Atualidade
11º Family Film Project – Festival Internacional de Cinema
Arquivo, Memória, Etnografia
O Family Film Project – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia regressa ao Porto, de 18 a 22 de outubro. Catarina Alves Costa é a cineasta em foco nesta edição que conta, além das sessões competitivas de cinema com performances, masterclasses, conversas, sessões especiais, uma oficina infanto-juvenil e, ainda, um filme-concerto.
Em 2022, o Family Film Project destaca o trabalho da realizadora e antropóloga Catarina Alves Costa, cuja obra é incontornável no panorama cinematográfico contemporâneo, frequentemente centrada na realidade portuguesa. Este foco na obra da realizadora natural do Porto inclui uma seleção de alguns dos seus filmes mais emblemáticos: no dia 21 de outubro serão exibidos os filmes Regresso à terra (1992) e Seda é um Mistério (2003) antecedidos por uma masterclass da realizadora às 15h00. No dia seguinte, dia 22 de outubro, pelas 17h00, terá lugar uma conversa com a cineasta acerca da sua obra e percurso profissional, conduzida por Humberto Martins, seguida do filme O arquiteto e a cidade velha (2004), no mesmo dia às 21h00, após a entrega de prémios aos vencedores, será possível assistir ao filme “Senhora aparecida” (1994).
A habitual secção competitiva regressa com uma seleção de 21 obras, provenientes de 15 países, sendo dividida em três temáticas: Vidas e Lugares, Memória e Arquivo e ainda uma sessão competitiva dedicada à Ficção e Animação.
Na abertura do festival, dia 18 de outubro, retorna também o ciclo performativo Private Collection, que este ano conta com performances dos artistas Sérgio Leitão às 18h30 no Coliseu do Porto e, a partir das 21h00, Paulo Pinto, Bibi Dória e Ece Canlı nos Maus Hábitos.
Também no dia 18, às 19h30, em parceria com o Coliseu do Porto, a programação do festival inclui o filme-concerto Heróis do Mar, evento que pretende homenagear, através do cruzamento do cinema, da música e do teatro, diversas dimensões da cultura popular portuguesa, trazidas ao palco pela própria comunidade.
No dia 20, pelas 15h00, no Cinema Passos Manuel, será, ainda, possível assistir a uma masterclass pela realizadora espanhola Nuria Giménez sobre o seu premiado filme My Mexican Breztel (2019), obra singular na problematização da memória e na apropriação do arquivo, que também será exibida em sessão especial (fora de competição).
A manhã do último dia do festival será dedicada às crianças e jovens, que também podem contar com o habitual workshop que, este ano, mais uma vez, é dirigido por Tânia Dinis, cineasta e artista que tem estado presente de diversas formas no festival.
Mais tarde, a partir das 14h30, sob a curadoria do artista e curador Peter Freund, será apresentada o uma mostra de cinema experimental com seleção de mais de uma dezena de pequenos filmes que se estendem do chamado “cinema de apropriação” (cujas obras usam como matéria outras obras pré-existentes ou materiais de arquivo) ao “cinema generativo” (cujos conteúdos visuais são parcialmente forjados por algoritmos informáticos). A exibição dos filmes experimentais é precedida pela masterclass Retracted Cinema, onde Peter Freund fará um enquadramento crítico destas formas marginais de expressão artística.
O passe geral do festival pode ser adquirido por 10€ no Passos Manuel. Os bilhetes para as sessões de cinema custam 3€ no Passos Manuel (com entrada gratuita para estudantes) e 6€ no Cinema Trindade.
As entradas para o filme-concerto, à venda em no Coliseu Porto Ageas e ticketline, poderão ser adquiridas por 8€ (6€ com o Passe Geral do festival). Já a inscrição nas oficinas para crianças e jovens tem o custo de 13€. As masterclasses e performances têm entrada gratuita.
Imagem: FFP
Atualidade
Portugal: “Eu Decido NextGen” reúne jovens líderes em debate sobre o futuro da nova geração
O auditório do Taguspark, no concelho de Oeiras, em Portugal, recebe, no dia 19 de setembro, entre as 09h e às 19h, o painel de debate especial “Eu Decido NextGen”, uma iniciativa moderada pelo CEO da Dale Carnegie Portugal e especialista em gestão das pessoas, recursos humanos e liderança, Pedro Ramos, que reunirá sete jovens participantes para debater o papel da nova geração na construção do futuro. Esta iniciativa acontece no âmbito do evento “Faz a Tua Mudança”, organizado por Adriana Carneiro, mentora e coach de Liderança.
Sob o lema “O futuro não está à espera”, o encontro pretende “promover um espaço de reflexão e diálogo em torno dos desafios enfrentados pelos jovens, incentivando a participação ativa na definição das decisões que irão moldar a sociedade dos próximos anos”.
O painel contará com a participação de Inês Siopa, Carolina Almeida, Laura Gomes, Afonso Almeida, Inês Moleiro, José Lages e Joana Ramos, jovens convidados para “partilhar experiências, perspetivas e propostas sobre temas ligados à liderança, participação, inovação e intervenção cívica”.
A organização apresenta o evento como um “encontro entre diferentes vozes da mesma geração”, sintetizado na mensagem “7 vozes. 1 geração. 1 decisão.”, procurando demonstrar que “os jovens não são apenas destinatários das mudanças, mas protagonistas da sua construção”.
A filosofia da iniciativa é resumida na frase que acompanha o evento: “Enquanto muitos discutem o futuro, eles já o estão a construir”.
Ígor Lopes
Atualidade
Angola: Pedro Ramos defendeu em Luanda “liderança centrada nas pessoas” durante o “Carreira International Summit 2026”
Pedro Ramos, CEO da Dale Carnegie Training Portugal e da Rharo by Group Talent, participou, em Luanda, Angola, no “Carreira International Summit 2026”, realizado no passado dia 8 de julho, no Epic Sana Luanda. O encontro, organizado pela “Revista Carreira”, em parceria com a “Dale Carnegie Training Portugal” e a “Rharo by Group Talent”, foi apresentado como um “espaço internacional de reflexão sobre o futuro do trabalho, da liderança e das organizações”.
Sob o tema “Pessoas Reais (RE)Inventam o Futuro Artificial”, Pedro Ramos fez a palestra de abertura do evento, centrando a sua intervenção na necessidade de colocar as pessoas no centro da transformação organizacional, num tempo marcado pela aceleração da inteligência artificial, pela redefinição das carreiras e pelas novas exigências da liderança. A agenda do summit foi orientada para as dinâmicas emergentes do mercado laboral, a transformação organizacional e as trajectórias de carreira em contexto global.
O evento reuniu líderes empresariais, decisores públicos, especialistas e representantes institucionais de Angola, Portugal, Brasil, Moçambique e Líbano, reforçando Luanda como “espaço de diálogo lusófono e internacional sobre gestão de pessoas, tecnologia, inovação e desenvolvimento humano”. A organização avalia que o summit foi o primeiro encontro internacional em Angola inteiramente dedicado a esta agenda, com a ambição de “aproximar lideranças e gestores de pessoas de diferentes geografias”.
A presença de Pedro Ramos em Angola confirma a expansão da sua agenda internacional e o posicionamento da “Dale Carnegie Training Portugal” e da “Rharo by Group Talent” em mercados lusófonos estratégicos.
“Num contexto em que as organizações procuram responder à pressão tecnológica sem perder vínculo humano, a minha intervenção em Luanda destacou uma mensagem central: o futuro pode tornar-se mais artificial, mas continuará a depender de liderança, consciência, confiança e capacidade de mobilizar pessoas”, disse Pedro Ramos.
Ígor Lopes
Atualidade
CCP destaca voto eletrónico, apoio à Venezuela e reforço dos direitos da diáspora nas conclusões das reuniões presenciais do Conselho Permanente em Lisboa
O Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CP-CCP), presidido por Flávio Martins, divulgou, em comunicado, as principais decisões alcançadas no âmbito das reuniões presenciais realizadas em Lisboa entre 29 de junho e 1 de julho, iniciativa que ficou marcada por deliberações e mensagens consideradas de “maior impacto direto para a diáspora portuguesa”, destacando temas como o voto eletrónico, o ensino do português no estrangeiro, os serviços consulares, os processos de nacionalidade e o apoio à comunidade portuguesa na Venezuela, além da aprovação de uma moção de solidariedade institucional dirigida ao povo venezuelano e à comunidade portuguesa residente naquele país, na sequência dos recentes sismos que afetaram a região no final de junho.
No plano da participação cívica, o CCP assinala como um dos principais avanços o anúncio feito pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, relativo à realização de uma experiência-piloto de voto eletrónico nas próximas eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, previstas para 2027.
A medida, considerada um passo relevante para facilitar a participação eleitoral dos emigrantes, visa testar novas soluções tecnológicas para futuros atos eleitorais. A modernização dos processos eleitorais constituiu, aliás, uma das principais reivindicações apresentadas pelo Conselho. O CCP voltou a defender o alargamento das modalidades de voto – presencial, postal e eletrónico – a todos os atos eleitorais nacionais, bem como o desdobramento das assembleias de voto no estrangeiro, procurando reduzir as dificuldades de acesso e combater a baixa participação registada em eleições anteriores.
Outro dos temas centrais incidiu sobre o ensino de português no estrangeiro. Durante as reuniões realizadas em Lisboa decorreram encontros de trabalho com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, dedicados à análise dos desafios e das oportunidades de expansão da rede de ensino da língua portuguesa junto das comunidades emigrantes, procurando reforçar a promoção da língua e da cultura portuguesas além-fronteiras.
No domínio dos serviços públicos, o Conselho Permanente dirigiu também um conjunto de propostas ao Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), defendendo medidas destinadas a acelerar e uniformizar os processos de nacionalidade e de registos civis, reforçar a digitalização dos serviços, melhorar a interoperabilidade entre o IRN e a rede consular portuguesa e ampliar a formação técnica dos postos consulares. O objetivo passa por “garantir maior previsibilidade nos prazos de resposta e uma aplicação uniforme dos critérios utilizados nos processos que envolvem portugueses residentes no estrangeiro”.
O comunicado reforça ainda a posição do CCP relativamente ao seu papel institucional, sugerindo uma participação mais ativa na definição das políticas públicas dirigidas às comunidades portuguesas.
Recorde-se que, desde 2023, o Conselho passou a ser obrigatoriamente consultado em matérias relacionadas com a diáspora portuguesa, reforçando a sua legitimidade enquanto órgão consultivo do Estado.
No plano organizativo, o CP-CCP confirma a consolidação do atual mandato através da assinatura do Relatório Anual de Atividades, da aprovação do Código de Conduta dos Conselheiros e da reeleição da Mesa Diretora, decisões que encerraram o ciclo de reuniões presenciais do Conselho Permanente realizadas na capital portuguesa.
Ígor Lopes
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