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Alto Minho 4D reconhecido como boa prática no Top 100 Stories 2022

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O trabalho desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), no âmbito do projeto “Alto Minho 4D – Viagem no tempo”, que culminou com a criação de dez Estações do Tempo e o desenvolvimento de dez rotas turísticas subordinadas a diferentes períodos da história, foi selecionado como uma das Top 100 histórias de 2022 no que diz respeito aos destinos sustentáveis.

Todos os anos, a competição ao Green Destinations TOP 100 (Sustainability) Stories recebe histórias de turismo sustentável e boas práticas de destinos de todo o mundo, para serem partilhadas como exemplos inspiradores para outras regiões, profissionais de turismo e turistas. Ao contar as suas histórias, as instituições responsáveis pela gestão de destinos são conhecidas e reconhecidas pelas soluções que encontraram para responder a desafios e problemas relacionados com a atividade turística. Com o sector do turismo a enfrentar momentos muito desafiantes desde março de 2020, a organização da competição decidiu celebrar a resiliência e o trabalho árduo dos destinos para se tornarem destinos mais responsáveis neste período atípico.

A seleção de 2022 incluiu a região do Alto Minho, com a história “Journey through time: 10 municipalities, one community, a tourist product” (Viagem no tempo: 10 municípios, uma comunidade, um produto turístico). O Alto Minho é um destino sustentável por natureza, com uma excelente qualidade ambiental e dos serviços prestados, ao qual se associa a enorme hospitalidade da comunidade local e o seu rico património cultural material e imaterial. Ao longo dos anos, tem sido reconhecido pelos turistas e por diversas organizações (da Green Destinations à EUROPARC, passando pela Rede Europeia de Turismo Cultural) como um destino sustentável, resiliente, com inúmeros testemunhos da evolução das civilizações ao longo dos séculos, de qualidade e que merece ser conhecido, reconhecido e visitado.

A boa prática apresentada ao Green Destinations TOP 100 (Sustainability) Stories evidenciou o trabalho da CIM Alto Minho no domínio do património cultural e tradições. O projeto “Alto Minho 4D – Viagem no Tempo” surgiu com o intuito de promover todo o potencial patrimonial, cultural e histórico através da criação de um novo produto turístico que destacasse a autenticidade, originalidade e identidade deste território, a fim de maximizar a sua diferenciação num contexto cada vez mais globalizado e competitivo e de tornar este produto atrativo para os turistas. A implementação deste projeto permitiu a criação de uma rede de 10 rotas culturais cronológicas associadas a diferentes períodos da história, desde a pré-história até à atualidade, que incluem alguns dos mais notáveis testemunhos patrimoniais do Alto Minho. É, ainda, de salientar a importante colaboração com agentes turísticos locais, através da criação de programas dinâmicos de redes turísticas e a sua divulgação junto de diferentes públicos-alvo e mercados de referência, de modo a afirmar o destino do Alto Minho como um destino de excelência, com claros ganhos tanto para estes agentes como para o território em geral.  

As histórias submetidas foram avaliadas pela equipa do Green Destinations Top 100, especialistas de vários países e parceiros da Green Destinations (Green Destinations, QualityCoast, Travelife, ITB Berlin, Asian Ecotourism Network, Ecotourism Australia, Global Ecotourism Network, Sustainable First and GLP Films), coordenados pela própria Fundação Green Destinations. A competição também teve o apoio da Future of Tourism Coalition. O Comité do Top 100 selecionou os 100 melhores destinos através de uma pré-seleção com base num nível mínimo de conformidade com os critérios essenciais do Green Destinations Standard e, posteriormente, criou a lista dos 100 com base na avaliação da história de boas práticas submetida.

A história “Journey through time: 10 municipalities, one community, a tourist product” (Viagem no Tempo: 10 municípios, uma comunidade, um produto turístico) e a lista dos 100 melhores de 2022 está disponível na página oficial da Green Destinations.

Sobre a Green Destinations

A Green Destinations é uma organização sedeada nos Países Baixos que trabalha na avaliação, capacitação e certificação de destinos e empresas empenhadas no desenvolvimento do turismo sustentável. A Green Destinations gere uma série de programas globais através de uma equipa central de coordenadores e gestores de programas. A organização lidera uma parceria global de mais de 50 representantes, composta por peritos em turismo sustentável, consultorias e organizações sem fins lucrativos; trabalha em benefício da comunidade de “Destinos Verdes/Sustentáveis”. Até à data, mais de 450 destinos e 50 empresas de 60 países já participaram num dos seus programas. Juntamente com a Comunidade de “Destinos Verdes”, a organização tem como objetivo melhorar o turismo e torná-lo mais sustentável.

Imagem: DR.

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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Ruth Collaço leva “Círculo Raiz” à Associação Caboverdeana em Lisboa

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A escritora, artista plástica, curadora cultural e criadora portuguesa Ruth Collaço promove, no dia 12 de julho, às 18h30, na Associação Caboverdeana em Lisboa, o encontro “Círculo Raiz, Arte Meditativa & Escrita Intuitiva”. A iniciativa, integrada no universo “Ventos Sábios, Ruth Collaço”, “propõe uma experiência de pausa, respiração e criação”, com lugares limitados e inscrições através do e-mail: ruthcollaco@gmail.com

A divulgação pública do evento apresenta o encontro como um espaço para “descer à raiz”, “respirar”, “criar” e “transmutar”.

Nascida em Benguela e radicada em Lisboa, Ruth Collaço tem construído um percurso que cruza literatura, artes plásticas, curadoria, análise literária e criação simbólica. A sua presença no panorama cultural lusófono tem sido marcada por uma linguagem que aproxima corpo, território, memória e espiritualidade, com obras e projectos ligados ao imaginário ritual, à escrita sensorial e à arte como processo de transformação. A autora é também associada ao projecto “Wise Winds, Ventos Sábios”, uma plataforma literária e cultural com projecção internacional.

Relativamente ao que o público encontrará no “Círculo Raiz”, Ruth Collaço afirma que a proposta passa por “um espaço de pausa e criação consciente, onde a arte deixa de ser apenas técnica e passa a ser caminho interior”.

Segundo esta responsável, que tem atuado internacionalmente, a arte meditativa “abranda o corpo e conduz o gesto a partir da respiração”, permitindo que cada traço, cor ou movimento surja de um estado de presença. Já a escrita intuitiva, acrescenta, abre espaço para que a palavra flua “sem censura”, revelando pensamentos, emoções e percepções que muitas vezes permanecem ocultas no quotidiano.

Segundo apurámos, o encontro propõe “uma prática assente na liberdade criativa e na escuta do silêncio”. Ruth descreve o ambiente como “seguro, ritual e acolhedor”, pensado para que cada participante possa criar, transformar o que sente e partilhar, se assim o desejar, “num círculo que honra o corpo, a palavra e o gesto como expressões de raiz”. A proposta aproxima arte, escrita e interioridade, sem reduzir a criação a exercício técnico ou a produto final. O centro da experiência está no processo, no gesto e na relação de cada pessoa com a própria voz.

Sobre os objectivos da iniciativa, Ruth Collaço explica que o “Círculo Raiz” procura “reconectar cada pessoa ao seu próprio centro”, despertando a intuição como ferramenta criativa e espiritual.

A artista defende que “a actividade pretende promover a expressão livre através da arte e da escrita, oferecendo um momento de pausa num ritmo de vida acelerado”.

“O “Círculo Raiz” procura cultivar comunidade, apoiar processos internos de transformação e criar um espaço onde cada participante possa regressar ao essencial, ouvir o que a sua raiz tem para dizer e permitir que a sua verdade se manifeste de forma autêntica e sensível”, afirmou.

A escolha da Associação Caboverdeana em Lisboa como palco do encontro acrescenta uma dimensão simbólica à iniciativa, ao situar a prática num espaço ligado à diáspora, à memória africana e ao diálogo cultural em língua portuguesa.

Para Ruth Collaço, que é associada da Associação Portuguesa de Poetas, e cuja obra atravessa geografias, ancestralidades e linguagens, tendo estado recentemente em diversas cidades na Suíça com o seu trabalho literário e de artes plásticas, “o “Círculo Raiz” surge como extensão natural de um percurso em que arte e rito se encontram”.

“Mais do que uma oficina, o evento propõe uma experiência de presença, palavra e gesto, na qual a criação é entendida como regresso ao essencial”, finalizou.

Ígor Lopes

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Associação de Futebol de Viseu distingue jornalista José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”

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A Associação de Futebol de Viseu (AFV) distinguiu, no passado dia 4 de julho, o jornalista português José Luís Araújo com o Prémio “Carreira”, numa homenagem ao seu percurso profissional de mais de 40 anos dedicado ao jornalismo desportivo, durante uma cerimónia em que o profissional destacou a responsabilidade que acompanha este reconhecimento e reafirmou o compromisso com a isenção e a verdade dos factos.

Ao receber a distinção, José Luís Araújo agradeceu à AFV e ao seu presidente, José Carlos Lopes, pelo reconhecimento agora atribuído e afirmou que partilha o galardão com todas as pessoas que marcaram o seu percurso profissional ao longo de várias décadas de atividade, considerando que cada uma contribuiu para o seu crescimento enquanto jornalista e enquanto pessoa.

“Este galardão é o reconhecimento de uma atividade que abracei, com dedicação e profissionalismo, há 40 anos, na área do desporto, sendo que o jornalismo começou cedo na minha vida, quando o meu avô, em 1971, me indicou para lhe suceder como correspondente do Diário de Notícias”, frisou.

Apesar da distinção recebida, José Luís Araújo sustentou que a sua carreira continua longe de terminar, deixando uma nota de humor ao afirmar que a sua “reforma jornalística” ainda está distante.

Este profissional recordou ainda outras distinções atribuídas ao longo do seu percurso, entre as quais o Prémio “Santos Mota”, da Associação de Escanções de Portugal, recebido em 2022 na área do jornalismo vínico e gastronómico, e o Prémio “Animarte”, atribuído em 2010.

“Diria que este, e os outros galardões, representam um ‘selo’ de responsabilidade que aceito sem reservas, pois sempre pautei a minha conduta jornalística pela total isenção, colocando a verdade dos factos acima de tudo”, salientou.

Ao longo da carreira, José Luís Araújo colaborou com diversas estações de rádio, como a Viriato FM, NoAr, RCI Viseu, Emissora das Beiras, Rádio Lafões, Rádio Nova e Rádio Renascença. Atualmente, integra a Rádio Escuro, sediada no concelho de Vila Nova de Paiva.

É também correspondente do jornal Record desde 1990, tendo passado pelas redações dos jornais Notícias de Viseu e Diário de Viseu, além de colaborar com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais.

Atualmente, exerce igualmente funções como diretor da revista Gazeta Rural, publicação que fundou há 22 anos, do portal informativo Nacional16.pt e da revista Confraria, editada pela Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas.

Ígor Lopes

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