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Portugal

ANSR, GNR e PSP lançam campanha de segurança rodoviária para veículos de duas rodas a motor

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A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) promovem, entre os dias 7 e 13 de julho de 2026, a sétima campanha do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026, dedicada aos veículos de duas rodas a motor.

Sob o lema “Duas Rodas ─ Agarre-se à Vida”, esta é a sétima de 11 campanhas previstas no PNF 2026 e a terceira dedicada aos veículos de duas rodas a motor, um dos grupos de utilizadores com maior exposição ao risco rodoviário e maior vulnerabilidade em caso de acidente.

A campanha tem como objetivo alertar os condutores de motociclos e ciclomotores para os comportamentos de risco associados à condução, promovendo uma condução mais segura, defensiva e responsável, bem como reforçar a sensibilização dos restantes utilizadores da via para a necessidade de partilha segura do espaço rodoviário.

À semelhança das restantes campanhas do PNF 2026, esta ação integra duas componentes:

  • Sensibilização, assegurada pela ANSR;
  • Fiscalização, pela GNR e pela PSP, com foco nos comportamentos de risco associados aos acidentes graves.

O que está em causa?

Os veículos de duas rodas a motor continuam a apresentar níveis elevados de sinistralidade grave, sobretudo em meio urbano e em estradas nacionais, onde a vulnerabilidade dos seus utilizadores é particularmente elevada.

Entre 1 de janeiro de 2023 e 31 de dezembro de 2025, registaram-se 34 179 acidentes com vítimas que envolveram veículos de duas rodas a motor (ciclomotores ou motociclos).

Desses acidentes resultaram:

  • 440 vítimas mortais;
  • 3 041 feridos graves;
  • 34 501 feridos leves.

Embora a maioria das vítimas corresponda a condutores e passageiros de ciclomotores e motociclos, este universo inclui também outros utilizadores envolvidos nestes acidentes, como peões ou ocupantes de outros veículos.

Segundo o Plano Nacional de Fiscalização 2026, quase metade da sinistralidade grave envolvendo veículos de duas rodas a motor ocorre em arruamentos urbanos e em estradas nacionais.

Comportamentos de risco

A campanha alerta, especialmente, para comportamentos que aumentam significativamente o risco de acidente grave:

  • Excesso de velocidade;
  • Ultrapassagens perigosas;
  • Circulação entre filas de trânsito de forma irregular;
  • Manobras bruscas ou mudanças de direção sem sinalização;
  • Condução sob o efeito do álcool ou de substâncias psicotrópicas;
  • Utilização incorreta ou ausência de capacete e equipamento de proteção;
  • Falta de atenção e condução distraída;
  • Reduzida perceção dos motociclistas pelos restantes condutores.

A ANSR, a GNR e a PSP recordam que a utilização correta de capacete homologado e de equipamento de proteção adequado pode reduzir significativamente a gravidade das consequências em caso de acidente.

As ações de sensibilização da ANSR decorrem em simultâneo com operações de fiscalização realizadas pela GNR e pela PSP, incidindo em vias e locais, onde se registam níveis mais elevados de sinistralidade, envolvendo veículos de duas rodas a motor.

O PNF é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, com base nas recomendações europeias e no quadro estratégico Visão Zero 2030, que tem como objetivo a eliminação de vítimas mortais nas estradas.

A sinistralidade rodoviária não constitui uma fatalidade. As suas consequências mais graves podem ser evitadas, através da adoção de comportamentos seguros, por todos os utilizadores da estrada.

Atualidade

Universidade de Coimbra lidera projeto financiado com dois milhões de euros para reforçar a inovação e o empreendedorismo no ensino superior

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A Universidade de Coimbra (UC) lidera o projeto EC2U ELEVATE – Aprendizagem em Empreendedorismo, Educação e Criação de Valor através das Tecnologias e dos Ecossistemas, uma das iniciativas selecionadas para financiamento pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT) no âmbito da EIT Higher Education Initiative.

Financiado com 1 999 903 de euros, o projeto vai decorrer no âmbito da aliança europeia EC2U – Campus Europeu de Cidades Universitárias, integrada pela UC e por mais oito universidades europeias: a Universidade Friedrich Schiller de Jena (Alemanha), a Universidade Alexandru Ioan Cuza de Iasi (Roménia), a Universidade de Salamanca (Espanha), a Universidade de Pavia (Itália),  a Universidade Johannes Kepler de Linz (Áustria),  a Universidade de Umeå (Suécia), a Universidade de Poitiers (França) e a Universidade de Turku (Finlândia). O projeto EC2U ELEVATE integra ainda o Instituto Pedro Nunes e a OXENTIA, consultora de inovação e tecnologia sediada no Reino Unido.

O EC2U ELEVATE pretende aproximar as universidades do ecossistema europeu de inovação, promovendo novas formas de colaboração entre estudantes, investigadores, docentes, empresas, cidades e organizações da sociedade civil. A iniciativa visa contribuir para reforçar a cultura de inovação nas instituições participantes, estimular a criação de soluções para responder a desafios societais e aumentar a transferência de conhecimento para a economia e para a sociedade.

“Este novo projeto contribuirá para consolidar a capacidade da Universidade de Coimbra e das universidades parceiras da EC2U em fornecer às suas comunidades competências empreendedoras, apoiar a valorização do conhecimento científico, através da criação de empresas de base científica e tecnológica, fomentar uma maior colaboração interdisciplinar e internacional, e aproximar as instituições de ensino superior das empresas e da sociedade. Para isso, o projeto intervém ao nível da governação institucional, nos currículos e nos processos de valorização da investigação”, destaca a Pró-Reitora da UC para o Empreendedorismo, Gabriela Fernandes.  

Ao longo dos próximos dois anos, o projeto vai desenvolver programas de formação em empreendedorismo e inovação, iniciativas de cocriação, ações de capacitação para estudantes, investigadores e docentes, bem como mecanismos de apoio ao desenvolvimento de projetos inovadores e de novas startups.

Entre os objetivos do projeto está também o reforço das ligações entre as universidades europeias e os diferentes ecossistemas regionais de inovação, potenciando o impacto da investigação produzida nas instituições de ensino superior. Apoiado pelo EIT Culture & Creativity, o EC2U ELEVATE estabelece uma ligação entre o modelo de cidades-universidades da EC2U e o ecossistema mais amplo do EIT, incluindo o EIT Urban Mobility e o EIT Health.

O EIT Higher Education Initiative é uma iniciativa do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia que apoia as instituições de ensino superior na criação de ecossistemas de inovação mais fortes, promovendo a cooperação entre universidades, empresas, centros de investigação e autoridades públicas.

De recordar que a aliança EC2U (European Campus of City Universities, em inglês) tem vindo a envolver as comunidades académicas das universidades parceiras, assim como os habitantes das cidades onde estão sediadas, através de uma vasta rede de atividades. Neste contexto, o projeto EC2U ELEVATE tem como principal ambição impulsionar a terceira e quarta missões das universidades EC2U potenciando as capacidades de transferência de conhecimento, inovação, empreendedorismo e serviço à sociedade.

Mais informações sobre a aliança EC2U estão disponíveis em https://ec2u.eu/

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Economia

Brasil e Portugal lançam programa para internacionalizar startups de turismo

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Brasil e Portugal lançam a “Conexão Luso-BR”, uma chamada binacional de inovação aberta que selecionará dez startups de turismo, sendo cinco brasileiras e cinco portuguesas, para desenvolver negócios nos dois países.

O programa foi apresentado em pré-lançamento durante o Web Summit Rio 2026 e terá lançamento oficial em Lisboa em 22 de junho, seguido de uma live de apresentação em 25 de junho.

O programa é voltado a empresas com soluções tecnológicas já validadas comercialmente e preparadas para iniciar a expansão internacional, com iniciativa promovida pela Embratur via EmbraturLAB, em parceria com Porto Digital e apoio do Turismo de Portugal e Cais do Porto.

Durante cinco meses, as startups receberão apoio para entrar nos mercados parceiros. As empresas brasileiras utilizarão Aveiro e Lisboa como porta de entrada em Portugal. Já as empresas portuguesas iniciarão as suas operações no Brasil a partir de Recife.

Essa expansão será feita por meio do Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (NERD) do Porto Digital.

Ígor Lopes

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Atualidade

Andrea Francomano: a mulher por detrás da espiritualidade entre Brasil e Portugal

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Andrea Francomano apresenta-se hoje como uma das vozes brasileiras de maior relevância no campo da “Apometria Sistêmica” e “Mesa Radiônica Acessus”, métodos que desenvolveu a partir de um percurso marcado por estudo, prática terapêutica, espiritualidade e investigação sobre comportamento humano. Natural de São Paulo e residente em São José dos Campos, a terapeuta, escritora e mentora espiritual consolidou presença no Brasil e ampliou a sua atuação na Europa, através de Portugal, onde participou em diversas agendas, incluindo congressos, minicursos e experiências imersivas em Lisboa, Porto e Braga, por exemplo.

Antes dessa visibilidade pública, dos cursos concorridos, das palestras lotadas e dos livros editados, a sua história passou pelos tribunais. Andrea afirma que atuou durante 26 anos como advogada, antes de trocar o Direito pela investigação da consciência humana. A nossa entrevistada resume essa viragem de forma direta: “Troquei os tribunais pela investigação da consciência humana”. Uma frase que ajuda a compreender a mulher por detrás da marca: alguém que transformou perguntas pessoais, dores e estudos em matéria de trabalho, numa área onde espiritualidade, filosofia, autoconhecimento e desenvolvimento humano ocupam o centro da narrativa.

A sua própria definição evita atalhos fáceis. “Sou uma buscadora incansável da verdade, da essência e do propósito que nos conectam com o que realmente somos”, afirmou, acrescentando que “trabalho com consciência, profundidade e transformação, com os pés na Terra e os olhos no invisível”. A construção da sua identidade pública passa por esta tensão entre método e espiritualidade, entre prática e intuição, entre discurso terapêutico e responsabilidade pessoal. No seu campo de atuação, Andrea procura apresentar a espiritualidade não como fuga, mas como ferramenta de leitura de padrões humanos.

A “Apometria Sistêmica” é descrita pela própria como resultado de anos de estudo sobre consciência, comportamento humano, filosofia e espiritualidade. Já a “Mesa Radiônica Acessus” surge como uma ferramenta associada à leitura e reorganização de campos energéticos, dentro de uma abordagem apresentada como estruturada e profissional. Em Portugal, a formação de operadores da “Mesa Radiônica Acessus” reuniu um público interessado em maio deste ano, na Costa da Caparica, com foco em “radiestesia”, “apometria” e “análise de padrões emocionais”. A metodologia utilizada já tinha sido aplicada em mais de seis mil atendimentos, alcançando mais de 700 alunos, com presença em mais de 40 países.

O crescimento de Andrea no Brasil antecedeu a sua passagem por Portugal. A terapeuta concluiu a 13.ª turma da formação em “Apometria Sistêmica”, com 115 alunos, além de manter agenda de atendimentos e participação em podcasts sobre espiritualidade, trauma transgeracional e expansão de consciência. A ida a Portugal marcou uma etapa de internacionalização do seu trabalho, com contacto direto com públicos brasileiros residentes no país, portugueses interessados em práticas integrativas e participantes ligados ao universo do autoconhecimento.

A dimensão autoral da sua trajetória também aparece na forma como Andrea comunica os seus limites. Entre aquilo que valoriza, cita “conversas profundas”, “perguntas difíceis”, “liberdade de pensamento”, “espiritualidade sem dependência” e “autoconhecimento com responsabilidade”. Entre o que rejeita, aponta “dogmas”, “fanatismos”, “respostas prontas para questões complexas”, “fórmulas mágicas para problemas humanos” e “terceirização da responsabilidade pessoal”. O posicionamento ajuda a diferenciar a sua proposta num campo frequentemente atravessado por promessas rápidas. Andrea pretende associar o seu trabalho a “método, discernimento e compromisso com a jornada individual”.

“A transformação começa quando assumimos responsabilidade pela própria jornada”, disse. É nesta ideia que se concentra a força da sua presença pública. Andrea Francomano não se apresenta apenas como criadora de métodos, formadora ou conferencista. Apresenta-se como uma mulher que fez da própria travessia uma linguagem de trabalho, levando ao Brasil, a Portugal e a outros países uma proposta centrada na consciência, na espiritualidade sem dogmas e na responsabilidade como ponto de partida.

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