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Liga MEO Surf: Ondas de qualidade e regresso de Vasco Ribeiro animam dia inaugural do Bom Petisco Peniche Pro

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A Praia do Lagide foi o palco do dia inaugural do Bom Petisco Peniche Pro, a derradeira e decisiva etapa da Liga MEO Surf, com a luta pelo título máximo masculino do surf português em jogo. Não faltaram ondas de qualidade ao longo de uma jornada marcada pelo regresso à competição do campeão nacional Vasco Ribeiro e, também, pelas primeiras baixas nas contas do título. Após a realização da ronda inaugural masculina e de duas eliminações inesperadas, restam nove surfistas ainda com possibilidades de chegarem ao título nacional.

A ação arrancou pelas 8 horas de ontem, com a realização dos trials masculinos. Uma fase que contou com a presença do ex-campeão nacional Miguel Blanco, que se destacou da restante concorrência, avançando facilmente para o quadro principal. Ivo Cação, Francisco Laranjinha e Matisse Verworst foram os outros surfistas a saírem vencedores nesta fase.

A partir daqui, deu-se início à luta pelo título, com onze surfistas nesta disputa. E cedo começaram as surpresas nesta fase inaugural da etapa. No primeiro heat, Tomás Fernandes, um dos 11 candidatos, superou esta fase sem conseguir vencer, após ser superado por João Vidal. Algo que era um aviso para o que viria de seguida, com outros a não conseguirem sequer passar à fase seguinte. Foi o caso de Francisco Mittermayer, eliminado numa bateria vencida pelo tetracampeão nacional Ruben Gonzalez, e de João Moreira, que constituem as primeiras baixas nesta renhida disputa pelo título nacional masculino.

Em sentido inverso, Luís Perloiro, Afonso Antunes, Francisco Almeida, Joaquim Chaves e Eduardo Fernandes conseguiram triunfos na estreia e mantiveram aceso o sonho do título. O mesmo fizeram os três surfistas melhor posicionados nesta disputa. Guilherme Ribeiro, que chega a Peniche como líder do ranking e dono da licra amarela Go Chill, venceu a bateria 8 de forma relativamente segura, enquanto no heat 9 e no 11 Guilherme Fonseca e Vasco Ribeiro [ndr: na foto de destaque], respetivamente, entraram com tudo na competição, conseguindo ambos performances fortes e triunfos folgados.

Joaquim Chaves (Foto: Matreno / AN Surfistas)

O triunfo de Vasco Ribeiro, com um score de 14,45 pontos, foi mesmo um dos grandes destaques deste dia inaugural do Bom Petisco Peniche Pro. Uma prestação que deixou o campeão nacional em título de sorriso rasgado no rosto. “É incrível poder estar aqui outra vez a competir e sentir-me bem e feliz”, começou por dizer Vasco. “Agora, é continuar neste caminho devagarinho. Tem sido um caminho difícil.

Tomei a decisão de parar e colocar a minha pessoa em primeiro lugar. Decidi pensar em mim e foi a melhor coisa que fiz”, frisou o surfista de 27 anos.

A prestação de Vasco Ribeiro apenas foi superada pelos 14,75 pontos obtidos por Halley Batista, que não entra nestas contas da disputa do título. Arran Strong, Gabriel Ribeiro, Tiago Stock, Henrique Pyrrait e João Roque Pinho foram os outros surfistas a vencerem as restantes baterias da ronda inaugural masculina, dando boa indicação para o que resta de prova.

A meio da tarde entrou na água a ronda inaugural feminina, com o Lagide a continuar a oferecer ondas de grande potencial. Foi neste cenário que aconteceu a primeira surpresa da ronda, com a eliminação de Érica Máximo, numa bateria vencida por Maria Silva. Na bateria seguinte foi Carina Duarte, a única surfista em prova já com triunfos na Liga MEO Surf, a ser surpreendida pela jovem Constância Simões, mas conseguindo, ainda assim, passar à fase seguinte no segundo posto.

Até final da ronda, destaque ainda para as prestações de Maria Salgado, com o melhor score feminino do dia (12,85 pontos), e também de Gabriela Dinis, que fechou a jornada com um triunfo selado com 11,65 pontos. Ambas mostraram estar em sintonia com o mar e com ambições de lutarem pela primeira vitória da carreira na Liga MEO Surf. Beatriz Costa foi a outra surfista a sair vitoriosa nesta ronda.

Maria Salgado (Foto: Matreno / AN Surfistas)

Para este sábado a chamada foi marcada para as 7H45, no Lagide, com a possibilidade de os melhores surfistas nacionais terem pela frente nova jornada de ondas de qualidade. Em cima da mesa, com o desenrolar da prova, há ainda a possibilidade de mudança do local do campeonato. Hoje, as contas pelo título masculino vão começar a ganhar contornos ainda mais emocionantes, com dois heats da ronda 2 a terem mais do que um dos candidatos na água em simultâneo. Tal vai acontecer no heat 3, com Afonso Antunes e Francisco Almeida, e também no heat 6, com Vasco Ribeiro e Joaquim Chaves.

Agenda para sábado

07H45 – Call do segundo dia de competição

11h00 – Passatempo Jerónimo Martins “Quem sabe, melhor defende”

17h00 – Go Chill Expression feminina e masculina (por confirmar)

A nível televisivo, o Bom Petisco Peniche Pro poderá ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, app do MEO – disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, e em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.

A Liga MEO Surf 2022 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Bom Petisco, Allianz Seguros, Joaquim Chaves, Go Chill, Somersby, Corona e Rip Curl, o parceiro de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local do Município de Peniche, e o apoio técnico do Peniche Surfing Clube e da Federação Portuguesa de Surf.

Fotos: Jorge Matreno / AN Surfistas.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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