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Assembleia Municipal de Viana do Castelo aprova orçamento superior a 117 milhões de euros para 2023

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A Assembleia Municipal de Viana do Castelo aprovou, ontem, o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2023, no valor de 117,870 milhões de euros (mais de 111 milhões da Câmara Municipal e 6,692 milhões dos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo), representando o maior orçamento de sempre do município. O documento foi aprovado por uma maioria de 38 votos a favor, com 8 abstenções e 6 votos contra.

O Presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, afirmou, na apresentação do documento, que já teve oportunidade de participar na preparação de diversos orçamentos e que “este foi, porventura, o mais difícil de preparar” face à incerteza, às consequências da guerra na Europa, ao aumento da inflação e à redução das transferências do Estado, que representaram “dificuldades acrescidas”.

“É o maior orçamento de sempre e foi preparado de forma responsável, criteriosa, realista, correspondendo a um compromisso com o município, com os vianenses, com os investidores e com todos os agentes que interagem com o nosso território”, frisou o autarca, garantindo que o documento “foi pensado para as pessoas, as famílias, as instituições e os diversos agentes que integram o concelho”.

No orçamento para o novo ano, a estratégia tem como prioridades o Ambiente e Qualidade de Vida, a Educação, a Coesão Territorial, a Habitação e Urbanização e o Desporto e Lazer, ”num expressivo e estratégico apoio à consolidação da qualidade de vida do território (aumentando dos fatores de competitividade), ascensão das competências e capacitação de todos, aprofundamento do desenvolvimento das freguesias, disponibilização de soluções à necessidade de habitação e implementação de hábitos saudáveis”.

O documento agora aprovado pela Assembleia Municipal refere, ainda, que “a política fiscal do município para as famílias e para os investidores continua a ser a nossa maior ferramenta de trabalho”, pelo que o Regime de Incentivos “continuará a incorporar e a disponibilizar um conjunto de isenções (em áreas como a Regeneração Urbana, Acolhimento Empresarial, Setor Tecnológico, Criativo e Serviços Partilhados, Empreendimentos Turísticos e Equipamentos), redução significativa de taxas e impostos”.

Nas Grandes Opções do Plano, a rubrica com maior orçamento, Ambiente, Qualidade de Vida e Transição Climática, ascende a 8,81 milhões de euros e visa o bem-estar coletivo, a proteção do ambiente e o combate às alterações climáticas, assim como a erradicação da pobreza e a promoção da prosperidade.

Nesse sentido, foram estabelecidos para 2023, entre outros, dois grandes projetos de amplitude ambiental: “Plano Municipal de Eficiência Energética” e “Plano Municipal de Poupança de Água”, que integram a campanha “poupar hoje para garantir o amanhã”.

Outra prioridade passa pela continuidade dos investimentos de ampliação nos domínios do abastecimento de água e das redes de drenagem de águas residuais e pluviais, de forma transversal ao concelho, num investimento superior a 4 M€.

A rubrica Educação, Ciência e Conhecimento é a segunda com maior orçamento. A educação assume-se como um pilar fulcral para o desenvolvimento humano sustentável do concelho e, no próximo ano, é prioridade a conclusão da elaboração do Projeto Educativo Municipal, transversal a todo o território e níveis de ensino. Pretende-se também revitalizar a Rede Escolar de Ciência e de Apoio à Investigação Científica. Paralelamente, o município continuará a investir nos equipamentos educativos, dando continuidade ao Programa de Requalificação e Modernização do Parque Escolar do Concelho, reforçando também a capacidade infraestrutural necessária para a promoção plena da Educação Digital. Assim, da combinação dos Planos de Atividades e Plurianual de Investimento será garantida a segunda maior fatia do Orçamento, num reforço superior a 300 mil euros relativamente a 2022, representando 8,7 M€ (13,7%) nas Grandes Opções do Plano (GOP’s).

A Coesão Territorial / Freguesias conta com um orçamento de 8,1 M€ (12,8% das Grandes Opções do Plano), sendo a terceira rubrica com maior investimento.

Relativamente à Cultura, a candidatura de Viana do Castelo a Capital Europeia da Cultura 2027 permitiu uma reflexão e um diálogo com os cidadãos e com as instituições culturais, tendo como lema “VIANA, MAR DE CULTURA”. Em 2023 e nos anos seguintes, será promovida a criação e instalação do Conselho Municipal da Cultura.

«Para além da aposta numa oferta cultural diversificada, com uma programação que associa formas de expressão tradicionais com outras mais contemporâneas, pretende-se ainda: consolidar o programa de descentralização cultural nas freguesias do concelho; reforçar o programa de apoio à valorização do património histórico e religioso nas freguesias, apostando na reabilitação destes edifícios, e potenciar o turismo no âmbito do Caminho Português da Costa; estabilizar o programa “Embaixadores da Cultura Vianense” visando a retoma da atividade de grupos folclóricos e bandas filarmónicas; projetar os principais eventos culturais, reforçando a sua atratividade e relevância para a dinamização cultural, económica e estratégica de desenvolvimento do concelho. Assim, a Cultura resultará num esforço superior a 3,9 M€ (6,1%) nas Grandes Opções do Plano.

No Desporto e Lazer, em 2023, Viana do Castelo é Cidade Europeia do Desporto, num desafio que envolve todas as coletividades e a comunidade vianense. De acordo com o orçamento, pretende-se continuar a potenciar as infraestruturas naturais que o concelho dispõe através da implementação de uma Estratégia Municipal para o Desporto de Natureza. Serão reforçadas as Infraestruturas de Desporto de Natureza (Outdoor), posicionando Viana do Castelo como destino de referência. Será também dada continuidade à requalificação das infraestruturas existentes e será iniciada a construção da “Cidade Desportiva”, criando um corredor verde desportivo entre a Praça Viana e o Complexo Desportivo Manuela Machado.

Outro dos desígnios passa por criar condições para o Aumento da Prática do Desporto Adaptado através de protocolos entre o Município e os clubes para que criem secções de desporto adaptado. Pretende-se ainda aprofundar o Apoio ao Rendimento Desportivo através da criação de uma Unidade de Apoio de Alto Rendimento na Escola, em parceria com os Agrupamentos Escolares e da criação do Gabinete de Otimização do Treino Desportivo, em parceria com o IPVC.

Em consequência, da combinação dos Planos de Atividades e Plurianual de Investimento será garantida a quinta maior fatia do Orçamento, num aumento superior a 2,6 M€ relativamente a 2022, representando 8,7 M€ (13,7%) nas Grandes Opções do Plano (GOP’s).

O investimento na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos é absolutamente fundamental para um concelho socialmente justo e equilibrado. A rubrica da Coesão Social é, uma vez mais, reforçada assumindo um papel de grande relevância no apoio às famílias e às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

Este será um ano desafiante, consequência da conclusão do processo de transferência de competências no domínio da ação social para o município, que assumirá toda a responsabilidade de gestão do serviço de atendimento e apoio social, assim como do Rendimento Social de Inserção.

Com um investimento superior de 3 M€, será dada continuidade e reforço ao espaço de atuação da Rede Social de Viana do Castelo, através dos parceiros do Conselho Local de Ação Social, garantindo investimento nos equipamentos das IPSS´s e subindo de forma expressiva o apoio direto às famílias com o programa “Mais Família”, que será constituído por um conjunto de ações e medidas de apoio, nomeadamente com o aumento de vagas nas creches. Ainda no plano do apoio, atração e fixação de jovens e jovens talento (incluindo casais), será mantida a isenção de taxas urbanísticas para jovens com idade inferior a 35 anos e na condição de construção ou reabilitação de primeira habitação. Também o Plano Municipal para Integração de Migrantes é uma prioridade para o município, numa altura em que cada vez mais estrangeiros chegam ao concelho.

Mantém-se a aposta nos projetos base do Gabinete da Juventude, nomeadamente, o Cartão Jovem Municipal, a atribuição de Bolsas de Estudo aos alunos matriculados ou inscritos no 1º ciclo do ensino superior, o programa “Viana Jovens com Talento e Viana Jovens Empreendedores” e a revista “Viana Jovem”. Para melhor estruturar o forte investimento e aposta do Município na juventude é estabelecido um compromisso de criação de um Plano Municipal de Juventude.

Na Saúde, as prioridades passam por definir e implementar a Estratégia Municipal da Saúde, com destaque para a temática da saúde mental; qualificar as instalações e os equipamentos de saúde existentes, adaptando estes equipamentos aos novos modelos de prestação de cuidados de saúde; aumentar a capacidade de resposta na prestação de cuidados de saúde de proximidade com a construção de 3 novas Unidades de Saúde (Unidade de Saúde da Meadela, Alvarães e Litoral Norte – Afife, Carreço e Areosa); implementar um conjunto de projetos que visem a promoção de estilos de vida saudáveis; criar, em parceria com os cuidados primários da ULSAM, uma unidade de investigação, inovação e desenvolvimento para os cuidados de saúde na comunidade.

Em consolidação da combinação dos Planos de Atividades e Plurianual de Investimento será garantida um aumento superior a 590 mil euros relativamente a 2022, representando 2,3 M€ (3,7%) nas Grandes Opções do Plano (GOP’s).

A Habitação continua com uma relevância estrutural no presente orçamento. A procura e o desafio da execução da Estratégia Local de Habitação (ELH), desenhada pelo Município e que está a ser concretizada, numa primeira fase, através do Programa 1º direito, exigem de todos uma absoluta dedicação para a sua concretização, num investimento total de 27 M€ até 2026, 18 M€ a executar pelo município na requalificação do parque habitacional, construção e aquisição de terrenos e/ou habitação para responder às necessidades identificadas, assim como a construção de uma unidade de alojamento temporário para sem-abrigo.

A estratégia do executivo para a Reabilitação Urbana no concelho disponibiliza um conjunto de incentivos, a empresas e particulares, como isenções no IMT e IMI, deduções no IRC e IRS e aplicação da taxa de IVA a 6% nas 12 Áreas de Reabilitação em vigor (ARU Alvarães, ARU Barroselas, ARU do Centro Histórico, ARU da Cidade Norte, ARU da Cidade Poente, ARU de Darque, ARU da Frente Atlântica, ARU da Frente Marítima da Amorosa – desenvolvimento de estudo de requalificação urbana integral, ARU da Frente Ribeirinha de Viana do Castelo, ARU Darque – Cidade Nova, ARU de Lanheses e ARU de Vila Nova de Anha).

Em 2023 será promovido um “Estudo de Mercado Residencial em Viana do Castelo”, que terá como objeto permitir um conhecimento técnico aprofundado do setor na área urbana e concelho.

A prioridade da ação na área da Proteção Civil continuará a assentar na salvaguarda de pessoas, bens e animais de companhia. Será dada continuidade à implantação de um Centro Municipal de Operações de Socorro. No sentido de aprofundar a capacidade de intervenção de todos os serviços, o município retomará e consolidará os programas de aquisição de veículos operacionais (nomeadamente de uma ambulância), de formação e o aumento do efetivo.

É objetivo do executivo continuar a desenvolver uma estratégia sólida de Desenvolvimento Económico e atração/fixação de investimentos âncora de referência local e internacional que consolidem os clusters existentes, bem como atraiam e fixem os emergentes, nomeadamente no domínio da Economia Azul/Economia do Mar, estabelecendo o ambiente e condições para a concretização da Agenda 2030 “Economia do Mar”.

A delimitação da “Área Livre Tecnológica (ALT)” para o setor Offshore, em discussão pública, garantirá um ambiente/ecossistema absolutamente favorável para a afirmação de Viana do Castelo nos domínios da Economia do Mar, traduzida, no imediato, com real e efetiva procura de investimentos, individuais e em consórcio, nacionais e internacionais.

Assim, será continuada a aposta nas infraestruturas que qualifiquem a conectividade e a competitividade do concelho, com um investimento 16% superior ao Plano de Atividades Orçamento de 2022.

Na rubrica Comunicações e transportes destacam-se dois dos mais significativos investimentos, considerados estruturantes: a Nova Via de Acesso à Área Empresarial do Vale do Neiva (Nova Via de Acesso ao Vale do Neiva) e a Nova Travessia do Rio Lima entre EN203 – Deocriste e EN202 – Nogueira, com financiamento garantido através do PRR.

A requalificação e conservação da rede viária municipal e das passagens desniveladas serão sempre investimentos necessários e importantes que o plano abrange. Tendo como meta uma mobilidade sustentável, Viana do Castelo está a desenvolver o plano estratégico designado por “Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS)” com o objetivo de planear as infraestruturas e o desenho urbano, designadamente na matéria dos modos suaves, dos sistemas de circulação viária e de estratégias coerentes de estacionamento.

Governança, Transição Digital e Inovação é outra rubrica, que aposta na qualificação das pessoas, alicerçada numa forte aposta na inovação tecnológica e na difusão do saber e do conhecimento – através de um novo modelo de cooperação entre o Município, a Academia e os Centros de Investigação e Desenvolvimento.

Será aproveitado o potencial transformador do digital para posicionar o município nos diferentes sectores na vanguarda do Digital e da Inovação com: instalação de incubadoras para a criatividade e arte digital, com ligação ao ensino superior, contribuindo para a afirmação de Viana do Castelo como uma “Smart City“; capacitação e inclusão digital, através da criação de um programa de digitalização para as escolas, criação de um programa de formação intensiva e especializada na área digital para profissionais empregados e desempregados e lançar uma Academia Criativa para a inclusão digital; transformação digital do tecido empresarial através da criação de um “Digital Innovation Hub” – redes colaborativas que incluem centros de competências digitais específicos, com o objetivo de facilitar a disseminação e adoção de tecnologias digitais avançadas por parte das empresas; promoção da transição digital do município, melhorando processos internos e apostando na desmaterialização em todas as áreas, agilizando a comunicação entre a sociedade e os serviços municipais.

Foto: CMVC.

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Universidade de Coimbra lidera projeto financiado com dois milhões de euros para reforçar a inovação e o empreendedorismo no ensino superior

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A Universidade de Coimbra (UC) lidera o projeto EC2U ELEVATE – Aprendizagem em Empreendedorismo, Educação e Criação de Valor através das Tecnologias e dos Ecossistemas, uma das iniciativas selecionadas para financiamento pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) no âmbito da EIT Higher Education Initiative.

Financiado com 1 999 903 de euros, o projeto vai decorrer no âmbito da aliança europeia EC2U – Campus Europeu de Cidades Universitárias, integrada pela UC e por mais oito universidades europeias: a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), a Universidade Alexandru Ioan Cuza de Iasi (Roménia), a Universidade de Salamanca (Espanha), a Universidade de Pavia (Itália),  a Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria),  a Universidade de Umeå (Suécia), a Universidade de Poitiers (França) e a Universidade de Turku (Finlândia). O projeto EC2U ELEVATE integra ainda o Instituto Pedro Nunes e a OXENTIA, consultora de inovação e tecnologia sediada no Reino Unido.

O EC2U ELEVATE pretende aproximar as universidades do ecossistema europeu de inovação, promovendo novas formas de colaboração entre estudantes, investigadores, docentes, empresas, cidades e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa contribuir para reforçar a cultura de inovação nas instituições participantes, estimular a criação de soluções para responder a desafios societais e aumentar a transferência de conhecimento para a economia e para a sociedade.

“Este novo projeto contribuirá para consolidar a capacidade da Universidade de Coimbra e das universidades parceiras da EC2U em fornecer às suas comunidades competências empreendedoras, apoiar a valorização do conhecimento científico, através da criação de empresas de base científica e tecnológica, fomentar uma maior colaboração interdisciplinar e internacional, e aproximar as instituições de ensino superior das empresas e da sociedade. Para isso, o projeto intervém ao nível da governação institucional, nos currículos e nos processos de valorização da investigação”, destaca a Pró-Reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes.  

Ao longo dos próximos dois anos, o projeto vai desenvolver programas de formação em empreendedorismo e inovação, iniciativas de cocriação, ações de capacitação para estudantes, investigadores e docentes, bem como mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores e de novas startups.

Entre os objetivos do projeto está também o reforço das ligações entre as universidades europeias e os diferentes ecossistemas regionais de inovação, potenciando o impacto da investigação produzida nas instituições de ensino superior. Apoiado pelo EIT Culture & Creativity, o EC2U ELEVATE estabelece uma ligação entre o modelo de cidades-universidades da EC2U e o ecossistema mais amplo do EIT, incluindo o EIT Urban Mobility e o EIT Health.

O EIT Higher Education Initiative é uma iniciativa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia que apoia as instituições de ensino superior na criação de ecossistemas de inovação mais fortes, promovendo a cooperação entre universidades, empresas, centros de investigação e autoridades públicas.

De recordar que a aliança EC2U (European Campus of City Universities, em inglês) tem vindo a envolver as comunidades académicas das universidades parceiras, assim como os habitantes das cidades onde estão sediadas, através de uma vasta rede de atividades. Neste contexto, o projeto EC2U ELEVATE tem como principal ambição impulsionar a terceira e quarta missões das universidades EC2U potenciando as capacidades de transferência de conhecimento, inovação, empreendedorismo e serviço à sociedade.

Mais informações sobre a aliança EC2U estão disponíveis em https://ec2u.eu/

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Espanha conquista segundo Mundial ao vencer Argentina no prolongamento

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A Espanha conquistou, no domingo, 19 de julho, o segundo título mundial da sua história, ao derrotar a Argentina por 1-0, após prolongamento, na final do Campeonato do Mundo de futebol de 2026. Disputado no Estádio Nova Iorque/Nova Jérsia, em East Rutherford, nos Estados Unidos, o encontro foi decidido por Ferran Torres, lançado no decorrer da partida pelo selecionador Luis de la Fuente.

O golo surgiu aos 106 minutos. Pedro Porro cruzou do lado direito, Nico Williams ganhou a bola de cabeça e Ferran Torres rematou de primeira, sem dar possibilidade de defesa a Emiliano Martínez. A Argentina disputava o prolongamento com dez jogadores, depois de Enzo Fernández ter recebido o segundo cartão amarelo nos descontos do tempo regulamentar. A equipa espanhola controlou a posse de bola e criou mais oportunidades, mas encontrou resistência no guarda-redes argentino até ao lance que definiu o título.

Este foi apenas o segundo confronto entre Espanha e Argentina na história do Campeonato do Mundo. O primeiro ocorreu na fase de grupos da edição de 1966, disputada em Inglaterra, quando a seleção argentina venceu por 2-1. Sessenta anos depois, as duas equipas voltaram a encontrar-se na competição, desta vez na final, com a Espanha a equilibrar o histórico mundialista entre ambas.

O desfecho repetiu o resultado da final de 2010, quando a Espanha venceu os Países Baixos por 1-0, também no prolongamento. Há 16 anos, Andrés Iniesta marcou o golo que entregou o primeiro título mundial à seleção espanhola. Com a conquista de 2026, a Espanha igualou Uruguai e França, ambos com dois títulos, e passou a ocupar o quinto lugar no historial da competição, liderado pelo Brasil, com cinco.

A equipa de Luis de la Fuente terminou a prova sem derrotas e sofreu apenas um golo em oito encontros. A campanha começou com um empate sem golos diante de Cabo Verde, num jogo em que o guarda-redes Vozinha travou o ataque espanhol. Seguiram-se as vitórias sobre a Arábia Saudita, por 4-0, e o Uruguai, por 1-0, resultados que garantiram o primeiro lugar no Grupo H.

Na fase a eliminar, a Espanha venceu a Áustria por 3-0 nos 16 avos de final e afastou Portugal nos oitavos, por 1-0, com um golo de Mikel Merino nos descontos. Nos quartos de final, superou a Bélgica por 2-1, antes de derrotar a França por 2-0 nas meias-finais. Na decisão, voltou a manter a baliza sem golos e encerrou a competição com 14 golos marcados e apenas um sofrido.

A conquista juntou o Mundial de 2026 ao Campeonato da Europa de 2024, colocando a seleção masculina espanhola na posse dos dois principais títulos internacionais. A Espanha tornou-se ainda a primeira federação a deter simultaneamente os Mundiais masculino e feminino, depois do triunfo da seleção feminina em 2023. Unai Simón terminou o torneio com sete jogos sem sofrer golos, enquanto Luis de la Fuente, aos 65 anos, passou a ser o treinador mais velho a conquistar um Mundial.

A Argentina chegou à final como campeã em título e procurava repetir a conquista alcançada no Qatar, em 2022. A seleção orientada por Lionel Scaloni entrou na decisão depois de sete vitórias, com 19 golos marcados. No percurso, eliminou Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra, mas não conseguiu superar a organização defensiva espanhola. Com a derrota, manteve os três títulos conquistados em 1978, 1986 e 2022 e somou a quarta final perdida, depois de 1930, 1990 e 2014.

A 23.ª edição do Campeonato do Mundo realizou-se entre 11 de junho e 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá. Pela primeira vez, três países organizaram conjuntamente a competição, que também estreou o formato com 48 seleções, distribuídas por 12 grupos. Foram realizados 104 encontros em 16 cidades, 11 norte-americanas, três mexicanas e duas canadianas. O jogo inaugural decorreu na Cidade do México e a final teve lugar em East Rutherford, no estado norte-americano de Nova Jérsia.

Entre os países lusófonos, o Brasil avançou até aos oitavos de final. A seleção orientada por Carlo Ancelotti empatou com Marrocos por 1-1 e venceu Haiti e Escócia por 3-0 na fase de grupos. Nos 16 avos de final, derrotou o Japão por 2-1, com Gabriel Martinelli a marcar o golo da vitória nos descontos. O percurso terminou diante da Noruega, com uma derrota por 2-1, naquela que foi a eliminação mais precoce do Brasil desde o Mundial de 1990.

Portugal também chegou aos oitavos de final. A seleção portuguesa empatou com a República Democrática do Congo, por 1-1, venceu o Uzbequistão por 5-0 e terminou a fase de grupos com um empate sem golos frente à Colômbia. Depois de afastar a Croácia por 2-1 nos 16 avos de final, Portugal perdeu com a futura campeã Espanha por 1-0. Cristiano Ronaldo disputou o sexto Mundial da carreira e marcou dois golos diante do Uzbequistão, tornando-se o primeiro jogador a marcar em seis edições da competição.

Cabo Verde encerrou a estreia num Campeonato do Mundo com a passagem à fase a eliminar. A seleção orientada por Bubista não perdeu na fase de grupos, após empates com Espanha, por 0-0, Uruguai, por 2-2, e Arábia Saudita, por 0-0. Nos 16 avos de final, os cabo-verdianos obrigaram a Argentina a disputar 120 minutos, mas foram eliminados por 3-2. Deroy Duarte e Sidny Lopes Cabral marcaram os golos de Cabo Verde, que chegou a restabelecer a igualdade por duas vezes antes de um autogolo de Diney Borges decidir o encontro.

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Andrea Francomano: a mulher por detrás da espiritualidade entre Brasil e Portugal

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Andrea Francomano apresenta-se hoje como uma das vozes brasileiras de maior relevância no campo da “Apometria Sistêmica” e “Mesa Radiônica Acessus”, métodos que desenvolveu a partir de um percurso marcado por estudo, prática terapêutica, espiritualidade e investigação sobre comportamento humano. Natural de São Paulo e residente em São José dos Campos, a terapeuta, escritora e mentora espiritual consolidou presença no Brasil e ampliou a sua atuação na Europa, através de Portugal, onde participou em diversas agendas, incluindo congressos, minicursos e experiências imersivas em Lisboa, Porto e Braga, por exemplo.

Antes dessa visibilidade pública, dos cursos concorridos, das palestras lotadas e dos livros editados, a sua história passou pelos tribunais. Andrea afirma que atuou durante 26 anos como advogada, antes de trocar o Direito pela investigação da consciência humana. A nossa entrevistada resume essa viragem de forma direta: “Troquei os tribunais pela investigação da consciência humana”. Uma frase que ajuda a compreender a mulher por detrás da marca: alguém que transformou perguntas pessoais, dores e estudos em matéria de trabalho, numa área onde espiritualidade, filosofia, autoconhecimento e desenvolvimento humano ocupam o centro da narrativa.

A sua própria definição evita atalhos fáceis. “Sou uma buscadora incansável da verdade, da essência e do propósito que nos conectam com o que realmente somos”, afirmou, acrescentando que “trabalho com consciência, profundidade e transformação, com os pés na Terra e os olhos no invisível”. A construção da sua identidade pública passa por esta tensão entre método e espiritualidade, entre prática e intuição, entre discurso terapêutico e responsabilidade pessoal. No seu campo de atuação, Andrea procura apresentar a espiritualidade não como fuga, mas como ferramenta de leitura de padrões humanos.

A “Apometria Sistêmica” é descrita pela própria como resultado de anos de estudo sobre consciência, comportamento humano, filosofia e espiritualidade. Já a “Mesa Radiônica Acessus” surge como uma ferramenta associada à leitura e reorganização de campos energéticos, dentro de uma abordagem apresentada como estruturada e profissional. Em Portugal, a formação de operadores da “Mesa Radiônica Acessus” reuniu um público interessado em maio deste ano, na Costa da Caparica, com foco em “radiestesia”, “apometria” e “análise de padrões emocionais”. A metodologia utilizada já tinha sido aplicada em mais de seis mil atendimentos, alcançando mais de 700 alunos, com presença em mais de 40 países.

O crescimento de Andrea no Brasil antecedeu a sua passagem por Portugal. A terapeuta concluiu a 13.ª turma da formação em “Apometria Sistêmica”, com 115 alunos, além de manter agenda de atendimentos e participação em podcasts sobre espiritualidade, trauma transgeracional e expansão de consciência. A ida a Portugal marcou uma etapa de internacionalização do seu trabalho, com contacto direto com públicos brasileiros residentes no país, portugueses interessados em práticas integrativas e participantes ligados ao universo do autoconhecimento.

A dimensão autoral da sua trajetória também aparece na forma como Andrea comunica os seus limites. Entre aquilo que valoriza, cita “conversas profundas”, “perguntas difíceis”, “liberdade de pensamento”, “espiritualidade sem dependência” e “autoconhecimento com responsabilidade”. Entre o que rejeita, aponta “dogmas”, “fanatismos”, “respostas prontas para questões complexas”, “fórmulas mágicas para problemas humanos” e “terceirização da responsabilidade pessoal”. O posicionamento ajuda a diferenciar a sua proposta num campo frequentemente atravessado por promessas rápidas. Andrea pretende associar o seu trabalho a “método, discernimento e compromisso com a jornada individual”.

“A transformação começa quando assumimos responsabilidade pela própria jornada”, disse. É nesta ideia que se concentra a força da sua presença pública. Andrea Francomano não se apresenta apenas como criadora de métodos, formadora ou conferencista. Apresenta-se como uma mulher que fez da própria travessia uma linguagem de trabalho, levando ao Brasil, a Portugal e a outros países uma proposta centrada na consciência, na espiritualidade sem dogmas e na responsabilidade como ponto de partida.

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