Cultura
Associação Portuguesa de Poetas abre candidaturas para a revista “POESIS 13” e para a “30.ª Antologia Comemorativa de Poesia” até ao final de julho
A APP – Associação Portuguesa de Poetas está a receber, até ao dia 30 de julho, candidaturas para duas das suas principais publicações anuais: a revista literária “POESIS – verba volant, scripta manent”, na sua 13.ª edição, e a “Antologia 2026”, que assinala a 30.ª edição da coletânea comemorativa da associação. Ambas as iniciativas serão lançadas em Lisboa e posteriormente apresentadas noutros eventos literários.
As duas publicações distinguem-se pelos objetivos editoriais e pelas condições de participação, embora ambas tenham como finalidade promover a criação literária em língua portuguesa e divulgar autores nacionais e lusófonos.
A revista “POESIS 13” encontra-se aberta à participação de associados e de não associados da APP, podendo igualmente concorrer menores de idade, desde que apresentem autorização do respetivo representante legal.
A edição tem como tema obrigatório “VIDA!” e privilegia a poesia, embora aceite igualmente contos, crónicas, ensaios, artigos de reflexão, excertos de obras devidamente identificados e outros textos literários.
Paralelamente, podem ainda ser submetidos trabalhos de artes visuais – como fotografia artística, pintura, desenho, aguarela, escultura ou colagem – bem como códigos QR destinados a complementar os conteúdos publicados.
Segundo o regulamento, todos os trabalhos devem ser originais, da autoria do participante e redigidos em língua portuguesa, sendo expressamente proibida a utilização de conteúdos produzidos com recurso à Inteligência Artificial.
De igual modo, os textos deverão ser enviados em formato Word, utilizando letra Arial tamanho 12, espaçamento de 1,5 linhas e um limite máximo de quatro páginas A4, incluindo título e identificação do autor, que deverá surgir no início do trabalho.
A participação na revista não implica qualquer pagamento obrigatório por parte dos autores. No entanto, o número de participantes é limitado, tendo prioridade os candidatos que pretendam adquirir exemplares da edição impressa.
A revista terá versões em papel e digital, sendo o preço de cada exemplar fixado em 15 euros, aos quais acrescem 2,50 euros por unidade caso o envio seja efetuado por correio. Cada participante receberá ainda um certificado de participação após a conclusão da publicação.
Já a “Antologia 2026”, que celebra a 30.ª edição da obra coletiva da APP, destina-se exclusivamente a associados da instituição, ou a candidatos que formalizem a respetiva inscrição como associados antes da submissão dos textos. Ao contrário da revista, o tema é livre, sendo admitidos apenas poemas ou textos de prosa poética inéditos.
Os trabalhos deverão ser apresentados em Word, formato A5, letra Arial tamanho 12, espaçamento de 1,5 linhas e um limite máximo de três páginas, incluindo título e identificação do autor, que, neste caso, deverá constar no final do texto.
Tal como acontece na revista, apenas serão aceites trabalhos originais e é igualmente proibida a utilização de conteúdos gerados por Inteligência Artificial.
A participação na Antologia implica a aquisição de, pelo menos, um exemplar da obra, no valor de 21 euros, podendo os participantes adquirir exemplares adicionais por 19 euros cada. Aos envios por correio acresce o valor de 2,50 euros por exemplar, sendo os portes internacionais suportados pelo associado. Cada autor receberá igualmente um certificado de participação gratuito.
Em ambas as iniciativas, os textos deverão ser enviados até ao próximo dia 30 de julho para o endereço eletrónico associacao.poetaspublicacoes@gmail.com, devendo os participantes indicar no campo “Assunto” a designação correspondente à publicação – “POESIS 13” ou “Antologia 2026”. Após a receção, os trabalhos serão analisados pela Direção da APP, que reserva o direito de decidir sobre a respetiva publicação.
Os pagamentos das publicações que o exijam deverão ser efetuados por transferência bancária para o IBAN PT50 0035 0575 0000 9555 3306 9, pertencente à APP, devendo posteriormente ser remetido o respetivo comprovativo para o mesmo endereço eletrónico, acompanhado da identificação do participante e, quando aplicável, do número de associado.
A coordenação editorial das duas publicações está a cargo de Susana Veiga Branco, membro da Direção da Associação Portuguesa de Poetas. O lançamento da POESIS 13 está previsto para setembro ou outubro, na sede da APP, em Lisboa, enquanto a Antologia 2026 deverá ser apresentada em dezembro, em formato presencial e online, seguindo-se novas sessões de divulgação em diferentes eventos literários.
Comunidades
Canadá: Autarca de Barcelos reforça laços com a diáspora lusa durante visita oficial a Ottawa
O presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, visitou Ottawa, no Canadá, entre os dias 3 e 6 de julho, acompanhado pelo vereador Carlos Eduardo Reis, no âmbito das comemorações do 70.º aniversário da Associação Portuguesa do Canadá e da presença, na capital canadiana, da exposição itinerante “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, dedicada à promoção do figurado barcelense junto da comunidade luso-canadiana e do público local.
Durante a deslocação, os dois autarcas participaram em diversos momentos de contacto com a comunidade portuguesa residente em Ottawa, reforçando os laços entre Barcelos e a diáspora portuguesa nesse país da América do Norte, numa visita que evidenciou ainda a importância da cultura como instrumento de aproximação entre os territórios e as comunidades emigrantes.
A visita incluiu uma passagem pela exposição “Expressões de Barcelos – Arte e Criatividade”, onde também marcaram presença o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucerna, e o embaixador de Espanha, Alfredo Martínez Serrano. A mostra encontra-se atualmente em Ottawa, depois de ter passado por Toronto, prosseguindo uma digressão iniciada em outubro do ano passado.
O projeto pretende divulgar o figurado tradicional e o artesanato de Barcelos em várias cidades canadianas, “promovendo o contacto direto entre os artesãos, as comunidades portuguesas e o público em geral”.
Paralelamente à exposição, têm sido dinamizados workshops, ações de pintura e atividades de modelagem em barro, envolvendo escolas e participantes de diferentes idades em experiências ligadas às tradições artesanais barcelenses.
A iniciativa é promovida pela Associação Migrante de Barcelos, contando com o apoio da Câmara Municipal de Barcelos, da Câmara de Toronto, da Associação Comercial do Little Portugal de Toronto, da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO) e do Conselho da Diáspora Portuguesa, numa parceria que procura “valorizar o património cultural de Barcelos e fortalecer os vínculos entre Portugal e as comunidades portuguesas estabelecidas no Canadá”.
Atualidade
Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa
A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com
A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.
Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.
Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.
Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.
Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.
Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.
A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.
“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.
A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.
Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.
“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.
Ígor Lopes
Cultura
Museu e Bibliotecas do Porto promovem cursos breves dedicados à música, fotografia e arquitetura
Durante o mês de julho, o Museu e Bibliotecas do Porto promovem dois cursos breves que convidam à reflexão sobre diferentes expressões culturais e artísticas. Entre a música, a fotografia, a cidade e a arquitetura, as propostas reúnem investigadores, arquitetos, artistas e outros especialistas para quatro semanas de encontros dedicados ao pensamento crítico e à partilha de conhecimento.
Curso Breve KISMIF | 6 a 20 de julho
Integrado na programação da KISMIF Conference 2026 e orientado pela socióloga e investigadora Paula Guerra, o Curso Breve KISMIF propõe uma viagem pela exposição, enquanto espaço de encontro entre fotografia, música e cidade.
Ao longo de três sessões, o curso reúne investigadores, músicos, artistas e curadores para refletir sobre temas como as culturas underground, diáspora, identidades, género, práticas artísticas, memória musical, afetos, artivismo e as culturas DIY. A partir da exposição, cada encontro pretende aprofundar o papel da música e da criação artística enquanto formas de resistência, construção identitária e intervenção cultural.
O programa conta com a participação de Filipe Ribeiro, Pedro Medeiros e Victor Torpedo (6 de julho), Ângela Berlinde, Manuela Matos Monteiro e Susana Lourenço Marques (13 de julho) e Álvaro Costa, Fernando Pinto e João Paulo Dias (20 de julho).
As sessões realizam-se às 18 horas, na Casa do Infante. A entrada é gratuita, mediante a lotação do espaço (60 participantes).
Curso Breve Modernidades da Arquitetura Portuense do Século XX | 6 a 27 de julho
Orientado pelo arquiteto e investigador José Pedro Tenreiro, o Curso Breve do Museu e Bibliotecas do Porto propõe uma leitura da evolução da arquitetura portuense ao longo do século XX, analisando os momentos de transformação que moldaram a cidade e influenciaram o pensamento arquitetónico em Portugal.
Organizado em quatro sessões cronológicas, 1910, 1930, 1950 e 1970, o curso percorre diferentes fases da modernidade arquitetónica, abordando as mudanças políticas, sociais, técnicas e culturais, que marcaram a produção arquitetónica do Porto. Através da obra e da ação de alguns dos seus principais arquitetos, serão explorados os debates, as ruturas e as permanências que definiram a construção da cidade contemporânea.
As sessões decorrem às segundas-feiras, entre as 18 e as 20 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett.
Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira online ou nos espaços com bilheteira do Museu e Bibliotecas do Porto.
Mais informações podem ser consultadas na página do Museu do Porto, em: http://www.museudoporto.pt/
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