Atualidade
Barcelos: Município atribui medalha de mérito desportivo a Joaquim Rodrigues
Piloto de motos da HERO MOTORSPORTS que terminou em 11º no último DAKAR, tendo conquistado uma etapa
O piloto de motos Joaquim Rodrigues foi agraciado, hoje, pelo Município de Barcelos com a medalha de Mérito Desportivo. Em cerimónia realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e na presença de praticamente toda a vereação, Joaquim Rodrigues agradeceu a distinção e as palavras do presidente Mário Constantino, que sublinhou o magnífico percurso de vida e o excelente currículo desportivo do piloto, salientando que é um “dos maiores embaixadores do concelho de Barcelos pelo país e pelo mundo”. Antes, já Joaquim Rodrigues tinha referido que passou “por momentos muito difíceis e complicados” (recorde-se que perdeu o seu cunhado e companheiro de provas, Paulo Gonçalves, há cerca de dois anos), mas que tinha sido o desporto que o “tirou do buraco em que viveu, até voltar à competição”.
Recorde-se que o piloto barcelense concluiu recentemente a 44ª edição do Rali Dakar, na Arábia Saudita, sagrando-se o melhor português em prova, após ter terminado na 11ª posição da geral. Joaquim Rodrigues foi, ainda, o primeiro piloto do mundo a levar a equipa indiana HERO à vitória numa etapa, tendo ainda alcançado o terceiro lugar noutra classificativa.
O barcelense Joaquim Rodrigues constitui uma das lendas do motociclismo português, sendo, atualmente, Piloto oficial da HERO. A carreira deste piloto de Barcelos começou na década de noventa, tendo, a partir daí, somado diversos títulos.
Em 1999 já era conhecido em França pelas suas participações no campeonato de Supercross daquele país, contudo, o SX foi a modalidade onde melhor se afirmou.
Em 2000, estreou-se no mítico Supercross de Paris Bercy, tendo conseguido subir ao pódio numa das Finais da classe 125cc.
Um ano após, surgiu o primeiro contrato internacional, com a Honda, tendo participado no campeonato do mundo de Motocross, na categoria 250cc.
No ano seguinte, ascendeu à classe 500cc noutra equipa de fábrica, desta vez, a italiana VOR.
No ano 2003, Joaquim Rodrigues viria a cumprir um sonho e foi competir para os EUA, como piloto oficial da Red Bull KTM, tendo-se estreado na categoria principal do AMA Supercross.
No ano seguinte, viria a desenvolver a primeira KTM 450SX-F no campeonato AMA Motocross, tendo terminando na 11ª posição.
Da KTM mudou-se para a Honda para competir na classe 250F na equipa Factory Connection (hoje, conhecida como Geico Honda).
Foi o primeiro português a subir ao pódio de uma prova do AMA Supercross.
Em 2008, regressou à Europa para fazer algumas rondas do Mundial de MX2 e, em 2009, conseguiu o apoio da Aprilia para disputar várias etapas do Mundial de MX3.
Seguidamente, voltou ao campeonato nacional de Supercross para conquistar três títulos consecutivos, antes de se dedicar ao Enduro.
Na modalidade de Enduro, viria a conseguir mais um êxito para o seu palmarés e ganharia experiência que lhe seria útil na fase seguinte da sua carreira, os Rally Raids.
Em 2018, foi contratado pela Hero Motosports para se estrear no Dakar.
Em 2019, terminou muito perto do Top 10. Meses mais tarde, em setembro desse ano, viria a conquistar a sua primeira vitória em Rally Raids ao triunfar no Panafrica Rally em Marrocos.
No ano de 2020, voltou a participar no Rali Dakar.
Em 2021, participou no rali Rota da Seda, na Rússia, tendo, em novembro, terminado no pódio do Campeonato do Mundo de TT no Abu Dhabi Desert Challenge.
No passado dia 14 do corrente mês, concluiu a 44ª edição do Rali Dakar, na Arábia Saudita, sagrando-se o melhor português em prova, após ter terminado na 11ª posição da geral e o primeiro piloto a levar a equipa indiana Hero à vitória numa etapa. Nesta edição do Rali Dakar, venceu a terceira etapa e fez terceiro lugar noutra etapa.
Foto: CMB.
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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