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Está aberta a 39ª Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica de Barcelos

Certame decorre até 7 de agosto no Parque da Cidade

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Foi inaugurada oficialmente, esta sexta-feira, pelas 18 horas, a 39ª edição da Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica de Barcelos. No tradicional cortejo de abertura, que percorre todos os stands, o vice-presidente da Câmara Municipal, Domingos Pereira, acompanhado da restante vereação, cumprimentou um a um todos os artesãos e, agradecendo-lhes a presença, desejou-lhes boas vendas e muito sucesso. “Estamos empenhados em apoiar e divulgar o que de melhor Barcelos tem, e todos sabemos que no artesanato Barcelos é imbatível”, declarou o autarca.

O tradicional cortejo de abertura (Foto: CMB)

A Mostra deste ano reúne cerca de cento e trinta expositores, de norte a sul do país, que encontram no Parque da Cidade do Galo uma excelente oportunidade de divulgar e comercializar os seus produtos artesanais. O certame, que se prolonga até ao dia 7 de agosto, pretende valorizar os produtos da terra e o trabalho dos artesãos barcelenses, pois, mais que artistas da atualidade, são repositórios da memória comum e de um saber-fazer muito nosso. Sublinhe-se que nesta mostra participam cerca de 70 artesãos barcelenses.

Fazendo jus ao título de Barcelos Cidade Criativa da UNESCO, a Mostra de Artesanato e Cerâmica é uma verdadeira montra viva de produtos artesanais das artes e ofícios locais. Desde o trabalhar o barro – olaria e figurado -, à cestaria, bordados e linhos, passando pelos trabalhos em madeira e em cobre, artigos em pele e têxteis, até ao artesanato contemporâneo e joalharia, estes são alguns dos exemplos da atividade artesanal que poderá ser apreciada no decorrer do certame.

Programa de animação musical todas as noites: destaque para Gisela João, Miguel Araújo, Sons do Minho

Além da Mostra propriamente dita, esta iniciativa conta com um vastíssimo e diversificado programa de animação. Desde logo, hoje, no palco principal, há Folclore Rio – com grupos de Angola, Chile e Indonésia. Amanhã, sábado, 30 de julho, uma grande artista da terra, Gisela João, faz as honras da casa, num concerto há muito ansiado pelos seus milhares de fãs. No domingo e segunda-feira, há de novo Folclore Rio, desta feita com grupos de Porto Rico e da Ilha da Madeira, Burundi, Roménia e Canadá. Já na terça-feira, é a vez de subir ao palco a escola “Guitarras de Manhente”, e, na quarta-feira, há Serenatas académicas pelas tunas do IPCA. Na quinta-feira à noite, a animação fica a cargo do “Sons do Minho”, num espetáculo que promete mobilizar todos os que gostam da música popular da região, enquanto, na sexta-feira, o grande destaque vai para o concerto do inconfundível Miguel Araújo que subirá ao palco principal da Mostra para um concerto que não vai deixar ninguém indiferente.

À entrada do fim de semana, sábado, a animação fica por conta do espetáculo de dança da ARCA e a mostra fecha no domingo à noite com a gala do Artesanato que visa distinguir artesãos locais em diversas modalidades. Esta Gala terá a participação especial dos The Classic.

Folclore, gastronomia e…mãos ao barro

Com a Mostra a estar aberta todos os dias da semana (segunda a sexta-feira, das 18h00 às 24 horas, e aos fins de semana, das 16h00 às 24 horas), a organização do evento preparou um programa de atividades que possibilita a ocupação do tempo de estada no recinto da melhor maneira. Assim, todos os dias pode jantar ou simplesmente petiscar nas tasquinhas de comida regional no recinto da Praça da Alimentação, assistir e participar nas arruadas de folclore, meter as mãos no barro nos workshops criativos, ou simplesmente fazer compras nos stands dos artesãos ou no mercado dedicado à gastronomia e vinhos.

Para quem gosta de experiências novas e pretende ir mais além do que visitar e comprar produtos artesanais, então nada melhor do que participar num dos diversos workshops criativos. Logo no primeiro dia, avança o workshop de Figurado com a reconhecida Júlia Cota; no sábado é a vez de Mário Coutinho ensinar como se pinta um galo e, no domingo, o oleiro João Lopes mostra como moldar uma peça, e António Ramalho ensina-lhe a meter as mãos no barro e a produzir um boneco de Figurado. Entretanto, segunda-feira, o workshop criativo conta com a presença de Abílio Pereira, em Cestaria, e a mestria de João Lourenço, na Olaria; enquanto, na terça-feira, Glória de Jesus mostra como se faz Bordado de Crivo e a artesã Conceição Sapateiro ensina a fazer Figurado de um pedaço de barro. Já, na quarta-feira, Bernardino Coelho mostra como se trabalha em Madeira, e Mina Gallos demonstra a pintura de galos. Segue-se, na quinta-feira, Rosália Abreu na pintura de galos, e Daniel Alonso a mostrar como se trabalha no barro. Os workshops criativos continuam na sexta-feira com Luísa Pereira a demonstrar como de papel se podem fazer belas peças e, no sábado, cabe a vez a Júlio Ferreira de mostrar o trabalho em Ferro, e a Conceição Messias demonstrar a modelação de Figurado. O ciclo de workshops fecha com a presença de Maria da Conceição Dias Pereira a trabalhar em tecelagem.

Momento de convívio (Foto: CMB)

Certame encerra com Gala de Homenagem aos artesãos barcelenses

A 39ª Mostra Nacional de Artesanato e Cerâmica de Barcelos reservou para o dia de encerramento – domingo, 7 de agosto, às 22 horas, um dos momentos mais emblemáticos do certame: a realização da “Gala do Artesanato”, iniciativa que pretende homenagear os artesãos barcelenses, sendo atribuídos os prémios “Inovação”, “Revelação Artesanato Contemporâneo”, “Revelação Artesanato Tradicional”, “Prémio Carreira”, e melhor “Stand da Mostra”.

Fotos: CMB.

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Castelo Branco é um dos distritos com “maior retorno sobre investimento em habitação”

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A rentabilidade bruta da compra de imóveis residenciais para arrendamento em Portugal caiu para 6,2% no segundo trimestre de 2026. Essa taxa era de 6,9% no mesmo período do ano passado e de 7,2% em 2024, segundo dados divulgados pelo levantamento do Idealista.

Entre as capitais de distrito e regiões autónomas, Castelo Branco e Vila Real registaram o maior retorno sobre investimento em habitação, ambos com 8,1%. Bragança aparece em seguida, com 7,6%, enquanto Santarém e Coimbra também figuram entre os mercados com rentabilidade acima da média nacional.

Lisboa apresentou o menor retorno do levantamento, com 4,3%. Porto e Faro registaram rentabilidade de 4,8%, permanecendo abaixo da média nacional.

O estudo mostra ainda que outros segmentos do mercado imobiliário continuam a oferecer retorno superior ao da habitação. As lojas alcançaram rentabilidade média de 8%, os escritórios, 7,8%, e as garagens, 5,1%.

Os indicadores foram calculados a partir da relação entre os preços de venda dos imóveis e os valores pedidos para arrendamento no segundo trimestre de 2026, permitindo estimar a rentabilidade bruta dos diferentes tipos de ativos.

“Hoje, investir no Interior do país continua a ser uma grande aposta e um grande investimento, o que fica demonstrado com a informação avançada de que Castelo Branco é um dos distritos portugueses, localizado no Interior, que registaram o maior retorno sobre investimento em habitação”, frisou António Carlos, consultor imobiliário que lidera uma equipa especializada desde a Covilhã, na região Centro de Portugal.

Ígor Lopes

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Jurista acredita que o triângulo Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos é “estratégico”

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O advogado português Luiz Eduardo Fernandes, especialista em direito digital, desenvolvimento de negócios internacionais e regulação digital, e fundador da Corvus Advisory, considera que empresários brasileiros e lusófonos vivem uma janela de oportunidade rara no direito económico internacional. Em entrevista à Agência Incomparáveis, o jurista defendeu que Mercosul, União Europeia e Emirados Árabes Unidos começam a formar, na prática, um triângulo de oportunidades para empresas que pretendem internacionalizar a sua actividade com planeamento societário, fiscal, regulatório e digital.

Na avaliação de Luiz Eduardo Fernandes, a relevância deste movimento está na articulação entre três geografias com funções distintas. O Mercosul surge como base produtiva e plataforma de acesso comercial; a União Europeia representa segurança jurídica, credibilidade regulatória e acesso a consumidores, investidores e parceiros institucionais; e os Emirados Árabes Unidos consolidam-se como centro de eficiência fiscal, gestão de participações, propriedade intelectual e tesouraria internacional. “O empresário brasileiro já não precisa escolher entre Mercosul, Europa ou Golfo. Precisa compreender que cada jurisdição pode cumprir uma função dentro de uma arquitectura empresarial global”, afirmou.

O novo quadro comercial entre Mercosul e União Europeia é apontado pelo advogado como um elemento central desta estratégia. A vertente comercial do acordo entrou em aplicação provisória a 1 de maio de 2026, criando uma zona de comércio que reúne cerca de 700 milhões de pessoas, segundo a Comissão Europeia. Para Luiz Eduardo Fernandes, as empresas que operam a partir do Brasil, Paraguai, Uruguai ou Argentina devem preparar-se desde já, revendo classificação aduaneira, regras de origem, contratos de fornecimento, cadeias logísticas e estruturas de exportação, de modo a captar vantagens antes da concorrência.

Portugal, neste desenho, é visto como porta natural de entrada na Europa para empresários brasileiros e lusófonos. O advogado destaca a afinidade linguística, a proximidade cultural, a integração plena no mercado único europeu e o enquadramento jurídico regulatório da União Europeia. Num ambiente empresarial em que protecção de dados, cibersegurança, compliance digital e governação corporativa passaram a ser critérios de confiança, operar a partir de Portugal pode reforçar a credibilidade de empresas que procuram financiamento, parcerias e expansão internacional. As regras europeias sobre transferências internacionais de dados, por exemplo, impõem salvaguardas específicas quando dados pessoais saem do Espaço Económico Europeu, o que torna o cumprimento regulatório uma dimensão central da internacionalização.

Na visão de Luiz Eduardo Fernandes, uma estrutura internacional pode manter a operação produtiva no Mercosul, centralizar uma holding intermédia em Portugal ou noutra jurisdição europeia e utilizar os Emirados Árabes Unidos como polo de gestão de participações, propriedade intelectual ou tesouraria. O advogado sublinha, contudo, que essa arquitectura deve ser construída dentro da legalidade, com substância económica, documentação adequada, contabilidade coerente e respeito por normas antiabuso, preços de transferência, regras de controlled foreign companies e obrigações fiscais nos países envolvidos.

Os Emirados Árabes Unidos completam este modelo como plataforma de neutralidade geopolítica e eficiência empresarial. Centros como o Dubai International Financial Centre e o Abu Dhabi Global Market têm vindo a afirmar-se como ambientes jurídicos e financeiros procurados por grupos internacionais. Além disso, as regras fiscais dos Emirados prevêem uma taxa geral de imposto sobre sociedades de 9%, enquanto certas entidades qualificadas em zonas francas podem beneficiar de taxa de 0% sobre rendimento qualificado, desde que cumpram os requisitos legais aplicáveis.

Para o fundador da Corvus Advisory, a utilização de estruturas em Portugal ou nos Emirados não deve ser confundida com evasão fiscal.

“Uma holding em Dubai não serve para esconder nada. Serve para organizar participações, centralizar propriedade intelectual, gerir tesouraria e dar eficiência a um grupo empresarial com operação real”, explicou. Segundo o advogado, a diferença entre planeamento e evasão está na transparência, na substância económica e no cumprimento das regras de cada jurisdição. “O empresário internacional não precisa de zonas cinzentas. Precisa de método, estrutura e assessoria jurídica capaz de ler Brasil, Europa e Golfo ao mesmo tempo”, acrescentou.

O direito digital surge como parte inseparável desta agenda. Luiz Eduardo Fernandes considera que internacionalizar hoje não é apenas abrir uma empresa, exportar um produto ou emitir facturas no exterior. Envolve fluxos internacionais de dados, contratos tecnológicos, protecção de propriedade intelectual, cibersegurança, plataformas digitais, due diligence regulatória e capacidade de demonstrar conformidade perante parceiros e autoridades. Para empresas brasileiras que pretendem negociar com a Europa, o cumprimento do RGPD e das regras europeias de transferência de dados deixou de ser tema acessório e passou a integrar a própria estratégia de negócio.

Entre os sectores com maior potencial neste novo eixo, o advogado aponta tecnologia, agronegócio, foodtech, energia, saúde, educação, fintech, logística, indústria farmacêutica, serviços digitais, economia criativa e investimentos estruturados. Em comum, todos exigem desenho jurídico internacional, definição clara de onde produzir, onde vender, onde deter marcas e tecnologia, onde captar investimento, onde gerir lucros e como responder a diferentes ambientes regulatórios.

A Corvus Advisory pretende actuar precisamente neste cruzamento entre direito, negócios, regulação digital, protecção de dados, cibersegurança e internacionalização. Segundo Luiz Eduardo Fernandes, o objectivo é apoiar empresas, investidores e grupos económicos na transformação de ambição internacional em estruturas viáveis, seguras e sustentáveis.

“Não se trata apenas de abrir portas. Trata-se de desenhar pontes sólidas entre mercados, jurisdições e oportunidades”, concluiu.

Ígor Lopes

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Universidade de Coimbra integra projeto europeu que lança guia gratuito para apoiar o ensino de português a migrantes e refugiados

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A Universidade de Coimbra anunciou o lançamento do guia gratuito “Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural”, uma publicação desenvolvida no âmbito do projeto europeu COMMUNIKITE, destinada a apoiar professores e mediadores que trabalham com migrantes e refugiados para quem o português constitui uma língua não materna.

O manual foi publicado pelas editoras Imprensa da Universidade de Coimbra e Ediciones Universidad de Salamanca e encontra-se disponível para descarga gratuita em sete idiomas – português, alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e polaco -, permitindo que docentes e mediadores de diferentes países utilizem metodologias adaptadas aos respetivos contextos educativos.

Coordenado na Universidade de Coimbra pela docente da Faculdade de Letras Cristina Martins, o guia foi concebido para servir de instrumento de apoio ao ensino da língua e à integração social de pessoas deslocadas, disponibilizando um conjunto de 191 atividades pedagógicas orientadas para situações reais de comunicação no país de acolhimento.

O novo guia constitui também um complemento da plataforma digital KITE, criada no ano passado pela equipa internacional do projeto COMMUNIKITE. De acesso livre, esta plataforma disponibiliza diversos recursos destinados a facilitar a comunicação em contextos de acolhimento humanitário, incluindo informações práticas sobre o funcionamento dos países de destino, glossários ilustrados, materiais de apoio à aprendizagem fonética, orientações sobre comunicação verbal e não verbal e testemunhos de migrantes e refugiados provenientes de países como a Índia, Marrocos e Ucrânia.

Segundo Cristina Martins, o manual procura responder às necessidades concretas de quem acompanha diariamente processos de integração linguística e cultural.

“Reúne um conjunto de 191 atividades pedagógicas destinadas a ajudar migrantes e refugiados a desenvolver a sua capacidade de comunicação na vida real no país de acolhimento, promovendo a interação, o desenvolvimento da literacia e a integração social”, explica a investigadora.

Para a responsável, esta nova publicação permitirá potenciar a utilização dos conteúdos já existentes na plataforma digital.

“O guia Ensinar com o KITE: atividades práticas para promover a inclusão linguística e cultural foi concebido para a exploração pedagógica dos recursos multilingues disponíveis na plataforma KITE”, frisa.

Cristina Martins acrescenta que o projeto disponibiliza agora um conjunto ainda mais completo de ferramentas dirigidas aos profissionais que acompanham populações migrantes.

“Com a publicação deste manual, vai ser possível potenciar a utilização dos recursos na plataforma KITE: para além de ajudar quem está na linha da frente do acolhimento de refugiados e migrantes com instrumentos auxiliares de comunicação acessíveis, temos também uma nova ferramenta para facilitar o ensino do português por parte de professores e mediadores”, conclui.

O projeto COMMUNIKITE – Necessidades de Comunicação num Kit de Primeiros Socorros para Situações de Emergência Humanitária resulta de uma parceria europeia liderada pela Universidade de Salamanca (Espanha), envolvendo igualmente a Universidade de Coimbra, a Universidade de Bolonha (Itália), a Universidade de Heidelberg (Alemanha), a Universidade de Poitiers (França), a Universidade de Kiev (Ucrânia) e a Universidade de Varsóvia (Polónia).

Ígor Lopes

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