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Lendias d’Encantar, de Beja, com espetáculo em campo de ex-guerrilheiros na Colômbia

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A Companhia Lendias d’Encantar exibiu, ontem, o espetáculo “No Limite da Dor”, no Festival Selva Adentro, realizado num campo que acolhe cerca de 2500 pessoas, entre ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e seus familiares, nos arredores de Medellín.

Tratou-se da primeira vez que uma companhia portuguesa atuou neste festival, muito característico em virtude de decorrer num denominado “Espaço Territorial de Capacitação e Reincorporação” de ex-guerrilheiros. Estas estruturas foram criadas na sequência da assinatura dos acordos de paz, em 2016, tendo em vista a reintegração cultural, social, política e económica dos ex-guerrilheiros e das suas famílias.

“É um orgulho termos tido o convite para participar neste festival, muito diferente daqueles para os quais somos normalmente convidados, e sermos a primeira companhia portuguesa a fazê-lo, pois trata-se de um festival que não está acessível a todos os grupos já que o espaço onde ele se realiza tem acesso muito condicionado, existindo uma seleção muito rigorosa dos grupos”, disse António Revez, diretor artístico da Lendias d’Encantar, acrescentando que, além dos ex-guerrilheiros e dos militares do exército colombiano que asseguram a segurança do espaço, também as populações vizinhas poderão assistir aos diversos espetáculos.

Depois da participação no Festival Alternativo de Bogotá, em abril, e da realização de espetáculos em diversas salas, nos meses de setembro e outro, esta é a terceira vez que a Lendias d’Encantar está em digressão, este ano, pela Colômbia.

De acordo com António Revez, a ocasião será, também, aproveitada para a assinatura de acordos de colaboração no sentido de a companhia alentejana fazer no próximo ano uma programação bimensal em salas de três cidades colombianas: Bogotá, Cáli e Medellin.

“Iremos fechar parte da programação internacional de três salas nestas três importantes cidades, pelas quais irão circular, no próximo ano, seis espetáculos internacionais programados pela Lendias”, acrescenta.

Com encenação do cubano Julio César Ramirez, “No Limite da Dor” é uma peça baseada no programa de rádio da Antena 1, de Ana Aranha, e no livro com o mesmo nome, de Carlos Ademar, que recorda os tempos de ditadura e dos interrogatórios levados a cabo pela PIDE, através de testemunhos reais de quatro portugueses que viveram esses tempos de terror.

Foto: LE.

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Leiria: PSP informa sobre cortes ao trânsito no âmbito da Corrida do Adepto 2023

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No âmbito da realização da Corrida do Adepto, que se realiza amanhã, dia 28 de janeiro, o Comando Distrital de Leiria da PSP informa que irão ocorrer os seguintes cortes ao trânsito:

Entre as 9h15 e as 12h00

. Rua do Estádio;

. Avenida Bernardo Pimenta;

. Ponte Euro 2004;

. Estrada da Estação e todos os arruamentos de ligação;

. A19 saída do Estádio e Rotunda da Almuinha Grande;

. Avenida 22 de Maio, apenas no sentido da Rotunda da Almuinha Grande – Rotunda Porta de Leiria;

. Rossio dos Borges;

. Parque de estacionamento do Jardim da Almuinha Grande – Nova Leiria.

A PSP agradece a colaboração e compreensão de todos pelos inconvenientes decorrentes dos referidos cortes de trânsito.

Imagem: PSP.

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Reduzir custos é essencial para os retalhistas atraírem os consumidores mais prudentes dos nossos dias

61% dos consumidores estão preocupados com a sua situação financeira e 69% reduziram o valor das suas despesas com produtos/bens não-essenciais

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A segunda edição do estudo anual sobre as tendências do consumo do Research Institute da Capgemini, ‘What Matters to Today’s Consumer’, revela que 61% dos consumidores estão preocupados com a sua situação financeira, em particular os millennials (66%) e a Gen X (64%). Já os Baby Boomers (55%) estão menos apreensivos. Para quase metade (44%) dos inquiridos, a forma de resolver este problema é conter e reduzir o consumo (33% em novembro de 2020).  Segundo o estudo, o aumento do custo de vida, que se tem vindo a fazer sentir, impactou os hábitos e as preferências dos consumidores. Com efeito, o estudo constata que, embora as empresas de retalho continuem a enfrentar perturbações, devem transformar as suas operações para poderem oferecer produtos que estejam em consonância com as atuais expectativas dos consumidores, e que sejam menos dispendiosos, proporcionando-lhes poupanças através da sua redução de custos.

Mais de metade dos inquiridos reduziu as despesas não-essenciais

Os comportamentos nas compras também estão a mudar. De acordo com o estudo, que inquiriu 11.300 consumidores em 11 países, quase três quartos (73%) dos consumidores estão a fazer menos compras por impulso, enquanto 69% reduziram os gastos com produtos não-essenciais, tais como os dispositivos eletrónicos, os brinquedos e as idas aos restaurantes, além de adiarem a compra dos artigos de luxo. Atualmente poupar dinheiro tornou-se uma prioridade para a maioria das pessoas, e assim 64% dos consumidores inquiridos revelaram que compram os produtos em hipermercados e em lojas de descontos. Por seu turno, 65% compram produtos de marca branca ou de preços baixos.

“Atualmente as empresas do setor do retalho têm a oportunidade de repensar radicalmente a sua estratégia operacional de modo a conseguirem lidar com o atual ambiente de turbulência económica e encontrarem uma forma de fazerem os consumidores beneficiar com as reduções de custos que consigam fazer. Podem fazê-lo identificando novos fluxos de receitas, criando mercados novos, transformando as suas operações e otimizando custos, sem comprometerem os seus compromissos ambientais ou a experiência geral do cliente,” refere Lindsey Mazza, Global Retail Leader do Grupo Capgemini. “Os retalhistas podem aproveitar os benefícios oferecidos pelas tecnologias inteligentes no planeamento da procura, na gestão dos stocks e na automatização das operações para reduzirem custos, manterem margens e melhorarem a sua pegada ambiental.”

Consumidores já não estão disponíveis para pagar mais por produtos sustentáveis

A sustentabilidade continua a ser um critério importante no momento de o consumidor decidir em que loja comprar ou que marca adquirir. No entanto, apenas 40% dos consumidores em todo o mundo está agora disponível para pagar mais por um produto que seja sustentável, um valor bem abaixo dos 57% registados em 2020. O estudo sublinha que as marcas de bens de consumo e as empresas devem reavaliar as suas estratégias de fixação de preços, de modo a oferecerem opções sustentáveis, mas acessíveis aos consumidores, bem como programas de fidelização que lhes permitam enfrentar a atual crise enquanto constroem uma relação de longo prazo.

Retalhistas devem reposicionar estratégias operacionais para viabilizarem redução de custos, aumentarem da sustentabilidade e oferecerem experiências melhores aos clientes

Adicionalmente, as empresas também enfrentam outros desafios como o aumento do preço da energia, da mão-de-obra e dos custos de transporte. No entanto, 67% dos consumidores acreditam que as marcas e os retalhistas devem baixar os preços dos produtos que são essenciais para as suas famílias. O estudo revela que as empresas dos setores do retalho e dos bens de consumo terão de transformar as suas estratégias operacionais para otimizarem custos e satisfazerem as expectativas dos consumidores, tanto no que diz respeito à sustentabilidade dos produtos como ao bem-estar dos consumidores. Ao transformarem a forma como utilizam a mão de obra e apoiando-se em tecnologias que possibilitem a digitalização das cadeias de abastecimento e a automatização do armazenamento, as empresas podem melhorar, significativamente, as entregas no last mille e, assim, reduzirem custos.

Oportunidade para impulsionar o crescimento em novos canais através de estratégias personalizadas nas redes sociais

O estudo sugere que, aproveitando o poder dos influencers nas redes sociais, e lançando-se em novos canais de comunicação para chegarem aos clientes, as marcas podem desenvolver novos fluxos de receitas e de oportunidades de crescimento. Segundo o estudo, 70% dos consumidores que compram produtos nas redes sociais confessam que confiam nas opiniões dos influencers para escolherem e utilizarem produtos e partilham as suas próprias experiências e críticas. No caso da Gen Z esta tendência é evidente, com quase metade dos inquiridos pertencentes a este grupo (48%) a revelarem que descobrem os novos produtos através dos influencers, e com 32% a dizerem que os compraram.

Metodologia

O Capgemini Research Institute inquiriu mais de 11.300 consumidores com mais de 18 anos em 11 países, nomeadamente: Austrália, Canadá, Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Holanda, Suécia e Reino Unido. Foram incluídos consumidores que realizaram compras de produtos alimentares e/ou de produtos de saúde e beleza nos seis meses precedentes. Os consumidores foram inquiridos para este estudo mundial entre outubro e novembro de 2022.

Foto: DR.

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Será o consumismo uma doença da sociedade contemporânea?

Zet Gallery lança 4.ª edição do programa “ágora de cá” com tema fraturante com a sessão a discutir problemática da era das massas. Em fevereiro, regressam as Zet Music Sessions com o coro Bjazz Choir

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Será o consumismo uma doença da sociedade contemporânea? Que respostas terá a sociedade do consumo perante a crise económica que se avizinha? Estas são algumas das questões que vão a debate na 4.ª edição da rubrica “ágora de cá”, programa de pensamento da zet gallery, e que traz a discussão um dos mais visíveis sintomas da era das massas: as sociedades direcionadas para o consumismo.

Com o tema “As listas de lojistas e a sociedade do consumo”, a sessão realiza-se na zet gallery, no próximo dia 28, sábado, às 21h30, e convida a juntar o pensamento à arte para uma reflexão sobre o consumismo, tendo como exemplo o mais recente trabalho de João Penalva, patente na galeria em Braga, que alerta, de forma irónica e subtil, para a sociedade do consumo. 

Esta sessão terá como oradores a professora de Filosofia na Universidade do Minho, Alexandra Abranches, e o professor de Economia na mesma Universidade, Luís Aguiar-Conraria, e será moderado por Helena Mendes Pereira, diretora e curadora da galeria de arte do dstgroup.

“Há uma vontade de trazer para o panorama diário novas perspetivas e ideias sobre temas que passam despercebidos, mas que têm um grande impacto na forma como nos organizamos na sociedade e como vemos quem nos rodeia. Acreditamos que as estruturas de criação e programação cultura têm um papel fundamental enquanto agentes da mudança, e, por isso, promovemos estas sessões de debate”, refere Helena Mendes Pereira, diretora-geral da zet gallery

O objetivo desta iniciativa é organizar, regularmente, conversas, debates, ou conferências, com pensadores de diferentes disciplinas, para discutir temáticas transversais a partir da criação artística e das exposições patentes na galeria.

Recorde-se que esta galeria começou a associar as práticas artísticas a reflexões sobre o contemporâneo em outubro de 2020, dando agora continuidade numa perspetiva de, no futuro, ser a ágora por excelência da cidade de Braga. 

Zet Music Sessions

As zet music sessions regressam também ao calendário da galeria de arte em Braga e terão lugar no próximo dia 18 de fevereiro, pelas 21h30, com um concerto com o coro BJazz Choir, grupo que nasceu em finais de 2012, no ano em que Guimarães foi Capital Europeia da Cultura.

Este programa pretende promover concertos intimistas no contexto das exposições patentes na galeria.

A zet gallery ocupa um território na arte e na cultura por excelência, com uma aposta de produção artística intensa, um espaço e num tempo que se pretende transdisciplinar e muito para lá dos limites de Braga, que aproximam e democratizam a cultura e a arte, e a colocam ao serviço não só das pessoas, mas também ao serviço da economia e das empresas. 

Sobre a rubrica ÁGORA DE CÁ #4

TEMA: “As listas de lojistas e a sociedade do consumo”

DATA: 28 de janeiro, sábado, 21h30 

LOCAL: zet gallery – Rua do Raio, 175 – Braga

Moderação:

Helena Mendes Pereira (diretora geral e curadora da zet gallery)

Convidados: 

Alexandra Abranches (professora de Filosofia na Universidade do Minho) 

Luís Aguiar-Conraria (professor de Economia na Universidade do Minho)

Transmissão online nas redes sociais da zet gallery e do dstgroup.

Imagem: ZG.

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