Atualidade
Liga MEO Surf – Allianz Figueira Pro com jornada de notas excelentes no regresso à Murtinheira
A Praia da Murtinheira, a Norte do Cabo Mondego, foi o palco do segundo de ação do Allianz Figueira Pro, este sábado, naquele que foi o regresso da Liga MEO Surf, a primeira divisão do surf português, dois anos depois, a uma praia que brindou, mais uma vez, as estrelas do surf nacional com condições de grande potencial. Os surfistas corresponderam da melhor forma e ofereceram uma jornada de pontuações excelentes e scores bem elevados rumo às fases finais.
Com a ondulação a cair em relação à véspera, a falta de ondas obrigou a mudar a logística para a Praia da Murtinheira, em Quiaios, com a ação a começar pelas 10 horas. Com as ondas a rolarem a bom ritmo e a oferecerem muitas oportunidades para os surfistas brilharem, a prova retomou com a ronda 2 masculina. E não demorou muito até o nível começar a subir. No primeiro heat houve um duelo muito intenso, que terminou com o triunfo de Marlon Lipke, com Francisco Alves a ser segundo e com o antigo bicampeão nacional Miguel Blanco a ficar pelo caminho, a par de Martim Carrasco.
No heat 2 Diogo Martins mostrou-se novamente em grande forma e arrecadou um triunfo convincente, numa bateria em que deixou Tomás Fernandes no 2º posto. Depois de ter conseguido o melhor score na véspera, o jovem surfista conseguiu, hoje, uma onda de 9 pontos e um total de 15 pontos. Algo que viria a ser melhorado pouco depois pelo campeão nacional em título. Vasco Ribeiro entrou com tudo e rapidamente cimentou o triunfo e o melhor score do evento. Foram 17 pontos, assentes numa primeira onda de 7,75 pontos e uma segunda onda de 9,25 pontos, a melhor até ao momento na prova masculina. Naquilo que foi um show de um homem só, Pedro Coelho acabou por conseguir a segunda posição.

Embora ninguém tenha conseguido chegar perto da performance de Vasco, na segunda metade da ronda houve mais surfistas em destaque. Tal como na véspera, Joaquim Chaves voltou a evidenciar-se, somando, desta vez, 15,50 pontos, com a terceira nota excelente do dia, um 8,50 pontos. A fechar a ronda Guilherme Ribeiro também conseguiu um triunfo convincente, com 14,25 pontos, numa disputa em que João Kopke foi um dos eliminados.

Os outros vencedores da ronda foram Francisco Almeida, Luís Perloiro e Eduardo Fernandes, numa jornada de grande nível. Assim, os heats da ronda 3 ficaram já definidos, com batalhas muito prometedoras em perspetiva. Desde logo, o heat 2, onde estarão em ação Vasco Ribeiro, Francisco Almeida, Tomás Fernandes e Francisco Alves. Mas também o heat 4 onde os três mais fortes representantes da nova geração do surf nacional se vão enfrentar. A Joaquim Chaves, Afonso Antunes e Guilherme Ribeiro junta-se ainda João Moreira.
Ao final da manhã foi a vez de a ronda 2 feminina ir para a água, com as mulheres a responderem aos homens com performances também de elevada qualidade. Logo no primeiro heat Mafalda Lopes deu um sinal do que estava para vir, vencendo a bateria com 13,25 pontos, com Lua Escudeiro, a grande surpresa até ao momento neste Allianz Figueira Pro, a também seguir em frente. E no heat 2 foi Carolina Mendes a dar espetáculo, alcançando um triunfo folgado, com 15 pontos, e sendo acompanhada para a próxima fase por Charlotte van Berkum.
A campeã nacional Kika Veselko também não facilitou e garantiu um triunfo rumo à ronda 3, numa bateria em que deixou Carina Duarte no 2º posto. O último heat do dia acabou por ser aquele onde se viu mais “fogo de artifício”. Com Yolanda Hopkins e Teresa Bonvalot a destacarem-se desde cedo em relação a Beatriz Carvalho e Mariana Assis, a disputa entre as ex-campeãs nacionais foi decidida na última troca de ondas. Teresa conseguiu 8,35 pontos e ficou com um score de 16,35, mas Yolanda esticou ainda mais a corda, fazendo uma onda de 9,25 pontos, que lhe rendeu o triunfo e um total de 16,75 pontos.
Yolanda Hopkins levou este momento de forma para a Go Chill Expression Session feminina, que fechou o dia de competição, e carimbou o triunfo com uma forte manobra na junção. Yolanda juntou-se a Francisco Almeida como vencedores da Go Chill Expression Session do Allianz Figueira Pro. Isto depois de Francisco Almeida ter sido o grande dominar de uma inovadora Expression Session noturna, que se disputou na sexta-feira, na Praia do Cabedelo.

Amanhã, a chamada para o dia final do Allianz Figueira Pro está marcada para as 7h15. Numa altura em que ainda faltam disputar-se 16 heats para apurar os campeões da etapa inaugural da Liga MEO Surf 2022, prevê-se, assim, uma longa e entusiasmante jornada este domingo na Praia do Cabedelo.
Agenda para Domingo
07h15 – Call do segundo dia de competição
16h30 – Finais do Allianz Figueira Pro
17h30 – Cerimónia de Entrega de Prémios do Allianz Figueira Pro
A nível televisivo, o Allianz Figueira Pro poderá ser acompanhado em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Facebook do MEO, app do MEO – disponível na posição 810 da grelha de canais MEO, e em www.ansurfistas.com e redes sociais em @ansurfistas.
A Liga MEO Surf 2022 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Joaquim Chaves Saúde, Bom Petisco, Go Chill, Somersby, Corona Extra e Rip Curl, o parceiros de sustentabilidade Jerónimo Martins, o apoio local da Câmara Municipal da Figueira da Foz, e o apoio técnico da Associação de Surf da Figueira da Foz e da Federação Portuguesa de Surf.
Fotos: Jorge Matreno/ANSurfistas.
Atualidade
Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”
A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.
Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.
Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.
O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.
Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.
“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.
Ígor Lopes
Atualidade
Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”
O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.
Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.
O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.
Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.
Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.
Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.
Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.
“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.
O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.
Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.
A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.
“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.
Ígor Lopes
Atualidade
Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados
A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.
O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.
Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.
O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.
Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.
“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.
Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.
“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.
Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.
“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.
O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).
Ígor Lopes
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