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Comunidades

“Estas pessoas que fazem parte da nossa comunidade fora de Portugal valorizam, de forma muito maior, o nosso país”

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O deputado português Manuel Magno, eleito pela emigração pelo círculo de Fora da Europa, considerou que o Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) vive atualmente uma fase de “maior afirmação institucional”, defendendo, contudo, que “continua a ser necessário reforçar o seu papel junto do Governo e garantir respostas concretas às principais reivindicações da diáspora portuguesa”.

Em declarações à Agência Incomparáveis, no âmbito da cerimónia comemorativa dos 45 anos do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizada, no dia 29 de junho, no Palácio das Necessidades, em Lisboa, onde atuais e antigos governantes, deputados e conselheiros assinalaram o percurso da instituição e debateram os desafios futuros das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, Magno assinalou a importância da efeméride, manifestando satisfação por participar na cerimónia.

Ao analisar a evolução recente da instituição, este deputado considerou que o CCP atravessou durante muitos anos um período de “menor relevância pública”, situação que, na sua perspetiva, “começou a inverter-se com a atual presidência”.

“Este Conselho, que infelizmente ficou apagado e esquecido durante muito tempo, mas que, com a ascensão do nosso querido amigo, Dr. Flávio Martins, à presidência, deu um novo ânimo e o Conselho agora, sim, se sente mais valorizado, mas merece ainda mais valorização. O Conselho é fundamental para as políticas das comunidades portuguesas. Fundamental porque é ele quem agrega todas as demandas que as comunidades espalhadas por esse mundo possuem e levam isso ao Governo”, salientou.

Apesar desse papel, lamentou que muitas das propostas apresentadas pelos conselheiros não encontrem resposta por parte do poder político.

“Lamentavelmente, nem sempre o Governo atende essas demandas a tempo e hora ou mesmo as atende. Mas a resiliência do Conselho é para isso mesmo, é para fazer com que o Governo seja cobrado até que se execute a política que as comunidades necessitam para a sua sobrevivência”, enfatizou.

Questionado sobre as intervenções que ouviu ao longo da cerimónia, Manuel Magno mostrou-se crítico relativamente às mensagens transmitidas pelo Governo, considerando que continuam a existir demasiadas promessas sem concretização.

“O que me chamou a atenção, na verdade, foi que as promessas se renovam, através do senhor secretário de Estado, mas, infelizmente, nós não podemos esperar muita coisa, porque são promessas feitas por ele, pelo senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros, que vêm sendo cobradas há muito tempo, de muitas coisas, e não nos dão respostas para isso”, criticou.

Na sua perspetiva, as comunidades portuguesas continuam a não receber o reconhecimento que merecem por parte do Estado.

“As comunidades não merecem o que está a acontecer com elas hoje. Precisam ser valorizadas, e não só pelo que contribuem financeiramente em aportes mensais para Portugal, mas principalmente por tudo o que fizeram e continuam a fazer por este país”, defendeu.

Para o deputado eleito pelo círculo de Fora da Europa, é precisamente nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo que se preserva, muitas vezes, uma ligação particularmente forte à identidade nacional.

“Estas pessoas que fazem parte da nossa comunidade fora de Portugal valorizam, de forma muito maior, o nosso país do que aqueles que vivem aqui. As comemorações que lá fora são feitas, aqui não são feitas. Datas nacionais, datas de raiz, que, infelizmente, no nosso país, não são comemoradas, a comunidade traz isso à lembrança e comemora vivamente”, finalizou Manuel Magno.

Ígor Lopes

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Atualidade

EUA: Artista português recebe em Nova Iorque distinção especial nos “Premios Gran Latino 2026”

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A gala dos “Premios Gran Latino 2026”, realizada na passada quinta-feira, 16 de julho, no “Dramma Times Square”, na Broadway, em Nova Iorque, distinguiu o artista, compositor e produtor português Eddie com a Distinção Especial “Artista Influente na Música e Cultura Latina”. Um reconhecimento que destaca os seus mais de 25 anos de percurso, com obras publicadas e reconhecidas em diferentes países e mercados.

A gala reuniu artistas reconhecidos, produtores, profissionais da indústria e novos talentos provenientes de vários países, numa noite marcada pelas atuações ao vivo e pela celebração da música e da cultura latina na cidade que nunca dorme.

“Receber esta distinção em Nova Iorque é um momento muito especial. Representa muitos anos de trabalho e dedicação à música. Partilho-a com a minha família, com todos os que me têm acompanhado ao longo deste caminho e com todas as pessoas que fazem parte do meu percurso no espaço ibero-americano e lusófono”, afirmou o artista.

Membro votante da Recording Academy e da Academia Latina da Gravação, Eddie mantém há mais de três décadas uma estreita relação com Espanha e, especialmente, com a Andaluzia.

O reconhecimento chega numa fase particularmente ativa, marcada pelo percurso de “Sueño”, cujo videoclipe, gravado em Sevilha, ultrapassa já um milhão e meio de visualizações no YouTube. Desde o seu lançamento, no passado dia 27 de março, a canção foi apresentada em meios como a RNE, Canal Sur, CMM Media e RDP Internacional, numa divulgação que se tem estendido principalmente por Espanha e América Latina, sem perder a sua ligação ao espaço lusófono.

A distinção recebida em Nova Iorque junta-se a outros reconhecimentos internacionais obtidos por Eddie.

O artista e produtor português reforçou em 2025 a sua projeção internacional ao ser distinguido com o prémio de “Melhor Tratamento Sonoro na Produção Musical” nos Premios Latino, em Madrid, pelo single “El Otro Lado de Mí”. Esta distinção soma-se a um conjunto de prémios internacionais conquistados por Eddie ao longo do ano, consolidando um percurso que cruza o eixo ibérico com o espaço ibero-latino. Em Hollywood, o cantautor recebeu o prémio “Best Latin Song” nos World Entertainment Awards, também com “El Otro Lado de Mí”. Ainda em 2025, Eddie foi distinguido em Los Angeles com o prémio “Best Latin Song” nos InterContinental Music Awards.

O seu percurso recente inclui também duas distinções: Platina nos LIT Music Awards, em Nova Iorque, nas categorias Best Music Video (Original Song) e Best Original Song (Music Video), com os temas “El Otro Lado de Mí” e “No Puedo Vivir Sin Ti”.

Eddie, nome artístico de Edgar Pinto, construiu um percurso consistente entre Portugal, Espanha, a Lusofonia e a América Latina. Cantautor e produtor musical, integra ainda a Academia de la Música de España e a Sociedade Portuguesa de Autores. É fundador da EP-Produções Musicais, criada em 2006, onde desenvolveu um trabalho em estúdio que cruza diferentes universos sonoros e afirma uma abordagem autoral, musical e de produção, hoje reconhecida em prémios internacionais.

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Comunidades

CIM Alto Minho participa no Fórum RIS3T e reforça compromisso com a cooperação transfronteiriça Galiza-Norte de Portugal

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A Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho) participou, dia 16 de julho, no Fórum RIS3T – Estratégia de Especialização Inteligente Transfronteiriça Galiza-Norte de Portugal 2021-2027, realizado na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, iniciativa que reuniu responsáveis institucionais, universidades, centros tecnológicos, entidades empresariais e agentes de inovação da eurorregião. 

O encontro foi acolhido por Luís Nobre, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e Vice-Presidente da CIM Alto Minho, que abriu os trabalhos na qualidade de anfitrião do evento juntamente com Álvaro Santos, Presidente da CCDR NORTE. 

O Fórum constituiu um momento relevante para fazer o ponto de situação da cooperação transfronteiriça em matéria de inovação e especialização inteligente, tendo como destaque a apresentação do projeto MAISRIS3T – MAximizando o Impacto e a Sustentabilidade da RIS3T, iniciativa apoiada pelo Programa Interreg POCTEP que visa consolidar a implementação da Estratégia de Especialização Inteligente Transfronteiriça entre a Galiza e o Norte de Portugal. 

Ao longo da manhã foram ainda apresentados os principais instrumentos de governação e cooperação associados à RIS3T, culminando com a assinatura do Roteiro de Implementação da RIS3T, documento orientador que reforça a coordenação entre os diferentes agentes da eurorregião e promove o desenvolvimento de projetos conjuntos em domínios estratégicos para a competitividade, inovação e sustentabilidade dos dois territórios. 

A CIM Alto Minho esteve diretamente representada no painel dedicado às áreas estratégicas de cooperação RIS3T, através de José Paulo Queiroz, Primeiro Secretário do Secretariado Executivo Intermunicipal, responsável pela intervenção sobre Turismo e Indústrias Criativas. 

Durante a sua participação, José Paulo Queiroz salientou o contributo do turismo para a aproximação entre os territórios do Norte de Portugal e da Galiza, destacando a importância das rotas culturais e dos produtos turísticos transfronteiriços na valorização do património partilhado. Entre os exemplos apresentados, evidenciou-se o papel dos Caminhos de Santiago, enquanto produto turístico e cultural de dimensão internacional que une ambas as regiões, promove a identidade comum da eurorregião e gera valor económico para os territórios atravessados.

O debate integrou igualmente contributos de especialistas das áreas da indústria, mobilidade e energia, agroalimentar, recursos e economia do mar e saúde e bem-estar, refletindo a abrangência da Estratégia de Especialização Inteligente Transfronteiriça e a aposta numa maior articulação entre conhecimento, investigação, inovação e desenvolvimento económico. 

A participação da CIM Alto Minho neste Fórum reforça o compromisso do território com as dinâmicas de cooperação Galiza-Norte de Portugal e com a afirmação do Alto Minho como parceiro ativo na construção de uma eurorregião mais inovadora, competitiva, sustentável e coesa.

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Atualidade

TSP defende avanço do voto eletrónico remoto e pede que Governo passe das declarações à ação

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Em comunicado divulgado à imprensa, a TSP considera que “é hora de passar das palavras aos atos”, depois de vários membros do Governo terem manifestado publicamente apoio à introdução do voto eletrónico remoto para os portugueses residentes no estrangeiro.

A associação recorda que, em janeiro deste ano, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, revelou que esta modalidade de voto estava a ser estudada, posição posteriormente reforçada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, e pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, durante as recentes reuniões do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas, realizadas em Lisboa.

Segundo a TSP, estas posições representam um sinal político positivo, sobretudo porque “a TSP tem vindo a pedir a implementação do voto eletrónico remoto desde 2017”. Ainda assim, a associação considera que o processo não pode ficar limitado às intenções políticas.

“Não bastam declarações: é preciso que essa modalidade de voto seja inscrita nas leis eleitorais”, realçou a associação.

Nesse mesmo comunicado, a TSP lembra que vários projetos de lei sobre esta matéria foram apresentados no passado, mas acabaram rejeitados pela Assembleia da República. Agora, entende que existe um contexto parlamentar mais favorável.

“Cremos que, neste momento, haverá, na Assembleia da República, uma maioria de dois terços disponível para aprovar um projeto neste sentido”, referiu, apelando para que “os partidos que concordam com esta mudança apresentem, o quanto antes, uma proposta relativa à introdução do voto digital”.

De igual modo, a associação defende que a introdução do voto eletrónico remoto seja acompanhada por um plano de implementação progressivo e tecnicamente rigoroso, começando por um processo de testes.

“Para que o voto digital seja a ferramenta de participação cívica e política que as comunidades portuguesas aguardam há anos, é necessário um plano realista de implementação que inclua obrigatoriamente um processo de teste”, sustentou.

Na perspetiva da TSP, esse período experimental deverá permitir avaliar e aperfeiçoar sucessivamente o sistema, aproveitando “os estudos já feitos pela Administração Eleitoral e o exemplo das eleições para os franceses no estrangeiro”.

O comunicado frisa ainda que um sistema desta natureza deve ser desenvolvido com especial atenção às questões jurídicas, tecnológicas e operacionais.

“Um sistema desta natureza tem de ser pensado e testado nas suas múltiplas dimensões: legais, de conformidade com as leis portuguesas e dos países onde votarão os portugueses, de comunicações seguras, de segurança informática, de facilidade de utilização, de informação aos eleitores, de controlo efetivo e de transparência”, defende a associação.

“O processo de teste, que não deverá incidir apenas sobre uma amostra limitada, tem de contemplar adequadamente todos estes passos, sem atropelos nem omissões”, referiu, acrescentando que “a TSP não apoia um plano apressado para cumprir calendários”.

A concluir, a associação reafirma que considera este o momento adequado para iniciar a modernização do sistema eleitoral destinado à diáspora portuguesa, mas insiste que a implementação deve privilegiar a segurança, a confiança e a qualidade do processo.

“Acreditamos que chegou a hora do voto digital remoto. Vamos começar já, quanto antes, mas vamos fazê-lo bem. Os portugueses no estrangeiro merecem-no”, concluiu a TSP.

Ígor Lopes

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