeã Espanha por 1-0. Cristiano Ronaldo disputou o sexto Mundial da carreira e marcou dois golos diante do Uzbequistão, tornando-se o primeiro jogador a marcar em seis edições da competição.

Cabo Verde encerrou a estreia num Campeonato do Mundo com a passagem à fase a eliminar. A seleção orientada por Bubista não perdeu na fase de grupos, após empates com Espanha, por 0-0, Uruguai, por 2-2, e Arábia Saudita, por 0-0. Nos 16 avos de final, os cabo-verdianos obrigaram a Argentina a disputar 120 minutos, mas foram eliminados por 3-2. Deroy Duarte e Sidny Lopes Cabral marcaram os golos de Cabo Verde, que chegou a restabelecer a igualdade por duas vezes antes de um autogolo de Diney Borges decidir o encontro.

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Andrea Francomano: a mulher por detrás da espiritualidade entre Brasil e Portugal

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Andrea Francomano apresenta-se hoje como uma das vozes brasileiras de maior relevância no campo da “Apometria Sistêmica” e “Mesa Radiônica Acessus”, métodos que desenvolveu a partir de um percurso marcado por estudo, prática terapêutica, espiritualidade e investigação sobre comportamento humano. Natural de São Paulo e residente em São José dos Campos, a terapeuta, escritora e mentora espiritual consolidou presença no Brasil e ampliou a sua atuação na Europa, através de Portugal, onde participou em diversas agendas, incluindo congressos, minicursos e experiências imersivas em Lisboa, Porto e Braga, por exemplo.

Antes dessa visibilidade pública, dos cursos concorridos, das palestras lotadas e dos livros editados, a sua história passou pelos tribunais. Andrea afirma que atuou durante 26 anos como advogada, antes de trocar o Direito pela investigação da consciência humana. A nossa entrevistada resume essa viragem de forma direta: “Troquei os tribunais pela investigação da consciência humana”. Uma frase que ajuda a compreender a mulher por detrás da marca: alguém que transformou perguntas pessoais, dores e estudos em matéria de trabalho, numa área onde espiritualidade, filosofia, autoconhecimento e desenvolvimento humano ocupam o centro da narrativa.

A sua própria definição evita atalhos fáceis. “Sou uma buscadora incansável da verdade, da essência e do propósito que nos conectam com o que realmente somos”, afirmou, acrescentando que “trabalho com consciência, profundidade e transformação, com os pés na Terra e os olhos no invisível”. A construção da sua identidade pública passa por esta tensão entre método e espiritualidade, entre prática e intuição, entre discurso terapêutico e responsabilidade pessoal. No seu campo de atuação, Andrea procura apresentar a espiritualidade não como fuga, mas como ferramenta de leitura de padrões humanos.

A “Apometria Sistêmica” é descrita pela própria como resultado de anos de estudo sobre consciência, comportamento humano, filosofia e espiritualidade. Já a “Mesa Radiônica Acessus” surge como uma ferramenta associada à leitura e reorganização de campos energéticos, dentro de uma abordagem apresentada como estruturada e profissional. Em Portugal, a formação de operadores da “Mesa Radiônica Acessus” reuniu um público interessado em maio deste ano, na Costa da Caparica, com foco em “radiestesia”, “apometria” e “análise de padrões emocionais”. A metodologia utilizada já tinha sido aplicada em mais de seis mil atendimentos, alcançando mais de 700 alunos, com presença em mais de 40 países.

O crescimento de Andrea no Brasil antecedeu a sua passagem por Portugal. A terapeuta concluiu a 13.ª turma da formação em “Apometria Sistêmica”, com 115 alunos, além de manter agenda de atendimentos e participação em podcasts sobre espiritualidade, trauma transgeracional e expansão de consciência. A ida a Portugal marcou uma etapa de internacionalização do seu trabalho, com contacto direto com públicos brasileiros residentes no país, portugueses interessados em práticas integrativas e participantes ligados ao universo do autoconhecimento.

A dimensão autoral da sua trajetória também aparece na forma como Andrea comunica os seus limites. Entre aquilo que valoriza, cita “conversas profundas”, “perguntas difíceis”, “liberdade de pensamento”, “espiritualidade sem dependência” e “autoconhecimento com responsabilidade”. Entre o que rejeita, aponta “dogmas”, “fanatismos”, “respostas prontas para questões complexas”, “fórmulas mágicas para problemas humanos” e “terceirização da responsabilidade pessoal”. O posicionamento ajuda a diferenciar a sua proposta num campo frequentemente atravessado por promessas rápidas. Andrea pretende associar o seu trabalho a “método, discernimento e compromisso com a jornada individual”.

“A transformação começa quando assumimos responsabilidade pela própria jornada”, disse. É nesta ideia que se concentra a força da sua presença pública. Andrea Francomano não se apresenta apenas como criadora de métodos, formadora ou conferencista. Apresenta-se como uma mulher que fez da própria travessia uma linguagem de trabalho, levando ao Brasil, a Portugal e a outros países uma proposta centrada na consciência, na espiritualidade sem dogmas e na responsabilidade como ponto de partida.

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