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45 carros para o arranque do Historic Endurance em Portimão

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Será no mais recente grande palco do automobilismo mundial que arrancará, de 5 a 7 de maio, a temporada de 2023 do Iberian Historic Endurance. As deslumbrantes máquinas que formam a competição de clássicos mais prestigiada do sul da Europa vão marcar presença no Algarve Welcome Spring para duas corridas de 50 minutos no majestoso Autódromo Internacional do Algarve.

Com “casa cheia”, como já é timbre da competição da Race Ready, onde os participantes se demarcam dos demais pelo seu espírito “Gentlemen Driver”, esperam-se corridas animadas nas quais os pilotos vão tirar o máximo prazer da condução a alta velocidade e num ambiente seguro destas máquinas exclusivas que espalharam magia nos diversos circuitos nacionais e internacionais entre 1965 e 1976.

Quarenta e cinco viaturas de Turismo e GT, provenientes de 8 países diferentes, incluindo alguns modelos icónicos da indústria automóvel como o Ford GT40, o Alfa Romeo TZ2, o Shelby Cobra Daytona ou o Porsche 911, vão competir divididas em cinco classes, conduzidas por pilotos de oito diferentes nacionalidades.

Para Diogo Ferrão, o CEO da Race Ready, este arranque da temporada volta a ser especial “porque vamos iniciar mais uma temporada em alta, o que prova que o conceito do Historic Endurance está de saúde. Para além dos nossos Gentlemen Drivers ibéricos que consideram esta a ‘sua casa’, somos sempre visitados por um grande número de pilotos do norte da Europa que vem gostam do nosso Relaxed Historic Racing em circuitos fabulosos e com organização de primeiro nível. Este ano, a novidade são mesmo vários carros e pilotos que fazem a sua estreia nesta prova”.

Antevisão – “Cinco em Um”

Com cinco classes a partilhar a pista, quem assistir às corridas, no circuito ou no dia de domingo no Live Streaming, vai desfrutar de cinco corridas em uma.

GDS:

A classe Gentleman Drivers Spirit (GDS) volta a reunir um leque variado de participantes e máquinas de uma beleza e bom gosto destacável. Desde o impecável Datsun 1200 Gr.2 de João Neves, passando pelo BMW 1800 TiSA de Alberto e Tomaz Velez-Grilo, ou pelo Alfa Romeo Giulia Ti Super de Rui Bevilacqua/António Magalhães/Nuno Veiga. Contudo, o favoritismo recai nos três Porsche 911 SWB preparados pela Garagem João Gomes para Michel Mora e Nuno Nunes e Piero Dal Maso, este último com o filho Guilherme Dal Maso.

H-1965:

Como é habitual, a classe H-1965 é aquela que junta o maior número de nacionalidades. O holandês Bart Uiterwaal regressa à Península Ibérica com o seu enorme Ford Mustang, enquanto que o alemão Christian Oldendorff irá estrear um elegante e muito raro Alfa Romeo Giulia TZ2. O duo franco-belga Brice Pineau/Olivier Muytjens estreia entre nós um apelativo Shelby Cobra Daytona, o sueco P-A. Forsvall alinha com o seu Lotus Elan, enquanto os duos ibéricos Pedro Moriyon/José Carvalhosa e Guillermo Velasco/Francisco Freitas inscreveram os seus respetivos Porsche 365. Esta luta entre Porsche 356 que também conta com o francês François Gueran noutro bonito exemplar. De destacar, a será a estreia de Carlos Alberto Oliveira num recém-adquirido Lotus Elan 26R e do regresso de Francisco Albuquerque em máquina idêntica.

H-1971:

Entre os H-1971, os Alfa Romeo GTAm voltaram a ser um “carro da moda”. Aos já conhecidos alemães Bjorn Ebsen e Volker Hichert e à dupla portuguesa Jorge Santos/Alcides Petiz, juntam-se em carros “iguais” Rafael Cerveira Pinto/Carlos Dias Pedro, dois habitues do Group 1 Portugal que estreiam um novo carro saído das oficinas da RP Motorsport. Inscritos com GTAm, estão também Mário Neto e ainda Roberto Diaz Rincon e ainda a estreia de José Oliveira em provas de históricos em circuitos. Numa classe que pauta pela diversidade dos seus intervenientes, o que dizer da participação do FIAT 124 de Rui Garcia/Miguel Garcia ou do Volvo 142 S (uma novidade no paddock do Historic Endurance) de Tomás Baptista. O encanto do “Relaxed Historic Racing” traz para as pistas carros que não o fariam de outra forma, como o Ford Escort TC de Manuel Ferrão ou o Porsche 914/6 de Manuel de la Torre. Mostra do espírito familiar que se vive nestes eventos, encontramos Vítor e o seu filho Bernardo Costa, em Lotus Elan, uma das cinco duplas de pilotos da mesma família.

H-1976:

A classe dos H-1976 juntará, novamente, um grupo de carros de enorme interesse e rapidez reconhecida, onde se destaca o De Tomaso Pantera de Pedro Bastos Rezende, que no Algarve venceu em 2022 tal como o fez no Porsche 911 3.0 RS, viatura que também inscreveu a meias com Eduardo Santos. Os muito bem preparados carros da marca alemã estarão em número e em força, com vários pilotos habituados às posições do pódio como as duplas Vasco Nina/Mário Meireles, Carlos Brízido/João Pina Cardoso, Bruno Duarte/Filipe Jesus ou Bruno Santos que correrá a solo. A armada de Zuffenhausen fica completa com o regresso dos espanhóis Eduardo Sanchez/Rafael Sanchez e de Carlos Vieira/Carlos Amaral. A extensa grelha de partida conta ainda com os quatro Ford Escort RS2000 que mostram que o modelo é um excelente compromisso entre a popularidade do modelo e rapidez. Dois para os irmãos suíços Max e Guillaume Huber em carroçarias MK2, que contarão com a concorrência de duas equipas portuguesas, Filipe Nogueira/Fernando Campos Ferreira e Mário Raposo, que desta vez fará equipa com João Santos. Saúda-se também o regresso do BMW 2002 Tii de André Pedro Carvalho que já mostrou ser uma máquina bem competitiva.

GTP & SC:

Entre os GTP & SC, os grandes animadores da pretérita temporada, o Alfa Romeo Ti Super de Paulo Rompante e o Lotus Seven de João Mira Gomes e Nuno Afoito, reencontram-se mas desta vez terão a companhia do esplêndido e recém-chegado Ford GT40 inscrito para o trio Paulo Lima/Bruno Lima/José Paradela.

Inscritos como “Invitational”, poderemos, ainda, assistir, em pista, à participação de Miguel Lobo, com o seu potente Shelby Cobra Daytona, e ainda à estreia do espetacular BMW 3.0 CSL de Miguel Ferreira e Francisco Carvalho, um carro com historial de Grupo 2 e que simboliza o início do ascendente do construtor de Munique nas corridas de Turismo.

Cuervos Y Sobrinos volta a premiar no Index de Performance

O Index de Performance continua a ser em 2023 uma das bandeiras da competição promovida pela Race Ready, com o patrocínio renovado do prestigiado relojoeiro suíço Cuervos Y Sobrinos. Estas máquinas de medir o tempo são uma combinação de luxo, elegância, exotismo, criatividade e qualidade excecionais, e vencedor levará para casa um exemplar exclusivo relógio com “alma latina e coração suíço”.

Nesta classificação especial, reza a história que nesta pista os Porsche 365 são quase imbatíveis. No entanto, o automobilismo é feito de surpresas e incertezas e os carros de menor cilindrada, como os Lotus Elan, o Datsun 1200 ou os Alfa Giulia Super e TZ2, poderão ter uma palavra a dizer

O que é novo esta temporada…

A exemplo de muitas outras competições de clássicos internacionais de referência, a Race Ready decidiu introduzir a regra que o proprietário do carro terá que conduzir mais de 50% da corrida. Para manter o espírito da competição, pilotos categorizados pela FIA, como “Silver”, ou acima, terão uma paragem nas boxes 10 segundos mais longa.

Em 2023, passa, também, a ser possível inscrever um carro reserva. Isto é, um piloto caso deseje pode utilizar um segundo carro em caso de avaria ou acidente da viatura inicialmente inscrita.

O calendário da temporada de 2023 volta a contemplar alguns dos circuitos míticos da Europa. Este ano Jerez de la Frontera, um dos circuitos mais carismáticos de Espanha, regressa ao calendário.

Foto: RR.

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Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração

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O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.

Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.

O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.

A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.

A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.

Ígor Lopes

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Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”

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Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.

Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.

O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.

A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.

“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.

Ígor Lopes

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CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa

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O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.

No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.

A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.

Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.

No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.

O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.

Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.

No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.

Ígor Lopes

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